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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Palavras de vida ou morte


Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas. Deuteronômio 30:19

No verão de 1945 os líderes japoneses peArceberam que a Segunda Guerra Mundial estava perdida para eles. A questão, agora, era como negociar a paz.

Em 26 de julho de 1945, a Declaração Potsdam, exigindo a rendição do Japão, foi irradiada para aquele país. Os líderes japoneses não pretendiam rejeitar totalmente a Declaração. Queriam usá-la como base para as suas negociações. Mas precisavam de tempo para planejar sua resposta.

Mas a imprensa japonesa estava pressionando, exigindo uma declaração. Assim, em 28 de julho o Primeiro-ministro Suzuki falou à imprensa. Ele declarou que o governo estava adotando uma política de “mokusatsu”.

Acontece que a palavra “mokusatsu” não tem um equivalente exato em inglês. Ela é um pouco vaga mesmo em japonês. Podia tanto significar que o governo japonês decidira “não fazer comentários” (que era o sentido pretendido pelo Primeiro-ministro), ou que o governo decidira “ignorar a Declaração”.

Infelizmente, porém, sua declaração foi ambígua aos jornalistas presentes. E a Agência de Notícias Japonesa irradiou, em inglês, que o Governo Japonês decidira ignorar a Declaração Potsdam.
Alguns dias mais tarde explodiram as bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki. Duzentas mil pessoas morreram por causa de uma palavra mal traduzida!

Outro exemplo trágico da importância de uma palavra está na morte de Dag Hammarskjold, que foi secretário geral da ONU, de 1953 a 1961.

Dag estava em missão de paz no Congo. Mas na noite de 17 para 18 de setembro de 1961, o avião em que ele viajava caiu na Zâmbia e explodiu. A causa do acidente permaneceu um mistério durante muito tempo. Então os investigadores descobriram que na cabina de comando do avião destroçado havia um mapa aberto para Ndolo, que é o nome do aeroporto em Leopoldville (agora Kinshasa), no Congo.

O problema, porém, é que o seu destino era uma cidade chamada Ndola, na Zâmbia. Estudando o mapa de Ndolo, em vez de Ndola, o piloto achou que ainda devia descer mais 300 metros para aterrissar na pista de Ndola. Mas ele estava olhando o mapa errado. E em meio à escuridão da noite, o avião mergulhou no solo e explodiu.

Ndolo. Ndola. A diferença entre estes dois nomes é uma letra. Mas essa letra fez a diferença entre a vida e a morte.

A diferença entre a vida eterna e a morte eterna também depende apenas de uma palavra: sim ou não. Diga sim à vida que Cristo lhe oferece.

 Rubem M. Scheffel,

sábado, 30 de janeiro de 2021

Resposta à oração da fé


E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; [...] e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo. Tiago 5:15, 16

Na Nicarágua, um médico cubano foi ao Hospital Adventista para operar uma pessoa. Antes do início da cirurgia, uma das enfermeiras perguntou ao médico:
– Doutor, o senhor não vai fazer uma oração antes de começar?
– Enfermeira – respondeu o médico – eu já fiz muitas vezes essa cirurgia. Posso fazê-la sozinho, e não preciso de Deus.

A cirurgia foi iniciada. De repente, o anestesista chamou a atenção do médico para a pressão, que começava a cair. Aquele médico se empenhou ao máximo para salvar a vida do paciente. Uma hora depois, nada mais havia a ser feito. O paciente veio a falecer.

O médico tirou as luvas, jogou-as em cima do corpo e disse à enfermeira:
– Enfermeira, se o teu Deus pode fazer alguma coisa, então que Ele comece a trabalhar! – E saiu da sala a fim de dar a notícia para a família.
As duas enfermeiras ficaram ali, junto ao corpo. Então, uma delas disse:
– Não pode ser. Deus não pode ser zombado dessa maneira!
As enfermeiras se ajoelharam, dentro da sala de cirurgia, e oraram dizendo:
– Senhor, agora é a Tua vez. É o momento da Tua intervenção!
Levantaram-se, e mediram a pressão do paciente. Zero. Ajoelharam-se de novo e oraram com mais fervor ainda, suplicando:
– Senhor, é a Tua hora. Mostra o Teu poder!

Levantaram-se e ouviram o aparelho do eletrocardiograma começar a fazer os seus bips. A pressão voltara ao normal. Tudo estava normal, e o paciente, sem anestesia, estava com o campo operatório todo aberto. Uma das enfermeiras saiu correndo para avisar o médico de que o paciente estava vivo. O médico voltou à sala, completou a cirurgia e, uma semana depois, o paciente teve alta.

Aqui está um exemplo eloquente do poder da oração intercessória, feita com fervor. Esta é uma condição essencial: a oração deve ser feita com fé, por alguém que se distingue por sua fé.

Mas, é interessante notar que Deus não atendeu à oração do apóstolo Paulo, para que lhe fosse tirado o “espinho na carne, mensageiro de Satanás” (2Co 12:7-10). O problema não era falta de fé do apóstolo. Deus permitiu que esse problema o afligisse para protegê-lo do orgulho.

Portanto, a afirmação de Tiago não é incondicional como alguns pensam. Ela deve ser entendida assim: “E a oração da fé salvará o enfermo, se Deus achar que isto é o melhor para ele.” A oração da fé sempre deve incluir o seguinte pensamento submisso: “Se isto for da Tua vontade.”

 Rubem M. Scheffel

O que os outros vão dizer? - Rubem M. Scheffel


Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Seja crucificado! Responderam todos. Mateus 27:22

Eu tinha dez anos de idade, e havia concluído o antigo curso primário. A formatura fora marcada para alguns dias depois do término das aulas. No dia marcado, saí de casa malvestido, pensando que iria à escola apenas para buscar meu primeiro diploma. Estava de calças curtas e pés descalços.

