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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

O DOM DE LINGUAS



A Natureza Da

Glossolalia Moderna E Neo-Testamentária



MONOGRAFIA - Rodrigo Serveli

INTRODUÇÃO

Praticamente, cada geração da cristandade tem testemunhado o desenvolvimento de algum novo movimento dentro de suas fileiras. O movimento mais recente é o movimento carismático ou o Novo Pentecostismo, dando ênfase especial a cura milagrosa e ao falar em línguas estranhas. Este movimento tem produzido um impacto profundo sobre a vida eclesiástica de todas as denominações. Visto ser um movimento contemporâneo, compete a cada cristão conhecê-lo quanto a sua natureza básica a luz das Escrituras. Neste estudo analisaremos o dom de falar em línguas estranhas ou glossolalia. O simples fato de o falar em línguas se encontrar na bíblia deve ser causa suficiente para merecer plena investigação. O fenômeno é mencionado em três livros da bíblia: Marcos, atos e 1 Coríntios. O Espírito Santo foi derramado no dia do Pentecostes(At. 2:1-4) e em pelo menos mais dois casos(At. 10:44-48; 19:1-7). O dom espiritual também foi exercido na igreja de Corinto(1cor. 12-14). Uma compreensão da natureza e propósito deste dom se faz imprescindível a cada crente. O crescimento rápido do Pentecostismo no século vinte também contribui para a importância deste estudo. Pois se reconhece que o falar em línguas é a doutrina mais saliente e talvez a mais espetacular do movimento pentecostal. Este ponto deve ser compreendido inteiramente. Hoje em dia o dom de línguas tem sido admitido não somente aos Pentecostais mas por muitas d as igrejas chamadas históricas, inclusive a católica. O impacto desse movimento tem sido largamente difundido. Assim torna-se importante compreender a natureza dessas novas manifestações de glossolalia. A pesquisa centralizou-se no estudo pessoal da bíblia, versão revista e atualizada, 2º edição e em livros que tratam desse movimento contemporâneo.



CAPÍTULO I

DEFINIÇÕES

“GLOSSOLALIA”, palavra formada dos termos gregos equivalentes de elementos constitutivos, significa:
glossa = língua;[1]
lalia = o ato de falar línguas.[2]
João f. Soren, assim define:
O dom de línguas é um milagre divino em que, no exercício da vontade e sabedoria divinas, o Espírito Santo concede a alguns crentes o poder de falarem em idiomas que não aprenderam pelos processos naturais, e isto para o fim de testemunharem eles de Jesus Cristo perante os que não cêem.[3]
C. Peter Wagner, afirma:
O Dom de línguas é a capacidade que Deus dá a certos membros do corpo de Cristo: (a) para falar a Deus em uma língua aprenderam ou : (b) receber e comunicar uma mensagem imediata de Deus a seu povo imediatamente uma declaração divinamente ungida, em um idioma que eles nunca aprenderam.[4]
Esse dom consistia de poderes milagrosos conferidos aos apóstolos para pregar o evangelho a todas as nações nas suas respectivas línguas. É bom saber que este Dom não é necessário para a salvação da pessoa, mas uma concessão dada por Deus para levar a salvação a outros. Se os dons são concedidos por Deus para a edificação da igreja(1Cor. 14:12,26), Ele pode conceder o privilégio de falar línguas para testificar a seu favor, desde que isto se torne necessário.






CAPÍTULO II

QUANDO O CRENTE RECEBE O BATISMO DO ESPÍRITO SANTO?

A doutrina de que só tem o Espírito Santo quem fala línguas, não tem apoio bíblico. O Dom de línguas é, inegavelmente, um dos dons do Espírito, mas este Dom não é infalivelmente, a única e ultima prova de quem é batizado com o Espírito Santo. O que a bíblia afirma e com clareza, é que, o Espírito Santo vem ao crente quando ele se converte(Atos 2:38); obedece(Atos 5:32); ora(Luc. 11:13); possui fé(1Cor. 3:16), e, este então, produzirá em sua vida os frutos do Espírito(Gál. 5:22).
Teologicamente, teremos que dizer que ninguém pode ser salvo, nascer de novo, aceitar a Cristo como salvador sem, ao mesmo tempo, Ter o Pai e o Espírito Santo, pois Deus não se divide e não há três deuses, mas um só. Ninguém pode ter um terço ou dois terços de Deus. Ou tem, ou não tem.[5]
Jesus afirmou da forma mais clara que, quando vem morar em nosso coração, não vem sozinho (Compare com: João14:21-33; Ijoão 3:24; 4:13; Rom 8:9-11). Efetivamente quem recebe o Filho recebe o Pai e o Espírito, pois que são todos um só Deus. Portanto quando dizemos que temos a Cristono coração, é o mesmo que afirmar: temos o Espírito Santo(Gál. 4:6).


CAPÍTULO III

GLOSSOLALIA EM MARCOS 16:17

Esta é única menção do fenômeno de glossolalia nos quatro evangelhos que acha-se na grande comissão, conforme o registro de Marcos 16:17. Isso torna-se significativo quando se reconhece que o Espírito Santo exerceu uma parte proeminente na era do evangelho.
Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônio: falarão novas línguas;” Marcos 16:17
É interessante saber que há em grego duas palavras para novo – néos e kainos. Néos é novo no sentido de tempo, recente e kainos é novo na forma ou qualidade. Cristo usou kainos porque se referia ao novo não usado. Se o “falar línguas”, tivesse envolvido línguas desconhecidas, nunca antes faladas, então Cristo teria usado neos(novo em referência a tempo). Mas, visto que ele empregou kainos, tem que se referir a línguas estrangeiras, que eram novas àquele que as falasse, porém que já existiam antes.[6]

Argumentos baseados em palavras sinônimas as vezes são difíceis de manter, mas deve haver uma boa razão por se ter usado kainos, não neos. O fato de que os discípulos realmente falaram línguas conhecidas no dia de Pentecostes(Atos 2:4, 6, 8, 11) sustenta esta distinção e conclusão.


CAPÍTULO IV

A LÍNGUA NO pENTECOSTE


Atos 2:1-13.
A bíblia nos informa de que os apóstolos foram milagrosamente capacitados para falarem em várias línguas afim de que os presentes os ouvissem falar em seus respectivos idiomas. A palavra grega usada nesta passagem é glossa, a palavra grega normal para “língua”.[7] Aqui em Atos 2 está bastante claro que os discípulos falavam línguas conhecidas. Judeus descrentes que moravam em Jerusalém na época estavam atônitos e se admiravam porque cada um ouvia em sua própria língua. Lucas prossegue mencionando uns quinze países ou regiões diferentes cujas línguas estavam seno ouvida(Atos 2:8-11). De maneira nenhuma pode-se defender que estas línguas eram celestiais, extáticas, desconhecidas, etc. Esta idéia não está contida na bíblia.
Com esta verdade meridiana, também concordam autores reconhecidos.
O maior evangelista da atualidade, Billy Graham diz:
Um estudo cuidadoso da passagem em atos 2 indica que as “línguas” eram idiomas conhecidos, compreendidos pelos estrangeiros que estavam em Jerusalém. O pequeno grupo de cristãos recebera a capacidade sobrenatural de falar em outras línguas.[8]
Finalmente, o festejado intérprete pentecostal Brumback, assim se expressa, a respeito deste envolvente tema:
... os observadores ficaram muito perplexos ao notarem que esses galileus, identificados como seguidores de Jesus de Nazaré, não estavam falando o idioma simples da Galiléia, mas em outras línguas; eram seus próprios idiomas![9]
Quase todos os comentaristas, através dos séculos concordam que os discípulos, nesta ocasião, falaram as línguas das nações representadas em Jerusalém.



