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quinta-feira, 15 de maio de 2014

LIVRO DE DANIEL CAPÍTULO 11 E 12 NO DO PODERIO PAPAL



Dr. Samuel Ramos

 Dr. Glen Allen, Va 23060

 

Revelações de Daniel

10 e 11- O Retorno do Poderio Papal

 

Já foi visto nos capítulos anteriores que as profecias de Daniel possuem duas características importantes: repetição e progressão.

 

  • Daniel 2 nos conduz à divisão e queda do Império Romano do Ocidente em 476 d.C.
  • Daniel 7 se estende até o ano 1.798, o início do tempo do fim
  • Daniel 8 e 9 juntos desvendam o maior período profético da Bíblia "2.300 anos" (457 a.C. - 1.844 d.C.), indicando o período da primeira vinda do Messias, Seu batismo (27 d.C.), o ano da Sua morte (31 d.C.), o início do tempo dos gentios (34 d.C.), e o ano em que começaria o Juízo Celestial (1.844), a purificação do Santuário Celestial. 
  • A pergunta feita em Daniel 8:13 é dupla, “até quando o Santuário de Deus e o Seu exército, Sua igreja, seriam pisados,” isto é, quando ocorreria a Restauração do Santuário e do Povo de Deus?  A resposta de Deus também é dupla.  Em Daniel 8:14 Deus responde a primeira parte da pergunta, que diz respeito à Restauração do Santuário em 1.844.  A segunda parte da pergunta diz respeito à Restauração do Povo de Deus, e é respondida na visão de Daniel 10 a 12.  

 

“Na Palavra de Deus . . . afasta-se a cortina, e contemplamos ao fundo, em cima, e em toda a marcha e contra-marcha dos interesses, poderio e paixões humanas, a força de um Ser todo-misericordioso, a executar, silenciosamente, pacientemente, os conselhos de Sua própria vontade.”[1] 

Podemos entender aqui a verdadeira Filosofia da História.  Embora existam muitas batalhas, existe uma uma só guerra, a Grande Guerra entre as forças do bem e as forças do mal.     

 

Nessa visão “Deus ergueu o véu da História e mostrou a Daniel algumas realidades do mundo invisível – o conflito entre as forças do bem e as do mal,”[2]   a luta pelo Domínio da Mente.  Neste caso específico, a luta era pelo domínio da Mente de Ciro (Dan. 10:12-14).  A mente do rei Ciro estava sendo perturbada e agitada por Satanás contra a Restauração do Santuário de Deus em Jerusalém, e contra a Restauração do Povo de Deus.

 

“Enquanto Satanás estava procurando influenciar as mais altas autoridades no reino da Medo-Pérsia para que não mostrassem favor ao povo de Deus, anjos trabalhavam no interesse dos exilados.  Era uma controvérsia na qual todo o Céu estava interessado.  Por intermédio do profeta Daniel é-nos dado um lampejo desta poderosa luta entre as forças do bem e as do mal.  Durante três semanas Gabriel se empenhou em luta com os poderes das trevas, procurando conter as influências em operação na  Mente de Ciro; e antes que a contenda terminasse, o próprio Cristo veio em auxílio de Gabriel.  ‘O príncipe do reino da Pérsia (Satanás) se pôs defronte de mim vinte e um dias,’ Gabriel declara; ‘e eis que Miguel[3], um dos primeiros Príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia” (Dan. 10:13).  Tudo que o Céu podia fazer em favor do povo de Deus foi feito.  A vitória foi finalmente ganha; as forças do inimigo foram contidas todos os dias de Ciro, e todos os dias de seu filho Cambises, que reinou cêrca de sete e meio anos.”[4] 

 

A aflição e os jejuns de Daniel em função da Restauração do Santuário terrestre e do Povo de Deus, nos seus dias, reflete a atitude e angústia do povo de Deus nos últimos dias.  Assim como Daniel orou e jejuou pela Restauração do Santuário e do Povo de Deus no final dos setenta anos, assim também os santos de Deus são chamados a ter mesma atitude no final dos 2300 anos.[5] 

 

Assim como Daniel procurou apressar a Restauração do Santuário através de jejuns e aflições da alma, assim também o povo de Deus, nos últimos dias, procurará acelerar o processo da Purificação do Santuário Celestial, mantendo uma atitude de constante oração e vigilância.  Não oram por si mesmos, mas pela honra e glória de Jesus.  O povo de Deus percebe que Jesus sentirá as dores e agonias do pecado até que o Seu Santuário seja purificado.[6]

 

A Visão de Daniel 11

O capítulo 11 de Daniel cobre com detalhes o longo período da história Greco-Romana, mas este não pode ser o tema de todo o capítulo.  Essa última visão tem mais a ver com o tempo do fim do que as anteriores.

Respeitando a ordem progressiva do livro de Daniel, o que Deus nos reserva nesta última visão?  Uma simples repetição da história?  Certamente que não. Daniel 11 revela uma incontestável progressão no tempo, uma “prolongada guerra” (Daniel 10:1); um tempo que ultrapassa o ano de 1.844, pois também é uma profecia para o "tempo do fim":

"Agora vim para fazer-te entender o que há de suceder ao teu povo nos últimos dias; porque a visão se refere a dias ainda mui distantes" (Daniel 10:14). 

 

Ellen G. White e a Visão de Daniel 11

Em 1.904 Ellen G. White escreveu com relação ao capítulo 11 de Daniel:

"A profecia do capítulo onze de Daniel atingiu quase o seu cumprimento final.  Logo se cumprirão as cenas de perturbação das quais falam as profecias."[7] 

Esta declaração fortalece a idéia de que o cumprimento final de Daniel 11 tem a ver com o "tempo do fim", tempo posterior a 1.904.  Aplica-se, com certeza, aos nossos dias, quando será imposta a "abominação desoladora".

Qual é essa "abominação desoladora?"  Com que intensidade atingirá os "santos de Deus"?  Essas perguntas serão respondidas neste capítulo.

 

1 - Os quatro reis da Pérsia. Daniel 11:1-2 

 

"Eu pois, no primeiro ano de Dario, o medo, levantei-me para o animar e fortalecer.  Agora eu te declararei a verdade: Eis que ainda três reis se levantarão na Pérsia, e o quarto será acumulado de grandes riquezas…"

 

A visão foi dada no primeiro ano de Dario, o medo, mas o rei dominante era Ciro, rei dos Medos e Persas. Quatro outros reis surgiriam na Pérsia depois de Ciro, a saber:

1° - Cambises - Filho de Ciro 530 – 522 a.C.

2° - Smerdis - O impostor que governou por 7 meses, 522 a.C.

3° - Dario - Chamado de "Dario o Grande" 522 – 486 a.C.

4° - Xerxes - O Assuero do livro de Ester 486-465 a.C.

 

Xerxes, conhecido pelos Judeus como Assuero, é o último rei Persa mencionado em Daniel 11.  Foi durante o seu reinado que saiu um decreto de morte contra todos os Judeus.  A rainha Ester era uma Judia, e através dela Deus interveio e Seu povo foi poupado.  O filho de Xerxes, Artaxerxes, foi quem emitiu o terceiro e último decreto para “restaurar e reconstruir Jerusalém” (Esdras 7; Dan. 9:25), no ano 457 a.C..  Enquanto o Império Medo-Persa cumpriu com os propósitos divinos com relação ao Seu povo, os anjos de Deus estiveram lutando contra o príncipe da Pérsia, Satanás (Dan. 10:13-14), mas quando o reino Persa começou a trabalhar contra os planos divinos, e contra o povo de Deus, os governantes Persas ficaram sob a influência de Satanás.  O anjo Gabriel disse a Daniel: “Sabes por que eu vim a ti?  Eu tornarei a pelejar contra o príncipe dos Persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia” (Dan. 10: 20).

 

“O domínio Medo-Persa foi visitado pela ira do Céu porque nele a lei de Deus tinha sido calcada a pés.  O temor do Senhor não encontrou lugar no coração da grande maioria do povo.  Prevaleciam a impiedade, a blasfêmia e a corrupção.  O poder exercido por todos os governantes da Terra é concedido pelo Céu; e seu sucesso depende do uso que fizerem dessa concessão. . .   reconhecer a operação dêsses princípios na manifestação de Seu poder que remove reis, e estabelece os reis, reconhecer isto é compreender a filosofia da História.”[8]

 

2 - A Grécia e Alexandre o Grande.  Daniel 11:3- 4 

 

"Depois se levantará um rei, poderoso, que reinará com grande domínio,…mas no auge, o seu reino será quebrado, e repartido para os quatro ventos do céu…" 

 

Alexandre o Grande é o poderoso rei que derrotou a Medo-Pérsia (Granico 335 a.C.; Issus 333 a.C.; Arbela 331 a.C.), e estabeleceu o Império da Grécia.  Alexandre pode ter sido um general capaz, mas na perspectiva bíblica, ele foi favorecido pelo fato de que Deus estava contra a Pérsia. 

 

“Indubitavelmente, a maneira como Alexandre via a si mesmo crescia gradualmente a medida em que o seu poder crescia, até que ele começou a considerar-se mais do que humano. . . .  Alguns grandes personagens Gregos já tinham sido reconhecidos como deus, e não existia na crença Grega uma significante separação entre os deuses e os homens. . . o Oriente aceitaria a deificação de Alexandre como era de se esperar, porque no Egito, este tinha sido o costume já por séculos, considerar o rei como o filho do deus Sol. . . .  Como um sinal que demonstrava vividamente o seu caráter como deus, Alexandre adotou o costume Oriental de que, todos que se aproximassem dele em ocasiões oficiais, deveriam se curvar e beijar seus pés.  Ele também enviou uma formal notificação a todas as cidades Gregas, de que a liga, à qual ele tinha estado liderando, estava dissolvida, e que ele devia, de agora em diante, ser colocado entre os deuses de cada cidade, e como tal ele devia receber as oferendas em cada cidade.”[9]

 

A auto-deificação de Alexandre era um prenúncio de que ele iria criar sérios conflitos com o povo de Deus, que dentro do seu domínio iria se recusar a adorá-lo como deus.  A providência divina rapidamente interveio.  Alexandre, no auge da sua força, morreu, exatamente quando estava em Babilônia (323 a.C.)[10] sonhando em fazer dessa cidade, o centro do seu domínio universal.  A Grécia foi dividida entre seus quatro generais:

·         Lisímaco em 301 tomou o NORTE;

·         Ptolomeu tomou o SUL;

·         Seleuco ficou com LESTE;

·         Cassandro ficou com o OESTE.

Esses 4 foram mais tarde reduzidos a 3, pois, Seleuco derrotou Lisímaco ampliando seu domínio, tornando-se então o Rei do Norte, enquanto o Egito era o Rei do Sul.

 

3 - As lutas entre o Rei do Norte e o Rei do Sul.  Daniel 11:5-13

 

“E se fortalecerá o rei do sul, e um de seus príncipes; e este se fortalecerá mais do que ele, e reinará, e domínio grande será o seu domínio, Mas ao cabo de anos, eles se aliarão; e a filha do rei do sul virá ao rei do norte para fazer um tratado; mas não conservará a força do seu braço; nem ele persistirá, nem o seu braço, porque ela será entregue, e os que a tiverem trazido, e seu pai, e o que a fortalecia naqueles tempos.  Mas do renovo das suas raízes um se levantará em seu lugar, e virá com o exército, e entrará nas fortalezas do rei do norte, e operará contra elas, e prevalecerá.  E também os seus deuses com a multidão das suas imagens, com os seus vasos preciosos de prata e ouro, levará cativos para o Egito; e por alguns anos ele persistirá contra o rei do norte.  E entrará no reino do rei do sul, e tornará para a sua terra.  Mas seus filhos intervirão e reunirão grande número de exércitos; e um deles virá apressadamente e inundará e passará; e, voltando, levará a guerra até à sua fortaleza.  Então o rei do sul se exasperará, e sairá e pelejará contra ele, contra o rei do norte; ele porá em campo grande multidão, e a multidão será entregue na sua mão.  E aumentando a multidão, o seu coração se exaltará; mas, ainda que derribará muitos milhares, não prevalecerá.  Porque o rei do norte tornará, e porá em campo uma multidão maior do que a primeira; e ao cabo de tempos, isto é, de anos, virá à pressa com grande exército e com muita fazenda.”

