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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

ORAÇÃO UMA PROPOSTA PARA DEUS



Uma proposta para Deus
autor da reflexão abaixo apresentada é Morris Ven­den, mas, na prática pode ser você ou eu.  Leia essa proposta com atenção, e veja se ela se encaixa à sua si­tuação em relação a Deus. Triste e perigosa coisa é brincar de religião: ir à igreja, fazer parte do rol de membros, can­tar hinos, orar de vez em quando, professar, enfim, uma crença, mas fazer isso como coisa secundária, e não como questão séria, prioritária. Tal religião nada vale. Ao final da vida pode ser uma tremenda frustração. Uma perda irrepa­rável. Mas vamos à tal proposta,   que pode ser mais comum do que imaginamos:

Proposta para Deus
Senhor, peço-Te que sejas meu Deus. Contudo, coloco para isso certas condições:
1. Quero que fique claro que amo mais a mim mesmo do que a Ti. Minha família e amigos também são mais im­portantes para mim, o que é compreensível, pois eles estão dentro do meu dia-a-dia, e Tu estás no Céu.
2. Quando eu estiver diante de uma decisão importan­te, naturalmente consultarei antes os meus próprios pensa­mentos e sentimentos, porquanto, para eu alcançar êxito em algum negócio, ou profissão, devo lançar mão de crité­rios que funcionem, e não de valores abstratos de ordem espiritual. Creio que compreendes.
3. Reservo-me o direito de usar o meu tempo de acor­do com minhas necessidades urgentes. Sou pessoa muito ocupada, e não poderia dar-me ao luxo de gastar tempo em
oração particular e meditação, ou na leitura diária da Bí­blia. Mas prometo ir à igreja de vez em quando, ao menos para a hora do culto de sábado de manhã, se não estiver muito cansado.
4. Com respeito às minhas propriedades e dinheiro, ga­nhei-os com muito esforço e inteligência, e naturalmente eles me pertencem. Posso ajudar um pouco, de vez em quando, alguns projetos beneméritos, mas a maior parte de meus bens pretendo empregar em casas, carros e outras fa­cilidades que garantam meu conforto e de minha família. Afinal, Tu és dono do mundo todo, do Universo inteiro, e não precisas de meu dinheiro e de meus bens.
5. Não gosto de passar por sofrimentos ou doenças. Pe­ço-Te que me livres, e a minha família, de enfermidades e problemas. E não sou afeito a participar de serviços benefi­centes em prol de outros. Acho que cada um deve carregar a sua cruz.
Contudo, Senhor, quero que Tu sejas o meu Deus. E co­mo tal, espero que me concedas a salvação eterna, me cumu­les de bênçãos, atendas as minhas orações, e concedas suces­so em meus trabalhos e negócios.
Com estas condições, eu gostaria de ter-Te como meu Deus, e por certo poderemos ter bons momentos juntos talvez nos fins de semana.
Aceitas a minha proposta? Se aceitas, por favor, come­ça imediatamente a preparar-me um lugar no lar celestial. Pretendo estar lá e participar das bodas do Cordeiro.

Agora, caro leitor, pense bem, enquanto é tempo. Co­mo está sendo sua vida em relação a Deus? Não seria bom reformulá-la? Há, diante de nós, uma eternidade a ganhar e uma destruição eterna a evitar.

ORAÇÃO TERAPIA DIVINA




Terapia divina

Abrir o coração a Deus coloca o indivíduo em contato com a realidade interior e promove crescimento

“Mesmo sabendo de tudo o que vamos dizer, Deus pede que falemos, porque isso nos ajuda a perceber o que está acontecendo”
Augusto César Maia é psicólogo clinico em Campinas, SP.

O

objetivo de qualquer psicoterapia é promover o crescimento do indi­víduo, pelo restabelecimento de um maior contato com a realidade intima. Em geral, todo problema neurótico es­tá relacionado com a distorção da realidade. Quando entramos num ambiente desconhecido e nossa auto-estima está baixa, imaginamos que as pessoas ali estão fa­zendo algum comentário crítico sobre nós. Isso éuma distorção, fruto de um distúrbio neurótico.