Ao chegar à escola, a diretora olhou para mim e perguntou:
– Sua mãe sabe que você veio para a formatura vestido desse jeito?
– Não, ela não me viu sair.

Logo percebi que havia cometido um equívoco, pois todos os demais colegas estavam bem vestidos, e que a entrega do diploma seria uma solenidade pública e não particular, como eu havia imaginado. Passei vergonha quando o meu nome foi chamado, e tive de ir à frente receber o canudo.

Ao chegar em casa, minha mãe ficou horrorizada ao me ver.
– Você foi assim para a escola? – exclamou ela. – O que é que os outros vão dizer? Vão pensar que você não tem mãe!
Minha mãe se preocupava muito com a opinião pública, e ainda me soam aos ouvidos o que ela me disse inúmeras vezes: “O que é que os outros vão dizer?”

Devemos nos preocupar com a opinião alheia ou ignorá-la, vivendo nossa vida como bem nos parecer, indiferentes ao que os outros possam dizer ou pensar?

Não há dúvida de que a opinião pública é, muitas vezes, um tirano que não ousamos desafiar. A ditadura da moda é um exemplo. Muitas pessoas podem até não gostar dela, mas acabam adotando-a por medo de saírem à rua e serem consideradas antiquadas.

A Palavra de Deus descreve alguns personagens que sucumbiram perante a opinião pública e outros que a desafiaram. Pilatos foi um desses homens de caráter fraco que, embora convencido da inocência de Jesus, e até mesmo desejoso de libertá-Lo, acabou condenando-O à morte por exigência da multidão.

No extremo oposto vemos homens como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que não aceitaram curvar-se perante a estátua de ouro erigida pelo rei Nabucodonosor. Permanecendo eretos diante de Deus e de suas convicções, ousaram desafiar não só a opinião pública, mas o próprio decreto do rei.
Não está longe o dia em que cada filho de Deus terá de desafiar abertamente o mundo e suas imposições ecumênicas, para não transigir com a consciência. Que Deus dê a cada um, nessa hora, a coragem de Lutero, para enfrentar os seus opositores e declarar: “Não posso retratar-me. Aqui permaneço. Que Deus me ajude. Amém!”

 Rubem M. Scheffel

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Conhecedores da época - Rubem M. Scheffel


Da tribo de Issacar havia 200 chefes – todos eles eram homens que conheciam bem os fatos daquele tempo, e sabiam qual o melhor caminho para Israel seguir. 1 Crônicas 12:32, BV

O texto acima nos diz que os filhos de Issacar eram homens bem informados. E isto em uma época em que não havia rádio nem televisão. As notícias corriam de boca em boca, o que também é uma forma eficaz de comunicação.

E agora vem a segunda parte do texto: “E sabiam qual o melhor caminho para Israel seguir”. Porque os filhos de Issacar eram bem informados, eles tinham melhores condições do que qualquer outra pessoa, de dizer o que Israel devia fazer, de apontar-lhes o caminho a seguir. E isto é verdade ainda hoje: um líder mal informado não deveria liderar nada, pois não tem condição de apontar aos liderados o caminho a seguir. Uma pessoa que está “por fora” dos acontecimentos não pode dirigir bem um país, uma empresa ou uma igreja.

Entretanto, é bom frisar que não só os líderes devem estar bem informados, mas cada membro da igreja. É inconcebível que nesta era de comunicação instantânea alguém não saiba das coisas.
Os discípulos de Cristo, dois milênios atrás, demonstraram interesse em conhecer os tempos, ao Lhe perguntarem: “Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da Tua vinda e da consumação do século” (Mt 24:3).

Em resposta, Cristo fez uma profecia que salvou milhares de vidas: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes; quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa” (Mt 24:15-18).
A profecia de Daniel havia deixado claro que os exércitos romanos seriam o agente de destruição. Tal e qual Cristo havia predito, 35 anos mais tarde, o exército romano comandado por Céstio cercou Jerusalém. E começaram a lutar junto ao templo. Era o sinal para que os cristãos fugissem. Mas fugir como?

Foi então que se deu o livramento providencial. Sem a menor razão aparente, Céstio retirou-se. E quando os zelotes abriram os portões e se lançaram em perseguição aos romanos, os cristãos, que durante 35 anos haviam conservado na memória a profecia de Cristo e acompanhado os acontecimentos, entenderam que o momento predito havia chegado. E fugiram para os montes próximos.

Nenhum cristão morreu na destruição de Jerusalém. Porque se mantiveram atentos, comparando a palavra profética com o noticiário.

 Rubem M. Scheffel

domingo, 17 de janeiro de 2021

Escolhido para aplaudir - Rubem M. Scheffel


A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. 1 Coríntios 12:28

Um garoto chamado Jaime Scott se inscreveu para participar da apresentação de uma peça teatral em sua escola. Sua mãe revelou que ele havia colocado o coração nisso, mas ela temia que ele não fosse escolhido.

No dia em que as várias partes foram distribuídas, ela foi buscá-lo na escola. Quando a sineta tocou, no fim das aulas, Jaime saiu porta afora, ao encontro da mãe. Seus olhos brilhavam de orgulho e emoção.

– Adivinhe, mãe! – exclamou ele.
E ante o espanto da mãe, o garoto lhe disse com entusiasmo:
– Fui escolhido para bater palmas!

Que sabedoria tiveram as professoras ao dizer ao pequeno Jaime que ele não havia sido escolhido para representar no palco, mas para fazer a sua parte no auditório! E que humildade, da parte do garoto, em aceitar essa incumbência com alegria! Ele queria participar da peça, não importava como nem onde, e conseguiu. E estava feliz por isso.