CAPÍTULO V

A LÍNGUA DE CESARÉIA

(Atos 10:46)
“pois os ouviam falando em línguas e engrandecendo a Deus.”
Temos aqui o relato do episódio acontecido em Cesaréia, na casa de Cornélio. Do relato de Lucas se conclui que as línguas aqui mencionadas não eram ininteligíveis, pois Pedro e os companheiros “os ouviam engrandecendo a Deus.” A diferença entre este relato e o de Atos 2 parece ser o seguinte: no Pentecostes o falar em línguas foi o meio usado por Deus para anunciar o evangelho aos judeus que vieram a Jerusalém. Na casa de Cornélio o falar em línguas foi um “sinal” para que os circunstantes cressem que Deus não faz acepção de pessoas(Atos 10:34-35;11:17).



CAPÍTULO VI

A LÍNGUA EM ÉFESO

(Atos 19:1-6)
Alguns varões de Éfeso, sobre os quais Paulo impusera as mãos “falavam línguas e profetizavam.”
Estavam esses irmãos, portanto, capacitados para a implementação do evangelho do reino em Éfeso. Pelo fato da descrição não entrar em pormenores, faltam-nos elementos para conclusões mais definidas. Ellen White nos informa que estes varões foram capacitados “a falar línguas de outras nações”[10].

 



CAPÍTULO VII

análise parcial dos fatos

Alguns tem considerado a glossolalia como um meio de se pregar o evangelho àqueles cujos idiomas não se conheciam.
A primeira geração de cristãos precisava receber por milagre o que não podia adquirir através do desenvolvimento, a saber a capacidade de testemunhar de Cristo em múltiplos idiomas, de maneira que se pudesse multiplicar em número e avançar do ponto de partida onde se encontrava e estabelecer-se plenamente no mundo hostil.[11]
Pode significar também um sinal ao Israel descrente e incrédulo e uma autentificação do mensageiro e da mensagem . como sinal de juízo aos incrédulos, com referência primária aos judeus, mas também incluindo os gentios.[12]
Fica provado por meio deste estudo que em nenhum dos casos de glossolalia até aqui analisado foi de outro tipo senão linguagem estrangeira, idiomas de nações.



CAPÍTULO VIII

dons

A igreja de Corinto foi estabelecida por Paulo no decorrer de sua Segunda viagem missionária(Atos 18:1-8). Agora sem ele enfrentava graves problemas dentre eles “o Dom de línguas” o qual é o objetivo de nosso estudo. Para compreendermos melhor sobre este Dom começaremos analisando superficialmente algumas características dos dons Espirituais.

Dons Espirituais

Dezesseis dons diferentes no todo têm sido identificados com a admissão de que haja outros(1cor. 12:8-10; 1cor. 12:28-30; rom. 12:3-8; efe. 4:7-11). Nas duas listas onde aparece odm de línguas, este e a sua interpretação ocupam os últimos lugares. Isso revelaria o fato de que eles são considerados por Paulo como sendo os menores dons, mas, a despeito de tudo ainda são dons e importantes para a função do corpo de Cristo.

Definição de Dons

Paulo chamou os dons de charismaton(“dons da graça” – Icor. 12:14; Rom. 12:6). Esse termo indica que os dons têm sua fonte ou origem na graça de Deus, conquanto o termo anterior, pneumatikos, revele que os dons são basicamente Espirituais, não naturais, em essencia, e que são dados por meio do Espírito de Deus e controlado por Ele(1cor. 12:4, 7, 11). [13] Um dom espiritual, portanto, é a capacidade dada ao cristão, procedente da graça de Deus, por meio do Espírito Santo, e controlada pelo Espírito no serviço e crescimento cristãos.

Origem dos Dons

Não resta dúvida quanto à origem dos dons espirituais: é o Deus triúno (Espírito, Senhor, Deus – 1cor. 12:7). Em resumo Paulo escreveu: “mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas cousas distribuindo como lhe apraz, a cada um, individualmente”(12:11). Esses dons portanto são dádivas soberanas(“como lhe apraz”) de capacidade espiritual aos crentes. Eles não podem ser conquistados por meio de iniciativa humana, seja por origem, seja por desenvolvimento. Não dependem de oração humana ou de fidelidade. São dados como Ele desejar dar e não como o homem deseja receber.

Línguas o Corpo e Seus Membros

Cada membro realiza sua própria função e não se deve esperar que faça a de outro. Uma mão não pode ser um pé. Numa série de perguntas que exigem resposta negativa, Paulo revelou que os crentes não possuem nem podem possuir, os mesmos dons(1cor. 12:29,30). Não se deve esperar que cada crente fale línguas mais do que os apóstolos. O corpo de Cristo deve estar em perfeito equilíbrio, todavia, o moderno movimento de “línguas” admite uma abundância de dons menores(línguas, interpretação, profecia e curas), e apresenta uma falta de menores dons. Visto que Deus regula o corpo todo(1cor. 12:24) e lhe d[a perfeita simetria, porque tem esse corpo uma proporção infinita de dons? Se Deus fosse realmente a origem dessas manifestações hoje em dia, não haveria um balanço entre eles e uma maior presença dos melhores dons? Paulo declarou que todos forma batizados em um Espírito, formando um só corpo(1cor. 12:13), mas que nem todos falam em “línguas” (1cor. 12:30).

A Importância Relativa dos Dons

Paulo disse aos crentes coríntios que procurassem “os melhores dons”(kreittona – 12:31) ou “os maiores dons” (meidzona – que se encontra nos melhores manuscritos).[14] Não será este o Dom necessário neste tempo? Se se processasse a edificação, não seria o melhor Dom o de línguas e o de interpretação? Talvez a necessidade seja a norma de grandeza, mas pode se duvidar que o Dom de línguas seja necessário hoje em dia ou que seja o melhor Dom para a edificação(1cor. 12:7 14:3). A ênfase de Paulo está sobre a edificação dos irmãos(1cor. 12:7; 14:3-6, 12, 19, 26, 31). Aqueles dons que trazem maior edificação aos crentes devem ser considerados os melhores dons. Em corinto, proclamar(profecia) e ensinar eram mais necessários para a edificação da igreja. O Dom de línguas é colocado por último e considerado o menor dos dons(1cor. 12:28). Será que Ele daria ao moderno movimento de “línguas” uma abundância dos menores dons a custa das melhores dádivas?