Toda distorção da rea­lidade é compensada por atitudes específicas. O neurótico tem medo dos seus sentimentos de temor. Encobre-os com unia exagerada ex­pressão de coragem, manifes­tada por uma atimde corporal fixa.
Seus ombros ficam em posição de luta, o peito inflado e o abdómen retraído. A pessoa não está consciente de que essa atitude é uma defesa con­tra o medo, até que descobre que não pode bai­xar os ombros, relaxar o peito ou descontrair o abdómen. Quando essas tensóes musculares são liberadas, o medo e sua causa histórica freqüen­temente emergem na consciência. Tomar cons­ciente o que ficou inconsciente é uma condição para a cura psíquica e espiritual.

Medo da dor O tratamento espiritual que Deus prescreve ao cristão é a oração. Um momento de meditação e reflexão, em que o indivíduo se olha e vê suas necessidades. Esse reconhe­cimento da carência é psicoterapêutico. Por isso, o importante não são as palavras bonitas, mas a atitude no ato de orar. Nesse abrir do coração, Deus torna-Se o maior psicólogo. Mesmo sabendo de tudo o que vamos dizer, Deus pede que falemos, porque isso nos ajuda
a perceber o que está acontecendo. Essa per­cepção é o primeiro degrau em direção à cura.
Porém, temos tendência a rejeitar ou negar a realidade. Essa propensão é manifestada quando a realidade se torna adversa. Não su­portamos conviver com a dor. Fabricamos, en­tão, uma realidade artificial, em que a dor de viver não existe ou é atenuada. Quando não conseguimos mais suportar a Convivência com a verdade, desenvolvemos os mecanismos de defesa, pelos quais a realidade é adulterada.
Como conseqüência, pagamos um alto preço, vivendo uma vida hipócrita, vazia e sem Deus, mesmo professando Seu nome Retemos o pran­to e libertamos o riso. Camuflamos a tristeza e vestimos a fantasia do “sempre alegre”. Falsifica­mos a realidade e construímos uma vida menti­rosa diariamente. Mentimos com tanta “sinceridade” que passamos a aceitar a farsa como verdade. Dessa forma, aos poucos per­demos a capacidade te­rapêutica da oração.
Aceitação e crescimento  Con­tudo, a verdadeira oração nos faz entrar em contato com a realidade e aceitá­-la. Passo a passo, Deus nos mostra que Sua tera­pia é a verdade e nos si­naliza que viver em Sua paz não significa, neces­sariamente, que as condições externas desfavoráveis devam ser mudadas. Jesus disse: “No mundo, passais por aflições” (João 16:33). A paz deve estar presente mesmo diante das circunstâncias mais difíceis. “Pai, se queres, passa de Mim este cálice; contudo, não se faça a Minha vontade, e sim a Tua” (Lucas 22:42).
Embora para alguns possa ser um tempo de fuga da realidade, a oração é, na verdade, o mo­mento de maior consciência, uma vez que se baseia no conhecimento e na experiência parti­cular do individuo. Na primeira etapa, a oração abre-nos a consciência. Depois, abre-nos para um relacionamento com Deus. Encontrar-se com Deus envolve amadurecimento.

Pessoas em tratamento psicoterapêutico sa­bem que não podem negar continuamente a rea­lidade do sofrimento ou do prazer. Evitar os pro­blemas não é o caminho para resolvê-los. Para essas pessoas, orar é testificar que existem mu­danças a serem feitas. A oração abre-lhes uma perspectiva interior de cura e crescimento. 