A sociedade e a igreja precisam desses dois grupos de pessoas: os que vão à frente, falam e aparecem, e os que atuam na retaguarda, muitas vezes no anonimato, mas nem por isso são menos importantes. Porque realizam um trabalho de apoio, necessário aos que estão na linha de frente.
Imagine se todos atuassem como primeiro violino em uma orquestra! Ou se todos, num coral, cantassem a primeira voz. O fato é que alguém precisa ficar na retaguarda, e tocar contrabaixo, trompa, ou cantar barítono e baixo, para que haja contraste e os sons se completem.

Esta é a razão pela qual Deus concedeu diversidade de dons à igreja. Nem todos podem ser apóstolos. Nem todos são pregadores. Muitos poderão pertencer ao grupo de apoio, que muitas vezes trabalha no anonimato. Mas, sua obra é indispensável.

Que ninguém fique ressentido ou enciumado, pensando que seu trabalho não aparece ou não é reconhecido. Lembre-se do garoto que salvou a vida do apóstolo Paulo, mas o registro sagrado nem ao menos menciona o nome dele. Ele passou à história apenas como “o filho da irmã de Paulo” (At 23:16).

É possível que não apareçamos tanto quanto Pedro, nem brilhemos como Paulo. Mas há uma coisa que sempre podemos fazer: conduzir pessoas a Jesus.

Rubem M. Scheffel, 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Depressão - Rubem M. Scheffel


Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Salmo 43:5

Há um hino muito conhecido que diz: “Sempre alegre, sempre alegre é o viver do bom cristão” (Hinário Adventista, nº 219). Entretanto, a maioria dos cristãos que conheço, e entre os quais eu me incluo, não vive o tempo todo alegre, cantarolando e assobiando, como se a vida fosse um eterno mar de rosas.

Todos nós temos nossos momentos de aflição, dor e desânimo. E este fato também se acha expresso na letra de outros hinos que cantamos: “Dias turvos há em que busco em vão o semblante de meu Jesus” (375). “Quando te vêm tristezas, dores ao coração, olha com fé pra cima” (272). “Se amargas tristezas da vida curvarem-te a fronte em dor” (360). O hino 297 do Hinário Adventista fala nas “dores que a mim vêm assolar”.

As estatísticas sobre depressão indicam que este é o mal do século 21. Os psicoterapeutas explicam que a falta de sono, combinada com uma dieta imprópria e falta de exercício, pode contribuir para a depressão. Mas as principais causas são de natureza psicológica, como solidão, estresse, sentimento de culpa, ira ou uma perda dolorosa, como falência, divórcio ou morte de um ente querido.

Nas Escrituras Sagradas encontramos pessoas devotas que sofreram de depressão. Davi, por exemplo, era músico talentoso, corajoso guerreiro e herói, aclamado pelas mulheres de Israel. Uma pessoa ilustre, popular, bem-sucedida como Davi, deveria ser imune à depressão. Mas é interessante notar que todas as causas de depressão mencionadas acima – solidão, estresse, culpa, ira e perda dolorosa – estavam presentes em sua vida.

Recapitulemos alguns fatos: Davi matou o gigante Golias com sua funda, tornando-se um herói popular, o que deixou o rei Saul com inveja. O irado rei procurou matar seu jovem rival. Davi precisou fugir pelos fundos de sua casa e ir para o deserto, perseguido pelo exército de Saul. Para completar sua desgraça, o rei tomou-lhe a bela esposa e a deu a outro homem.

Davi, que era recém-casado, entrou em depressão, o que é compreensível. E em meio às profundezas do desespero, clamou: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim?” Mas apesar do desânimo, Davi se recusou a abandonar sua fé em Deus. Ele preferiu continuar confiando na providência divina, e no mesmo verso aponta a solução para si mesmo: “Espera em Deus, pois ainda O louvarei, a Ele, meu auxílio e Deus meu” (Sl 43:5).

Qualquer que seja a nossa situação, também podemos encontrar refúgio nos braços amorosos de Deus e, mesmo nas horas mais sombrias de nossa vida, louvá-Lo pelo Seu poder para nos salvar.

 Rubem M. Scheffel,

Farol dianteiro


Os justos, e os sábios, e os seus feitos estão nas mãos de Deus; e, se é amor ou se é ódio que está à sua espera, não o sabe o homem. Tudo lhe está oculto no futuro. Eclesiastes 9:1

Quando o escritor e memorialista Pedro Nava completou 80 anos de idade, foi entrevistado por uma repórter, que lhe perguntou:
– Como é ter 80 anos?
– Não é grande coisa – respondeu Nava. – Melhor é ter vinte, como você.
– E toda essa experiência não é nada? – insistiu a repórter.
– A experiência é um farol na traseira do carro – contestou o escritor. – Só alumia para trás. Mostra onde você errou, onde acertou.
Nava estava querendo dizer que a experiência de toda uma vida não lança luz sobre o futuro. Oitenta anos de erros e acertos continuam inúteis no sentido de evitar futuros tropeções. Oitenta anos tateando nas trevas! Assim é a vida do ser humano, quando não tem um farol dianteiro a lhe guiar os passos.

No início de um novo ano, muitos adivinhadores apontam seus holofotes em direção ao futuro, tentando desvendar o que acontecerá no novo ano. Consultam orixás, bolas de cristal, cartas ou búzios, e saem a público, alardeando suas predições. Algumas delas eventualmente se cumprem, ou por acaso, ou porque Satanás os inspira a pronunciá-las, já que “pela experiência adquirida através dos longos séculos, ele pode raciocinar partindo das causas aos efeitos, e predizer muitas vezes, com certo grau de precisão, alguns dos acontecimentos futuros da vida do homem” (Patriarcas e Profetas, p. 687).

