Namoro.
Quais os limites do relacionamento físico?
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Ariane Nishimura
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Até
onde podemos ir no namoro? Quais os limites do relacionamento físico? Como
lidar com impulsos sexuais e não desagradar a Deus ao mesmo tempo? Quantas
perguntas e interrogações para nós, jovens cristãos. Sabemos que não devemos
ter relação sexual antes do casamento, mas e o resto? Até onde o beijo e as
carícias são saudáveis?
Infelizmente
não temos um guia sobre o certo e o errado no relacionamento físico e a
Palavra de Deus não diz claramente nada sobre isso, mas temos princípios que
podem nos ajudar a levar um relacionamento no namoro que agrade a Deus. Uma
coisa é certa: não é algo fácil mas vale a pena. Por trás de toda a
obediência existe uma grande benção de Deus.
Como
tudo o que existe na vida, o namoro faz parte de um processo que tem um
começo e um fim. Começa com uma amizade especial, passa pelo namoro e noivado
e tem como fim o casamento. É como uma corrida que tem linha de partida e
chegada. O perigo é quando nos desviamos do percurso.
O
relacionamento físico sempre nos leva a querer mais, e quando a intimidade se
desenvolve, retroceder é quase impossível. Se você dá as mãos, vai querer
abraçar, se abraça, quer beijar. Depois do beijo vem as carícias, que em
pouco tempo, ficam mais íntimas. De repente, quando menos se espera, vocês se
relacionam sexualmente ou quase chegam lá. Mas vocês não queriam isso, vocês
queriam agradar a Deus e ter um namoro legal. O que fazer então?
O
sexo tem um lugar, uma hora especial na vida de uma mulher e um homem, o que
deve acontecer só depois do casamento (Hb13:4) e faz parte do final do
processo. Até chegar lá, é preciso aprender a lidar com os desejos e impulsos
sexuais, que são como um vulcão adormecido. Se o cutucarmos, ele acorda antes
do tempo e produz estragos.
Uma
coisa é importante: os impulsos sexuais foram criados por Deus, são parte da
Sua benção, mas se utilizados fora do tempo, levam ao pecado, à culpa e à
vergonha. Porque então acordar o vulcão? Deus está orientado em nosso padrão
de namoro e pode nos dirigir e orientar, basta buscarmos sua direção. Ele
anseia por casais de namorados que queiram acima de tudo, santidade. Creio
que por trás de tudo isso existe algo profético e precioso para todos nós.
Jesus
está voltando e poderemos ter o privilégio de testemunhar sua vinda. Mas Ele
vem para encontrar sua noiva (a Igreja), sem mácula. Ele vem para nos
encontrar! O nosso padrão de namoro não é uma mera questão de fazer ou deixar
de fazer algo, mas reflete o nosso amor pelo Senhor e nossa vontade de
honrá-lo da melhor forma. Talvez tenhamos que nos sacrificar e dizer não às
coisas que todo mundo faz e que podem nos dar prazer. Mas se tudo isso é para
agradar ao Senhor e honrá-lo, então deve valer a pena. Porque não? Porque não
tentarmos ser diferentes do mundo em vez de aceitarmos e copiarmos seus
padrões?
Que
você e eu possamos erguer uma nova bandeira na área de relacionamentos. Que
possamos honrar e louvar ao Senhor através de nossos namoros. "Porque
esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais
da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santidade e
honra, não na paixão da concupiscência, como os gentios que não conhecem a
Deus; ninguém iluda ou defraude nisso a seu irmão, porque o Senhor é vingador
de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos.
Porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação."
(I Tessalonicenses 4:3-7) ( Reproduzido com autorização da revista Lado a
Lado) Do site eucreio.com
REFLEXÃO Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Tem
sido comum a pergunta feita pelos adolescentes e jovens: até que ponto
podemos ter intimidades no namoro? A mensagem acima resume a resposta a ser
dada.
O
namoro do jovem com uma jovem cristã deve ser diferente do namoro entre
jovens ímpios, que não conhecem a Deus, que se baseiam numa ética
materialista e hedonista (voltada para o prazer).
É
presico anotarmos que a Bíblia vê o corpo não apenas como um conjunto de
órgãos humanos, biológicos. Não mostra apenas cabeça, tronco e membros. Muito
mais que isso. A Palavra de Deus nos mostra que o corpo, na ótica de Deus, é
o TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO, e é PROPRIEDADE DE DEUS!
E isso nos enseja enormes implicações de ordem espiritual e moral,
levando-nos a fazer algumas outras perguntas com relação ao que podemos fazer
com o corpo, individualmente, e no relacionamento entre namorados, noivos e
mesmo entre casais.
Com
relação ao namoro entre jovens cristãos, considerando que o corpo é templo do
Espírito Santo, entendemos que não podem ir além dos limites da santidade, da
obediência e do respeito à visão bíblica do corpo como templo do Espírito
Santo. A articulista acima diz que "O relacionamento físico sempre nos
leva a querer mais, e quando a intimidade se desenvolve, retroceder é quase
impossível. Se você dá as mãos, vai querer abraçar, se abraça, quer beijar.
Depois do beijo vem as carícias, que em pouco tempo, ficam mais
íntimas", levando os namorados à prática de atos sexuais antes do
casamento, o que é contrário ao princípio da santidade e da pureza do sexo
entre jovens.
Outro
aspecto é que o corpo é PROPRIEDADE DE DEUS
(ver 1 Co 6.129,20). Se assim cremos e obedecemos a Deus, não podemos
simplesmente USAR O CORPO, visando o prazer ilícito, com a prática de sexo
antes do casamento.