CAPÍTULO IX

línguas e amor (I coríntios 13)

Porque Paulo introduziu o assunto do amor? Qual é a sua conexão com o problema dos dons espirituais? Qual é o “caminho sobremodo excelente”(1cor. 12:31)? Brumback declarou:
Não há contraste entre os dons e o amor a não ser quanto a permanência(...), o contraste está entre os dons com amor e a operação dos dons sem amor. [15]
A maneira inadequada de é exercer os dons espirituais sem amor; o caminho mais excelente é exercer os dons na atitude própria de amor a Deus e ao irmão crente. De fato Paulo deu uma dupla ordem: buscar o amor e desejar os dons espirituais(1cor. 14:1) ele disse: “ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tiver amor, seria com o bronze que soa ou como o címbalo que retine”(1cor.13:1). Se a glossolalia não se faz com amor, é inútil, de nenhum proveito (1cor. 12:7), e não produz edificação(1cor. 14:26). Todavia, será que o Espírito de Deus faria que uma pessoa falasse em línguas sem também produzir amor naquela pessoa? Não Deus não precisaria dar uma fala sobrenatural a uma pessoa que não tivesse amor. Se assim o fizesse, esforçando-se em vão enganado o povo, porque a fala não seria aproveitável. Portanto, qualquer glossolalia sem amor tem de ser repudiada como falsa. Esse capítulo (1cor. 13) da uma descrição do tipo de amor que deveria estar presente na vida do crente em todo o mundo, não apenas quando ele está exercendo um dom Espiritual. A natureza do amor divinamente dado é exposta nos versículos 4 a 6 de I Coríntios 13. É uma expressão perfeita do fruto inteiro do Espírito(Gál. 5:22, 23). Se uma pessoa não manifestar cada uma destas características, é um sinal seguro de que está tentando reproduzir um dom espiritual por sua própria energia. A hodierna glossolalia deve manifestar todas estas qualidades, mas não é o que acontece[16] isto é evidência que a glossolalia de hoje em dia é simulada, não é divinamente motivada.



CAPÍTULO X

sete razões pelas quais línguas são idiomas

Há muitas razoes pelas quais sempre se tem em vista idiomas quando se fala do verdadeiro Dom de línguas nas escrituras. Temos aqui alguns dos argumentos chaves:

A Palavra Grega “Glossa”

 Significa primariamente idioma humano quando usada na Escritura. Diversas vezes no novo testamento ele se refere a língua humana, sendo a palavra normal para linguagem. Isto é a verdade no novo e no velho testamento. A palavra glossa é usada umas 30 vezes no velho testamento grego(Septuaginta) e sempre seu sentido é linguagem humana normal.[17]

Palavra Grega “Dialektos

Da qual surge a nossa palavra portuguêsa “dialeto”(Atos 2:6,8) Alguns que estavam presentes no pentecostes ouviram a mensagem de Deus em seu próprio idioma; alguns em seu próprio dialeto. Classificações tais como idiomas e dialetos jamais teriam sido empregadas se tivesse sido usada apenas a “fala extática”.[18]

Atos e em 1Coríntios 12 a 14.

Alguns pentecostais e carismáticos dizem que “idiomas são mencionados no livro de atos mas depois ‘línguas’ passou a ter outro significado”. Mas se olharmos as ocasiões em que línguas são mencionadas mais tarde em atos (10:46; 19:6), percebemos exatamente que a mesma palavra empregada – glossa, idiomas. Através do livro de atos o termo empregado é consistentemente o que se refere a idiomas normais. É interessante notar que glossa sempre aparece na sua forma plural em Atos, indicando uma multiplicidade de idiomas. Algaravia, jamais poderia figurar na forma em plural, porque não existem formas múltiplas de algaravia. Não há tal palavra como algaravias porque  algaravia exprime fala inclassificável e sem sentido sem possibilidade de ser dividida em mais de uma classificação. Encontramos a mesma coisa em I Coríntios 14. Quando Paulo usou o singular nos versos 2, 4, 13, 14, 19, estava se referindo a fala algaravia pagã que estava sendo utilizada por muitos crentes coríntios em lugar do verdadeiro Dom de línguas. Quando Paulo se referia ao verdadeiro dom de línguas, ele usava o plural. A [única exceção está em I Coríntios 14:27, onde Paulo sem dúvida fazia referência ao verdadeiro dom de línguas mas mencionava um homem falando uma única língua que demanda uma forma singular.

 1Coríntios 12:10 Interpretação de Línguas.

1Coríntios 12:10 mencionava a mesma palavra “glossa”, e passa a falar da interpretação de línguas. A palavra grega usada para interpretação é “hermeneuo”, significando tradução. Não se pode traduzir balbucios. A tradução significa pegar algo de uma língua e colocá-lo em seu equivalente em outra língua está é uma habilidade sobrenatural não aprendida, para a edificação dos crentes presentes(Icor. 14:5) mas onde se fala algaravia não existe tradução verdadeira.[19]

1Coríntios 12:10

A palavra grega para tipos é genos, da qual se originou o vocábulo gênero. Genos significa uma família ou grupo, raça ou nação. Novamente a referência é a fala humana normal.[20]

1Coríntios 14:21

Paulo fez referência a Isaías 28:11 e 12. Então Paulo continuou, dizendo que línguas são sinal, não para os crentes mas para os descrentes. Israel descrente. A profecia se cumpriu com os assírios.

1Coríntios 14:27

Paulo admoestou os crentes de Corinto que se alguém falasse uma língua na assembléia, “não sejam mais do que dois ou quando muito três, e isto sucessivamente, e haja quem interprete”. Isto indica uma língua verdadeira pois devia ser traduzida. Deixar de interpretar resultaria na confusão descrita no versículo 13.


CAPÍTULO XI

o dom de línguas bíblico e o moderno

Já provamos por meio deste estudo que o Dom de línguas bíblico é a habilidade de falar idiomas estrangeiros sem Ter apreendido. Se o movimento Pentecostal é uma volta ao padrão bíblico então ele deve ser idêntico ao estudado. Se as línguas eram idiomas conhecido as as de hoje também tem que ser. Vejamos se os fatos confirmam está realidade, a análise indica que as línguas modernas não se assemelham a nenhuma língua conhecida. Tal declaração se baseia nos seguintes fatos: 1- ausência de qualquer estrutura lingüística; 2- o uso excessivo de uma ou duas vogais apenas; os sons dos vocábulos são totalmente desconhecidos.
E tenho que relatar sem reserva que a amostra que tenho de maneira alguma parece estruturalmente com um idioma. Não pode haver mais que dois sons contrastantes de vogais e um jogo de sons de consoantes particularmente restritivos; esse combinam em pouquíssimos grupos de sílabas; que recorrem em muitas vezes em várias ordens. As consoantes e vogais nem todas parecem com o inglês(a língua nativa do glossolalista), porém as regras de entonação são o inglês americano tão completamente que o efeito total é bem ridículo.[21] William Welmes, professor de línguas africanas na UCLA, chamou o moderno movimento de línguas de uma fraude e de uma monstruosidade.