Pela observação do passado e do presente, é possível prevermos tendências e comportamentos, da mesma maneira como as empresas, baseadas nos dados passados e atuais, fazem projeções de vendas para os anos seguintes. E a margem de erro muitas vezes é pequena.

Não há nenhum inconveniente nisto. O que é condenado pela Palavra de Deus é o consultar espíritos familiares, pois a prática do ocultismo é abominação ao Senhor.

Por que repetir isso ao povo de Deus? Porque alguns consultam o seu horóscopo alegando que “geralmente dá certo”. Outros o fazem movidos pela curiosidade. Devemos ser um povo sábio, não nos deixando enganar por aqueles que acreditam na influência dos astros sobre a vida humana.
O que precisamos saber está revelado na Palavra de Deus. Este é o único farol dianteiro que lança luz sobre o futuro.

 Rubem M. Scheffel,

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

O conselho de Gamaliel - Rubem M. Scheffel


Não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina. Efésios 4:14

Muitos ventos de doutrina têm soprado de todas as direções sobre a igreja de Deus. Ideias estranhas têm encontrado guarida em nosso meio, levando líderes, pastores e membros a temer pela unidade da igreja. Tempo e recursos que deveriam ser devotados à pregação do evangelho, têm sido desviados para combater o erro.

Desde a era apostólica a igreja enfrenta heresias e dissidências, mas ao nos aproximarmos do fim da história terrestre, podemos esperar os mais virulentos ataques do inimigo, em sua tentativa de destruir o povo de Deus.

Na verdade, o próprio cristianismo foi, em seu nascedouro, considerado uma dissidência, levando os líderes judaicos a se reunirem no Sinédrio para decidir como deveriam ser tratados os líderes dessa nova seita.

A tendência da maioria era esmagar o movimento, matando os apóstolos. Foi quando se levantou no Sinédrio um fariseu chamado Gamaliel, mestre da lei, acatado por todo o povo, o qual fez a seguinte admoestação:
“Israelitas, atentai bem no que ides fazer a estes homens. Porque, antes destes dias, se levantou Teudas, insinuando ser ele alguma coisa, ao qual se agregaram cerca de quatrocentos homens; mas ele foi morto, e todos quantos lhe prestavam obediência se dispersaram e deram em nada. “Depois desse, levantou-se Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e levou muitos consigo; também este pereceu, e todos quantos lhe obedeciam foram dispersos. “Agora, vos digo: dai de mão a estes homens, deixai-os; porque, se este conselho ou esta obra vem de homens, perecerá; mas, se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus. E concordaram com ele” (At 5:35-39).

Grande e sábio conselho! Gamaliel se provou sábio e correto, pois aquela obra era realmente de Deus e não pôde, nem poderá jamais ser destruída. Não podemos impedir que os ventos soprem. Eles soprarão sempre, cada vez com mais intensidade. Mas a igreja não cairá.

Por outro lado, podemos ter a certeza de que as dissidências e os movimentos de homens perecerão da mesma maneira como os de Teudas e Judas. Por isso, não devemos nos desviar do caminho para combatê-los. Nossa missão primordial é pregar o evangelho de Cristo, ensinando as multidões a guardar todas as coisas que Ele ordenou.

 Rubem M. Scheffel

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Alegria no Senhor


Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos. Filipenses 4:4

Há pessoas que vivem de maneira confortável e, do ponto de vista material, possuem tudo o que desejam. Estas deveriam ser as mais felizes e gratas a Deus. Entretanto, são, muitas vezes, as que estão sempre reclamando de tudo e não demonstram gratidão pelas bênçãos recebidas.

Por outro lado, muitos dos que teriam reais motivos para se queixar são justamente os que honram a Deus com seus lábios, demonstrando gratidão e louvando-O, mesmo em circunstâncias adversas.
O apóstolo Paulo, que nos aconselha a sempre nos alegrar no Senhor, é um destes exemplos – alguém que tinha motivos de sobra para reclamar da vida, por causa dos sofrimentos e provações a que foi submetido. Recordemos, por um momento, de sua descrição das adversidades pelas quais passou:
“Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; fui três vezes fustigado com varas, uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes, uma noite e um dia passei na voragem do mar; em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; [...] em frio e nudez” (2Co 11:24-27).

Certamente, nenhum de nós passou por tantas dificuldades e enfrentou tantas lutas e perigos. O corajoso apóstolo finalmente perdeu também a liberdade, mas não a esperança. Havia sido destituído de todo e qualquer conforto que esta vida pudesse oferecer, mas nenhuma situação ou pessoa conseguiu tirar-lhe a alegria de viver em Cristo e para Cristo. E do fundo de uma sombria e úmida prisão, escreveu aos filipenses e a cada um de nós: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fp 4:4).

Mais tarde, escrevendo a Timóteo, Paulo disse que o alimento e a roupa devem ser a base de nosso contentamento: “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes” (1Tm 6:8).
Milhões de pessoas vão para a cama com o estômago vazio, todas as noites. Milhões não têm um teto onde se abrigar. Outros tantos mal têm o que vestir. Se você não está entre estes, aprenda a contar as bênçãos. E alegre-se sempre no Senhor.

Rubem M. Scheffel,

Com a eternidade no coração


Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem. Eclesiastes 3:11

“Nas profundezas da alma humana se acha implantada a inquietação pelo futuro. Essa percepção do infinito no tempo e no espaço produz insatisfação com a natureza transitória das coisas desta vida. É o plano de Deus que o homem perceba que o atual mundo material não constitui o centro de sua existência. Ele se acha ligado a dois mundos: fisicamente a este mundo, mas mental, emocional e psicologicamente ao mundo eterno” (SDA Bible Commentary, v. 3, p. 1075).