Na
verdade, o verdadeiro amor sabe esperar (1 Coríntios 13), onde lemos: "O
amor...não se porta inconvenientemente, não busca os seus interesses..tudo
sofre, tudo crê, tudo espera...".
Se,
no namoro, os jovens não sabem esperar pelo casamento, não existe amor, mas a
paixão inflamada do sexo, que se torna irresistível, e leva muitos ao pecado
da fornicação.
Sabemos
que não é fácil viver de acordo com esses princípios bíblicos, num mundo que
não se guia pela Bíblia. A juventude de hoje é guiada de modo massificante e
avassalador pelos valores materialistas, relativistas e hedonistas de nosso
século. Em matéria de sexo, a única orientação é que o adolescente, mesmo de
11 ou 12 anos use a camisinha. O resto é permitido e , segundo essa
filosocia, nada é errado.
Porém,
se nos guiamos pela Palavra de Deus, conforme o Salmo 119.9, responderemos a
pergunta: "Como purificará o jovem o seu caminho?", em outras
palavras, "Até onde ir no namoro, sem pecar?", a resposta é direta
e incisiva, sem arrodeios: "Observando-o segundo a tua palavra".
CONCLUINDO: O verdadeiro amor cristão anda de
mãos dadas com a pureza, abraçado com a santidade, e caminhando ao lado de
Cristo, em todos os momentos.
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segunda-feira, 8 de outubro de 2018
NAMORO E OS LIMITES DO RELACIONAMENTO FÍSICO
domingo, 4 de fevereiro de 2018
VIVA BEM COM TODOS
Viva bem
com todos
A reconstrução de
relacionamentos
quebrados, segundo Jesus
Cristo.
por
Francisco Lemos
Editor associado
O relacionamento interpessoal sempre foi um grande desafio para a convivência
em sociedade. Em tempos de mundo globalizado nada mudou, a não ser a ênfase
que os mestres da Qualidade Total dão ao tema. Hoje se fala muito sobre isso
porque, afinal, todos, ou quase todos, admitimos que homens e mulheres são
mais importantes do que máquinas e instituições. Apesar da ênfase, o desafio
do bom relacionamento continua.
É assim na família, no comércio, na igreja e na política internacional.
Nações inteiras já se envolveram em guerras motivadas por rusgas
não-resolvidas entre seus governantes. Parece que a palavra perdão não faz parte
do vocabulário de um grande número de pessoas. A atitude, então, a esquecemos
faz tempo. Como devemos nos relacionar com uma pessoa, depois que ela nos
maltratou?
Nosso Salvador, Jesus Cristo, disse algo muito interessante sobre isso: “Se
o seu irmão pecar contra você, vá e mostre o erro dele. Mas faça isso em
particular, só entre vocês dois. Se ele ouvir o conselho, então você ganhou o seu irmão” (Mat. 18:15, BLH). Algumas regrinhas básicas podem ajudar a contornar possíveis dificuldades e
agregar valor aos nossos relacionamentos:
1 — Considerar o lugar e as circunstâncias — Só não enfrenta crises de relacionamento quem se isola do mundo. Para quem partilha a vida com outros, os problemas
são comuns e podem ocorrer com as pessoas em qualquer lugar e em todas as circunstâncias. Com
conhecidos e desconhecidos; com parentes e amigos; cm casa ou no clube; no trabalho ou na igreja.
2 — Nunca superestimar pessoas — Não pense que
devido à bagagem cultural ou religiosa, uma pessoa não o ofenderá jamais. Indivíduos refinados
e espirituais cometem falhas. Isso é terrivelmente humano. Somos pó. Iguais. É possÍvel encontrar atitudes refinadas em pessoas sem
nenhum suporte escolar e atitudes estúpidas em verdadeiros “poços culturais e religiosos.
3 — Não fazer publicidade de coisas ruins — Uma das
características de nossa era é a fome por notícias
espalhafatosas, maldosas. E a cumplicidade da indústria da má notícia transita entre a fonte e o receptor da comunicação.
Se alguém fez algum mal a você ou a outra pessoa, lembre-se de que, no relacionamento pessoal, quanto menor a
publicidade de fatos negativos, melhor, O sábio Salomão já dizia: “Não descubras o segredo de
outro” (Prov. 25:9). “Terceiros” e quartos” só devem ser envolvidos em problemas de dois, caso não haja
outra saída para a solução. Falar por falar apimenta mais a situação, e todo mundo sai perdendo.
4 — Não se concentrar na falha em
si, mas na pessoa — As pessoas deveriam ser consideradas como na verdade são: mais importantes do que as
ações por elas cometidas. Quando uma pessoa calunia, mente ou prejudica a outrem, mostra que alguma coisa não
vai bem em seu interior. “Porque do coração procedem os maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias”
(Mateus 15:19). Uma pessoa que comete tais ações pode estar profundamente
alterada. Mesmo que não se dê conta disso, falta-lhe algo: a
presença de Jesus na vida. Tente, se for
possível, encontrar uma maneira de ajudá-la em sua busca espiritual.
5 — Conversar com o ofensor — Essa
orientação soa contraditória para nosso padrão humano de relacionamento. O comum é rejeitar com a indiferença ou
contra-atacar. O que Jesus disse, porém, foi: “Vá
e- converse com quem o ofendeu.” Nessas ocasiões, é normal erguerem-se muros de indiferença. Derrube-os. Tome a iniciativa. Escolha
hora e lugar Certos para conversar com a pessoa. O objetivo não é esfregar erros na cara do
outro. Evite discussões exageradas, manifeste tristeza pelo acontecido e diga
que está disposto a perdoar. Para sanar qualquer dúvida, coloque-se como quem também precisa de perdão. Perdoar não é rastejar e humilhar-se diante
do outro. E urna atitude conciliatória sem a qual é impossível manifestar o
verdadeiro espírito cristão.