A Palestina tem sido um dos grandes focos da história.  Situada, como estava, nas rotas que cruzavam o Oriente, as grandes lutas pela supremacia tem quase, invariavelmente, envolvido a posse da Palestina.  Quem dominasse aquela área estratégica, estava em condição de dominar o Oriente e o mundo.  Encontramos desta maneira, os seguintes poderes entre aqueles que, num tempo ou noutro, estiveram de posse daquela área: Assíria, Babilônia, Pérsia, Grécia, Egito, Roma, os Maometanos, as forças do Papa, Grã-Bretanha, etc.  Os ataques à Palestina vieram ou do Norte ou do Sul, pois ao ocidente estava o Mediterrâneio, e ao oriente o deserto Arábico.


Deus estabelecera o Seu povo neste local estratégico.  Israel deveria crescer até tornar-se um grande estado mundial.  Jerusalém deveria ser a capital deste reino terrestre de Deus.  Mas as forças do mal sempre estiveram determinadas a impedir o objetivo de Deus.  Desta maneira a Palestina e Jerusalém, através dos tempos, tem sido alvo especial dos poderes que pretederam governar a Terra.


“O povo de Israel deveria ocupar todo o território que Deus lhe designara.  As nações que rejeitassem o culto ou o serviço ao verdadeiro Deus deveriam ser desapossadas. . . .  Quando o número de Israel aumentasse, deveriam ampliar os limites até que seu reino abarcasse o mundo.”[11]


Logo após a morte de Alexandre, dois grandes poderes entraram em cena, não somente porque eles eram os mais fortes, mas porque o povo de Deus esteve envolvido com esses dois poderes nos próximos 100 anos.  Os versos 5 a 13 relatam as lutas entre o Rei do Norte, representado pela Síria, e o Rei do Sul, representado pelo Egito.  A Síria era governada pelos Seleucidas e o Egito pelos Ptolomeus.  A história deste período é em grande parte uma luta pela posse da Palestina.  Em Daniel 11:5-13 os Ptolomeus possuiram a Palestina na primeira parte do período (Dan. 11:5), contra os Seleucidas. 


Por que a Bíblia chama a Síria, isto é, os Seleucidas, de Rei do Norte?  O fato é que a terminologia bíblica leva em conta a posição geográfica da Síria em relação a cidade de Jerusalém.  A terminologia Rei do Norte, e Rei do Sul é usada em relação ao povo de Deus.


“Um dos seus príncipes se fortalecerá acima dele” (Dan.11:5)  Seleuco I, Nicator (302-280 a.C.) mais forte do Ptolomeu. 


“Eles se aliarão” (Dan.11:6).  Para solidificar a paz entre os dois reinos, Antíoco II, Theos, (261-246, neto de Seleuco I, casou-se como Berenice, filha do Rei do Sul, Ptolomeu II Filadelfo. 


“Mas não se conservará a força de seu braço; nem ele persistirá” (Dan. 11:6).  Assim que Ptolomeu II morreu, a sua filha Berenice foi repudiada por Antíoco II, o qual tomou novamente sua primeira esposa Laodice, com os filhos.  Laodice, por causa do que acontecera envenenou a Antíoco II, e o trono passou para as mãos do filho, Seleuco Callinico.


“Mas do renovo de suas raízes um se levantará em seu lugar” (Dan.11:7).  Os versos 7-9 relatam as vitórias do Rei do Sul contra o Rei do Norte.  Ptolomeu III, Energetes, o filho mais velho de Filadelfo e irmão de Berenice, foi o sucessor no trono do Egito. 


“Virá com o exército e entrará nas fortalezas do rei do norte . . . e prevalecerá” (Dan.11:7).  Seleuco II, instigado por sua mãe Laodice, mandou matar Berenice e seu filho, que conforme o tratado, deveria ser o sucessor no trono da Síria.  Diante disso Ptolomeu III Energetes invadiu rapidamente a Síria num esforço de salvar sua irmã.  Ele chegou tarde demais para salvar Berenice, mas avançou por toda a Síria e cruzou o Eufrates.  Todo o território do seu rival (rei do norte) estava em pouco tempo aos seus pés.


“E por alguns anos ele persistirá contra o rei do norte” (Dan. 11:8)  Conforme o verso 8, Ptolomeu III Energetes voltou ao Egito da sua bem sucedida invasão da Síria, com grande pilhagem de todo tipo.   


“E entrará (o rei do norte) no reino do rei do sul e tornará para a sua terra” (Dan.11:9).  Referência às tentativas frustradas de Seleuco Callínico para invadir o Egito.


“Mas os seus filhos intervirão e reunirão grande número de exércitos” (Dan.11:10).  Os versos 10-13 falam das vitórias do rei do norte contra o rei do sul.  A referência aqui é aos filhos de Seleuco Callínico, Seleuco III Ceraunos Soter que foi morto após um curto reinado, e Antíoco III o Grande.  Antíoco III o Grande envolveu-se numa luta amarga contra Ptolomeu IV, Filopater, e efetuou também uma campanha arriscada no oriente com o objetivo de restituir ao seu reino o antigo tamanho e glória.  


“Então o rei do sul se exasperará, e sairá, e pelejará contra ele, contra o rei do norte; ele (o rei do norte) porá em campo grande multidão, e a multidão será entregue na sua mão (mão do rei do sul)” (Dan.11:11).  Antíoco III reuniu um grande exército para atacar Ptolomeu, mas Ptolomeu preparando-se, reuniu ainda um exército mais poderoso e derrotou Antíoco na Batalha de Rafia (217 a.C.).


“e não prevalecerá” (Dan.11:12).  Após derrotar Antíoco III, Ptolomeu IV entregou-se à licensiosidade e dissipação.


“Porque o rei do norte tornará e porá em campo uma multidão maior do que a primeira; e ao cabo de tempos, isto é, de anos, virá à pressa, com grande exército e com muita fazenda” (Dan.11:13).  O voluptuoso Ptolomeu IV foi sucedido, após a sua morte, por seu jovem filho Ptolomeu V, Epifanes.  Antíoco III dirigiu-se então contra a Palestina e conseguiu arrancá-la do domínio egípcio, em 198 a.C.   


4 - Roma Pagã Imperial Entra em Cena.  Daniel 11:14 - 20 


“E naqueles tempos, muitos se levantarão contra o rei do sul; e os filhos dos prevaricadores do teu povo se levantarão para confirmar a visão, mas eles cairão.  E o rei do norte virá, e levantará baluartes, e tomará a cidade forte; e os braços do sul não poderão subsistir, nem o seu povo escolhido, pois não haverá força que possa subsistir.  O que, pois, há de vir contra ele fará segundo a sua vontade, e ninguém poderá permanecer diante dele; e estará na terra gloriosa, e por sua mão se fará destruição.  E porá o seu rosto para vir com a força de todo o seu reino, e entrará em acordo com ele; e lhe dará uma jovem em casamento, para destruir o seu reino; mas ela não subsistirá, nem será para ele.  Depois virará o seu rosto para as ilhas, e tomará muitas; mas um príncipe fará cessar o seu opróbrio contra ele, e ainda fará tornar sobre ele o seu opróbrio.  Virará então o seu rosto para as fortalezas da sua própria terra, mas tropeçará, e cairá, e não será achado.  E em seu lugar se levantará quem fará passar um arrecadador pela glória real; mas em poucos dias será quebrantado, e isto sem ira e sem batalha.”


“Os prevaricadores (Roma) do teu povo (povo de Deus) se levantarão para confirmar (selar) a visão” (Dan.11:14).  O jovem rei do Egito Ptolomeu V, Epifanes, estava neste tempo sob a tutela de Roma, e isto abriu uma oportunidade para que a República nascente, Roma[12], pudesse se intrometer nos negócios do oriente.  Depois disto, Roma propôs não mais se retirar até que todos lhe estivessem sujeitos.  A profecia das 70 semanas que já estudamos em Daniel 9:24, deveria “selar a visão e a profecia.”  Isto é confirmado em Daniel 11:14 quando Roma Imperial entra em cena para selar e confirmar a profecia das 70 semanas através da morte de Jesus, “na metade” da septuagésima semana.  Roma devia assim cumprir a parte que lhe cabia na fixação da visão, mas ela mesma devia cair. 


Roma, uma vez dentro do oriente, fez rápidos progressos através da Ásia Menor e da Síria, até que o império dos Seleucidas desapareceu.  Os exércitos romanos comandados por Cipião infligiram a Antíoco III uma esmagadora derrota em Magnésia, na Ásia Menor, em 190 a.C.; em 168 a.C. Antíoco Epifanes invadiu o Egito, mas Roma lhe ordenou que saísse, e ele não teve outro recurso senão obedecer.  A Palestina caiu nas mãos romanas no ano 63 a.C., quando Pompeu capturou Jerusalém após o cêrco de três meses. 


“E o rei do norte virá e levantará baluartes e tomará a cidade forte e os braços do sul não poderão subsistir, nem o seu povo escolhido . . . e estará na terra gloriosa, e por sua mão se fará destruição” (Dan. 11:15 - 16). 


Roma agora era o Rei do Norte.  No verso 15 e 16 Roma se torna o Rei do Norte após dominar os Seleucidas (Ásia Menor e Síria) e então penetra na Palestina "a terra gloriosa" (verso 16); em 63 a.C. Roma tomou Jerusalém e permaneceu na terra gloriosa, conservando-a toda na mão.  


“E porá seu o seu rosto para vir com a força de todo os seu reino (contra a terra gloriosa, Palestina) e entrará em acordo com ele” (Dan. 11:17)  Em 161 a.C. os Judeus fizeram um tratado de amizade com os Romanos.[13]


 “E (o rei do sul) lhe dará uma jovem em casamento” (Dan.11:17) Os comentaristas geralmente tem aplicado esse verso a Cleópatra, filha de Ptolomeu XI.  Roma penetra no Egito através de Júlio César, e Cleópatra foi colocada sob a proteção romana em 51 a.C., e tornou-se amante de Júlio César, mas a maior paixão na vida de Júlio César era a conquista militar. 


“Virará então o seu rosto para as fortalezas da sua própria terra” (Dan. 11:19) Ele voltou sua atenção para as fortalezas da antiga República Romana na costa norte da África e o Mediterrâneo.  É relatado que ele ganhou 500 batalhas durante esta campanha.   


“Mas tropeçará e cairá e não será achado” (Dan. 11:19) A vida de Júlio César porém chegaria logo ao fim ao voltar para Roma, como resultado de uma conspiração do general Romano Brutus.  Enquanto Júlio César estava sentado no seu trono de ouro na manhã do dia 15 de Março do ano 44 a.C., ele foi assassinado; seu corpo foi apunhalado cerca de 23 vezes pelos seus conspiradores.


“E em seu lugar (no lugar de Júlio César) se levantará quem fará passar um arrecadador pela glória real (César Augusto); mas em poucos dias será quebrantado, e isto sem ira e sem batalha” (Dan. 11:20). 


Após a morte de Júlio César foi formado um “triunvirato” entre Marco Antonio, Otaviano e Lepidus.  Porém, em pouco tempo Lepidus foi deposto do governo, ficando somente Marco Antonio e Otaviano para governar a República de Roma (Marco Antonio era casado com Otávia, a irmã de Otaviano).  Cleópatra, após a morte de Júlio César, voltou suas afeições para Marco Antonio, o rival do herdeiro do trono romano, Otaviano.  Embora Marco Antonio fosse, aparentemente, o herdeiro do trono romano, este lhe foi negado por causa da sua paixão por Cleópatra.  Julio César havia deixado instruções de que Otaviano deveria ser o seu sucessor.  Cleópatra induziu Marco Antonio a se revoltar contra Roma.   Otaviano (conhecido como Augusto) derrotou as forças combinadas de Cleópatra e Marco Antonio no dia 02 de setembro do ano 31 a.C., na batalha de Actium.