CAPÍTULO XII

o que é fala dos anjos?

Se a bíblia sempre faz referência as línguas como linguagem humana normal, então a que se refere I Coríntios 13:1? Paulo disse que se “falasse a língua dos homens e dos anjos” mas não tivesse amor, seria apenas um bocado de barulho. Será que as línguas dos anjos poderia ser compreendida como a língua extática que os carismáticos dizem ser o verdadeiro Dom? Um problema com a tentativa em igualar a algaravia extática em I Coríntios 13:1 com o Dom de línguas é que não encontramos menção alguma de fala de anjos em qualquer outro lugar da bíblia. Realmente só o que encontramos é anjos comunicando-se com seres humanos através da linguagem humana normal(Lucas 1:26). A única outra forma de linguagem encontrada nas escrituras é aquela usada pelo Espírito Santo quando ele se comunica com o Pai com gemidos inexprimíveis em nosso favor(Rom. 8:26). “ainda que” é muito forte. Ean também aparece nos versos 2, 3), que significa “se”. O que se segue é proposto como possibilidade hipotética.[22] As línguas dos homens e dos anjos é quase certamente uma referência ao Dom de línguas. A expressão é feita dando um modo amplamente abrangente quanto possível. Língua nenhuma da terra e do céu é comparável a prática do amor.
O que Paulo estava dizendo aqui? Não estava necessariamente declarando uma realidade de fato. Estava usando uma hipérbole – um exagero – a fim de fato. No grego os versículos 2 e 3 de I Coríntios 13 usam verbos subjuntivos. Normalmente quando se usa o subjuntivo no grego, indica uma situação improvável, hipotética e hiperbólica. Para mostrar a necessidade primordial do amor, Paulo estava estendendo os seus comentários a respeito da linguagem aos limites máximos. Estava dizendo: ‘não importa quão refinada, milagrosa ou maravilhosa seja sua maneira de falar – mesmo que você pudesse falar a  língua  dos anjos – se você não tiver amor, você não é nada mais que um barulho.[23]
Se o principal propósito das línguas (línguas conhecidas) era sinal para Israel descrente, conforme I Coríntios 14:21-22, então a única ocasião que as línguas poderiam Ter significado para o crente seria quando elas fossem traduzidas. Dizer que o Dom bíblico de línguas é a linguagem extática usada hoje pelos carismáticos em suas devoções é forçar um significado no texto bíblico que não está lá.



CAPÍTULO XIII

explicações para o moderno movimento de línguas

Dentre muitas explicações existentes estas se destacam por sua preeminência:

Ação Diabólica

Contrafação Satânica:
Pode ser útil mencionar que o antigo oráculo grego em Delfos falava o que podemos chamr de ‘línguas’, como também os sacerdotes e sacerdotisas do grande templo de Corínto. Dr. Akbar Abdul – Haqq me disse que o fenômeno não é incomum entre as religiões não cristãs da Índia atualmente. Existem também exemplos concreto de pessoas possessas de demônio que falam línguas conhecidas com que não tinham tido nenhum contato enquanto com a mente sã. A bíblia conta como os magos do Faraó eram capazes de repetiraté certo ponto os milagres de Deus.[24]

Fraude

Até mesmo os cristãos tem imitado este Dom:
Uma moça que freqüentava reuniões carismáticas queria desesperadamente este dom, porque muitos dos seus amigos o tinham. Como tinha nascido em outro país, ela começou a orar naquela língua, fazendo de conta que tinha recebido o dom de línguas. Seus amigos acreditaram e ela conseguiu assim ser aceita no grupo em que falar em línguas era tão importante![25]

Divina

Bredesen viu no movimento moderno de línguas uma obra definida pelo Espírito Santo:
Durante a primeira metade do século XX vimos o Espírito Santo derrubando as paredes entre as igrejas, e o denominamos o ‘movimento ecumênico’. Vimo-lo trabalhando ao lado das igrejas históricas, e o chamamos ‘a terceira força’. Agora, na Segunda metade do século, estamos vendo-o movimentar-se dentro das igrejas. Isso denominamos ‘a renovação carismática’.[26]

Psicológica

o mundo humanista, que nega a existência do sobrenatural, seja divino ou demoníaco, classifica toda a glossolalia como psicológica ou fisiológica de caráter e de origem. Alguns cristãos conservadores também descrevem o caráter da glossolalia moderna genuína como psicológica. Bergsma, psiquiatra cristão, escreveu:
é óbvio que nada poderá sair de cada cérebro individual que não tenha sido previamente depositado ali. Materiais depositados podem ser alterados, fragmentados, confundidos, distorcidos, porém não podem ser humanamente criados. Também é óbvio que um idioma(...) que sai como linguagem na glossolalia deve Ter sido introduzido de alguma maneira na vida daquela pessoa. Ainda que está pessoa não estivesse cônscia de haver ouvido aquelas palavras ou de que uma mensagem estivesse sendo registrada, mesmo assim essas foram previamente depositadas ali. Isso explicará os pouquíssimos casos da moderna glossolalia, se de fato os houver.[27]


CAPÍTULO XIV

um possível abuso quanto ao uso do dom de línguas

As religiões de mistério eram bastante conhecidas em Corinto do primeiro século. As religiões de mistério faziam amplo uso de línguas – a algaravia extática.[28] E os Coríntios aparentemente tinham corrompido o dom de línguas pelo uso da falsificação extática. Paulo procurava corrigi-los explicando-lhes que o simples balbuciar incompreensível, quando em êxtase, não era o Dom de línguas, e se eles se utilizassem dessa falsificação, estariam fazendo mal e não bem para a causa de Cristo. Em I Coríntios 14 Paulo criticou essa deturpação dos dons. Os coríntios estavam usando seu Dom de línguas para falar com Deus e não com os homens(versículo 2). Os dons espirituais não tinham o propósito de serem usados em benefício de Deus, mas para a edificação uns dos outros(I Pedro 3:10). O comentário de Paulo em I Coríntios 14:2 não é elogio aos coríntios, mas sarcasmo. É também possível, em razão da ausênsia do artido definido, traduzir do grego o termo Deus por “um deus” – referindo-se a divindade pagã.[29] Quer tomemos I Coríntios 14:2 como forma sarcástica ou como referência a uma divindade pagã, ela é condenatória e não comendatória. O contexto exige que entendamos isso.[30]
O apóstolo não está tratando de um Dom falsificado. Ele enumerou línguas entre os genuínos dons do divino Espírito Santo (cap. 12:8-10). Louva-o(cap. 14:5, 17), alega que ele falava línguas mais do que os coríntios (v. 18), desejava que todos possuíssem o dom, e recomendava os crentes a não proibirem o seu exercício(v. 39). Seu objetivo através da discussão é mostrar o seu devido lugar e função e advertir contra o abuso.