Certa vez, Agostinho escreveu que cada um de nós tem dentro de si um oco cavado por Deus. Você pode tentar preencher esse vazio com qualquer coisa que existe no mundo, mas nunca vai conseguir, pois é um vazio imenso, infinito como Deus, e que só Ele pode preencher.

Os seres humanos têm tentado de tudo, na ânsia de preencher esse vazio cavado por Deus. Diz C. S. Lewis: “O que Satanás pôs na cabeça de nossos primeiros pais foi a ideia de que eles poderiam ser como Deus, como se fossem independentes e tivessem vida em si próprios; que eles poderiam inventar algum tipo de felicidade sem Deus. E dessa tentativa infrutífera surgiu quase tudo na história humana – riqueza, pobreza, ambição, guerras, prostituição, classes, impérios, escravidão – a longa e terrível história do homem tentando achar outra coisa, menos Deus, para fazê-lo feliz.

E por que isso nunca deu certo? É porque Deus nos criou, nos inventou, assim como um fabricante inventa uma máquina. Se um veículo é fabricado para ser movido a óleo diesel, ele não vai funcionar direito com outro combustível. E Deus criou a máquina humana para se mover nEle. Ele é o combustível que nos faz agir, o alimento do qual precisamos para nos nutrir. Não há outro.”
Muitos povos achavam que eram espertos demais para precisar de Deus. Pensavam que poderiam preencher esse vazio infinito com poder, caviar, ou malas cheias de dinheiro. Mas nunca conseguiram.

Talvez você também sinta dentro de si esse vazio. Não perca tempo e esforço tentando preenchê-lo com trabalho, estudo, sexo, divertimentos, viagens. Você poderá conseguir distrair-se por algum tempo, mas quando a sua máquina começar a engasgar e a tossir, por ter usado combustível errado, você vai ter de parar e pensar que a única solução é nEle viver, se mover e existir (At 17:28).
Deus está lhe mandando agora a seguinte mensagem: “Eu o amo e preciso de você. E você precisa de Mim também. Ouviu bem?”

 Rubem M. Scheffel

domingo, 6 de dezembro de 2020

As injustiças da vida - Rubem M. Scheffel


Todavia, de acordo com a Sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça. 2 Pedro 3:13, NVI

Tancredo Neves, eleito presidente do Brasil, não chegou a assumir o mais alto cargo da Nação, pois foi vitimado por uma insidiosa doença. Ao perceber que não chegaria a ocupar o ambicionado posto, exclamou: “Eu não merecia isto!”
Esta tem sido a experiência de muitos na vida: trabalharam arduamente para alcançar um ideal, mas na hora de desfrutar o pouco que esta vida tem a oferecer, ficaram doentes ou baixaram à sepultura com a sensação de terem sido apunhalados pelas costas. A vida lhes foi injusta!
Outros depositaram suas esperanças em um filho, que se desviou do caminho, perdendo-se nos labirintos do crime, das drogas, ou morrendo prematuramente. E agora exclamam, desapontados: “O que é que eu fiz para merecer isto?”
Este também poderia ter sido o sentimento de Moisés, após liderar o povo de Israel durante 40 anos de peregrinação pelo deserto. Ao avizinhar-se da terra prometida, Deus mandou-o subir ao Monte Nebo, ao cume de Pisga:
“Ali o Senhor lhe mostrou a terra toda: de Gileade a Dã, toda a região de Naftali, o território de Efraim e Manassés, toda a terra de Judá até o mar ocidental, o Neguebe e toda a região que vai do vale de Jericó, a cidade das palmeiras, até Zoar. E o Senhor lhe disse: Esta é a terra que prometi sob juramento a Abraão, a Isaque e a Jacó, quando lhes disse: Eu a darei a seus descendentes. Permiti que você a visse com os seus próprios olhos, mas você não atravessará o rio, não entrará nela” (Dt 34:1-4, NVI).
Que castigo por causa de um único erro: ter ferido a rocha quando deveria ter falado a ela! (Nm 20:7-11.) Moisés poderia ter argumentado com Deus, dizendo: “Mas Senhor! E os 40 anos de murmurações, contendas e desafios que suportei desse povo, não valem nada? É verdade que perdi a paciência uma vez, mas ninguém é de ferro! É crueldade me mostrar a terra prometida, me deixar com água na boca, para então me dizer que não vou entrar nela. Que injustiça, Senhor!”
Mas não há registro de que Moisés tenha reclamado da decisão divina. Ele morreu ali mesmo, confiante no Senhor, e foi por Ele sepultado. E então vem o melhor: Deus o ressuscitou e o levou para aquela outra Terra Prometida, infinitamente melhor do que a terra de Gileade, que o território de Efraim, o vale de Jericó e tudo o mais.
E isto deixa claro um ponto: esta vida não é justa. A justiça, bem como a misericórdia e o amor de Deus, nós vamos experimentar, em sua plenitude, depois de passarmos pelo túnel escuro desta vida e chegarmos ao reino celestial.