6 — Confiar —
Diga a quem o ofendeu que, apesar do ocorrido, você está disposto a colaborar para
consertar o que foi quebrado.
Uma das grandes falhas de nosso sistema punitivo é quase sempre destruir a dignidade do errante. Uma pessoa
que foi presa por furto, por exemplo, dificilmente
encontra quem lhe dê um emprego como caixa de um banco. Alguém logo se adiantaria
dizendo: “E a raposa cuidando do galinheiro.” E um Cristão rebatizado pela
terceira vez facilmente acha quem duvide de sua sinceridade. Deixar clara nossa disposição para confiar e
dar um novo crédito ao ofensor arrependido é
vital para reconstruir uma amizade ou salvar uma vida da marginalidade e para
Deus.
Há situações em que nada disso adianta, pois vivemos num mundo onde o eu
primeiro” é o deus. Entretanto, Na medida do possível precisamos seguir a
orientação de Cristo se somos Seus seguidores. Jesus nos dará a coragem necessária
se tivermos disposição de fazer o que Ele nos pede. E Sua bênção sobre nossa
vida será Certa: “Bem-aventurados os
pacificadores, porque serão chamados filhos de
Deus” (Mat. 5:9).
A paz de Cristo, a paz que excede todo o entendimento, é o trunfo maior, nas mãos dos filhos de Deus. O exemplo dEle ao
tratar com os que O ofenderam diz tudo: “Quando
chegaram ao lugar chamado calvário, ali O crucificaram,
bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda. Contudo. Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:33 e 34).
Sinais dos Tempos Março/99
VALOR PESSOAL
Valor pessoal
As pessoas amadas e valorizadas têm mais
chance de sucesso
“A sensação de ser amado dá à
pessoa a noção de existir, ao mesmo tempo em que agrega um valor positivo à
existência”
Augusto César Maia é psicólogo clinico em Campinas, SP.
Quando nos sentimos amados,
descobrimos o sentido da vida, pois viver ser capaz de amar, e só ama quem foi
amado. A condição para ser alguém e ter sido amado. Por isso, amar é fazer alguém;
é formar uma pessoa.
É a
capacidade de relacionar que faz de nós pessoas. Você só existe nesse processo
relacional. O ser humano é por natureza feito para viver em sociedade, para
relacionar-se com os semelhantes. E diariamente. em tempo integral, estamos
nos relacionando com pessoas diferentes, culturas diferentes, maneiras de
pensar diferentes. O que nos mantém unidos de maneira satisfatória, apesar de
todas as diferenças, é o amor.
Jesus deixou bem clara a necessidade de desenvolvermos uma boa relação
conosco e com os outros quando ensinou: “Ama o teu próximo como a ti mesmo.” É evidente nesse ensinamento que,
para nos relacionarmos com os outros,
precisamos primeiramente aprender a relacionarmos conosco. O lema socrático
“conhece-te a ti mesmo” é um
princípio básico para amar o próximo.
O ser humano precisa conhecer o que se passa dentro de si mesmo, o que
sente, pensa, imagina, quer, sofre e motiva ações, atitudes e valores para
poder amar o próximo. Ou seja, é preciso ter autoconsciência. Essa noção se forrna
na infância e vai sendo ampliada durante a vida, pelo acúmulo das experiências
positivas e negativas. É o ambiente familiar que primeiramente transmite a
noção de que a criança é capaz, passando a idéia de que seus pensamentos,
sentimentos e ações têm valor ou importância. E na família que a criança aprende a ter confiança
na sua capacidade de realizar. Se nas experiências familiares ela adquiriu a
convicção de que é uma boa semente, poderá enfrentar os desafios da vida com
a certeza de colher bons frutos.
Para isso, o ser humano precisa se sentir amado e valorizado como
individuo único e especial. Pois cada um quer ser amado por ser ele mesmo. E
exatamente o fato de ser único, com suas experiências e emoções, com suas
histórias de vida tão particulares e diferentes, que o torna tão especial. A
sensação de ser amado dá à pessoa a noção de existir, ao mesmo tempo em que
agrega um valor positivo à existência. Realça a autoconfiança e, principalmente,
ensina a amar.
A necessidade de receber amor surge como uma experiência positiva
fundamental desde a gestação. A criança gerada com amor tem muito mais condições de ser receptiva ao afeto. E depois que nasce, continuando a recebê-lo, tenderá a retribuir tudo o que
receber. Por isso, as pessoas
que tiveram uma noção positiva de si mesmas, por terem sido amadas, valorizadas,
incentivadas e elogiadas, são as mais altruístas e de maior sucesso. Não
desenvolvem bloqueios com respeito a suas fraquezas. Não duvidam do próprio
potencial, apesar das suas limitações. Sentem-se capazes e merecedoras de sucesso, apesar dos fracassos. Gostam de
si mesmas e se relacionam bem com os familiares, os companheiros de trabalho e as pessoas em geral. São capazes de arquitetar objetivos, construir sonhos e
transformar nobres desejos em realidade.
As ligações entre as pessoas ficam mais fortes quando se tem unta noção positiva sobre si mesmo. Ou seja,
sempre que eu me valorizo, dou também valor a quem está ligado a mim. Não me
refiro ao valor-vaidade, ao orgulho que dá ensejo ao
egoísmo, mas ao valor verdadeiro, que visa ajudar
e construir, que aprecia a pessoa, sem levar em conta o seu desempenho.