ORAÇÃO DO PAI NOSSO



Sondando a passagem
mais conhecida
Palavras que nos ajudam a viver em comunhão
com Deus

por José Carlos Ramos



 Qual a passagem bíblica mais  conhecida? Ao contrário do que inicialmente se poderia imaginar, não é o Salmo 23 ou João 3:16. Essa passagem é tão conhe­cida que muitos dos que nem mesmo lêem a Bíblia, ou a lêem muito pouco, proferem-na de memória. Enquanto que em quase toda a Bíblia Deus é quem fala a nós, na passagem mais co­nhecida somos nós que falamos a Ele. Em outras palavras, ela é urna oração.
Que passagem é essa? Se você pensou no “Pai Nosso”, acertou. Ele aparece em duas versões, a de Mateus 6:9-13 e a de Lucas 11:2-4. Estamos familiarizados com a primeira, prova­velmente mais original no conteúdo, enquanto a segunda, em sua versão reduzida, parece ser mais original ao contexto histórico. Meditemos um pouco nessa oração.

Oração escatológica Estudiosos do evangelho geralmente reconhecem o “Pai Nosso” como oração modelo pa­ra o tempo final. Uma oração escato­lógica não apenas por seu conteúdo, mas especialmente por ter sido ensi­nada por Aquele com quem os últi­mos dias chegaram.
Segundo Lucas, Jesus ensinou o “Pai Nosso” em atenção ao pedido de um discípulo. “Ensina-nos a orar co­mo também João ensinou aos seus discípulos” (11:1). Sabemos que pelo menos alguns (senão a maioria) dos discípulos de Jesus eram ex-discípu­los de João Batista, e é possível que aquele que Lhe fez o pedido fosse um deles, já que, ao pedir, mencionou o precursor e o fato de ter ensinado seus seguidores a orar. Nesse caso, o pedi­do se reveste de um significado espe­cial. O discípulo havia sido ensinado por seu antigo mestre, mas agora, se­guindo a Jesus, ele descobriu que a forma de orar ensinada por João não se adequava plenamente à realidade messiânica introduzida por Cristo.
João, na verdade, foi o último dos profetas da antiga dispensa ção, aquele que apresentou o Messias a Israel, e por isso mesmo o maior de “entre os nascidos de mulher”; Cristo declarou, todavia, que o menor membro da co­munidade messiânica era maior do que João (Mat. 11:11). Só o Messias poderia ensinar o modelo de oração apropriado para o tipo de pessoas que os discípulos eram e para a qualidade de tempo em que viviam. Esse mode­lo é precisamente o “Pai Nosso”