 Rubem M. Scheffel

A vida é curta - Rubem M. Scheffel


Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta. Salmo 90:10

Eu e você temos pelo menos uma coisa em comum: Deus nos deu exatamente o mesmo espaço de tempo cada dia. Cada um de nós recebe 24 horas por dia para viver. Isto é igual para todos.
Segundo a Bíblia, nosso tempo médio de vida é de 70 anos. Em alguns casos, pode chegar a 80, ou até mais, dependendo do vigor físico. Alguns anos atrás dirigi, em Maringá, um culto de ação de graças solicitado pela família de Emílio Doehnert, que estava completando 100 anos de idade! Depois disso, ele viveu mais três anos, e então dormiu no Senhor.
Moisés, o provável autor deste salmo, viveu 120 anos (Dt 34:7), e seu irmão Arão, 123 (Nm 33:39). Mas esses podem ter sido casos excepcionais. Ainda assim, é muito pouco, se comparado com a idade que os patriarcas atingiam: Adão, 930 anos; Sete, 912; Jarede, 962. E o campeão de todos, Matusalém, viveu 969 anos. Quase um milênio! Hoje, a nossa vida está reduzida a menos de um décimo disso.
Mas o que o salmista está realmente querendo nos ensinar, através deste texto, é que, mesmo que você viva 80 anos ou mais, a vida é curta, se comparada com a eternidade. No fim do verso 10, do Salmo 90, seu autor diz: “Porque tudo passa rapidamente, e nós voamos.”
Davi diz a mesma coisa com outras palavras: “O homem é como um sopro; os seus dias, como a sombra que passa” (Sl 144:4). E o apóstolo Pedro, citando Isaías, diz: “Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor” (1Pe 1:24; ver Is 40:6, 7).
Estas são maneiras diferentes de dizer que a vida do homem é transitória. Que estamos aqui por pouco tempo. Diante dessa realidade, o grande desafio que temos é o de usar sabiamente o curto espaço de tempo que Deus nos concede. É isso que diz o Salmo 90:12: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.”
E que sabedoria será essa, na qual devemos aplicar nosso coração? Sem dúvida alguma, é aquela que nos leva a utilizar nossa vida como preparativo para a vida eterna. Esta vida deve ser a escola que nos educa para a eternidade. Esta é a mensagem central deste salmo. Ao compreendermos que a vida é um sopro que logo se extingue, devemos aplicar cada minuto naquilo que realmente tem valor – o preparo para a eternidade.

Rubem M. Scheffel

Como ter um ano feliz!


Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:33

Jesus gostava da palavra primeiro. Utilizou-a em várias ocasiões para demonstrar que na vida há prioridades: “Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão”, “tira primeiro a trave do teu olho”, “limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo”, “este é o grande e primeiro mandamento”...
Se quisermos ter, não só um ano feliz, mas uma vida feliz, precisamos tomar a decisão de seguir a prioridade indicada por Jesus: buscar a Deus em primeiro lugar. Ou seja: o espiritual deve vir antes do material.
Jesus olhava com simpatia para as pessoas que davam prioridade às coisas espirituais. Por isso, aprovou a conduta de Maria, que ficava “assentada aos pés do Senhor a ouvir-Lhe os ensinamentos”, enquanto sua irmã “Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços” (Lc 10:39, 40).
Para nós, entretanto, é mais fácil simpatizar com Marta. Afinal de contas, preparar comida para, talvez, mais de quinze hóspedes, não é tarefa para uma pessoa só. Se Marta largasse tudo e também viesse assentar-se aos pés de Jesus, não haveria almoço para ninguém. Será que Jesus não foi injusto com Marta?
Não, se nos lembrarmos que Jesus estava atendendo às Suas prioridades: buscar e salvar o perdido. E Maria era uma dessas pessoas, que tinha urgência de saber que para ela também havia esperança de salvação. Maria conhecia tudo sobre o pecado. Mas com Jesus ela aprendeu sobre o perdão. E o amor. Por isso, assentou-se aos Seus pés.
As Marias de hoje precisam também assentar-se aos pés de Jesus. Elas não devem se ocupar dos trabalhos domésticos enquanto não souberem que são amadas. E o mesmo devem fazer as Martas de nosso mundo. Elas precisam entender o que é amar e ser amado. Caso contrário, suas palavras de reprovação e impaciência poderão levar as Marias a mergulhar novamente nas profundezas do pecado e a se perder – talvez para sempre.
Primeiro, assentemo-nos aos pés de Cristo. Depois, sim, vamos cuidar dos afazeres domésticos e profissionais. Se buscarmos primeiro o reino de Deus e a Sua justiça, teremos um ano feliz.


Rubem M. Scheffel

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Ganhando por Dar



"A alma generosa prosperará." Provérbios 11:25

Se desejo a prosperidade da minha alma, não devo acumular bens, e sim dividir com os necessitados, Ser egoísta e mesquinho é o caminho do mundo para a prosperidade, mas não é o caminho de Deus, pois Ele disse: "A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda" (Pv 11:14). dar é o caminho da fé para o ganhar. Tenho de experimentar isso repetidamente; então, posso esperar que toda a prosperidade benéfica para mim surgirá como uma graciosa recompensa de um comportamento caracterizado por liberalidade.

É lógico que não posso ter certeza de que ficarei rico. Serei próspero, mas não com muita prosperidade. Muitas riquezas podem me tornar uma pessoa com a qual será muito difícil lidar; podem causar-me o desregramento do mundanismo e, talvez, trazer-me um triste entorpecimento do coração. Não, se já tenho o bastante para sentir-me satisfeito, devo ficar contente. E, se o Senhor me conceder abastança, poderei sentir-me ainda mais contente. 

Mas existe uma riqueza espiritual que devo almejar ardentemente; ela resulta de pensamentos generosos em relação ao meu Deus, à sua igreja e aos meus irmãos. Não devo guardar demais, para que meu coração não morra de fome. Devo ser liberal e generoso, pois deste modo serei como meu Senhor. Ele se deu a si mesmo por mim, Devo imitá-Lo em qualquer aspecto! 

"Promessas Preciosas" - Charles Spurgeon

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Vinda de Cristo: Terra Desolada e Vazia

Olhei para a Terra, e ei-la sem forma e vazia; para os céus, e não tinham luz. Olhei para os montes,
e eis que tremiam, e todos os outeiros estremeciam.
 Olhei, e eis que não havia homem nenhum, e todas as aves dos céus haviam fugido. Jeremias 4:23-25. 