CAPÍTULO XV

Regulamentos

Paulo no capítulo 14 de 1coríntios, estabeleceu regras para o Dom de línguas. Graças a estas normas podemos identificar o verdadeiro Dom Divino. Se o Dom usado na igreja não passar por este teste, ele é falso.
1. o dom de profecia deve ter preeminência; 1Coríntios 12:28
2. o dom usado em cultos públicos deve ser edificante e animador; 1Coríntios 14:26
3. o culto público deve ser inteligível; 1Coríntios 14:18, 19
4. o dom de línguas usado publicamente requer interpretação; 1Coríntios 14:27
5. os que falam em línguas devem praticar o domínio próprio; 1Coríntios 14:28
6. senão tiver interpretação deprecia a missão; 1Coríntios 14:6-11
7. o número de participantes deve ser limitado; 1Coríntios 14:27
8. o culto cristão deve caracterizar-se pela ordem e paz; 1Coríntios 14:33


CONCLUSÃO

O estudo mostrou que o fenômeno de línguas era o mesmo em caráter, porém diferente em propósito. Ambas as ocorrências consistiam em idiomas conhecidos. Faladas por homens batizados com o Espírito. Ambos eram dons de sinais. O Dom dado aos discípulos os capacitou a pregarem o evangelho a outras nações, pois este era o seu propósito. Assim a mensagem do evangelho se espalhou rapidamente. Em 1 Coríntios o dom tinha o objetivo de edificação. A regulamentação do Dom de línguas(o número, em ordem, necessidade de um intérprete, etc) não se vê em Atos isto é sinal de que provavelmente os irmãos de Corinto estavam usando o Dom de maneira abusada.
A glossolalia moderna vê o Dom como um sinal físico do batismo com o Espírito Santo. O estudo mostrou que o dom de línguas pode ser facilmente falsificado. Logo a glossolalia não pode ser determinante para dizermos que um indivíduo possui o Espírito Santo. Mesmo porque muitos crentes nunca receberam o dom de línguas e possuíam o Espírito Santo. Paulo nos diz que os crentes não podem possuir os mesmos dons ou prejudicariam a perfeita simetria do “corpo” de Cristo.
Também tem se dito que o dom de línguas pode ser usado para a auto-edificação(sem necessidade de interpretação) o que não se encontra na bíblia. Pelo contrário a bíblia nos demonstra que os dons devem ser usados para a edificação da igreja, ou não servem para nada!
Quando a glossolalia é usada na igreja ela não preenche todos os regulamentos estabelecidos por Paulo para uma genuína manifestação do Espírito. Normalmente transformando o culto em desordem.
Pudemos observar em nosso estudo um ponto importante que ficou explicito, lógico. Tudo que for pronunciado durante um culto público em língua estrangeira. Deve ser interpretado, traduzido ou não terá valor ou será apenas barulho. Isto inclui mensagens músicas em idioma estrangeiro.
De acordo com os fatos coletados e analisados neste estudo a natureza da moderna glossolalia é fraudulenta, seja por meios humanos ou sobrenaturais.
Terminamos este estudo com a seguinte citação do Dr. Billy Grahan:
Nenhuma experiência deve suplantar a Palavra de Deus em nossa vida – não importa o quanto ela signifique para nós ou quanto possa impressionar os outros. Nossas experiências sempre têm de ser julgadas à luz da Bíblia, e não a Bíblia a luz das nossas experiências. Deus-Espírito Santo nos deu a Bíblia, e nenhum dom que venha do Espírito Santo contradirá a Bíblia.[31]




BIBLIOGRAFIA

APOLINÁRIO, Pedro. Explicação de textos difíceis da bíblia. São Paulo: IAE, 1984
GONZALEZ, Lourenço. Assim Diz o Senhor.  Niterói, RJ: Ados, 1997
GRAHAM, Billy.  O Espírito Santo. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1992
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MARSHALL, I. Howard.  Atos Introdução e Comentário.  São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1985
JR, John F. MacArthur. Os Carismáticos um Panorama Doutrinário. São Paulo: Fiel, 1981
WAGNER , C. Peter. Descubra os Seus Dons Espirituais. São Paulo: Abba, 1995
WHITE, Ellen G. Atos dos Apóstolos.  Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1976






[1] Robert G. Gromacki.  Movimento Moderno de Línguas.  2º ed.  (Rio de Janeiro: Juerp, 1980), 12
[2] Ibidem.
[3]Pedro Apolinário.  Explicação de textos difíceis da bíblia. 19º ed.  (São Paulo: IAE, 1984), 381
[4] C. Peter Wagner.  Descubra os Seus Dons Espirituais.  2º ed. (São Paulo: Abba, 1995), 235
[5] Robert G. Gromacki.  Movimento Moderno de Línguas.  2º ed.  (Rio de Janeiro: Juerp, 1980), 130
[6] Robert G. Gromacki.  Movimento Moderno de Línguas.  2º ed.  (Rio de Janeiro: Juerp, 1980), 95
[7] John F. MacArthur Jr.  Os Carismáticos um Panorama Doutrinário.  1º ed.  (São Paulo: Fiel, 1981 ), 152
[8] Billy Graham.  O Espírito Santo. 1ºed.  (São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1992), 164
[9] Lourenço Gonzalez. Assim Diz o Senhor.  7ºed.  (Niterói, RJ: Ados, 1997), 233
[10] Ellen G. White.  Atos dos Apóstolos.  3ºed. (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1976), 283
[11] Robert G. Gromacki.  Movimento Moderno de Línguas.  2º ed.  (Rio de Janeiro: Juerp, 1980), 159
[12] Ibidem, 160, 161
[13] Robert G. Gromacki.  Movimento Moderno de Línguas.  2º ed.  (Rio de Janeiro: Juerp, 1980), 169
[14] Robert G. Gromacki.  Movimento Moderno de Línguas.  2º ed.  (Rio de Janeiro: Juerp, 1980), 181

[15] Robert G. Gromacki.  Movimento Moderno de Línguas.  2º ed.  (Rio de Janeiro: Juerp, 1980), 183
[16] Billy Graham.  O Espírito Santo. 1ºed.  (São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1992), 168, 169
[17] John F. MacArthur Jr.  Os Carismáticos um Panorama Doutrinário.  1º ed.  (São Paulo: Fiel, 1981 ), 153
[18] John F. MacArthur Jr.  Os Carismáticos um Panorama Doutrinário.  1º ed.  (São Paulo: Fiel, 1981 ), 153
[19] John F. MacArthur Jr.  Os Carismáticos um Panorama Doutrinário.  1º ed.  (São Paulo: Fiel, 1981 ), 154