Estrutura e conteúdo A oração, co­mo a usamos, pode ser dividida em três partes principais: (1) uma invoca­ção, com três súplicas orientadas pelo pronome “tu” e possessivos corres­pondentes, diretamente direcionadas a Deus e relacionadas com Ele, e que assim, nao somente O colocam em primeiro plano, mas revelam, da par­te de quem ora, o empenho por Sua honra e reivindicação; (2) urna seção peticionária, contendo quatro súplicas orientadas pelo pronome nos e pos­sessivos correspondentes, através das quais aquele que ora revela sua total dependência de Deus para a satisfa­ção de suas necessidades materiais e espirituais; e (3) a doxologia final, na qual Deus é glorificado por Seu cará­ter e magnificência. Essa doxologia étida como não original. Ë verdade que os melhores manuscritos do Novo Testamento não a trazem, mas sua tradição é antiga, remontando ao tempo da produção do Didaché, um tratado cristão anônimo do princípio do II século. Essa obra registra a do­xologia que, possivelmente, tenha 1 Crônicas 29:11 corno pano de fundo. Além do mais, ela é condizente com a ênfase teológica de Mateus.
“Pai” corresponde ao aramaico abba, a forma delicada e afetiva de se referir ao genitor (mais ou menos co­mo o português papai). Aplicada a Deus, fala-nos de Seu amor e desvelo. Desde as páginas do Velho Testamen­to Deus é considerado o Pai de Seu povo (Isa. 63:16; 64:8; Jer. 3:4; cf Fxo. 4:22), mas é o ensino de Jesus que de­fine o caráter paternal de Deus com todas as suas implicações.
O “Pai Nosso evoca a singulari­dade da filiação divina de Jesus, no fa­to de que esta oração é exclusivarnen­te para os discípu]os e nunca para o Mestre; Ele é Filho de Deus num sen­tido em que ninguém o é. De fato, Ele Se dirigiu a Deus utilizando a forma absoluta “Pai’~ e ao anunciar Sua as­censão, declarou que subiria “para Meu Pai e vosso Pai” (João 20:17), distinto de “para nosso Pai”, que im­plica  filiação comum.
Nossa filiação divina, entretanto, só é possível através dEle (João 1:12). A Igreja é filha de Deus porque é uma com Cristo. Seus seguidores formam a comunidade messiânica, a comunidade dos filhos de Deus. Dai as palavras de abertura, Pai nosso, que lembram o fato de pertencermos a uma grande família e sermos todos irmãos (Mat. 23:8 e 9).
“Que estás no Céu”. Mais que a residência de Deus, “Céu” indica o Seu domicílio, a sede do Seu governo,
o local de onde Ele opera, cumprindo o Seu propósito.
“Santificado seja o Teu nome”. O nome de Deus é uma figuração do Seu caráter que tem sido viLipendiado desde o surgimento de Satanás, o grande acusador. Pedir que o nome de Deus sela santifica do é pedir que, si­multaneamente, o Seu caráter seja rei­vindicado e o inimigo desmascarado diante de toda a criação. Em outros termos, é pedir que Deus apresse a er­radicação do pecado. As duas petições seguintes reafirmam este anseio.
“Venha o Teu reino”. O reino da graça foi estabelecido na primeira vinda de Jesus. O reino por cuja vinda oramos é o da glória. Sob o reino da graça, o domínio de Deus é parcial; nem todos se rendem a Ele. Sob o rei­no da glória, todavia, haverá total har­monia com Deus, pois pecado e peca-dores terão passado. A volta de Jesus está diretamente envolvida aqui.
“Seja feita a Tua vontade assim na Terra como no Céu”, isto é, na Terra como é feita no Céu. A rebelião de Lú­cifer teve lugar no Céu, mas se transfe­riu para este mundo. O Céu, portanto, é o local onde a vontade divina é per­feitamente cumprida. Pedir que a Ter­ra se incorpore ao Céu no cumpri­mento dessa vontade, é pedir que Deus ponha logo um fim à rebelião, e tudo volte a ser como era antes do pecado.
“O pão nosso de cada dia nos dá hoje”. Quando o pecado se insurgiu neste planeta, nossos primeiros pais foram avisados que, “no suor do ros­to”, comeriam o pão (Gên. 3:19). Cla­ro que isto era parte do triste resulta­do da desobediência. Com o plano da redenção, entretanto, Deus afirma que Ele dá o pão aos Seus amados enquanto dormem” (Sal. 127:2). Isso ocorreu literalmente por 40 anos com a queda do maná no deserto. Assim o pão é uma dádiva divina, e devemos agradecer por ele. Cristo ilustrou esse fato nas duas ocasiões em que multi­plicou os pães, saciando multidões. Ao proferir o discurso sobre o pão da vida (João 6), deixou claro que o verdadeiro pão do Céu é o Pai quem dá (verso 32). Em seguida, apresentou-Se como sendo esse “pão”. No “Pai Nosso” pedimos, naturalmente, que Deus nos garanta o sustento diário do corpo, mas a idéia do pão espiritual também está presente.
“E perdoa as nossas dívidas...” A palavra “dívidas” evoca a idéia do ano jubileu, quando estas eram perdoadas e as propriedades penhoradas volta­vam aos seus antigos proprietários. Tudo isso nos fala do resgate provi­denciado na cruz, e aponta para o fu­turo próximo, quando o grande jubi­leu trará de volta a possessão perdida. Enquanto esse dia não chega, desfru­tamos um antegozo do jubileu em termos do perdão divino.
..assim como nós perdoamos aos nossos devedores:” Deus não nos im­põe a condição de primeiro sermos perdoadores para então nos perdoar; a medida do nosso perdão, porém, é proporcional à medida de como o esti­mamos. A parábola do credor incom­passivo (Mat. 18:23-35) indica não so­mente que o perdão de Deus é fruto exclusivo de Sua misericórdia (portan­to, não é motivado por nenhuma qua­lidade que pensamos possuir, salvo a nossa necessidade), mas também que precisamos ser enternecidos pelo per­dão. Se valorizamos o que Deus faz por nós, será impossível que em resultado do Seu perdão, não passemos a ser movidos por um espírito correspon­dente. É como Paulo ordenou: “Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai” (Col. 3:13).
Talvez, neste ponto, a oração do “Pai Nosso” indiretamente aluda ao fato de que todos “compareceremos perante o tribunal de Deus” (Rom. 14:10). Naquele momento, a efetiva­ção definitiva do perdão a nós já con­ferido dependerá de como permiti­mos que ele nos motive o procedi­mento hoje. Nos termos da quinta bem-aventurança. “bem-aventura­dos” os misericordiosos, porque al­cançarão misericórdia” (Mat. 5:7).
“Não nos deixes cair em tenta­ção’~ Com a chegada dos últimos dias, o inimigo tem sua ira aumentada, porque sabe “que pouco tempo lhe resta” (Apoc. 12:12). Isto significa em­penho redobrado para desencaminhar aqueles que se consagram a Deus. Os enganos finais serão os mais terríveis porque o diabo se voltará com carga total contra os seguidores de Jesus, numa última tentativa de destruí-los. Uma vez mais seus planos serão frustrados.
“Mas livra-nos do mal’~ Não so­mente dos perigos deste mundo mau, mas do próprio maligno, em sua nefasta obra de destruição. Ë evidente que Deus tem respondido a esta petição, operan­do milagres em favor de Seu povo em todo o tempo e lugar. Mas é inegável que potencia]mente fomos livrados do ma­ligno quando Jesus depôs Sua vida na cruz. Ali foi garantida a vitória que em breve alcançará a plenitude.
“Teu é o reino, o poder e a glória para sempre.” A doxologia reafirma o Deus todo-poderoso como Aquele que tem recursos para ouvir e atender nossa prece, tornando-nos triunfan­tes em Cristo. Se nEle confiarmos e por Sua graça permanecermos fiéis até o fim, participaremos de Seu rei­no, de Seu poder e de Sua glória.