O Nascimento de Jesus


Sem nenhuma outra ameaça contra sua liderança Otaviano assumiu a liderança do Império Romano sob o título de César Augusto ( 31 a.C. a 14 d.C.)  Portanto, o Império Romano de fato iniciou com César Augusto no ano 31 a.C.  A Providência Divina guiou a história de tal forma que a Terra foi preparada para receber, num tempo de paz, o maior de todos os presentes, o nascimento de Jesus.  “O Príncipe do Concerto”, Jesus, nasceu nos dias de César Augusto.  O reinado de Augusto é conhecido como a “Era Dourada” do Império Romano.  Ele era conhecido como o “arrecadador de impostos”.


“E aconteceu naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse” (Lucas 2:1). 


Foi este censo que levou José e Maria à cidade de Belém onde Jesus nasceu.  César Augusto teve um reinado próspero e pacífico, e morreu em seu leito enfermo aos 76 anos, no dia 19 de agosto de 14 d.C., depois de ocupar o trono de Roma por 43 anos.  O fato de um governante morrer pacificamente no seu reino era algo tão incomum que foi especificamente mencionado na profecia.


A Morte de Jesus  


“Depois se levantará em seu lugar (no lugar de César Augusto) um homem vil, ao qual não tinham dado a dignidade real (Tibério 14 d.C. – 37 d.C., não era o herdeiro natural do trono porque não era filho de Augusto, ele foi adotado); mas ele virá caladamente e tomará o reino com engano.  E com os braços de uma inundação serão arrancados de diante dele, e serão quebrantados, como também o Príncipe do Concerto (a morte de Jesus 31 d.C. selou o Concerto da Salvação)” (Dan.11:21-22).


Tibério foi o terceiro César da profecia bíblica.  A tradição diz que quando César Augusto estava para nomear como seu sucessor, Agripa, um homem altamente respeitado, Lívia, a esposa de César Augusto protestou e pediu que ele nomeasse como seu sucessor o filho dela, Tibério, ao que Augusto respondeu: “Seu filho é muito vil para vestir a púrpura de Roma.”  Porém, Agripa acabou morrendo antes de César Augusto, então  Lívia, novamente, com bajulações e elogios conseguiu convencer seu esposo de nomear como sucessor o seu filho Tibério.  Uma vez no poder Tibério encheu o império com um exército de informantes pagos.  Os líderes judeus conheciam a força da ameaça que fizeram contra Pilatos, “Se soltas este Homem, não és amigo de César”. 


Bastaria os sacerdotes insinuarem uma acusação contra Pilatos diante de Tibério, e ele seria deposto.  Tibério nunca conseguiu o respeito dos cidadãos Romanos, nem mesmo depois de morto.  O seu reinado foi marcado pela libertinagem e crueldade.  Declarou-se a seu respeito que ele era “pessoa excêntrica, incompreendida e não amada.”[14]  Tibério adoeceu, e quando parecia que se recuperaria, de repente morreu sufocado pelas mãos de um dos seus atendentes no ano 37 d.C., seis anos depois da morte de Jesus. 


Jesus o “Príncipe do Concerto”


Milhares foram mortos como vítimas das suspeitas e inveja desse imperador vil, inclusive o “o Príncipe do Concerto”; foi durante o reinado de Tibério que Jesus foi morto no ano 31 d.C., depois de um breve ministério de três anos e meio.  Dan. 9:25-27 chama Jesus de “o Príncipe do Concerto”.  Jesus veio a esta Terra para estabelecer o Concerto da Salvação.  No livro de Daniel quando o “concerto” é mencionado, ele está se referindo ao concerto de Cristo para salvar a humanidade.  A morte de Jesus resultou da união do Seu povo com os Romanos.  Os Judeus disseram “Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso Rei?  Responderam os principais dos sacerdotes: Não temos rei, senão César” (João 19:15).  O povo escolhido de Deus escolheu outro “príncipe”, escolheram o príncipe de Roma. 


Daniel 9:26 continua dizendo que o “povo do príncipe que virá destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será como uma inundação.”  O príncipe de Roma e seus exércitos destruiram a cidade e o santuário (genral Tito em 70 d.C.).  Os juízos que cairam sobre aqueles que rejeitaram o Concerto de Deus e escolheram fazer um concerto com Roma, é um exemplo do que vai acontecer uma vez mais quando o mundo todo adorar a besta, o príncipe de Roma. 


Constantino - Um Concerto de Engano


 “E, depois do concerto com ele (depois do concerto da Igreja com com Roma), (Roma) usará de engano; e (Roma) subirá e será fortalecido com pouca gente” (Dan. 11:23)


Depois de identificar os três primeiros Césares, Júlio, Augusto, e Tibério, e indicar o tempo do nascimento e morte de Jesus, a narrativa profética segue o curso natural da Era Cristã, dando destaque ao concerto de engano entre a Igreja Cristã e o governo Romano, no tempo do Imperador Constantino.[15]  O casamento da Igreja com o Estado, do Cristianismo com o paganismo, esse foi o maior de todos os enganos já registrados na história religiosa.   

 

(Roma)usará de engano subirá e será fortalecido”

Constantino usou de engano e foi fortalecido.  Foi o primeiro Imperador Romano a se declarar cristão, mas não com o puro desejo de ser purificado dos seus pecados, e sim como uma manobra política para fortalecer o seu reino. Quando Constantino assumiu o poder de Roma (311 d.C.), o Império Romano estava num estado avançado de desintegração.  Bárbaros do norte estavam importunando e enfraquecendo o Império.  O exército estava desorganizado.  O estado econômico era precário.  Mas, pior do que tudo isso, o povo estava desmoralizado e espiritualmente fracassado.  Constantino procurou desesperadamente encontrar uma panacéia para a sociedade que estava social, moral e espiritualmente enfêrma.  Ele percebeu que o império precisava urgentemente de um fator unificador.  Quando ele observou o cenário político, ele percebeu que enquanto o paganismo estava morrendo, o Cristianismo estava crescendo vigorosamente, ganhando terreno em todos os lugares.  Ele ficou convencido de que o Cristianismo era a onda do futuro.  Depois de garantir aos Cristãos total liberdade religiosa (313 d.C.), ele emitiu uma série de decretos favorecendo o Cristianismo.  Finalmente o Império Romano como um todo tornou-se um suporte à Igreja Cristã, e o Cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano (337 d.C.).

 

Aquilo que Satanás não conseguiu com a perseguição no período de Esmirna, ele conseguiu, com muito sucesso, com a “exaltação” do Cristianismo, tirando-o das catacumbas e elevando-o à posição de religião do Estado, a menina dos olhos do Imperador Constantino, cuja suposta conversão foi, oficialmente anunciada em 323 d.C.  Constantino sempre foi um fiel devoto do deus Sol, Soli Invicto Comiti.  A primeira Lei Dominical, exigindo a observância do primeiro dia da semana, Sunday (venerabili die solis), foi instituída por Constantino no ano 321 d.C.

A história mostra como os ídolos pagãos foram simplesmente transformados em imagens de santos cristãos, e os feriados do paganismo foram introduzidos na igreja como dias santos.  Como exemplo citamos a festa da Páscoa, e o Natal.[16]

 

Ídolos representando vários deuses pagãos receberam nomes de mártires e santos e foram colocados em lugares de destaque nas Catedrais e igrejas.  As estátuas de Isis e Horus receberam o nome de Maria e Jesus.[17]  As estátuas dos deuses do Pantheon agora estão no Museu do Vaticano, com excessão da grande estátua de Júpiter, que foi modificada recebendo a cabeça e o nome de S. Pedro, e colocada na Basílica de S. Pedro.  Milhares de peregrinos diariamente beijam os pés de Júpiter como se fossem os de Pedro.

 

Foi o mais desastroso período na história do Cristianismo, quando a igreja perdeu a sua pureza espiritual e doutrinária e se estabeleceu firmemente como igreja, porém, não uma igreja pura fundamentada no Santo Concerto.  A igreja se associou ao “trono de Satanás,” tornando-se “habitação de Satanás.”

 

“Quase imperceptivelmente os costumes do paganismo tiveram ingresso na Igreja Cristã.  O espírito de transigência e conformidade fora restringido durante algum tempo pelas terríveis perseguições que a Igreja suportou sob o paganismo.  Mas, em cessando a perseguição e entrando o Cristianismo nas cortes e palácios dos reis, pôs ela de lado a humilde simplicidade de Cristo e Seus apóstolos, em troca da pompa e orgulho dos sacerdotes e governadores pagãos; e em lugar das ordenanças de Deus colocou teorias e tradições humanas.  A conversão nominal de Constantino, na primeira parte do século quarto, causou grande regozijo; e o mundo, sob o manto de uma justiça aparente, introduziu-se na Igreja.”[18]

 

O abandono do “concerto de Cristo” e o subsequente casamento com o paganismo influenciou de tal forma o curso da história da igreja que o resultado pode ser visto na descrição profética que Deus faz em Apocalipse 17, onde a “mulher” que uma vez foi conhecida como a esposa de Cristo, agora é representada por uma “prostituta” que se prostituiu com os reis da Terra.

 

Constantino - Pontífice Máximo e Anticristo

Esse era um título que já existia no paganismo e apontava para o monarca como sendo uma ponte entre o céu e a terra.  Constantino, como cabeça do sacerdócio pagão ele era o Pontífice Máximo, e precisava do mesmo título como cabeça da igreja cristã.[19]  Os cristãos honraram-no como “Bispo dos Bispos”, enquanto Constantino chamava a si mesmo em latim “Vicarius Christi”, o “Vigário de Cristo”; em grego o equivalente é “Anticristo”.  O termo em latim “Vicarius” equivale ao termo grego “Anti” e tem dois significados: contra, e no lugar de, ou substituto.  No grego, esse título latino “Vicarius Christi” significa literalmente “Anticristo”.[20] 

 

Constantino já estava investido do poder e honras do paganismo e ao vir para o Cristianismo ele não renunciou estas honras; trouxe-as para dentro da Igreja Cristã.  Enquanto liderava a Igreja Cristã, era ao mesmo tempo o chefe do sacerdócio pagão, oficiando celebrações pagãs, e fundando templos pagãos, mesmo após ter começado a construir igrejas cristãs. 

 

Em 375, Graciano, um imperador cristão, recusou as vestimentas pagãs e o título pagão de “Pontífice Máximo”, que significa: “O Maior Fabricante de Pontes”, ou “Coletor de Pontes”, no sentido de cobrador de pedágio.  Mas o bispo de Roma viu aí uma oportunidade de exaltar sua dignidade, e assumiu o título e as vestimentas de Pontífice Máximo. Este histórico título do sumo sacerdote do paganismo, foi perpetuado na igreja juntamente com as vestes do sumo sacerdote pagão, porém, sempre sob o disfarce do Cristianismo.[21] 

 

O papado, durante a Idade Média tomou para si os três títulos de Constantino: Pontífice Máximo, Vigário de Cristo ( ou anticristo), e Bispo dos Bispos.  Todos os reformadores, sem excessão, falaram desta igreja apóstata como o anticristo.[22]  

 

(Roma)Virá caladamente (pacificamente) aos lugares mais férteis da província (para Constantino a Igreja Cristã era o lugar mais fértil), e fará o que nunca fizeram seus pais, nem os pais dos seus pais; repartirá entre eles a presa e os despojos, e a riqueza, e formará os seus projetos contra as fortalezas, mas por certo tempo” (Dan. 11:24).

Constantino entrou pacificamente na igreja e fez o que nenhum outro imperador tinha feito antes dele.  No ano 325 d.C. ele convocou o primeiro Concílio Ecumênico da igreja em Nicéia.  Ele “repartiu entre eles a presa e a riqueza”; magnificentes igrejas e Catedrais foram construídas e adornadas com imagens e quadros emprestados dos templos pagãos. 