Pessoas com auto-estima elevada são mais sadias psicologicamente, menos solitárias e mais solidárias, contribuindo
para gerar crescimento pessoal
e coletivo. Pois somente pessoas que se valorizam podem valorizar outras pessoas. Esse valor dá a liberdade de crescer e
se desenvolver.
Sinais
dos Tempos Janeiro-Fevereiro/2003
UMA CASA PARA OS JUDEUS
Uma casa para os judeus
Líder de comunidade judaica fala
sobre características e costumes do povo judeu
Apesar de o Holocausto nazista ter ceifado uma imensa população judaica, o
povo judeu sorna mais de 13 milhões de pessoas no mundo. Só no Brasil há 130
mil.
Que costumes eles ainda preservam dos tempos bíblicos e como vive essa
nação peregrina? Para responder a perguntas como essa, Sinais dos Tempos buscou o professor Reinaldo W Siqueira.
Especialista na teologia do Antigo Testamento e com a experiência de alguns
anos em Israel, Siqueira dirige uma comunidade judaica em São Paulo, chamada
“Casa dos Filhos de Sião”, urna sinagoga que reúne judeus e evangélicos. Ele começou
seus estudos em teologia no Brasil e concluiu graduação e mestrado na França.
Fez doutorado na área de exegese e teologia do Antigo Testamento, nos Estados
Unidos. Há três anos ensina Línguas e Exegese Bíblica, no Seminário
Latino-Americano de Teologia, localizado em Engenheiro Coelho, interior de São
Paulo.
Siqueira define a “Casa dos Filhos de Sião” como um local para diálogo
aberto e respeitoso entre comunidade judaica e cristãos,
cujo objetivo é promover o conhecimento e respeito pelas
raízes da fé cristã”.
Veja os principais trechos da entrevista:
Sinais dos Tempos: Quantos judeus há no mundo hoje e onde estão concentrados?
Dr. Reinaldo Siqueira: Estima-se que a população
judaica no mundo seja de 13 a 14 milhões. Muitos judeus perderam totalmente o
contato com a comunidade e as instituições judaicas do pais onde eles residem e
não estão portanto incluídos nessa estatística.
Cerca de 6 milhões e 200 mil judeus vivem na América do Norte, sendo que 5
milhões e 800 mil destes nos Estados Unidos. Israel vem em segundo lugar com
cerca de 4 milhões e 600 mil judeus. Depois a Europa, com um pouco mais de 2
milhões e 300 mil. Na América do Sul calcula-se cerca de 500 mil judeus. Na
África, a grande concentração de judeus se encontra na África do Sul, com cerca
de 106 mil. O último grande foco de população judaica se encontra na
Austrália, com cerca de 100 mil judeus. Uma listagem e estatística mundial
detalhada, por país, pode ser encontrada no website http://www.vjworld. com.
Sinais: E
no Brasil?
Siqueira: Em nosso país há cerca de 130 mil judeus, sendo que 60 mil se encontram na
cidade de São Paulo, e outros 40 mil no Rio de Janeiro. Comunidades judaicas
menores existem em praticamente cada capital dos Estados brasileiros
Sinais: Como é constituída esta população judaica mundial?
Siqueira: Quanto à origem e cultura, há dois
grandes grupos de judeus no mundo: os asquenazis e os sefaraditas. Os
asquenazis são provenientes da Europa Central, do Norte e Oriental, e são o
grupo mais numeroso da população judaica. Muitos deles ainda falam o yiddish (um dialeto do alemão que
incorpora vários termos hebraicos e que faz uso do alfabeto hebraico para a
escrita). Já os sefaraditas são provenientes de regiões do ocidente e sul da
Europa, norte da África e Oriente Médio. Espanha e Portugal éo lugar de origem desse
grupo. Alguns deles ainda falam o Ladino, que corresponde basicamente ao Castelhano
do final da Idade Média.
Há grupos minoritários de judeus como os Benei Israel da Índia e os Falachas
da Etiópia. Em sua língua materna e aspectos físicos eles são semelhantes aos
seus conterrâneos indianos e etíopes, respectivamente. A maioria dos Benei
Israel, no entanto, e praticamente a totalidade dos Falachas hoje vivem em
Israel, se integrando à cultura e vida desse pais.
Sinais: Quais são as características religiosas do povo
judeu?
Siqueira: Há judeus
religiosos e não-religiosos. Entre os religiosos, se destacam os ortodoxos,
os conservadores, os reformados e os reconstrucionistas. Os ortodoxos
consideram a lei de Moisés (a Torá) autoritativa e têm as Escrituras como a
revelação de Deus. Observam de forma criteriosa as leis alimentares do
judaísmo. A liturgia é feita em hebraico. Crêem na vinda de um Messias pessoal para estabelecer o
reino de Deus na Terra.
Os conservadores mantêm os princípios da fé judaica, mas buscam uma
adaptação da Torá e da tradição judaica às realidades da vida moderna.
Sinais dos Tempos
Maio-Junho/2000
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
TOQUE DE EQUILIBRIO
Toque de equilíbrio
A disciplina apropriada é uma forma de amar e ajudar no processo de socialização
“O modelo educacional rígido
reforça a imaturidade, o egoísmo, o individualismo e a brusca do irreal”.
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Augusto
César Maia é psicólogo clinico em
Campinas SP.