Conclusão No mesmo Lugar em que a Bíblia afirma que “não sabemos orar como convém”, afirma também que o Espírito “nos assiste em nossa fraque­za” (Rom. 8:26). Certamente esta assis­tência inclui uma compreensão mais definida da Palavra de Deus, da qual decorre o fortalecimento espiritual.
Orar conforme a oração que o Se­nhor ensinou coloca-nos cm sintonia com Ele, pois esta é uma oração mo­delo. Ela se inicia com uma invocação do Deus verdadeiro, em que Seu no­me, Sua vontade e Seu domínio são lembrados e aceitos incondicionalmente; prossegue substanciando as súplicas daqueles que almejam íntima comunhão com Ele; e conclui com uma expressão de louvor e exaltação aos quais só Deus tem direito.
Esta oração insta-nos a orar na consciência do tempo em que vive­mos e na certeza de que nossa reden­ção final está próxima. Então, sim, tu­do o que o “Pai Nosso” encerra terá al­cançado pleno cumprimento.

José Carlos Ramos é diretor do SALT e professor de Teologia no IAE-Campus 2,
Engenheiro Coelho, SP.



Revista Adventista      setembro/2000

ORAÇÃO PELA AGUA VIVA




                               ORAÇÃO


Bendito sejais, ó Deus Criador, pela água, criatura vossa,
fonte de vida para a Terra e os seres que a povoam.
Bendito sejais, ó Pai Providente, pelos rios e mares imensos,
Pela bênção das chuvas, pelas fontes refrescantes
e pelas águas secretas do seio da terra.
Bendito sejas, ó Deus Salvador, pela água feita vinho em Caná,
pela bacia do lava-pés e pela fonte regeneradora do Batismo.
Perdoai-nos, Senhor Misericordioso, pela contaminação das águas,
pelo desperdício e pelo egoísmo que privam os irmãos desse bem
tão necessário à vida.
Dai-nos, ó Espírito de Deus, um coração fraterno e solidário, para
Usarmos a água com sabedoria e prudência
e para não deixar que ela falte a nenhuma de vossas criaturas.
Ó Cristo, Vós que também tiveste sede,
ensinai-nos a dar de beber a quem tem sede.
E concedei-nos com fartura a água viva
que brota de Vosso coração e jorra para a vida eterna.