 

Constantino estabeleceu Constantinopla como a capital do seu reino (330 d.C.) e esta seria uma fortaleza contra o Rei do Sul por um certo tempo.  Esta era uma monumental cidade consagrada em homenagem à deusa da Fortuna, e ali foi construída uma estátua de Apolo com os emblemas da crucifixão nos raios do sol.  As moedas traziam de um lado o nome de Cristo, e do outro a figura do deus Sol e a inscrição: Sol invictus – Sol invencível.

 

Constantino realmente fez o que nenhum “dos seus pais ou pais dos seus pais fizeram.”  Ele deixou para seus herdeiros a nova capital adornada com os despojos de outras cidades.  Ele fez um concerto com a igreja onde o imperador tinha considerável autoridade mesmo em questões de doutrinas.  Ele preparou o caminho para o surgimento do papado.

 

Em 570 uma nova face foi dada para o Rei do Sul.  Maomé, nasceu em 570, e ele cria ser o escolhido de Alá para reconciliar o mundo com Alá.  Por um certo tempo Constantinopla foi uma fortaleza que impediu os avanços do novo Rei do Sul, o Islamismo.  O Islamismo é um Ateísmo disfarçado.[23]

 

“E suscitará a sua força (Império Bizantino, Constantinopla) e o seu coração contra o rei do sul (Muçulmanos) com um grande exército; e o rei do sul se envolverá na guerra com um grande e mui poderoso exército, mas não subsistirá, porque formarão projetos contra ele” (Dan. 11:25).  

 

Aqui vemos o Imperador Bizantino tentando impedir os avanços do Rei do Sul.  Nos anos que se seguiram o Islamismo dominou primeiro os enfraquecidos Persas, e então avançou em direção à Síria, tomando Damasco em 635, e Jerusalém em 638, e então avançou para o território do Rei do Sul, conquistando Alexandria no Egito em 642.  O Rei do Sul continuava sendo Egito, porém, agora sob o poder do Islamismo.  O Islamismo continuou avançando pelo norte da África até 690, tomando inteiro controle do Reino do Sul.  Tendo conquistado o norte da África o Islamismo marchou em direção a Europa, entrando nas regiões da Espanha.  “Por um certo tempo” Constantinopla foi uma “fortaleza” bloqueando os avanços do Islamismo sobre a Europa, mas não subsistiu.

 

A Primeira Cruzada

“E os que comerem os seus manjares ( as comunidades cristãs dominadas pelo Islamismo) o quebrantarão (sucesso papal sobre o Islamismo, somente na primeira cruzada); e o exército dele (Islamismo) se derramará e cairão muitos traspassados” (Dan. 11:26).

 A profecia dá inicialmente indícios da vitória do Ateísmo Islâmico sobre o Cristianismo mas por fim há uma reviravolta.  Os muçulmanos que controlavam Jerusalém à época da primeira cruzada eram capitaneados pelos califas do Egito.  Assim a primeira cruzada foi um feroz ataque contra o Rei do Sul.  Realmente foi um sucesso do ponto de vista militar, pois Jerusalém foi tomada no dia 15 de Julho de 1099.  “Em seu zelo religioso os invasores cristãos passaram ao fio de suas espadas consagradas, todo muçulmano e até mesmo todo judeu que encontraram no interior da cidade.  ‘Os homens caminhavam com o sangue acima de seus tornozelos.’”[24]

 

“O excitamento das cruzadas (a 1ª cruzada 1096 – 1099) provocou uma resposta variada e estupenda. . . .  Aqui é que encontramos, pela primeira vez, as massas da Europa com uma só idéia. . .  Estamos tratando com algo novo que surgiu em nosso mundo . . .  Nunca dantes em toda a história da terra houve tal espetáculo como o destas massas de povo praticamente desgovernado, e movimentando-se por uma idéia bem rude.”[25]

 

O Fracasso das Cruzadas

“Também estes dois reis (Rei do Norte, o papado, e os demais reis envolvidos nas cruzadas) terão o coração atento para fazerem o mal, e a uma mesma mesa falarão a mentira; ela, porém, não prosperará, porque o fim há de ser no tempo determinado” (Dan. 11:27).  

“Os ‘dois reis’ que ‘se empenham em fazer o mal e a uma só mesa falarão mentiras’ mas sem prosperar, representam a perfídia e a hipocrisia que tão bem caracterizaram a experiência das cruzadas.  Os historiadores chamam a atenção para a mútua desconfiança entre os alidados de ambos os lados, especialmente do lado cristão.”[26] 

 

Tragicamente o papado (o Rei do Norte) carrega sobre si a responsabilidade primária pelas cruzadas e suas inomináveis atrocidades.  O Papa Urbano II lançou a primeira campanha, e a ele se seguiram outros papas envolvidos com as outras cruzadas: Papas Eugênio III, Gregório VIII, Clemente III, Inocêncio III e Gregório IX.  As cruzadas constituem um dos mais interessantes e um dos mais trágicos conflitos da história.  Sob o pretexto de uma guerra santa, alguns dos piores elementos da Europa cristã e do Próximo Oriente maometano, lutavam pela posse da Terra Santa.  Foi dado poder ao exército das piores paixões do coração humano e o resultado não poderia ser outro senão desastre e tragédia.  Isto se tornou evidente especialmente na segunda cruzada (1147 – 1149).[27]

 

A história revela um notável cumprimento destas profecias.  “Um bom número dos cruzados eram pessoas verdadeiramente religiosas com motivos sinceros; mas outros eram vagabundos que fugiam de dívidas ou de suas famílias; outros ainda eram espíritos errantes à cata de aventura, ou vassalos em fuga dos mestres feudais.  Eles eram bem desordeiros, roubavam e pilhavam ao longo do caminho . . .

“A segunda cruzada foi pregada por S. Bernardo e foi conduzida pelo imperador da Alemanha e o rei da França.  Foi mais desafortunada que a primeira.  Um efetivo de 200.000 homens foi desperdiçado neste empreendimento mal orientado e doentio.”[28]

“O imperador oriental (Império Bizantino) esperava usar os seus aliados ocidentais para reconquistar a Ásia Menor e fazer recuar os turcos.  Os cavaleiros chefes, pelo contrário, sonhavam em dividir a soberania entre eles mesmos . . . mais tarde encontramos tanto gregos como cristãos ocidentais aliando-se vergonhosamente aos maometanos uns contra os outros. . . É inteiramente desnecessário descrever as marchas e o destino dos cruzados; suficiente é dizer que, de um ponto de vista militar, a chamada Segunda Cruzada foi um fracasso miserável.”[29]

 

As Cruzadas de um modo geral foram um fracasso.  A sétima cruzada, e última, foi um desastre, pois Luís IX foi feito prisioneiro no Cairo, Egito.  Dez anos mais tarde, o sultão egípcio e seu genral, Baibans, expulsaram os cristãos da Palestina difinitivamente até o ano 1917.

 

“Então tornará para a sua terra com grande riqueza (o único benefício das cruzadas, se é que podemos chamar de benfício, foi o aumento da riqueza Européia e de RomaPapal); e o seu coração será contra o Santo Concerto, (depois das cruzadas contra os muçulmanos Roma Papal iniciou as cruzadas contra o Santo Concerto, o povo de Deus) e fará o que lhe aprouver, e tornará para a sua terra” (Dan. 11:28)

Um dos efeitos principais das cruzadas geralmente citados pelos historiadores é a sua influência no aumento da riqueza e do comércio na Europa.  A maior parte das ordens e fileiras foram mortas, mas os cavaleiros e nobres que voltaram com as suas comitivas chegaram com sedas e veludos, tintas e armaduras metálicas e desejos e concepções de luxúria.  “Este novo comércio teve uma influência muito importante em levar o ocidente a permanentes relações com o oriente.  Os produtos orientais da Índia e outros lugares, eram trazidos pelos maometanos do leste para as cidades comerciais da Palestina e da Síria; daí, através dos comerciantes italianos, eles encontravam o seu destino na França e Alemanha, sugerindo idéias de luxúria até então pouco sonhadas pelos francos ainda meio bárbaros. . .  Durante os séculos XII e XIII cidades se desenvolveram rapidamente na Europa.”[30]  A igreja deste período foi uma organização poderosa e rica.

 

A Inquisição Papal

“e o seu coração (Roma Papal) será contra o Santo Concerto (perseguição contra o povo de Deus), e fará o que lhe aprouver”

É significativo o fato de que o tempo em que as forças do papa chegavam a um entendimento com os poderes maometanos do oriente, foi o mesmo tempo em que o papado começou a voltar a sua maio ira contra o Santo Concerto, aqueles grupos do Cristianismo que ainda não faziam parte do rebanho.  Deste período lemos:

“Devemos considerar agora a igreja medieval como uma instituição completa na altura do seu poder nos séculos XII e XIII.  Toda a Europa ocidental formava uma só associação religiosa, contra a qual era crime revoltar-se.  Recusar lealdade à igreja, ou questionar sua autoridade ou ensinos, era reputado como traição a Deus e punível de morte.

“A extensão e o caráter das heresias dos séculos XII e XIII e os esforços da igreja para suprimí-las pela persuasão, pelo fogo e espada, e pela magna corte da Inquisição, formam uma capítulo estranho e terrível da história medieval.”[31]

 

Cruzadas Contra os Valdenses (1208)

“Entre aqueles que continuara a aceitar a fé cristã mas se recusavam a obedecer ao clero por causa das suas pecaminosidades, a seita mais importante foi a dos Valdenses. . .  Eles convertiam muitos, e antes do fim do século XII havia um enorme número deles espalhados pela Europa ocidental.

 

“O rei Aragão decretou (1194) que todo aquele que escutasse a pregação dos Valdenses, ou lhes desse comida sofreria as penalidades de traição e teria os seus bens confiscados pelo estado.  Estes são indícios de uma série de cruéis decretos emitidos mesmo pelos mais elucidados reis do décimo terceiro século, contra todos os que se julgava pertencerem aos Albigenses ou Valdenses.

 

“No sul da França, houve muitos adeptos tanto de Albigenses como de Valdenses . . . contra o povo desta terra florescente, Inocêncio III pregou uma cruzada em 1208 . . . e após uma das mais sangrentas e atrozes guerras relatadas, suprimiu a heresia por matança total.

 

“A terceira e mais permanente justificação contra a heresia foi o estabelecimento, sob a chefiado papa, de um sistema de tribunais encarregados de desvendar casos secretos de descrença e punir os transgressores.  Estes tribunais de especialistas que devotaram toda a atenção a descobertas e provas de culpabilidade das heresias, formavam a Santa Inquisição, que tormou forma depois da cruzada contra os Albigenses.”[32]

 

“O arqui-enganador não havia terminado a sua obra.  Estava decidido a congregar o mundo cristão sob sua bandeira, e exercer o poder por intermédio de seu vigário, o orgulhoso pontífice que pretendeia ser o representante de Cristo. . .

“O príncipe das trevas trabalhava com os dirigentes da hierarquia papal.  Em seus concílios secretos, Satanás e seus anjos dirigiam a mente dos homens maus, enquanto, invisível entre eles, estava um anjo de Deus, fazendo o tremendo relatório de seus iníquios decretos e escrevendo a história de ações por demais horrorosas para serem desvendadas ao olhar humano.”[33]

 

O Cumprimento Final de Daniel 11:29- 45

“No tempo determinado (Roma Papal) tornará a vir contra o sul (o ateísmo); mas não será na última vez como foi na primeira.  Porque virão contra ele navios de Quitim, que lhe causarão tristeza; e (Roma Papal) voltará e se indignará contra o Santo Concerto (o remanescente de Deus) e fará como lhe apraz (uma autoridade mundial que ninguém questiona); e ainda voltará e atenderá aos que tiverem desamparado o Santo Concerto (Roma Papal apóia os seus aliados)” (Dan. 11:29).

 

Durante os primeiros 25 anos após o desapontamento de 1844, os Adventistas estavam unânimes na crença de que o poder mencionado em Dan. 11:36-45 é o Papado.  Pelo menos até 1862 Urias Smith tinha esse mesmo pensamento, como pode ser visto no seu editorial na Review de 18 de Maio de 1862.  Num artigo escrito por Tiago White na Review de 29 de Novembro de 1877, é declarado que o papado é o poder mencionado em Dan.11:36-45 e que esta posição era um dos “marcos completamente estabelecido no movimento Adventista.”[34]  Sem dúvida, a posição unânime dos pioneiros era de que o Papado é o “Rei do Norte.” 