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Costumamos
pensar que o castigo provoca arrependimento na criança. Porém, ele quase sempre
produz sentimentos de medo, vingança e culpa. Pais e educadores que machucam,
ofendem e castigam suas crianças poderão exercer controle sobre elas, mas não
as tornarão pessoas dignas, felizes, com amor-próprio e maturidade para
enfrentar o mundo. Ao contrário, estarão formando pessoas imaturas e com serias
dificuldades para dar e receber amor.
Todavia, é bom deixar claro que as sanções de pai e mãe não fazem mal algum
se forem seguidas de amor, dentro de um princípio de respeito mútuo e
reciprocidade. Pois estabelecer a disciplina apropriada é uma forma de amar e de se relacionar com
a criança, ajudando-a a dar sentido à vida e a criar responsabilidade por suas ações.
É importante ressaltar ainda que
disciplina não é punição. Punir implica em ferir alguém em retribuição, ou
revidar uma ofensa. Isso é feito por nossa causa e não por causa do ultraje.
Nenhuma quantidade de punição levará à submissão duradoura. Em alguns casos, quanto mais os pais punem, mais os
filhos retaliam, e os pais em desespero gritam: “Não sei mais o que fazer.” Em
muitos casos, o resultado é desastroso para a família.
Quando uma
criança é constantemente punida por alguma falta especial, não só adquire o
sentimento de que está sempre errada, mas também se torna receosa de cometer
erros. Se ela não consegue alcançar o sucesso ou se manter no topo (fazer as
coisas “certas”), será desprezada, rejeitada, pois quem erra fica à margem.
Se alguém é
educado com idéias tão rígidas em relação ao erro, ao primeiro sinal de
aparente fracasso desmorona e fica em ruínas.
Quando as pessoas elaboram uma maneira de ver o mundo através de uma
rigidez opressiva, monótona e sem esperança, muitas vezes buscarão o álcool,
as drogas, a violência, o perfeccionismo ou o misticismo como válvula de
escape.
O modelo educacional rígido reforça a imaturidade, o egoísmo, o
individualismo e a busca do irreal. Esse tipo de educação é inadequado e ineficiente, pois não
existe uma maneira de aprendizagem que seja por si só isenta do erro.
Precisamos exercer constante vigilância para não desenvolver inconscientemente
um modelo errôneo de educação.
No modelo errado, as pessoas valorizam aquilo que precisam fazer e
rninimizam o que podem realizar. Como conseqüência, o estar errado significa
ser rejeitado pelo outro que nos é significativo. O erro passa a ser motivo de vergonha,
aumentando o medo de ser punido. Portanto, podemos dizer que a busca de estar sempre certo estará associada
diretamente ao medo da punição e à baixa auto-estima da pessoa. Estar certo todo o tempo adquire um enorme valor
e se torna aos poucos uma
grande obsessão.
O problema é que há sempre o perigo de se estar errado, e de que a auto-estima,
ao ser destruida (punida) a partir da ridicularização do erro, gere uma
angústia crônica. A personalidade estará tão comprometida em acertar que, na
vida adulta, poderá ficar relutante em aceitar que uma
idéia sua
possa estar errada. Isso acontece pelo simples fato de que o que está em jogo
não é a idéia em si, mas o medo da punição.
A disciplina, ao contrário da punição, coloca a criança como mais importante
que o erro; é feita por
causa da criança, para ajudá-la a ser uma pessoa equilibrada. Quem disciplina
tem em mente que o disciplinado é um ser que aprende com seus erros, com as
experiências e as conseqüências que seus atos acarretam.
Sinais dos Tempos
Novembro-Dezembro/2002
TERAPIA DIVINA
Terapia divina
Abrir o coração a Deus coloca o
indivíduo em contato com a realidade interior e promove crescimento
“Mesmo sabendo
de tudo o que vamos dizer, Deus pede que falemos, porque isso nos ajuda a
perceber o que está acontecendo”
Augusto César
Maia é psicólogo clinico em Campinas, SP.
O
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objetivo de
qualquer psicoterapia é promover
o crescimento do indivíduo, pelo restabelecimento de um maior contato com a
realidade intima. Em geral, todo problema neurótico está relacionado com a
distorção da realidade. Quando entramos num ambiente desconhecido e nossa
auto-estima está baixa, imaginamos que as pessoas ali estão fazendo algum
comentário crítico sobre nós. Isso éuma distorção, fruto de um distúrbio neurótico.
Toda distorção
da realidade é compensada por atitudes específicas. O neurótico tem medo dos
seus sentimentos de temor. Encobre-os com unia exagerada expressão de coragem,
manifestada por uma atimde corporal fixa.
Seus ombros
ficam em posição de luta, o peito inflado e o abdómen retraído. A pessoa não
está consciente de que essa atitude é uma defesa contra o medo, até que descobre que não pode baixar os ombros,
relaxar o peito ou descontrair o abdómen. Quando essas tensóes musculares são
liberadas, o medo e sua causa histórica freqüentemente emergem na consciência.
Tomar consciente o que ficou inconsciente é uma condição para a cura psíquica
e espiritual.
Medo da dor — O tratamento espiritual que Deus
prescreve ao cristão é a oração. Um momento de meditação e reflexão, em que o
indivíduo se olha e vê suas necessidades. Esse reconhecimento da carência é psicoterapêutico. Por isso, o importante
não são as palavras bonitas, mas a atitude no ato de orar. Nesse abrir do
coração, Deus torna-Se o maior psicólogo. Mesmo sabendo de tudo o que vamos
dizer, Deus pede que falemos, porque isso nos ajuda
a perceber o
que está acontecendo. Essa percepção é o primeiro degrau em direção à cura.