Amém   

ORAÇÃO PELOS FILHOS



Oração pelos filhos

Provérbios 18:21 A língua tem o poder da vida e da morte.
Como pais temos o poder de falar palavras de morte o de vida para seus filhos.
Quando você escolhe falar da palavra de Deus para seus filhos você está escolhendo palavras de vida para ele! João 6:63 – As palavras que Eu falo são espírito e vida.
Os versos abaixo podem ser utilizados em oração substituindo a palavra “filhos” pelos nomes de nossos filhos:

Isaias 55:11: Assim também é a minha palavra: Ela não volta para Mim sem nada, mas faz o que me agrada fazer e realiza tudo o que eu prometo.

Êxodo 20:12 – Agradeço Senhor por meus filhos me honrarem e obedecerem, pelo que eles agradam o Senhor e terão uma vida longa.

Salmos 112:2 Meus filhos são abençoados e serão poderosos na terra.

Salmos 127:3 Meus filhos são um presente e bênção do Senhor e eu vou amá-los.

Daniel 1:4 Meus filhos são abençoados, têm boa aparência, não possuem defeitos, são sábios, instruídos e preparados para servir. Eles estão preparados para morar em palácios reais e ainda assim, ensinar a outros.

Romanos 12:2 Meus filhos não vivem conforme o sistema do mundo, mas estão sendo constantemente transformadas pela renovação de suas mentes para saber qual a boa, aceitável e perfeita vontade de Deus para suas vidas.

I Corintios 6:18-19 Meus filhos vão escapar da imoralidade sexual e da impureza de pensamentos, palavras e ações e saberão que seus corpos são templo do Espírito Santo.

I Timóteo 4:12 Meus filhos são exemplos para os outros na vida, no amor, na fé e na pureza.

Temas para oração diária
1.     Salvação: Isaias 45:8 e 2 Timóteo 2:10   Senhor, que meus filhos recebam a salvação que está em Cristo Jesus e que traz a glória eterna.

2.     Crescimento na graça: 2 Pedro 3:18   Que meus filhos possam crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

3.     Amor: Efésios 5:2 e Gálatas 5:22   Permita, Senhor, que meus filhos aprendam a viver uma vida de amor no Espírito que habita neles.

4.     Honestidade e integridade: Salmos 25:21   Possam a honestidade e integridade ser suas virtudes e proteção.


5.     Auto controle: I Tessalonicenses 5:6   Pai ajuda meus filhos a não ser como muitos outros ao seu redor, mas faze-os alerta e com perfeito juízo em tudo quanto fizerem.

6.     Amor pela Palavra de Deus: Salmos 19:10   Possam meus filhos ao crescer considerar tua palavra mais preciosa que o ouro e mais doce que o mel.


7.     Justiça: Salmos 11:7 e Miquéias 6:8   Senhor ajuda meus filhos a amar a justiça como Tu fazes e a agir com justiça em tudo quanto fizerem.

8.     Misericórdia: Lucas 6:36   Possam meus filhos ser sempre misericordiosos como nosso Pai é misericordioso para conosco.

9.     Respeito: 1 Pedro 2:17  Pai, permita que meus filhos possam ter respeito por todas as pessoas conforme Tua Palavra.


10.  Elevada auto estima: Efésios 2:10   Ajuda meus filhos a desenvolver elevada auto estima fundamentada na certeza de que eles são criaturas de Deus, feitos em Cristo Jesus.

11.  Fidelidade: Provérbios 3:3   Permita Senhor que o amor e a fidelidade nunca deixem meus filhos; escreva estas virtudes em seus corações.