Por ocasião da vinda de Cristo os ímpios são eliminados da face de toda a Terra: consumidos pelo espírito de Sua boca, e destruídos pelo resplendor de Sua glória. Cristo leva o Seu povo para a cidade de Deus, e a Terra é esvaziada de seus moradores. “Eis que o Senhor esvazia a Terra, e a desola, e transtorna a sua superfície, e dispersa os seus moradores.” “De todo se esvaziará a Terra, e de todo será saqueada, porque o Senhor pronunciou esta palavra.” “Porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram a aliança eterna. Por isso a maldição consome a Terra, e os que habitam nela serão desolados; por isso serão queimados os moradores da Terra.” Isaías 24:1, 3, 4, 6. Ma 310.3
A Terra inteira se parece com um deserto assolado. As ruínas das cidades e vilas destruídas pelo terremoto, árvores desarraigadas, pedras escabrosas arrojadas pelo mar ou arrancadas da própria Terra, espalham-se pela sua superfície, enquanto vastas cavernas assinalam o lugar em que as montanhas foram separadas da sua base. Ma 310.4
Ocorre agora o acontecimento prefigurado na última e solene cerimônia do dia da expiação. Quando se completava o ministério no lugar santíssimo, e os pecados de Israel eram removidos do santuário em virtude do sangue da oferta pelo pecado, o bode emissário era então apresentado vivo perante o Senhor; e na presença da congregação o sumo sacerdote confessava sobre ele “todas as iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, segundo todos os seus pecados”, pondo-os sobre a cabeça do bode. Levítico 16:21. Semelhantemente, ao completar-se a obra de expiação no santuário celestial, na presença de Deus e dos anjos do Céu e do exército dos remidos, serão então postos sobre Satanás os pecados do povo de Deus; declarar-se-á ser ele o culpado de todo o mal que os fez cometer. — O Grande Conflito entre Cristo e Satanás

Ellen White - "Maranata"

sábado, 19 de outubro de 2019

A vitória dos santos que dormem

Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo. João 5:28, 29. Ma 304.3



O Doador da vida chamará Sua adquirida possessão na primeira ressurreição dos mortos, e até àquela hora triunfante, quando a última trombeta soar e o vasto exército sair para a eterna vitória, todo santo que dorme o sono da morte será guardado como jóia preciosa, conhecida de Deus por nome. Pelo poder do Salvador que neles habitava quando vivos, e por terem sido participantes da natureza divina, eles são ressuscitados dentre os mortos. — Carta 65a, 1894. Ma 304.4
“Vem a hora”, disse Cristo, “em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão.” João 5:28. Aquela voz há de ressoar por todas as moradas dos mortos; e todo santo que dorme em Jesus despertará e sairá de sua prisão. Então à virtude de caráter que recebemos da justiça de Cristo nos unirá à verdadeira grandeza da mais elevada ordem. — The Review and Herald, 20 de Setembro de 1898. Ma 304.5
A vitória dos santos mortos será gloriosa na manhã da ressurreição. ... O Doador da vida coroará de imortalidade a todos quantos saem dos sepulcros. — The Youth’s Instructor, 11 de Agosto de 1898. Ma 304.6
Ali está a multidão ressuscitada. O último pensamento foi da morte e suas angústias. Os últimos pensamentos que eles tiveram foram em torno da cova e do sepulcro, mas agora proclamam: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” 1 Coríntios 15:55. ... Ei-los aí estão, e o toque final da imortalidade lhes é dado, e ascendem para encontrarem-se com Seu Senhor nos ares. ... Há colunas de anjos de ambos os lados; ... então o coro angélico faz soar a nota da vitória, e os anjos que se acham em ambas as colunas irrompem no canto, e o exército dos remidos se une como se houvessem estado a cantar aquele cântico na Terra, e de fato estiveram. Oh, que música! Não há uma nota desarmoniosa. Toda voz proclama: “Digno é o Cordeiro que foi morto.” Apocalipse 5:12. Ele vê o trabalho de Sua alma, e fica satisfeito. — Manuscrito 18, 1894

In "Maranata" - Ellen White

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Da dúvida para a fé





Então, Jesus lhe disse: Se, porventura, não virdes sinais e prodígios, de modo nenhum crereis. João 4:48. 

Como um jato de luz, as palavras do Salvador ao nobre lhe desnudaram o próprio coração. Viu que seus motivos em buscar a Jesus eram egoístas. Sua vacilante fé apareceu-lhe em seu verdadeiro caráter. Em profunda aflição, compreendeu que sua incredulidade poderia custar a vida do filho. Conheceu que estava em presença dAquele que lia os pensamentos, e a quem tudo era possível. Em angustiosa súplica, clamou: “Senhor, desce antes que meu filho morra!” João 4:49. Sua fé apoderou-se de Cristo, como a de Jacó, quando, lutando com o anjo, exclamara: “Não Te deixarei ir, se me não abençoares.” Gênesis 32:26.

Como Jacó, prevaleceu. O Salvador não pode recusar o pedido de uma alma que a Ele se apega, alegando sua grande necessidade. “Vai”, disse: “o teu filho vive.” João 4:50. O nobre deixou a presença do Salvador com uma paz e alegria que nunca dantes experimentara. Não somente crera que seu filho seria restabelecido, mas com firme confiança esperou em Cristo como o Redentor. ...