 

Em 1904 Ellen G. White escreveu: “Grandes mudanças estão prestes a operar-se no mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos. . . .  O mundo está excitado pelo espírito de guerra.  A profecia do capítulo onze de Daniel atingiu quase o seu cumprimento final.  Logo se darão as cenas de perturbação das quais falam as profecias.”[35] 

 

Considerando que:

·         A maior e mais feroz ação do Papado, o anticristo, será exatamente nos últimos dias, por ocasião do Decreto Dominical

·         Considerando que a profecia de Apoc. 13:3 mostra a recuperação total da besta ferida de morte, e que este processo de “cura” iniciou-se em 1929 e fianlmente “toda a terra se maravilhará após a besta” (Apoc.13:3)

·         Considerando que Daniel 11:29 está falando do último, não do primeiro, ataque de Roma Papal contra o Rei do Sul (Ateísmo) [36], e contra o Santo Concerto (o remanecente de Deus), e que desta vez Roma Papal não fracassará[37] “não será na última vez como foi na primeira.”

·         Levando em conta todos esses pontos, é sábio e coerente interpretarmos Daniel 11:29-45 como sendo uma descrição detalhada das ações do Papado na sua última investida contra o Rei do Sul (o Ateísmo), e contra o Santo Concerto (o povo remanescente de Deus), conforme foram reveladas por Deus a Ellen G. White na visão do Grande Conflito.

 

“No tempo determinado (Roma Papal) tornará a vir contra o sul (o ateísmo), mas não será na última vez (esta é a última investida do papado contra o ateísmo mundial) como foi na primeira (as cruzadas foram um vexame, um capítulo vergonhoso na história do papado, e não menos vergonhosa foi a derrota que Roma Papal sofreu frente ao ateísmo manifestado na Revolução Francesa, que resultou no prisão do Papa Pio VI em 1798).”

 

A profecia de Daniel 11 tem uma característica marcante que é a notável transição de um poder para outro usando o mesmo símbolo.  Por exemplo:

·         No início do capítulo (versos 5-13) o Rei do Norte é Seleuco (a Síria) e a sua dinastia, os Selêucidas; e o Rei do Sul é Ptolomeu (o Egito) e a sua dinastia, os Ptolomeus.  E a história deste período é em grande parte uma luta pela posse da Palestina.  Os Ptolomeus possuiram a Palestina na primeira parte do período, e depois os Selêucidas a possuiram.  Mais tarde a Palestina caiu nas mãos de Roma.

·         No verso 15 e 16 Roma se torna o Rei do Norte após dominar os Seleucidas (Ásia Menor e Síria c. 168 a.C.) e então penetra na Palestina "a terra gloriosa" (verso 16).  Em 63 a.C. Roma tomou Jerusalém e permaneceu na terra gloriosa, conservando-a toda na mão.  O Rei do Sul continuou sendo o Egito.

·         E depois de Constantino Roma Papal se torna o Rei do Norte, e o Egito, agora dominado pelos Muçulmanos continua sendo o Rei do Sul.  A religião Muçulmana é ateísmo.  Na Revolução Francesa o papado foi derrubado pelo ateísmo representado agora pelo Iluminismo.

 

O quadro profético descrito em Apoc. 13:1-18 mostra o mundo dominado por uma religião mundial onde todas as nações da terra estarão adorando a besta e a sua imagem. 

“E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro” (Apoc. 13:8).  Um manto de religiosidade envolve o mundo todo. 

A profecia diz que no “tempo determinado”, isto é, no tempo do fim, quando “a ferida mortal fosse curada” (Apoc. 13:3), esta é uma referência ao período de 1929 para frente, quando o Poder Papal retornou e está batalhando contra o Sul, o Ateísmo. 

A profecia está falando do último e poderoso avanço de Roma Papal.  Não podemos perder o foco.  Roma Papal avança contra o Ateísmo e contra o Santo Concerto, o remanescente de Deus. 

 

A "cura da ferida mortal" é um processo que teve início no dia 11 de Fevereiro de1929, quando o governo Italiano através do Tratado de Latrão, assinado por  Benito Mussolini e Pietro Cardinal Gasparri devolveu aos Papas o poder civil e os 44 hectares que hoje constituem o  Estado do Vaticano.  Esse pedaço de terra tem sido por séculos o símbolo do poder Civil-Espiritual de Roma. 

 

Através do Concílio Vaticano II os prelados da Igreja Romana projetaram diante do mundo uma nova face.  Exteriormente, Roma é hoje só “sorriso;” fala mansamente, fala de união, de paz, e acalma todos os temores; estende sua mão aos irmãos separados do mundo Protestante; promove a queda das barreiras e uma cooperação mútua que une a todos, mas uma coisa é certa, tal união só será estabelecida nos termos papais. 

 

Muitos líderes religiosos hoje, notando a mudança exterior de Roma, apressam-se a dizer que não há razão alguma para temer o poder de Roma.  Dizem: “não há nada em suas ações hoje que coloque em risco nossa liberdade de culto e estilo de vida.”  Porém, deveríamos nós esquecer o que a Palavra de Deus declara?  Se alguém pensa que Roma tem mudado, ou mudará, lembre-se de que Roma mesmo afirma que a igreja nunca errou, nem jamais errará.”[38]

“E, convem lembrar, Roma jacta-se de que nunca muda.”[39]    

 

União da Igreja e Estado

"E sairão a ele (Roma Papal) uns braços (os braços do poder civil)  que profanarão o santuário (santuário celestial) e a fortaleza, e tirarão o contínuo sacrifício (a tentiva papal em destruir a doutrina da intercessão contínua de Jesus no céu) estabelecendo a abominação desoladora (a abominação desoladora dos últimos dias é o decreto dominical)" (Dan. 11:31).  

 

Que braços são esses que saem de Roma Papal?  Ellen G. White declara:

“A Igreja apelará para o braço forte do poder civil, e nesta obra unir-se-ão romanistas e protestantes.  Ao tornar-se o movimento em prol da imposição do domingo mais audaz e decidido, invocar-se-á a lei contra os observadores dos mandamentos.”[40] 

A profanação do Santuário aqui se refere ao Santuário Celestial, e à obra Mediadora de Cristo no Céu; a “abominação desoladora” dos últimos dias está ligada ao Decreto Dominical, sendo pois um ataque direto ao Santíssimo do Santuário onde está a Arca da Aliança,  e os Dez Mandamentos  (Apoc. 11:19).  A Lei de Deus representa o Seu próprio Caráter. Rejeitar o Sábado é o mesmo que rejeitar a soberania de Deus.  Com certeza, o Decreto Dominical será a maior de todas as abominações da terra. 

 

"Os poderes da terra, unindo-se para combater os mandamentos de Deus, decretarão que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos (Apocalipse 13:16) se conformem aos costumes da igreja, pela observância do falso sábado. Todos que se recusarem a conformar-se serão castigados pelas leis civis, e declarar-se-á finalmente serem merecedores de morte."[41]

 

“E aos violadores do concerto ele (todos os que se unem ao poder papal nesta abominação) com lisonjas (adulações e recompensas)perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus (o remanecente) se esforçará e fará proezas” (Dan. 11:32).  

 

"A alguns se oferecerão posições de influência e outras recompensas e vantagens, como engôdo para renunciarem a sua fé.  Mas sua perseverante resposta será: ‘Mostrai-nos pela Palavra de Deus o nosso erro’ a mesma que foi apresentada por Lutero sob idênticas circunstâncias.  Os que forem citados perante os tribunais, defenderão desassombradamente a verdade, e alguns que os ouvirem serão levados a decidir-se a guardar todos os mandamentos de Deus.  Assim a luz chegará a milhares que de outra maneira nada saberiam destas verdades.”[42]

 

"Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário. . . .  Homens de talento e maneira agradáveis, que se haviam já regozijado na verdade, empregam sua capacidade em enganar e transviar as almas.  Tornam-se os piores inimigos de seus antigos irmãos.  Quando os observadores do sábado forem levados perante os tribunais para responder por sua fé, estes apóstatas serão os mais ativos agentes de Satanás para representá-los falsamente e os acusar e, por meio de falsos boatos e insinuações, incitar os governates contra eles."[43]

 

"E os entendidos entre o povo (os sábios do povo de Deus, eles são citados em Dan. 12:3, 10) ensinarão a muitos; todavia cairão pela espada, e pelo fogo, e pelo cativeiro, e pelo roubo, por dias (alguns morrerão como mártires).” (Dan. 11:33).   

 

Haverá neste tempo uma “angústia qual nunca houve” (Dan.12:1; S. Mateus 24:21) angústia resultante da perseguição aos que guardam os mandamentos de Deus, e neste tempo de angústia, no período que ainda precede o “fechamento da porta da graça” alguns dos entendidos do povo de Deus morrerão como mártires pela espada, e pelo fogo, enquanto outros estarão presos em cativeiro. 

 

Na angústia que precede o fechamento da porta da graça o sangue de muitos mártires ainda será derramado para “que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram” (Apoc. 6:11).  O sangue dos mártires será como semente produzindo uma maravilhosa colheita para o reino de Deus. 

 

"Neste tempo de perseguição provar-se-á a fé dos servos do Senhor.  Deram fielmente a advertência, seguindo tão somente a Deus e Sua Palavra.  O Espírito divino, atuando em seu coração, constrangeu-os a falar.  Estimulados por um santo zelo e forte impulso divino, cumprem o seu dever, sem deter-se para calcular as consequências de falar ao povo a Palavra que o Senhor lhes dera.  Não consultaram seus interesses temporais, tampouco procuraram defender sua reputação ou vida."[44]

 

“E os entendidos entre o povo (de Deus) ensinarão a muitos” (Dan.11:33).  O Alto Clamor “Sai dela povo meu” ( Apoc. 18:4) será proclamado com grande poder.  A chuva serôdia do Espírito Santo será derramada primeiramente sobre as primícias dos salvos vivos, os 144.000  A Bíblia diz que os 144.000 serão as “primícias para Deus e o Cordeiro” (Apoc. 14:4).  A Bíblia é a melhor intérprete de si mesma.  Sendo assim, devemos entender as “primícias” de acordo com a explicação bíblica.  As “primícias” no Santuário Terrestre era uma pequena porção colhida de uma grande seara; os primeiros frutos colhidos eram consagrados a Deus, e representavam a grande seara.

 

Biblicamente, as primícias não podem existir sem a Seara, e a Seara é primeiramente representada pelas primícias.  Sendo assim os 144.000 não são os únicos a se salvarem, mas eles são os primeiros a serem selados pelo Sêlo do Deus Vivo (Apoc. 7:2-4); os primeiros a serem revestidos do poder da Chuva Serôdia do Espírito Santo; os primeiros a proclamarem o Alto Clamor.  Serão eles os líderes espirituais da Grande Seara de Salvos Vivos; “os entendidos do Senhor que a muitos ensinarão a justiça.”  Eles são escolhidos da Igreja Remanescente de Deus e serão usados por Deus para proclamarem o Alto Clamor que resultará na maior de todas as conversões de todos os tempos, os conversos da “hora undécima”, “uma multidão que ninguém podia contar” (Apoc. 7:9), a grande Seara dos Salvos Vivos. 

 

“A grande obra do evangelho não deverá encerrar-se com menor manifestação do poder de Deus do que a que assinalou o seu início.  As profecias que se cumpriram no derramamento da chuva temporã no início do evangelho, devem novamente cumprir-se na chuva serôdia, no final do mesmo.”[45] 

 

Ellen G. White descreve as Primícias dos Salvos Vivos, os 144.000, cumprindo sua missão:

 

“Com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu.  Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência.  Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes. A mensagem há de ser levada não tanto por argumentos como pela convicção profunda do Espírito de Deus. . . Apesar das forças arregimentadas contra a verdade, grande número se coloca ao lado do Senhor.”[46] 

 

Ellen G. White descreve a missão dos 144.000 não somente no sentido de proclamar o Alto Clamor, mas também, de ensinarem e instruirem a grande multidão no pouco tempo que lhes resta.