Porém, temos tendência a rejeitar ou negar a realidade. Essa propensão é manifestada quando a realidade se torna
adversa. Não suportamos conviver com a dor. Fabricamos, então, uma realidade
artificial, em que a dor de viver não existe ou é atenuada. Quando não conseguimos mais suportar a Convivência com a verdade,
desenvolvemos os mecanismos de defesa, pelos quais a realidade é adulterada.
Como conseqüência, pagamos um alto preço, vivendo uma vida hipócrita, vazia
e sem Deus, mesmo professando Seu nome Retemos o pranto e libertamos o riso.
Camuflamos a tristeza e vestimos a fantasia do “sempre alegre”. Falsificamos a
realidade e construímos uma vida mentirosa diariamente. Mentimos com tanta
“sinceridade” que passamos a aceitar a farsa como verdade. Dessa forma, aos
poucos perdemos a capacidade terapêutica da oração.
Aceitação e
crescimento - Contudo, a
verdadeira oração nos faz entrar em contato com a realidade e aceitá-la. Passo
a passo, Deus nos mostra que Sua terapia é a verdade e nos sinaliza que viver
em Sua paz não significa, necessariamente, que as condições externas
desfavoráveis devam ser mudadas. Jesus disse: “No mundo, passais por aflições”
(João 16:33). A paz deve estar presente mesmo diante das circunstâncias mais
difíceis. “Pai, se queres, passa de Mim este cálice; contudo, não se faça a
Minha vontade, e sim a Tua” (Lucas 22:42).
Embora para alguns possa ser um tempo de fuga da realidade, a oração é, na verdade, o momento de maior
consciência, uma vez que se baseia no conhecimento e na experiência particular
do individuo. Na primeira etapa, a oração abre-nos a consciência. Depois,
abre-nos para um relacionamento com Deus. Encontrar-se com Deus envolve
amadurecimento.
Pessoas em tratamento psicoterapêutico sabem que não podem negar
continuamente a realidade do sofrimento ou do prazer. Evitar os problemas não
é o caminho para resolvê-los. Para
essas pessoas, orar é testificar que existem mudanças a serem feitas. A oração
abre-lhes uma perspectiva interior de cura e crescimento.
SEXUALIDADE HUMANA
SEXUALIDADE HUMANA
O Reino de Deus - Apostila Dr. Richard
Rice - Prof. Da Universidade Adventista – La Sierra – California - USA
Curso de Atualização Teológica
O relato bíblico
da criação indica que os seres humanos são essencialmente sexuais,
assim como físicos e sociais.
Ele declara que Deus criou o homem macho e fêmea (Gênesis 1:26). De certo modo, esta
dimensão da existência humana incorpora as outras duas e as eleva a outro
nível. Em um nível sexualidade é algo físico. Os corpos de homens e
mulheres apresentam diferentes aspectos e são capazes de diferentes funções. Em
outro nível, o sexo é social também. A atividade sexual é o meio pelo qual
os seres humanos criam outros seres humanos. Ela é também o
meio de expressar as mais íntimas
emoções humanas.
Além de enfatizar que somos seres
físicos e sociais, a sexualidade mostra a diferenciação essencial
dentro da existência humana.. As coisas que nos tornam
diferentes não devem criar distâncias entre nós. Pretende-se que os seres humanos
complementem-se uns aos outros. A sexualidade cumpre-se na união de
macho e fêmea, e este fato nos lembra que nenhum indivíduo pode ser tudo que um
ser humano é capaz de ser. E esta unidade social demonstra a
humanidade em sua plenitude.
A Bíblia é realística e afirmativa ao
tratar com a sexualídade humana. Ela nunca obscurece o fato da sexualidade ser uma parte
essencial da existência humana. De fato, as pessoas às vezes ficam chocadas
pela franqueza com que a Bíblia refere-se à atividade sexual. A Bíblia também
confirma o valor da sexualidade.
Ela honra sua função de procriação e
geralmente reflete a atitude de que o sexo é algo natural e portanto bom (Gênesis 1:28). A Bíblia não nos manda negar
nossa sexualidade.
ATITUDES SEXUAIS ERRADAS — Estes aspectos
separam o conceito cristão de sexo de duas conhecidas atitudes. Podemos chamar
a uma de “puritana” embora seja duvidoso que ela se aplique aos puritanos em si.
De acordo com este conceito, o sexo é algo mau e deve ser evitado.
Quanto menos ouvirmos dele, melhor. É desnecessário dizer que a reforçada
ignorância não elimina o interesse no sexo; ela apenas leva a equívocos.
Do lado oposto, encontramos a atitude do
“playboy’. Conforme o seu conceito, o sexo é mais do que algo
para celebrar. Ele é a razão da existência.
Para a mentalidade do playboy, a liberação sexual possui a chave para o
significado da vida. Libere a sua atividade sexual, ele insiste, e você terá paz mental.
É estranho, mas esta atitude contém dois
pontos conflitantes sobre o sexo. Por um lado, ela exagera o seu significado;
ela glorifica a dimensão da experiência e leva as pessoas a esperarem mais do
sexo do que possivelmente ele possa dar. Ao mesmo tempo, a mentalidade do
playboy vulgariza o sexo. Em vez de ponderar em seu profundo significado para a
vida humana, ela trata o sexo como uma forma de entretenimento. Os escritores
da Bíblia consideravam o sexo muito mais do que isto.