12.  Amor a Deus Salmos 63:8   Senhor, por favor dê a meus filhos um coração apegado a Ti.

13.  ResponsabilidadeGálatas 6:5 – Permita que meus filhos sejam responsáveis, sabendo que cada um deve carregar sua carga.


14.  Bondade – I Tessalonicenses 5:15 – Senhor, que meus filhos sejam bondosos para com todos.

15.  Generosidade I Timóteo 6:18-19 – Permita que meus filhos sejam generosos e prontos para compartilhar seus tesouros, edificando assim sobre firme fundamento para a eternidade.

16.  Paz Romanos 14:19 – Senhor faça que meus filhos procurem sempre as coisas que trazem a paz e que ajudem a fortalecer uns aos outros na fé.

17.  Esperança Romanos 15:13 – Possa o Deus da esperança encher nossos filhos de alegria e de paz por meio da fé, a fim de que a esperança aumente pelo poder do Espírito Santo.

18.  Perseverança Hebreus 12:1 – Senhor ensina meus filhos a serem perseverantes em tudo o que fizerem e ajude-os a cumprir sem desanimar a sua jornada.


19.  Humildade Tito 3:2 – Senhor, por favor, cultive em meus filhos a habilidade de mostrar a verdadeira humildade através de tudo.

20.  Compaixão Colossenses 3:12 – Senhor, por favor, vista meus filhos com a virtude da compaixão.


21.  Vida de oraçãoEfésios 6:18 – Senhor permita que a vida de meus filhos seja de oração, que eles orem ao Espírito em todas as ocasiões com todos os tipos de orações e pedidos.

22.  ContentamentoFilipenses 4:12-13 – Senhor ensina a meus filhos o segredo de estar contente em qualquer situação, sabendo que tudo podem em Cristo que os fortalece.


23.  Lucas 17: 5-6 e Hebreus 11:1-40 – Oro para que a fé encontre raízes e cresça no coração de meus filhos. Que pela fé possam alcançar a promessa.

24.  Vida de serviço- Efésios 6:7 – Senhor, por favor, ensine meus filhos a desenvolver o prazer de servir incondicionalmente, como trabalhando para o Senhor.


25.  PurezaSalmo 51:10 – Ó Deus cria em meus filhos um coração puro e que a pureza de seus corações sejam vistas em suas ações.

26.  Desejo e habilidade para o trabalho – Colossenses 3:23 – Ensine meus filhos, Senhor, a valorizar o trabalho como se trabalhassem para o Senhor e não para os homens.


27.  Auto disciplinaProvérbios 1:3 – Senhor, oro para que meus filhos tenham uma vida prudente e disciplinada, fazendo o que é correto e justo.

28.  Coração missionárioSalmo 96:3 – Senhor, por favor, ajude meus filhos a ter um coração missionário desejando ver a Tua glória revelada a todas as nações e Tuas obras maravilhosas a todos os povos.


29.  Alegria I Tessalonicenses 1:6 – Possam meus filhos ser cheios da alegria oferecida pelo Espírito Santos.


30.  Coragem – Deuteronômio 31:6 – Possam meus filhos sempre ser fortes e corajosos no caráter e ações.

A ESPIRITUALIDADE SAUDÁVEL



Espiritualidade saudável

Cientistas tentam comprovar no laboratório, que a fé e a oração têm poder curador -
Marcos De Benedicto
Editor