 

“Vi que os que ultimamente tem abraçado a verdade terão que aprender o que é sofrer por amor de Cristo, que terão provas a suportar, provas que serão agudas e cortantes, a fim de sejam purificados e pelo sofrimento capacitados a receber o Sêlo do Deus Vivo, a passar pelo tempo de angústia, ver o Rei em Sua formosura e estar na presença de Deus e de anjos santos, puros.  Alguns de nós têm tido tempo de possuir a verdade e progredir passo a passo, e cada passo dado tem-nos propiciado fôrça para o seguinte.  Mas agora o tempo está quase findo, e o que durante anos temos estado aprendendo, eles (a grande multidão da hora undécima) terão de aprender em poucos meses.  Terão também muito que desaprender e muito que tornar a aprender.”[47]

 

“E caindo eles, serão ajudados com pequeno socorro (os santos ao serem perseguidos serão ajudados por pequeno socorro porque ainda alguns morrerão); mas muitos se ajuntarão a eles com lisonjas (tentativa de pervertê-los).  E alguns dos entendidos cairão para serem provados, e purificados, e embranquecidos, até ao fim do tempo, porque será ainda no tempo determinado” (Dan. 11:34-35).

 

Por que a profecia diz que eles serão ajudados com “pequeno socorro?”  Porque o socorro divino, que virá em auxílio do povo de Deus nesse período de angústia, que antecede o fechamento da porta da graça, ainda não será um livramento total, pois alguns ainda morrerão como mártires; outros Deus permitirá que caiam, como no caso de Jerônimo, que caiu na fé, retratou-se, submeteu-se à fé católica, e aceitou a ação do concílio ao condenar as doutrinas de Wycliffe e Huss; mas depois envergonhado e humilhado pela sua falta de fé, voltou e reafirmou sua fé em Jesus:

“Sim, confesso-o de coração, e declaro com horror que desgraçadamente fraquejei quando, por medo da morte, condenei suas doutrinas.  Portanto, suplico . . . a Deus todo-poderoso, Se digne de perdoar meus pecados, e em particular este, o mais hediondo de todos. . . .  Provai-me pelas Sagradas Escrituras que estou em erro, e o abjurarei.”[48]

 

“Os embaixadores de Cristo nada tem que ver com as consequências.  Devem cumprir seu dever e deixar os resultados com Deus. . . .  Ninguém poderá servir a Deus sem atrair contra si a oposição das hostes das trevas.  Anjos maus o assaltarão, alarmados de que a sua influência lhes esteja arrebatando a presa.”[49]

 

 “E este rei (Roma Papal) fará conforme a sua vontade; e se levantará, e se engrandecerá sobre todo o deus (será adorado como deus em toda terra e por todas as religiões), e contra o Deus dos deuses falará coisas maravilhosas,(essa é blasfêmia papal de se declarar deus na terra e fazer uso das prerrogativas divinas) e será próspero (será tão bem sucedido que todas as nações da terra adorarão a besta), até que a ira se complete (a ira de Deus); porque aquilo que está determinado será feito (a destruição final da besta está prevista em Apoc. 17:16; 18:8; e Dan. 11:45) (Dan. 11:36).

 

Os termos usados em Daniel 11:36 são os mesmos usados pelo apóstolo Paulo em II Tess. 2:3, 4 quando ele descreve o Papado.  Ellen G. White diz: “O Papado é exatamente o que a profecia declarou que havia de ser: a apostasia dos últimos tempos (II Tess. 2:3 e 4).”[50] 

 

As cenas descritas no verso 36 correspondem às cenas de Apocalipse 13:4-6

“E adoraram à besta, dizendo: Quem é semelhante à besta?  Quem poderá batalhar contra ela? (o contexto aqui é o tempo do fim quando a ferida mortal seria curada, após 1929)  E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas (cf. Daniel 11:36 falará coisas maravilhosas) e blasfemias; e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses.  E abriu a sua boca em blasfemias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu.” 

 

Apoc. 13:5 não pode ser tirado fora do contexto.  O contexto de Apoc.13 não é Idade Média, e sim o tempo do fim, posterior a 1929.  Sendo assim, os 42 meses se aplicam à última Supremacia Papal, a partir do tempo em que o Decreto Dominical se tornar universal.  Com a imposição da Abominação Desoladora, isto é, o Decreto Dominical, gradualmente toda a terra se curvará e adorará à besta, e ela voltará a reinar novamente.  Por quanto tempo?  A profecia de Apoc. 13:5 diz que serão 42 meses, por trê anos e meio.  Se o verdadeiro Cristo teve um ministério terrestre que durou 42 meses, três anos e meio (27 – 31 d.C.) não é estranho pensar que o anticristo vai também querer imitar Cristo neste ponto, já que ele tem imitado Cristo em muitas outras coisas, tais como: perdoar pecados e aceitar adoração.  

 

O mundo todo estará unido sob um só líder mundial, um só chefe, Roma Papal: “O mundo está cheio de tempestade, guerra e contenda.  Contudo, ao mando de um chefe, o poder papal, o povo se unirá para opor-se a Deus na pessoa de Suas testemunhas.  Essa união é cimentada pelo grande apóstata.”[51]

 

O contexto de Apoc.12:6 e 14 é a Idade Média, e os 1260 dias são contados como tempo profético (538 a 1798), mas no tempo do fim, o contexto sugere que serão serão 42 meses literais.  Jesus diz que no tempo do fim os tempos seriam abreviados, isto é, seriam abreviados de tempo profético para literal:

 

“E se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias (os 1260 dias)” (Mateus 24:22). 

 

Também o contexto de Mateus 24:22-27 é o tempo do fim, exatamente quando Satanás estará tentando personificar Cristo na Terra.  Seria fora de contexto aplicar Mateus 24:22 somente para a Idade Média, considerando que Mateus 22:21 está falando especificamente da “angústia qual nunca houve,” a mesma angústia mencionada em Daniel 12:1.  Só existe uma “angústia qual nunca houve” e esta é a angústia que sobrevirá ao povo de Deus após o Decreto Dominical e continuará após o fechamento da porta da graça, continuando através das sete pragas, até a volta de Jesus.  Se Mateus 24:21 está se referindo a esse tempo de angústia do fim, então Mateus 24:22 está falando da angústia que seria abreviada.   

 

Ellen G. White declara que não haveria mais tempo profético após o ano de 1844.  “Este tempo, que o anjo declarou com um solene juramento, (e jurou por aquele que vive para todo o sempre, o qual criou o céu e o que nele há, e a terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não haveria mais tempo” (Apoc. 10:6), não é o fim da história deste mundo, nem o fim do tempo de graça, mas o (fim) do tempo profético, que deveria preceder o advento do nosso Senhor.  Isto é, o povo (de Deus) não terá mais outra mensagem de tempo definido.  Depois deste período de tempo, alcançando 1842 a 1844, não há esboço definido do tempo profético.  O mais longo (tempo profético) alcançou o outono de 1844.”[52]   

 

É compreensível que o juramento do anjo de que “não haveria mais tempo” se aplica ao tempo profético, pois essa é a interpretação que Ellen G. White dá.  Teríamos alguma profecia de tempo após 1844?  É óbvio que sim:

·         Apoc. 20 fala dos 1000 anos, e esta é uma profecia de tempo a ter início na segunda vinda de Jesus, porém todos entendemos como sendo 1000 anos literais, e não proféticos. 

·         Apoc. 9:5 também é uma profecia de tempo, “5 meses,” que só se cumprirá quando o povo de Deus já estiver selado pelo Sêlo do Deus Vivo; isto obviamente aplica-se ao tempo do fim, e deve ser entendido como tempo literal. 

·         Apoc. 13:5 embora também possa ser aplicado à Idade Média, tem uma aplicação especial ao tempo do fim, devendo ser entendido como tempo literal.

 

“Até que a ira (de Deus) se complete, e o que está determinado será feito (o que está determinado é a destruição do papado)” (Daniel 11:36 u.p.). 

Em Apoc. 17:16, 17 diz o que Deus determinou e que será feito:

“E os dez chifres que viste na besta são os que aborrecerão a prostituta, e a porào desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo.  Porque Deus tem posto em seus (os dez chifres) que cumpram o seu intento, e tenham uma mesma idéia, e que deem à besta o seu reino (a mesma idéia, o seu intento, refere-se ao propósito universal, unânime de dar o poder ao Papa para reinar, através do decreto dominical), até que se cumpram as palavras de Deus (até que se cumpra o que está determinado).” 

 

Na profecia bíblica é revelado o período de Supremacia Papal dos últimos dias, período em que se cumprirá a profecia: “e toda a terra se maravilhou após a besta” (Apoc.13:3), e então passado esse período, virá a destruição do poder Papal, como já aconteceu no passado (1798).  A história vai se repetir, por isso devemos estudar Daniel em conexão com o Apocalipse.

 

“E não terá respeito aos deuses de seus pais, (a antiga fé dos pais da igreja) nem terá respeito ao amor das mulheres ( não respeitará, nem reconhecerá nenhuma outra igreja), nem a qualquer deus (proclamar-se-á deus sobre tudo e todos), porque sobre tudo se engrandecerá” (Dan. 11:37).

 

O Papa João Paulo II afirmou que a Igreja Católica é a única Igreja existente no mundo, todas as demais são comunidades religiosas, não igrejas.  Afirmou mais ainda, que a Igreja Católica é a única que tem o poder salvífico, e que se existe salvação em alguma das comunidades religiosas é porque receberam esse poder da Igreja Mãe.  O Papa, desta forma, não respeita e não reconhece  nenhuma outra Igreja.  João Paulo II somente ratificou o que já tinha sido dito no Concílio de Trento.  No artigo 14 do Credo do Papa Pio IV, que é um resumo do Credo do Concílio de Trento, declara que a “fé Católica é a única verdadeira, e fora dela ninguém pode ser salvo.”[53]

 

"Mas ao deus das fortalezas (o deus do poder civil) honrará em seu lugar; e a um deus a quem seus pais não conheceram honrará com ouro, e com prata, e com pedras preciosas, e com coisas agradáveis" (Dan. 11:38).

 

A palavra hebraica para “fortalezas” é mauzzim (a forma plural de maoz).  Nos versos 7, 10 e 19 maoz claramente significa a cidade capital ou a sede do governo.  Washington D.C. é a maoz dos Estados Unidos.  O “deus das fortalezas” portanto significa “o deus dos governos” ou “o deus dos poderes”.

O deus do governo dos Estados Unidos não é o Deus da Bíblia.  O deus que é mencionado no dolar: “Em Deus Nós Confiramos” não é o Deus da Bíblia.  Os Estados Unidos da América do Norte desde o seu início teve um governo cujo deus era o deus da Maçonaria.  Ao mesmo tempo em que o Papado se recusa a respeitar e reconhecer outras igrejas e outros deuses, ele honra ao “deus do governo,” isto é, o Papado honra o “deus” que lhe é conveniente, o “deus que lhe dará força e poder,” este é o deus do poder civil.  Em 533 e 538 o Papado recebeu através do imperador sua força e autoridade, o deus do poder civil.  A Supremacia Papal da Idade Média começou em 538 quando os Ostrogodos abandonaram o sítio de Roma, e o bispo de Roma, livre do controle Ariano, estava pronto para exercer as prerrogativas do decreto de Justiniano feito no ano 533. 

 

A história vai se repetir, porque novamente os braços fortes do poder civil dos Estados Unidos serão o “deus das fortalezas” ao qual o Papado honrará com as suas riquezas, com ouro, prata, e pedras preciosas.  É uma troca de favores.  Honrará a um deus que os seus antepassados não conheceram.  “A igreja apelará para o braço forte do poder civil, e nesta obra unir-se-ão romanistas e protestantes. . . .  invocar-se-á a lei contra os observadores dos mandamentos.  Serão ameaçados com multas e prisão.”[54]

 

“E haver-se-á com os castelos fortes (protestantismo) com o auxílio do deus estranho (o deus do poder civil); aos que o reconhecerem multiplicará a honra, e os fará reinar sobre muitos, e repartirá a terra por preço” (Dan. 11:39). 