O conceito cristão de sexo está fora
destas atitudes. Em contraste ao conceito puritano, o cristianismo concidera
o sexo como uma parte essencial da vida humana, como algo bom e útil. Em contraste à
atitude do playboy, ele afirma que a parte sexual da vida é exatamente isto — apenas uma parte da vida, não toda ela. Só
podemos compreender seu valor quando o consideramos em seu devido lugar e
relacionado aos demais aspectos da vida.
COMPORTAMENTO SEXUAL — Recentemente, a questão do comportamento
sexual tem recebido bastante atenção. Ele é um assunto muito mais amplo do que
será possível abordar aqui, mas nosso modo de tratar o sexo como uma dimensão
das criaturas humanas não seria completo sem pelo menos mencionar alguns
aspectos.
CASAMENTO — Conforme o
cristianismo tradicional, a única estrutura aceitável para a relação sexual é a monogamia heterossexual — o casamento envolvendo dois indivíduos, um macho e
uma fêmea. Em diferentes lugares, a Biblia parece tolerar algum afastamento
desta norma. Muitas das figuras centrais do Velho Testamento praticaram a
poligamia, inclusive Abraão, Jacó, Davi e Salomão. Conforme o primeiro
evangelho, uma das declarações de Jesus permite o divórcio no caso de adultério
(Mateus 19:9).
A Bíblia condena outras práticas muito mais francamente.
O sétimo dos dez mandamentos proibe o adultério, a relação sexual entre uma
pessoa casada e alguém que não é
seu marido (ou esposa) (Exodo 20:14). Em suas epistolas, Paulo exorta os
cristãos a evitar a fornicação, relação sexual entre pessoas solteiras (cf. I
Coríntios 6:18; Efésios 5:3; I Tessalonicenses 4:3)*(Ver coment. Anexo) Várias
declarações bíblicas condenam atividades homossexuais (Levítico 18:22; 20:13; Romanos
1:26-27; I Coríntios 6:9: I Timóteo 1:10).
DIVÓRCIO — Atualmente as pessoas levantam
questões sobre divórcio, sexo premarital e homossexualismo. Até 1950, a orientação predominante da Igreja Adventista
só permitia que um membro casasse novamente após o divórcio se a outra parte
fosse culpada de adultério. A parte culpada poderia ser aceita novamente após um
período de contrição mas nunca poderia casar outra vez. Em 1950 a orientação
foi modificada, permitindo que a parte culpada que houvesse casado outra vez
entrasse na comunhão da igreja através do rebatismo após um período de
tempo, se houvesse evidência de genuino arrependimento (Nota de trad.: Tal
orientação ocorreu nos Estados Unidos.)
SEXO ANTES DO CASAMENTO — Dos filmes e
programas de televisão pode-se facilmente concluir que a atividade sexual entre pessoas não casadas
é a norma, não a exceção nos tempos atuais. Como indicam as estatísticas,
existe a aceitação geral da idéia de que as pessoas devem experimentar vários
parceiros sexuais. Muitos acreditam que tal atividade é não somente normal e
saudável mas também útil na preparação para o casamento.
Apenas uma declaração bíblica não é o
suficiente para satisfazer as pessoas hoje. Mas há boas razões para esperar até
o casamento e permanecer fiel após ele. Existe o risco da gravidez e das
doenças venéreas, que ainda persistem, apesar dos medicamentos modernos. E
ainda mais importante, é impossível duplicar ou antecipar perfeitamente o
relacionamento de um casamento. O casamento envolve uma entrega total entre
duas pessoas, uma entrega que é permanente e exclusiva. É impossível fazer
um compromisso permanente numa base de experiência, ou compromisso
exclusivo com mais de uma pessoa.
Mais importante que tudo, o sexo
tem a capacidade de expressar e de gerar os mais profundos sentimentos de que são capazes os
seres humanos. Qualquer
atividade sexual que ignora ou procura evitar esta capacidade é destrutiva. Podemos
pensar nela como sexo recreativo, ou apenas brincadeira, mas ela
inevitavelmente fará com que percamos o respeito por nós mesmos, ou pela outra
pessoa envolvida. E ela esvazia a experiência do seu real significado.
HOMOSSEXUALISMO — A prontidão sem precedentes que têm atualmente
os homossexuais em identificar a si mesmos, tanto fora como dentro da igreja,
requer que se estude a questão cristianismo e homossexualismo”.
Tradicionalmente condenados por seu comportamento, os homossexuais estão
pressionando pelo reconhecimento da homossexualidade como uma alternativa
válida à heterossexualidade dentro da comunidade cristã. Seus argumentos
freqüentemente voltam-se para a ditinção entre
práticas homosssxuais e orientação homossexual. Eles argumentam que
nossa orientação sexual básica não é algo que escolhemos por nós mesmos. É algo que cada um
de nós adquire cedo na vida, em grande parte como o resultado de fatores que
não podemos controlar. Uma vez estabelecida, é virtualmente impossível
de mudar. Se admitimos uma orientação básica homossexual neste sentido,
prossegue o argumento, devemos considerar as práticas homossexuais de duas
maneiras diferentes. Se a orientação básica de uma pessoa é heterossexual,
seria uma perversão de sua sexualidade se ela participasse de práticas homossexuais.
Mas se a orientação básica é homossexual, então tais práticas podem ser uma válida expressão
de afeição.
Ninguém, nos tempos antigos entendia a
natureza da orientação sexual; por isso, continua o argumento, os escritores
bíblicos consideraram todas as práticas homossexuais como perversões. É por isso que as
declarações bíblicas sobre práticas homossexuais são todas negativas. Mas temos
que lembrar, afirmam os homossexuais, que elas falam apenas das práticas
homossexuais, e não da orientação sexual. Este é, portanto, um assunto que a
interpretação bíblica apenas não pode definir. Precisamos da ajuda de
esclarecimentos contemporâneos sobre a sexualidade humana.