[20] Ibidem
[21] Robert G. Gromacki.  Movimento Moderno de Línguas.  2º ed.  (Rio de Janeiro: Juerp, 1980), 105
[22] I. Howard Marshall.  Atos Introdução e Comentário.  1º ed.  (São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1985 ), 145, 146
[23] John F. MacArthur Jr.  Os Carismáticos um Panorama Doutrinário.  1º ed.  (São Paulo: Fiel, 1981 ), 157
[24] Billy Graham.  O Espírito Santo. 1ºed.  (São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1992), 170
[25] Billy Graham.  O Espírito Santo. 1ºed.  (São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1992), 170
[26] Robert G. Gromacki.  Movimento Moderno de Línguas.  2º ed.  (Rio de Janeiro: Juerp, 1980), 75

[27] Robert G. Gromacki.  Movimento Moderno de Línguas.  2º ed.  (Rio de Janeiro: Juerp, 1980), 79
[28] John F. MacArthur Jr.  Os Carismáticos um Panorama Doutrinário.  1º ed.  (São Paulo: Fiel, 1981 ), 155
[29] Ibidem
[30] John F. MacArthur Jr.  Os Carismáticos um Panorama Doutrinário.  1º ed.  (São Paulo: Fiel, 1981 ), 155
[31] Billy Graham.  O Espírito Santo. 1ºed.  (São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1992), 170

A MASTURBAÇÃO E O CRISTÃO


MASTURBAÇÃO, Prática Positiva ou Negativa?

MONOGRAFIA POR Sávio Lúcio dos Santos

INTRODUÇÃO
Sem dúvida, um dos temas mais discutidos entre pais, adolescentes, sexólogos e orientadores cristãos, é a masturbação.
Este trabalho é composto de três capítulos que são destinados a apresentar aos interessados no assunto, uma visão cristã.
No primeiro capítulo, é feito uma análise conceitual a respeito da masturbação. Como também analisaremos a história de Onã, que tradicionalmente é vista como referência a esta prática.
No segundo capítulo, é analisado os efeitos perniciosos que a masturbação pode trazer ao físico; à mente; como também ao espírito de qualquer pessoa que se envolva nesta prática. Teremos como base os escritos de Ellen G. White.
E por fim, no terceiro capítulo, será analisado as medidas que todo jovem deve tomar para se livrar deste pernicioso vício, seguindo o princípio da substituição, ou seja, substituir o maléfico pelo benéfico. Também teremos como base os preciosos escritos de Ellen G. White.
O nosso desejo é que este simples, mas sem dúvida importante trabalho, possa trazer os necessários esclarecimentos sobre este assunto tão polêmico.
CAPÍTULO I

o que é a masturbação?