Como o aflito pai, no entanto, somos muitas vezes levados a buscar a Jesus pelo desejo de algum bem terrestre; e da obtenção de nossas petições fazemos depender nossa confiança em Seu amor. O Salvador anela dar-nos maiores bênçãos do que Lhe pedimos; e retarda o deferimento de nossos pedidos, a fim de mostrar-nos o mal que existe em nosso coração, e nossa profunda necessidade de Sua graça. Deseja que renunciemos ao egoísmo que nos leva a buscá-Lo. Confessando nosso desamparo e necessidade, cumpre-nos confiar-nos inteiramente a Seu amor.

O nobre queria ver atendida a sua oração antes de crer; teve, porém, de aceitar a palavra de Jesus, de que seu pedido era satisfeito, e a bênção concedida. Cumpre-nos também a nós aprender esta lição. — O Desejado de Todas as Nações, 198-200

Acha-se mesmo diante de nós o dia em que Satanás... apresentará numerosos milagres para confirmar a fé de todos quantos andam em busca dessa espécie de prova. Quão terrível será a situação dos que fecham os olhos à luz da verdade e pedem milagres para os firmar no engano! — Evangelismo, 594. VF 297.5

Ellen White

O amor às riquezas

“Uma coisa te falta. Vende todas as tuas posses e dá os lucros aos pobres. Isso dar-te-á uma conta bancária no Céu. Depois pega na cruz e segue-Me.”




O homem que estava ajoelhado diante de Jesus servia como um honrado membro de um conselho dos judeus, e Satanás tentou-o a pensar nas perspectivas lisonjeiras dessa posição. Sim, certamente que este Jovem queria o tesouro espiritual que Jesus oferecia. Mas também queria as vantagens da sua riqueza. Sim, ele desejava a vida eterna. Mas não que ria todos esses sacrifícios. Finalmente, depois de pensar no assunto, afastou-se muito triste. O preço da vida eterna parecia demasiado elevado. UCD 25.5
O rico e jovem príncipe tornou-se vítima de um auto-engano. Embora dissesse o contrário, ele não tinha guardado todos os mandamentos. Tinha um ídolo que adorava - a sua riqueza. Ele amava mais as suas posses do que Deus, os dons mais do que o Doador. UCD 26.1
Muitos hoje enfrentam a mesma escolha. Eles pesam as propostas opostas do mundo espiritual e do mundo material. E tal como o jovem príncipe, afastam-se de Jesus e dizem: “Não posso servir este Homem.”33 520, 523 UCD 26.2
Se ao menos ele tivesse sido capaz de ver para além de uma vida de obediência aos mandamentos, uma vida de verdadeiro amor que Jesus oferecia, quão diferente poderia ter sido a sua vida.

In Ellen White - "Um convite à diferença"

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Pecados dos quais não nos arrependemos



Pecados de que não houve arrependimento e que não foram abandonados, não serão perdoados nem apagados dos livros de registro, mas ali permanecerão para testificar contra o pecador no dia de Deus. Ele pode ter cometido más ações à luz do dia ou nas trevas da noite; elas, porém, estavam patentes e manifestas Àquele com quem temos de nos haver. Anjos de Deus testemunharam cada pecado, registrando-os nos relatórios infalíveis. O pecado pode ser escondido, negado, encoberto, ao pai, mãe, esposa, filhos e companheiros; ninguém, a não ser os seus autores culpados, poderá alimentar a mínima suspeita da falta; ela, porém, jaz descoberta perante os seres celestiais. As trevas da noite mais escura, os segredos de todas as artes enganadoras, não são suficientes para velar do conhecimento do Eterno um pensamento que seja. Deus tem um relatório exato de toda conta injusta e de todo negócio desonesto. Não Se deixa enganar pela aparência de piedade. Não comete erros em Sua apreciação do caráter. Os homens podem ser enganados pelos que são de coração corrupto, mas Deus penetra todos os disfarces e lê a vida íntima

Ellen G. White - "o grande conflito"

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Preciso de Ti Senhor - Alejandro Bullón

Eu sou pobre e necessitado, ó Deus, apressa-te em valer-me, pois tu és o meu amparo e meu libertador. Senhor, não te detenhas.  Sal. 70:5

Que seria do universo se por um instante Deus deixasse de agir? Que cataclismo universal aconteceria se o Senhor se esquecesse de sua criação? No entanto, quando a dor visita o ser humano, o primeiro pensamento que sobe a sua mente é que Deus o abandonou e não se lembra mais de suas promessas.
O próprio salmista expressa com veemência: “Não te detenhas”. Ele não tem a mínima ideia da tragédia que aconteceria se o Senhor se detivesse.
Quando o Senhor Jesus esteve nesta terra disse: “Meu Pai trabalha até agora e Eu trabalho também.” João 5:17  Deus nunca para, nunca se detém, jamais ignora o que acontece com seus filhos.
Seu trabalho é diário. Protege e liberta. Seus olhos sempre  vigilantes seguem os passos de cada ser humano, pronto a socorrer.
O verso de hoje mostra o segredo para desfrutar do cuidado de Deus. Reconhecer que você é: “pobre e necessitado”. Deus não pode fazer muito por aquele que diz: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, ...” Apoc. 3:17
A suficiência própria é uma barreira intransponível entre a criatura e o Criador. O humanismo de nossos dias é atrevido e impede que as bênçãos de Deus nos alcancem.
O caminho mais curto para chegar ao trono da graça divina, é reconhecer: Eu sou um pecador. Nada de bom há em mim,  venho a Ti carente e necessitado, faça por mim o que eu não posso fazer por minhas próprias forças.”
Como anda sua vida financeira, familiar, profissional ou espiritual? Já lutou sozinho tentando recuperar o controle da situação, mas parece que nada dá certo? “Eu sou pobre e necessitado, ó Deus, apressa-te em valer-me, pois tu és o meu amparo e libertador. Senhor não Te detenhas.”

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