É claro que os cristãos atualmente devem
responder à homossexualidade com alguma coisa diferente da condenação cega. Não
importa qual é a experiência sexual da pessoa, ela merece ser tratada com
simpatia e respeito. Infelizmente, os homossexuais têm enfrentado preconceito,
insensibilidade e rejeição por parte de supostos cristãos.
Não está tão claro que a Bíblia não tem
nada a dizer a respeito da orientação sexual ou que a orientação sexual de uma
pessoa não pode ser mudada. O relato bíblico da criação afirma a distinção
fundamental entre macho e fêmea, e o seu desempenho na procriação. O resto da
Bíblia pressupõe esta distinção. O testemunho bíblico em toda a sua extensão,
além de várias declarações específicas, permanece contra o homossexualismo.
Além disso, mesmo se o homossexualismo
for uma orientação e não meramente uma prática, isto não o isenta da condenação
bíblica. A Bíblia condena certas condições, tanto quanto certas ações. O fato
de o pecado corromper a nossa natureza não nos livra da condenação divina, por
exemplo.
Ao mesmo tempo, o evangelho promete a
libertação de todas as consêqüências do pecado tanto condições como ações. Portanto,
deve haver razão para acreditar que a orientação homossexual pode ser mudada.
Na
verdade há pessoas que afirmam ter se livrado dela, embora o seu
testemunho seja questionado por alguns.
SEMENTES DE AMOR
Sementes de amor
A influencia paterna é decisiva no futuro dos filhos, mas não fecha a porta
para mudanças
“O
perdão possibilita a vida onde reina a morte e dá significado á relação que
perdeu o sentido”
Augusto César
Maia é psicólogo clínico em Campinas, SP.
O rei Salomão escreveu: “Eduque a criança no
caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele” (Prov.
22:6, BLH). Este provérbio inspirado confirma a teoria de que o caráter é
modelado pelos pais e de que a sua qualidade depende muito do tipo de educação
recebido na infância.
O provérbio também nos adverte que, se educarmos uma criança no caminho
errado, sem amor, ela terá grande dificuldade para se desviar desse caminho e
dessa carência. Cria-se uma resistência em mudar de caminho e um vazio
acompanha cada passo da existência. Na vida adulta, ela perceberá o mundo de
Outra maneira: o sabor não é tão
temperado, a visão não é tão
colorida, a emoção não cativa tanto, a idéia não motiva o suficiente e o sonho
não é sonhado.
À medida que progredimos em nossa
compreensão desse provérbio, torna-se evidente que os filhos só conseguirão
ter paz de espírito quando removerem o medo, a desconfiança e as mágoas do
passado. Assim como as plantas precisam de um solo adubado para crescer, as
sementes do amor, da confiança e do perdão só crescem se receberem os elementos
necessários para a vida.
Aqui estamos diante de um dilema: como alguém que não foi amado pode amar?
Como superar a interferência nociva dos pais e recuperar o terreno estragado
pelas experiências passadas? A verdade é que nossos pais fizeram o melhor que podiam. Não podemos negar a dura
realidade de que, se tivéssemos que passar pelas mesmas experiências deles,
provavelmente teríamos um comportamento semelhante. Nossos pais cresceram
exatamente como seus pais (os avós), e nós aprendemos a amar, ter medo, ser
sentimentais, frios, desconfiados, controladores, manipuladores, autoritários
ou sedutores com eles.
A experiência clínica demonstra que, quando o paciente toma consciência de
que foi estragado nas primeiras experiências com os pais, este insight
normalmente desencadeia sentimentos de raiva. Mas, para a maioria das pessoas, é difícil reconhecer como legitima a raiva
evidenciada pelos seus ressentimentos. Resultado: o “engolidor de sapos”, cedo
ou tarde, poderá ter o seu estômago corroido pela raiva não expressa, ou quem
sabe uma sensação de coceira inexplicável, ou Outra
reação psicossomática.
O apóstolo Paulo nos adverte, em Efésios 4:26, para tomarmos cuidado com o que fazemos com a raiva.
Para ele, devemos ser verdadeiros com as nossas emoções, mas observar um
limite. Podemos irar, mas não devemos pecar. Ou seja, cuide de você, expressando aquilo que sente, e
também do outro, precavendo-se com suas palavras e ações. Paulo completa a
frase, dizendo: “Não se ponha o sol sobre a vossa ira.” Em outros termos: Não
vá dormir com raiva, pois isso vai lhe fazer muito mal à saúde.”
Não devemos fingir ter perdoado quando na verdade não o fizemos. Contudo,
não precisamos exteriorizar nossas mágoas e rancores diretamente para os nossos
pais. À medida que descobrimos esses Sentimentos dentro de nós e os expressamos
na segurança de um esquema psicoterapêutico ou espiritual (oração),
conseguimos reconhecer que as mágoas que nos fazem sofrer são de nossa
responsabilidade.
Para remover
as teias que permetam nossas mentes, devemos enxergar nossas mágoas, perdoar
nossos pais, perdoar a nós mesmos e aceitar o perdão de Deus, Precisamos
encarar a nossa culpa, sem fuga ou vitimização, para nos libertarmos dela, O
perdão regenera, possibilita a vida onde reina a morte, traz luz onde existe
treva, dá significado à relação
que perdeu o sentido, enfim, faz crescer.
Sinais dos Tempos Novembro-Dezembro/2003
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