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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Conhecedores da época - Rubem M. Scheffel


Da tribo de Issacar havia 200 chefes – todos eles eram homens que conheciam bem os fatos daquele tempo, e sabiam qual o melhor caminho para Israel seguir. 1 Crônicas 12:32, BV

O texto acima nos diz que os filhos de Issacar eram homens bem informados. E isto em uma época em que não havia rádio nem televisão. As notícias corriam de boca em boca, o que também é uma forma eficaz de comunicação.

E agora vem a segunda parte do texto: “E sabiam qual o melhor caminho para Israel seguir”. Porque os filhos de Issacar eram bem informados, eles tinham melhores condições do que qualquer outra pessoa, de dizer o que Israel devia fazer, de apontar-lhes o caminho a seguir. E isto é verdade ainda hoje: um líder mal informado não deveria liderar nada, pois não tem condição de apontar aos liderados o caminho a seguir. Uma pessoa que está “por fora” dos acontecimentos não pode dirigir bem um país, uma empresa ou uma igreja.

Entretanto, é bom frisar que não só os líderes devem estar bem informados, mas cada membro da igreja. É inconcebível que nesta era de comunicação instantânea alguém não saiba das coisas.
Os discípulos de Cristo, dois milênios atrás, demonstraram interesse em conhecer os tempos, ao Lhe perguntarem: “Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da Tua vinda e da consumação do século” (Mt 24:3).

Em resposta, Cristo fez uma profecia que salvou milhares de vidas: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes; quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa” (Mt 24:15-18).
A profecia de Daniel havia deixado claro que os exércitos romanos seriam o agente de destruição. Tal e qual Cristo havia predito, 35 anos mais tarde, o exército romano comandado por Céstio cercou Jerusalém. E começaram a lutar junto ao templo. Era o sinal para que os cristãos fugissem. Mas fugir como?

Foi então que se deu o livramento providencial. Sem a menor razão aparente, Céstio retirou-se. E quando os zelotes abriram os portões e se lançaram em perseguição aos romanos, os cristãos, que durante 35 anos haviam conservado na memória a profecia de Cristo e acompanhado os acontecimentos, entenderam que o momento predito havia chegado. E fugiram para os montes próximos.

Nenhum cristão morreu na destruição de Jerusalém. Porque se mantiveram atentos, comparando a palavra profética com o noticiário.

 Rubem M. Scheffel

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Enfrentando os gigantes


Achei a Davi, filho de Jessé, homem segundo o Meu coração, que fará toda a Minha vontade. Atos 13:22

Muitos não conseguem entender como, Davi, tendo sido homicida e adúltero, pôde ser um homem “segundo o coração de Deus”. Mas é bom lembrar que “o caráter se revela, não por boas ou más ações ocasionais, mas pela tendência das palavras e atos costumeiros” (Caminho a Cristo, p. 57).
É verdade que Davi tinha fraquezas, como todos nós. Era homem de guerra, sanguinário, e por isso Deus não lhe permitiu construir o Templo (ver 1Cr 22:7, 8). Além disso, condescendeu com pecados sexuais. Se ele vivesse hoje, e fosse membro da igreja, certamente seria removido.

Mas ele também tinha virtudes. E uma delas era a capacidade de arrepender-se. Quando o profeta Natã lhe revelou o duplo pecado que cometera (homicídio e adultério), Davi prontamente reconheceu sua culpa, exclamando: “Pequei contra o Senhor” (2Sm 12:13). E então orou a Deus, pedindo-Lhe: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto” (Sl 51:10, ARC).
Davi também tinha a virtude de confiar em Deus sem reservas. Ao ouvir as bravatas e desafios de Golias, encheu-se de santa ira e dispôs-se a enfrentar o gigante filisteu “em nome do Senhor dos Exércitos” (1Sm 17:45). E quando o rei Saul tentou dissuadi-lo dessa arriscada aventura, dizendo-lhe que ele ainda era moço e inexperiente, ao passo que o filisteu era “homem de guerra desde a sua mocidade” (v. 33), Davi recordou-lhe que, no passado, ele já havia enfrentado um leão e um urso, e o Senhor o havia livrado de ambos. Consequentemente, haveria de livrá-lo também da mão de Golias.

Ao enfrentarmos os desafios de um novo dia, lembremo-nos de como Deus nos protegeu no passado e, com base nesses livramentos, tenhamos confiança de que Ele nos dará também hoje a vitória sobre os gigantes que encontrarmos em nosso caminho.

“Nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 162).

 Rubem M. Scheffel

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