 

Roma Papal, buscará uma aproximação com o Protestantismo Apóstata, com a ajuda do “deus estranho” do poder civil dos Estados Unidos da America do Norte.  No século XVI a Reforma Protestante tinha o hino “Castelo Forte” composto por Lutero como sua marcha de vitória, por isso aqui na profecia o Protestantismo Apóstata está identificado como “castelos fortes.”

 

A união de Roma Papal com o governo Americano e com o Protestantismo será uma união regada com honras, prêmios, e poder. O Papado “multiplicará a honra” daqueles que lhe reconhecem o poder, e “os fará reinar sobre muitos e repartirá a terra por preço”. 

 

“E convém lembrar, Roma jacta-se de que nunca muda.  Os princípios de Gregório VII e Inocêncio III ainda são os princípios da Igreja Católica Romana.  E tivesse ela tão somente o poder, pô-los-ia  em prática com tanto vigor agora como nos séculos passados.  Pouco sabem os protestantes do que estão fazendo ao se proporem aceitar o auxílio de Roma na obra da exaltação do domingo.  Enquanto se aplicam à realização de seu propósito, Roma está visando a restabelcer o seu poder, para recuperar a supremacia perdida.  Estabeleça-se nos Estados Unidos o princípio de que a igreja possa empregar ou dirigir o poder do Estado; de que as observâncias religiosas possam ser impostas pelas leis seculares; em suma, que a autoridade da igreja e do Estado devem dominar a consciência, e Roma terá assegurado o triunfo nesse país.”[55]  

 

“E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas; para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome” (Apoc. 13:16, 17).

 

 “E no fim do tempo o rei do sul ( o ateísmo) lutará com ele (o rei do norte, o papado), e o rei do norte o acometerá ( o destruirá).” (Dan. 11:40). 

 

O Rei do Sul aqui é símbolo do Ateísmo, e o maior sistema ateu dos último dias é o Comunismo.  A profecia prevê a predominância da religião sobre o Ateísmo.  No conflito final, quando o povo de Deus for unido para enfrentar juntos os poderes das trevas, Satanás também unirá o mundo inteiro, inclusive o Ateísmo, sob um só líder, o Papado.  Todos os recursos do “Egito,” isto é, do Ateísmo, serão colocados a disposição do “homem do pecado.”  Apocalipse 18 é uma descrição de como as riquezas deste mundo estarão sob o contrôle da grande Babilônia.

 

O presidente Ronald Reagan encontrou-se com o Papa no dia 7 de Junho de 1982, para discutir os detalhes da possível queda do Comunismo, posteriormente esse encontro foi chamado de a “Santa Aliança.”  Em 1984 João Paulo II seguiu  a orientação dada a ele em visão, em 1981, por Lúcia de Fátima, e pelas revelações feitas a ele em 1981 pela Virgem Maria, com relação  a consagrar a Rússia ao “Imaculado Coração.”  Portanto, não é inconsistente o fato de William Bennett, Secretário de Educação na gestão de Reagan, ter creditado a queda do Comunismo a Ronald Reagan, Busch, Thatcher e o Papa João Paulo II.  A queda do Comunismo num período de tempo tão curto seria algo inacreditável, mas isso aconteceu. 

 

A revista Time de 24 de Fevereiro de 1992, publicou uma declaração de Reagan onde ele diz: “um dos primeiros alvos como Presidente foi reconhecer o Vaticano como um Estado e fazer dele um aliado.”  Com a insistência do Vaticano, após o colapso do Comunismo, a Rússia mudou sua constituição para “fazer do Catolicismo a religião do Estado. . . .  ‘Antes, o povo estava com medo do partido.  Agora o povo está com medo da Igreja,’ disse um crítico.”[56]

 

Mesmo os países ateus e pagãos, cujas religiões não reconhecem o Deus de Abraão como o Todo Poderoso Deus, (Confucionismo, Budismo, Hinduísmo, Xintoísmo etc.), finalmente se prostrarão diante do Papado, “e entrará nas terras e as inundará” (Dan.11:40 u.p.). “E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão incritos no Livro da Vida do Cordeiro" (Apoc.13:8).   

 

 

A Sacudidura

“E entrará também na terra gloriosa (a terra gloriosa no tempo do fim se aplica ao remanecente de Deus, e aqui sugere a invasão de Roma Papal na igreja), e muitos países serão derrubados, mas escaparão da sua mão estes: Edom e Moabe, e as primícias dos filhos de Amon” (Dan. 11:41).

 

No tempo do fim a “terra gloriosa” não mais é uma referência à Palestina, mas sim à Igreja Remanescente de Deus.  O Dragão, Satanás fará guerra aos “que guardam os mandamentos de Deus e tem o testemunho de Jesus” (Apoc.12:17).  Satanás tem tentado se infiltrar no território da Igreja Remanescente de Deus, e por fim ele conseguirá algum sucesso:

 

“Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mesagem do terceiro anjo, mas nào tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário.  Unindo-se ao mundo e participando de seu espírito, chegaram a ver as coisas quase sob a mesma luz; e, vindo a prova, estão prontos a escolher o lado fácil, popular.  Homens de talento e maneiras agradáveis, que se haviam já regozijado na verdade, empregam sua capacidade em enganar e transviar as almas.  Tornam-se os piores inimigos de seus antigos irmãos.  Quando os observadores do sábado forem levados perante os tribunais para responder por sua fé, estes apóstatas serão os mais ativos agentes de Satanás para representá-los falsamente e os acusar e, por meio de falsos boatos e insinuações, incitar os governantes contra eles.”[57]

 

Muitas das estrelas que nós temos admirado pelo seu brilho, tornar-se-ão trevas.”[58]  

 

“Mas escaparão da sua mão ( das mãos do Papado) estes: Edom, e Moabe e as primícias dos filhos de Amon” (Dan.11:41). 

Edom é um outro nome usado para Esaú; Moabe e Amon são filhos de Ló.  Em Isaías 11:11-14 lemos que Deus “tornará a estender a sua mão para adquirir outra vez os resíduos do Seu povo . . . e levantará um pendão entre as nações e ajuntará os desterrados de Israel . . . em Edom e Moabe porão as suas mãos e os filhos de Amon lhes obedecerão.”  

 

Edom, Moabe e Amon, embora fossem parentes dos Israelitas, eram ao mesmo tempo seus inimigos.  Desde que aqui na profecia Deus está falando que um grupo deles escapará das mãos do Papado, isto significa que as primícias de dos filhos de Amon, Edom e Moabe representam aqui, todos os filhos sinceros de Deus, presentes em todas as denominações e igrejas, que constituem Babilônia, mas que escaparão do poder Papal; responderão ao Alto Clamor e obedecerão a Deus. 

Aqui temos uma referência à grande multidão que será convertida na hora undécima.  De acordo com a profecia de Isaías 11:11-16 Edom, Moabe, e Amon tornar-se-ão obedientes a Deus nos últimos dias.  “Naquele dia tornarei a levantar a tenda de Davi, que caiu, e taparei as suas aberturas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e a edificarei como nos dias da antiguidade.  Para que possuam o restante de Edom e todas as nações que são chamadas pelo meu nome” (Amós 9:11, 12). 

 

O Papado, apoiado pelo Protestantismo Apóstata, o poder civil, tentará subjugar e dominar a “consciência,” e este é o território da Igreja de Deus, e a alguns derrubarão, mas escaparão as primícias e a grande multidão, e receberão o sêlo do Deus vivo. 

 

“E ( o rei do norte, o papado) estenderá a sua mão às terras, e a terra do Egito (o ateísmo em diferentes formas não escapará das mãos do papado) não escapará.  E apoderar-se-á dos tesouros de ouro e prata, e de todas as coisas desejáveis do Egito; e os Líbios e os Etíopes o seguirão” (Dan. 11:42-43).   

Antigamente os Líbios e os Etíopes eram irmãos de sangue dos Egípcios.  Os três países foram colonizados pelos descendentes de Cão.  Egito, Líbia e Etiópia, geralmente, estavam unidos na batalha contra o Rei do Norte (Jer. 46:2,9).  Como Babilônia venceu esses três poderes, assim também a grande Babilônia, o Papado, vencerá as forças confederadas do ateísmo.  A profecia prevê que o mundo todo estará coberto com um manto de religiosidade e se submeterá ao poder de um líder religioso mundial, o Papado.  Com o mundo todo sob o seu poder, parecerá que o Papado estará pronto para mais um milênio de reinado, de soberania, assim como foi na Idade Média.

 

"Mas (esse “mas” é a indicação de uma reviravolta) os rumores do oriente e do norte (algo assustador se interpõe na marcha do papado) o espantarão (o papado treme nas bases); e (o papado) sairá com grande furor, para destruir e extirpar a muitos" (Dan. 11:44). 

 

Existe uma unanimidade entre os Adventistas do Sétimo Dia de que o poder mencionado em Daniel 11:40-45 aplica-se ao poder Papal.  Este também era o pensamento de Tiago White em 1847.[59] 

 

A conjunção “mas” é muito importante neste contexto.  Chama a atenção exatamente para o ponto em que a mudança ocorre na história do povo de Deus.  Não parece estranho que o rei do norte trema com os “rumores do oriente e do norte?  Ora, se ele fosse o verdadeiro rei do norte, não deveria tremer diante dos rumores do norte. Norte frequentemente é associado com um poder inimigo (Isa. 41:25; Jer. 4:6).  Assim como o exército de Ciro veio do norte contra Babilônia (Isa. 41:25), assim também Cristo, com o exército do Deus vivo virá do norte no conflito final com o “homem do pecado”.  Os “rumores do oriente e do norte” é uma referência à proclamação do Alto Clamor e a proximidade da vinda majestosa Daquele que é o verdadeiro Rei do Norte, Jesus.  Finalmente chegou a hora da Restauração do Povo de Deus.  A Bíblia diz que Jesus virá do oriente e do norte.  “Então me levou à porta, à porta que olha para o caminho do oriente.  E eis que a glória do Deus de Israel vinha do caminho do oriente; e a sua voz era como a voz de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória” (Ezeq. 43:1-2).  Ellen G. White também fala de Jesus vindo do norte.[60]

 

A mensagem de Ezequiel 43:1-2 relaciona-se com Apocalipse 18:1-2 que é a pregação compacta das três mensagens angélicas numa só:

“Depois destas coisas vi descer do céu outro anjo que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória.  E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia. . .” 

Quando o sêlo de Deus for colocado sobre os santos, a terra então será iluminada com a glória de Deus.  Esta é a obra final do evangelho, chamada de o “Alto Clamor da mensagem do terceiro anjo.”     

 

Unicamente a proclamação compacta das três mensagens angélicas, feita pelos 144.000 no poder do Espírito Santo, aterrorizará e fará tremer as bases do reino do anticristo.  A profecia estabelece aqui uma cronologia dos eventos.  Os rumores do oriente e do norte (o Alto Clamor) não acontece antes da Sacudidura da igreja mencionada em Daniel 11:41.  Deus espera pela hora mais escura, hora em que a Sua igreja será sacudida, e muitos apostatarão, e outros serão purificados como o ouro, para então manifestar Seu poder através dos Seus ecolhidos.  Primeiro, o Papado, o suposto rei do norte, faz o que lhe apraz, e penetra até mesmo na “terra gloriosa,” isto é, até mesmo na Igreja Remanescente, e parece triunfar na Igreja de Deus, no Movimento Adventista.  Egito, Líbia e Etiópia caem diante de Babilônia, o Ateísmo é vencido e se submete ao Papado.  Então toda a terra se maravilha após a Besta, e todos a adorarão.  Somente então, é que vem a conjunção “mas” do verso 44.  “Mas os rumores do oriente e do norte o espantarão.” 