Há estudos que dizem que durante o período da adolescência (mais ou menos dos doze aos dezoito anos de idade) 92% dos garotos masturbam-se regularmente, e 42% das meninas de forma esporádica.
O que é a masturbação?
Masturbação é um ato de manipulação dos órgãos genitais, acariciando, tocando, ou friccionando, resultando em prazer, ou seja, até atingir o orgasmo.
Muitos dos jovens que praticam a masturbação, foram levados a praticá-la por curiosidade mal orientada ou porque foram levados a tal, e acabou tornando-se um hábito.
Alguns sexólogos tentam classificar em tipos a masturbação, segundo estes a masturbação pode ser classifica em:
Masturbação de adolescentes - acontece na visão do autor quando se descobre o próprio corpo.
Masturbação compensadora - vem quando a pessoa passa por problemas no meio familiar ou social e tende a usar a masturbação como meio de escape.
Masturbação por necessidade - acontece geralmente quando os casados estão longe um do outro, viajando; ou pode acontecer com presos que buscam alívio de suas tensões sexuais.
Masturbação patológica - quando é uma compulsão, que pouca ou nenhuma satisfação traz.
Masturbação por indicação médica - quando os médicos pedem o sêmen de determinado paciente para teste de fertilidade ou para diagnosticar certas e determinadas infecções venéreas.
Masturbação hedonista - quando o ato torna-se, na visão do autor, antinatural e não só disfuncional.
O mesmo autor afirma que a masturbação está ligada a uma imaturidade, no início; e a uma patologia, quando se fixa, e que ela pode ser um ensaio para a vida heterossexual normal, assim como pode ser introdução para uma solidão egoística.
Nossa sexualidade em geral, destina-se a ser interpessoal, a ser relacional. Ela deve ligar duas pessoas, é claro de sexos diferentes, pois é o plano original de Deus para a humanidade. A masturbação é um prática totalmente egoísta, pois é solitária. O sexo egocêntrico viola o plano de Deus no sentido que o sexo seja amoroso, doador e unificador, como também, o sexo no plano original de Deus tem a função de procriação, sendo que com a masturbação isso se tornaria impossível.
Lewis Smedes considera que a masturbação está aquém do que Deus tenciona fundamentalmente para a nossa sexualidade.
Já Reich considera a masturbação como atividade normal, e sua ausência entre rapazes durante a adolescência ele considera sinal de desequilíbrio.
Alguns escritores contemporâneos apoiam a masturbação como atividade normal, e sua prática importante para o desenvolvimento humano.
Já outros, são taxativamente contrários, como podemos ver nesta declaração:
A masturbação pode tornar-se um hábito escravizador e obsessivo que alimenta e continua a alimentar o fogo da lascívia da pessoa nivelando-a ao estado de objeto sexual. Pode acarretar em envolvimento e levar ao desenvolvimento compulsivo com a pornografia e levar ao desenvolvimento de desejos e fantasias cada vez mais pervertidas – e possivelmente agressão ao sexo oposto.
Mas de qualquer forma a masturbação é um assunto polêmico mesmo entre escritores cristãos. Principalmente porque a Bíblia, que é a fonte da sabedoria, não faz uma alusão de forma direta contrária a esta prática, não há um texto que na Bíblia se refira direta e exclusivamente à masturbação em si. O texto mais comumente usado entre os escritores cristãos para se fazer uma alusão à esta prática, está registrado em Gênesis 38:1-10, a conhecida história de Onã. Daí o motivo porque a masturbação também é conhecida como onanismo, mas não há relação direta entre a prática da masturbação e a história de Onã. De acordo com a lei israelita (Deuteronômio 25:5-10), conhecida como Lei do Levirato, depois – no caso de Onã – que seu irmão morreu, não deixando herdeiro, Onã por obrigação teria que se casar com sua cunhada e fecundá-la, a fim de dar continuidade ao nome do seu irmão que havia morrido, e assegurar a posse da terra pela família. Onã então teve relação sexual, mas não cumpriu a sua responsabilidade de gerar o herdeiro, talvez porque esperasse gananciosamente tomar a terra de seu irmão para si mesmo e espoliar sua cunhada de seus direitos de acordo com a lei. De qualquer modo Deus desgostoso com o seu procedimento o fez morrer.
A ligação existente entre a masturbação e a interrupção do ato sexual de Onã é o derramamento do sêmen na terra, daí o título onanismo à masturbação.
Veja o seguinte comentário:
Quando no mundo antigo, se acreditava que todo sêmen do homem continha o embrião de uma criança, e que a mulher era nada mais que um jardim fertilizado, no qual o pequenino ser era plantado, o ato de Onã de derramar o sêmen foi tido como equivalente a matar deliberadamente um bebê não nascido.
Talvez a relação que se costuma fazer da história de Onã e a masturbação venha deste conceito.
CAPÍTULO II
EFEITOS DA MASTURBAÇÃO nos Aspectos Físico, Mental e Espiritual DE ACORDO COM OS ESCRITOS DE ELLEN G. WHITE.
Tem a masturbação diversos significados psicopatológicos em que não iremos nos deter para dar lugar a uma pesquisa que procuramos fazer nos escritos de Ellen G. White.
Sendo um assunto de tão vastas conseqüências e de tão profundo significado na educação dos jovens, Deus não omitiu nas Suas mensagens, avisos importantes que passaremos a considerar.
Ellen G. White emprega vários termos ao referir-se à masturbação, como seja, vício degradante; poluição moral; vício destruidor do corpo e da alma; vício secreto e repulsivo vício.
Ela diz em um dos seus livros que os jovens quer do sexo masculino quer do sexo feminino, que se entregam à poluição moral e praticam a masturbação debilitam as sensibilidades morais e de percepção, e caso que esta prática venha a se firmar durante a vida, pode levar o indivíduo à ruína física e mental.
A masturbação pode acarretar ao indivíduo que a prática sérios problemas físicos, ela destrói as forças vitais do organismo. Se referindo a vícios secretos ela afirma:
Toda ação vital desnecessária será seguida de correspondente depressão. Entre os jovens, o capital vital, o cérebro, é tão severamente submetido a esforço, em tenra idade, que há uma deficiência e grande exaustão, que deixam o organismo exposto a enfermidades de várias espécies.
Ao lermos o que o Espírito de Profecia diz sobre a prática da masturbação entre os jovens, podemos verificar que este vício tem conseqüências de um alcance que nunca pensamos. De acordo com ela este vício pode trazer uma degeneração ao físico que pode levar o indivíduo a morte. Veja por exemplo esta declaração:
Se a prática é continuada nas idades de quinze anos e daí para cima, o organismo protesta contra o prejuízo já sofrido, e continua a sofrer, e os fará pagar a pena da transgressão de suas leis, especialmente nas idades de trinta a quarenta e cinco anos, por muitas dores no organismo e várias doenças, tais como afecções na espinha, enfermidades nos rins, e tumores cancerosos, alguns dos delicados mecanismos da natureza cedem deixando uma tarefa mais pesada para as restantes realizarem, o que desorganiza o delicado arranjo, havendo freqüentemente repentina decadência física, cujo resultado é a morte.
Muitas vezes os jovens apresentam distúrbios físicos e mentais que os pais freqüentemente interpretam como sendo resultado de estudo intenso. É verdade que não é aconselhável ocupar a mente com demasiado trabalho mental, principalmente quando não é acompanhado de trabalho ou exercícios físicos, ainda que pode complicar ainda mais para aqueles que desejam abandonar o vício, uma vez que esteja praticando, veja o conselho:
O estudo excessivo, em virtude de aumentar a corrente do sangue para o cérebro, cria uma excitabilidade mórbida que tende a diminuir o poder do domínio próprio, e muitíssimas vezes, dá lugar a impulso e capricho. O mau uso, ou a falta de uso da capacidade física é, em grande parte, responsável pela onda de corrupção que se está espalhando pelo mundo.
Mas também ela diz aos pais que interpretam errado as causas dos distúrbios físicos e mentais nos filhos.
Os pais afetuosos e condescendentes condoem-se dos filhos porque imaginam que suas lições são uma tarefa grande demais, e que sua intensa aplicação ao estudo lhes está arruinando a saúde. De fato, não é recomendável sobrecarregar a mente dos jovens com estudos em demasia e por demais difíceis. Mas, pais não considerastes com maior profundidade este assunto do que meramente aceitar a idéia sugerida por nossos filhos? Não tendes dado crédito depressa demais as razões aparentes de sua indisposição? Convém aos pais e tutores olhar sob a superfície em busca da causa.
A mente de alguma dessas crianças tão enfraquecida está que apenas tem a metade ou um terço do brilho intelectual que poderia ter caso tivessem sido virtuosas e puras. Elas o tem desperdiçado no abuso de si mesmo.
Isso não quer dizer que todos os jovens que enfrentam essas debilidades são praticantes da masturbação. Há os que tem mente pura e sofrem por outras causas.
Para os pais que desejam ver seus filhos bem desenvolvidos físico, mental e espiritualmente devem ser vigilantes quanto aos seus próprios comportamentos sexuais, pois assim como os bons traços de caráter dos pais são herdados pelos filhos, os maus também são herdados. No caso da masturbação, podem as crianças já nascerem com tendências para tal vício. As crianças imitam o exemplo dos pais, como também todas as inclinações para o mal. Em muitos casos são os pais os verdadeiros culpados, abusam das tensões sexuais e assim fortalecendo-as, transmitem aos filhos. E, assim, nascem "crianças com tendências animais grandemente desenvolvidas, tendo-lhes sido transmitido o próprio retrato do caráter dos pais. ...Os filhos nascidos desses pais, quase que invariavelmente se inclinam aos desagradáveis hábitos do vicio secreto."
O Dr. J. H. Kellogg, médico contemporâneo de Ellen G. White, também era contrário à prática da masturbação, e de acordo com seus estudos ele tinha boas razões para isso. Veja esta declaração:
A excitação nervosa que acompanha o exercício dos órgãos sexuais é a mais excitante a que o corpo pode estar sujeito. Em condições normais, nenhuma excitação deste tipo ocorre até que o organismo tenha atingido a sua completa maturidade, e o corpo tenha adquirido o seu mais alto grau de força e vigor. Na infância, os poderes vitais estão todos ocupados com o seu desenvolvimento e construção do corpo. Nada é, consequentemente mais prejudicial durante este período. O organismo não atinge o seu completo desenvolvimento quando este hábito começa nos anos mais jovens e é continuado depois do desenvolvimento sexual.
Se a prática da masturbação trás tantos malefícios ao físico, como também à mente, seria insensato não admitir sua destruidora influência sobre a espiritualidade.
Os únicos meios onde Deus se comunica com o homem é através do corpo e da mente, uma vez que estes enfraquecidos fica uma vasta possibilidade do indivíduo tornar-se insensível para com as influências celestiais. Falando especificamente sobre os efeitos que a masturbação trás no aspecto espiritual Ellen G. White diz:
Solenes mensagens vindas do Céu não podem impressionar fortemente o coração não fortalecido contra a condescendência com esse degradante vício. Os sensitivos nervos do cérebro perderam o saudável tono devido a excitação mórbida para satisfazer um desejo não natural de satisfação sensual. Os nervos cerebrais que se comunicam com todo o organismo, são os únicos meios pelos quais o Céu se pode comunicar com o homem, em influenciar sua vida mais íntima. Seja o que for que perturbe a circulação das correntes elétricas no sistema nervoso, diminui a resistência das forças vitais, e o resultado é um amortecimento das sensibilidades da mente.
Ou seja, há uma degeneração no físico, no intelecto e no espírito. Isso quer dizer que os planos de Deus em restaurar a Sua imagem no homem é impossibilitada, pelo próprio homem.
Capítulo III

Medidas para o abandono da Masturbação de acordo com os escritos de Ellen G. White.