 

O Alto Clamor não acontece antes que o verdadeiro remanescente seja purificado pelo teste mencionado em Apocalipse 13:14-17.  Daniel 11:44 obviamente segue o verso 41 na sequência dos eventos.

 

Comparando os capítulos 2, 7, 8, e 11 podemos ver em cada um o momento da virada:

  • Daniel 2 – quando a pedra é lançada sem mãos.  A Restauração do Reino.
  • Daniel 7 – quando é anunciado o Julgamento do povo de Deus.  A Restauração do Rei.
  • Daniel 8 – quando é anunciada a Purificação do Santuário.  A Restauração do Santuário de Deus.
  • Daniel 11 – quando são ouvidos os rumores do oriente e do norte.  A Restauração do Povo de Deus.   

 

“E sairá com grande furor para destruir e extirpar a muitos” (Dan. 11:44). 

Ao longo da história, Satanás tem usado muitas vezes os poderes da terra para perseguir o povo de Deus, mas Daniel 11:44 descreve sua última e mais terrível investida contra os santos.  Como último esforço agonizante, o Papado sairá com grande fúria para exterminar e destruir o máximo que ele puder antes da chegada de Jesus. 

 

“O mundo todo há de ser excitado à inimizade contra os Adventistas do Sétimo Dia, porque eles não rendem homenagem ao papado, honrando o domingo, instituição dêsse poder anticristão.  É desígnio de Satanás fazer com que eles sejam exterminados da Terra, a fim de que não seja contestada sua supremacia no mundo.”[61] 

 

Assim como Hitler, já próximo do fim da guerra, acelerou o processo de exterminação dos judeus, o grande “Holocausto,” quando na realidade ele já sabia que o seu reino estava sendo desmantelado, assim também o anticristo forçará os governos da terra para conseguir o decreto de morte contra aqueles que guardam os mandamentos de Deus. Se bem que antes do fechamento da porta da graça muitos filhos de Deus morrerão como mártires, por ocasião do Decreto de Morte não haverá mais morte para o povo de Deus.  Aleluia! 

 

“As probantes experiências que o povo de Deus enfrentara nos dias de Ester não foram peculiares a esse tempo somente.  O Revelador, olhando para os séculos no fim do tempo, declarou: ‘O dragão irou-se contra a mulher, e foi guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo’ Apoc.12:17. . . .  O decreto que finalmente sairá contra o remanescente povo de Deus será muito semelhante ao que Assuero promulgou contra os judeus.”[62]  

 

 “E (o Papado) armará as tendas do seu palácio entre o mar grande (a multidão que forma o exército de Satanás) e o monte santo e glorioso (o exército de Deus, o Seu povo); mas virá ao seu fim (destruição do anticristo), e não haverá quem o socorra” (Dan. 11:45).  

 

Tiago White tinha uma forte convicção quanto a ser Roma Papal o poder mencionado em Daniel 11:45, e afirmou ser este “um dos marcos firmemente estabelecidos no movimento Adventista.”  Falando sobre o Armagedom Tiago White diz: “A grande batalha não é nação contra nação; mas entre a terra e o céu.”[63]   

 

“E não haverá que o socorra.”  Essas palavras expressam o fracasso do Papado na sua última investida contra o povo de Deus.  Na hora em que ele pensa que vai mesmo destruir o povo de Deus, acontece o inesperado, falta-lhe o apoio dos poderes da terra.  Apocalipse 17:16 explica como os poderes que apoiaram inicialmente o Papado, retirarão esse apoio.

 

“E os dez chifres que viste na besta são os que aborrecerão a prostituta e a porão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo” (Apoc. 17:16).

 

A história vai se repetir.  O Papado será derrubado pelos mesmos que o elegeram como líder mundial.  Assim como em 1798 o Papado caiu porque lhe faltou o apoio civil, novamente ele vai cair quando os mesmos dez poderes (Apoc. 17:12-13) que o sustentaram durante o seu último reinado (Apoc. 13:5), retirarem esse apoio.  As visões dadas a Daniel, a João no Apocalipse, e a Ellen G. White, no livro O Grande Conflito, estão falando dos mesmos assuntos, a Vitória Final de Jesus.  Ora Vem Senhor Jesus! Aleluia!

 





[1] Ellen G. White, Educação, 173.


[2] Gerhard Pfandl, Lição da Escola Sabatina, 4º trimestre, 2004, 135.


[3] Miguel constitui especificamente uma referência a Jesus, o qual é o centro das profecias de Daniel.  “O nome Miguel só é usado nos casos em que Cristo está em conflito direto com Satanás.  O nome em hebraico, significando ‘quem é semelhante a Deus?’, constitui ao mesmo tempo uma pergunta e um desafio.  Em vista do fato de que a rebelião de Satanás é essencialmente uma tentativa para instalar-se no trono de Deus e ser ‘semelhante ao Altíssimo’ (Isa. 14:14), o nome Miguel é muito apropriado para Aquele que Se incumbiu de vindicar o caráter de Deus e refutar as alegações de Satanás.” SDABC, vol. 4, 860.  Ele é a Pedra no capítulo 2, o Filho do Homem no capítulo 7, o Príncipe do exército no capítulo 8, o Messias que é morto no capítulo 9, Aquele que contende com Satanás no capítulo 10, e finalmente Ele é Jesus que Se levanta pelo Seu povo no capítulo 12.


[4] Ellen G. White, Profetas e Reis, 571, 572, ênfase minha.


[5] Ibidem, 714.


[6] Ellen G. White, Educação, 263.


[7] Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 3, 283.


[8] Ellen G. White, Profetas e Reis, 502.


[9] James Henry Breasted, Ancient Times, History of the Early World, 505-507.


[10] Alexandre deixou um meio-irmão que sofria do cérebro e um filho que nasceu depois da sua morte.  Seus generais, lutando entre si pelo governo, eliminaram o irmão e o filho de Alexandre, e dividiram o império em quatro partes.


[11] Ellen G. White, Parábolas de Jesus, 290.


[12] Embora os comentaristas discordem sobre quando Roma aparece como poder na profecia de Daniel capítulo 11, eles geralmente admitem que Daniel 11:5-14 se refere a conflitos entre os Ptolomeus no Sul e os Selêucidas no Norte.  Visto que Roma, nas visões anteriores de Daniel, entra em cena depois da Grécia, esperamos que Roma seja mencionada nesta profecia.  Alguns comentaristas adventistas vêem Roma aparecendo pela primeira vez no verso 16, mas o SDABC, vol. 4, 869 parece favorecer o conceito de que Roma é mencionada a partir do verso 14 como “os prevaricadores do teu povo”.


[13] Este tratado de amizade com Roma está registrado no livro de I Macabeus 8:17-21.


[14] Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 4, 870.


[15] Os imperadores mencionados na profecia estiveram, de alguma forma,ligados a Jesus: Augusto (verso 20, o tempo do nascimento de Jesus), Tibério (verso 21, a morte de Jesus) e Constantino (verso 23), o primeiro imperador supostamente cristão que reivindicou os títulos de Vigário de Cristo, Bispo dos bispos, e Pontífice Máximo, e decretou a primeira lei dominical (07/03/321).


[16] Você pode imaginar como a Igreja Cristã começou a comemorar a Páscoa como a ressurreição de Jesus e o Natal?  Nós sabemos que a data da Páscoa não pode ser o dia da ressurreição de Jesus porque é comemorada sempre no primeiro Sunday (Domingo) depois da primeira lua cheia, depois do equinócio.  Às vezes isso acontece em Março, Abril ou Maio.  Esta é de fato a festa de Ishtar, a deusa da fertilidade.  Ela era adorada em Babilônia na primavera como a doadora de nova vida, e os ovos, como símbolo de fertilidade, também eram adorados, bem como os coelhos, o animal de mais rápida reprodução.  Constantino instroduziu na igreja a festa de Ishtar como sendo o dia da ressurreição de Jesus.  O mesmo ele fez com o Natal, 25 de Dezembro, que é uma festa pagã que comemora o dia do nascimento do deus Sol; ele transformou essa festa no dia do nascimento de Jesus.  Hoje a maioria dos cristãos comemora tanto nos lares como nas igrejas essas festas pagãs. 


[17] The Story of Civilization, vol. IV, 73.


[18] Ellen G. White, O Grande Conflito, 47-48.


[19] Dave Hunt, A Woman Rides the Beast, 46.


[20] Ibidem., 45.


[21] Ibidem.


[22] Roy Allan Anderson, O Apocalipse Revelado, 155.


[23] Contrário ao que a maioria pensa, o Alá do Islamismo não é simplesmente um outro nome para o Deus verdadeiro.  A história mostra que antes de Maomé elevar Alá à sua posição atual, ele era essencialmente uma pequena rocha de um ídolo de segundo nível no interior do santuário pagão, a Caaba.  Ele era um numa multidão de cerca de 365 pequenas “rochas” lá, e era o deus tribal da tribo de Maomé, a Quraish.  Mas hoje essa “rocha” é adorada por cerca de um bilhão de mulçumanos.  Como qualquer outro ídolo, há um demônio por trás dela.  Os muçulmanos negam a divindade de Jesus, negam Sua morte, e Sua ressurreição, e negam também o evangelho da graça.  O Islamismo nega todos os fundamentos cardeais da fé cristã.  O Islamismo é um ateísmo disfarçado.


[24] C. Mervyn Maxwell, Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel, 308.


[25] H. G. Wells, Crux Ansata, 34-36.


[26] C. Mervyn Maxwell, Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel, 309.


[27] Edwin R. Thiele, Daniel: Esboços de Estudos, 107-108.


[28] Elson, Modern Times and the Living Post, 257-258.


[29] Robinson, History of Western Europe, vol. 1, 192-197.


[30] Robinson, History of Western Europe, vol. 1, 1199-200.


[31] Robinson, History of Western Europe, vol. 1, 201, 220-225.


[32] Robinson, History of  Western Europe, vol. 1, 220-225.


[33] Ellen G. White, O Grande Conflito, 53, 59.


[34] Daniel and Revelation, An Exhaustive Verse by Verse Commentary on Daniel from Published and Unpublished Writings of Ellen G. White, 361.


[35] Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 3, 280, 283.


[36] Ellen G. White, O Grande Conflito, 269.  Aqui o Egito é mencionado como símbolo do Ateísmo Mundial, ela diz: “Isto é Ateísmo.”


[37] Da primeira vez Roma Papal fracassou tanto nas cruzadas contra o ateísmo islâmico, como também quando foi derrotada pelo ateísmo manifestado na Revolução Francesa, quando o Papa Pio VI foi preso em 1798.


[38] John L. Von Mosheim, Dictates of Hildebrand, Institute of Eclesiastic History, vol. 3, séc. XI, parte 2, capítulo 2, seção 9, nota 17.


[39] Ellen G. White, O Grande Conflito, 581.


[40] Ellen G. White, O Grande Conflito, 607.


[41] Ibidem, 604.


[42] Ibidem, 607.


[43] Ibidem, 608.


[44] Ibidem, 608, 609.


[45] Ibid., 611, 612.


[46] Ibidem, 612.


[47] Ellen G. White, Primeiros Escritos, 67.


[48] Ellen G. White, O Grande Conflito, 113, 114.


[49] Ibidem, 609, 610.


[50] Ibidem, 571.


[51] Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 3, 171.


[52] Ellen G. White, Seventh Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, 971.


[53] Loraine Boettner, Roman Catholicism, 407.


[54] Ellen G. White, O Grande Conflito, 607.


[55] Ibidem, 581.


[56] Chicago Tribune, 26 de Abril, 1991.


[57] Ellen G. White, O Grande Conflito, 608.


[58] Ellen G. White, Testimonies for the Church, vol. 5, 81.


[59] Tiago White, A Word to the Little Flock, 1847, 8 e 9.


[60] Ellen G. White, Meditação Matinal, 1977, 285.


[61] Ellen G. White, Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 37.


[62] Ellen G. White, Profetas Reis, 605.


[63] Tiago White, Review and Herald, 21 de Janeiro, 1862, editorial.

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