Para os jovens que desejam livrar-se da masturbação é de importância vital que eles não apenas sejam informados a respeito das causas e consequências deste vício, como também mantenham uma atitude de vigilância em relação aos pensamentos.
Não permitir que a imaginação se demore em sensualidades. A respeito disto Ellen G. White escreveu:
Deveis dominar vossos pensamentos. Não será trabalho fácil; não conseguireis sem assíduo e mesmo árduo esforço. ... Se condescenderdes com vãs imaginações, permitindo que a mente se demore em assuntos impuros, sereis, em certo sentido, tão culpado perante Deus, como se vossos pensamentos fossem levados à ação. Tudo o que impede é a falta de oportunidade.
Esses momentos em que a mente divaga em fantasias sexuais; em imagens sensuais, é justamente o que o organismo precisa para ficar excitado e os órgãos genitais despertos.
É preciso também que haja uma vigilância em relação ao que é visto, ouvido, e conversado; ou seja, os sentidos. Deve ser evitado qualquer coisa que estimule a imaginação a sensualidade, como por exemplo: leituras impróprias, filmes com cenas de erotismo, novelas que incentivam o sexo livre.
Deve ser levado a sério a influência do ambiente que nos rodeia, pois nunca é neutra; ou nos influência para o bem ou para o mal.
A respeito dos sentidos Ellen G. White escreveu:
Os que querem ter a sabedoria que vem de Deus, não se devem tornar insensatos no pecaminoso conhecimento deste século, a fim de serem sábios. Devem fechar os olhos para não ver e aprender o mal. Devem fechar os ouvidos para não ouvirem o mal, e obterem o conhecimento que lhes macularia a pureza de pensamento e de ações, e guardar sua língua para que não transmita comunicações corruptas nem em sua boca haja o engano.
A questão em jogo não é apenas a renúncia do que é prejudicial, e sim, que haja uma substituição do que é maléfico, para o que é benéfico.
O apóstolo Paulo é claro quando aconselha sobre o pensamento na sua epístola aos Filipenses. No capítulo 4, versículo 8, lemos:
Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, todo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja o que ocupe o vosso pensamento.
Outro fator que merece atenção vital, é quanto a alimentação. Pois o alimento que ingerimos pode estimular os nossos impulsos sexuais. Ellen G. White ciente desta realidade escreveu:
É tremendo o poder de Satanás sobre os jovens deste século. A menos que a mente de nossos filhos esteja firmemente equilibrada por princípios religiosos, sua moral se corromperá pelos exemplos viciosos com os quais entram em contato. O maior perigo dos jovens provem da falta de domínio próprio. Pais condescendentes não ensinam a seus filhos a abnegação. O próprio alimento que lhes colocam na frente é de moral a irritar o estômago. A excitação assim produzida comunica-se ao cérebro e em resultado despertam-se as paixões. Alimentos gordurosos e estimulantes torna o sangue febril, excita o sistema nervoso e muitas vezes embota as percepções morais, de modo que a razão e a consciência são levados pelos impulsos sensuais. É difícil, e muitas vezes quase impossível para o intemperante no regime, exercer paciência e domínio próprio.
Alimentos cárneos, excesso de gorduras, especiarias, alimentos excessivamente calóricos, café, chá preto, o excesso do uso do açúcar, os refrigerantes à base de cola são artigos alimentícios que se enquadram como sendo estimulantes. Mais uma vez deve ser lembrado o princípio da substituição. Deve ser usado como alimento frutas e verduras frescas em abundância, alimentos integrais, como também, uso abundante de água pura.
Ellen G. White confirma isso.
"Quanto mais cuidadosos fordes em vosso regime, mais simples e não estimulante o alimento que sustenta o corpo em sua harmoniosa ação, mais clara será vossa concepção do dever."
Tendo uma clara visão do dever, estaremos mais aptos a vencer os impulsos.
A ociosidade também é outro fator que merece grande atenção. Nenhum momento da vida deve ser dedicado à prática da ociosidade. Deve haver um plano, inventar meios para se manter sempre ocupado. A ociosidade, sem dúvida foi a raiz de muitos males na história deste mundo. E não há momento mais propício para a prática da masturbação do que nas horas dedicadas a ociosidade. É nestes momentos que a mente divaga no mundo carnal.
A ociosidade destruirá a alma e o corpo. O coração, o caráter moral e as energias físicas são enfraquecidos. Sofre o intelecto, e o coração é aberto a tentações como um caminho franqueado para cair em todo vício. O homem indolente tenta o diabo a tentá-lo a ele.
Que possa todo jovem que enfrenta a dificuldade de controlar seus impulsos sexuais, se envolver em atividades enobrecedoras; quer físicas ou intelectuais, principalmente as que tem a capacidade de elevar o nível espiritual.



Conclusão

Como podemos ver, a masturbação está aquém do plano original de Deus, em relação ao sexo, para a raça humana, pois o plano de Deus para o sexo é o prazer a dois, como também, a procriação, o que é impossível para esta prática egoísta.
Como vimos nos escritos de Ellen G. White, além da masturbação trazer diversas consequências ao físico, como também ao intelecto, pode afetar a espiritualidade do indivíduo. Fazendo assim com que a imagem de Deus seja gradativamente anulada.
Mas, através de medidas simples, como por exemplo; educar a mente para que se demore em coisas puras e moralmente sadias, e isso envolve, leituras, filmes e conversações; dar uma atenção especial à alimentação, ou seja, não ingerir alimentos que estimulem os impulsos sexuais, como por exemplo, alimentos cárneos, gorduras, café, chá preto, e alimentos excessivamente calóricos; dedicar-se a atividades quer físicas, mentais ou espirituais; contribuirá para atenuar o desejo pela masturbação.
Que este estudo possa ter trazido importantes esclarecimentos a respeito da masturbação. Sendo um assunto de tão vastas consequências, Deus não omitiu em Suas mensagens. Pois não é uma prática aconselhável aos jovens, deve ser abandonada o mais rápido possível.






Bibliografia



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