fronteira entre a ciência e a reli­gião, especialmente entre a teolo­gia e a medicina, está cada vez mais estreita. Movidos pela curio­sidade humana e apoiados por doações generosas de entidades ricas como a Fundação John Templeton (dos Estados Unidos), os cientistas es t ão buscando os elos de ligação entre os mistérios da fé e a bioquímica do cérebro. Há várias linhas de pesquisas em andamento, sendo uma das mais promissoras a que estuda o im­pacto da espiritualidade na recuperação de doenças e na saúde das pessoas.
Entre os cientistas e médicos que têm procurado comprovar o poder curador da oração, alguns estão ligados a terapias alternativas, mas outros são cristãos. Em 1993, o médico norte-americano Lany Dossey publicou um livro intitulado Healing Words (Palavras Curadoras) pro­curando provar, através de pesquisas e casos, que a oração realmente funciona na medicina. Segundo ele, a oração não só atua como um bom placebo, quando a pessoa sabe que está sendo objeto de oraçoões, mas tem um poder intrínseco, exercendo um efeito positivo até mesmo em ratos, enzimas, bactérias, fermento e células de todo tipo.
Sua perspectiva sobre a oração é biblicamente ques­tionável, mas Dossey acre­dita em suas pesquisas. Em um livro mais recente e de ca­ráter mais popular intitulado Prayer Is Good Medicine (A Oração É Bom Remédio), ele afirma: “Como médico, eu tenho empregado medica­mentos e procedimentos ci­rúrgicos porque sei que eles funcionam. Porém, a oração também funciona.” Por isso, diante do dilema quanto a se o médico deve orar com e por seus pacientes, ele con­clui: “Eu decidi que não fazê-lo seria o equivalente a negar um medicamento ou um procedimento cirúrgico ne­cessário, e comecei a orar por meus pacientes diariamente.”
Em seu livro The Faith Factor (O Fa­tor Fé), escrito em co-autoria com Con­nie Clark e lançado em 1998, o Dr. Dale A. Matthews, médico e pesquisador cristão, diz que, independentemente de como a oração funcione, ele concorda plenamente com o Dr. Dossey que “os efeitos da oração intercessória são im­portantes e merecem mais estudo”.
PROGRAMADOS PARA DEUS?
Recentemente, Andrew Newberg, Eugene D’Aquili e Vince Rause le­vantaram a hipótese, dentlflcamente plausível, de que nós buscamos a Deus porque nosso cérebro está biologicamente programado para isso.
Usando equipamentos sofisticados de tomografia, o radiologista New­berg acompanhou os efeitos que a meditação e a oração causam na ati­vidade cerebral. O estudo, envolvendo monges budistas e freiras francis­canas, sugere que a experiência mística é real. A meditação e a oração desligam os circuitos cerebrais que controlam a noção de limites físicos do ser humano, o que poderia explicar a sensação de transcendência.
As conclusões dos pesquisadores estão no livro Why God Won’t Go Away: Brain Science and the Biology of Belief (Por Que Deus Não Irá Embora: A Ciência do Cérebro e a Biologia da Crença), lan­çado em abril nos Estados Unidos.

Deve-se mencionar que os estudos sobre o poder da oração têm sido questionados quanto a seus aspectos metodoló­gicos e filosóficos. Hector Avalos, diretor executivo do Committee for the Scientific Examination of Religion (nos Estados Unidos), critica a quali­dade de alguns estudos citados por Dossey. Além disso, questiona a idéia de que se possa realizar experimentos cientí­ficos controlados sobre a eficácia da oração. Como controlar as variaveis? Essas pesquisas seriam subje­tivas demais para serem científicas. Mas esse tipo de crítica, embora mostre a real necessidade de critério e seletividade, não refuta definitivamente o valor das pesquisas sobre a eficácia da oração.
Vantagens Dezenas de estudos sobre a influência positiva da religião na saúde têm sido reportados e catalogados. Se até alguns anos atrás nenhum cientista de prestigio admitiria a relação entre espiri­tualidade e cura física, e muito menos pensaria em desenvolver pesquisas nes­sa área, para não comprometer sua cre­dibilidade e carreira, hoje as coisas mu­daram. Uma explicação para esse novo interesse tem a ver com a química do cé­rebro. A fé é intangível, mas a química cerebral pode ser testada e medida. Ou­tra explicação, como foi dito, é o apoio financeiro a esse tipo de pesquisa.
O “surpreendente” é que a maioria desses estudos oferece evidência de20 que a religião e boa para a saúde. Algu­mas vantagens do fator fé enumeradas pelo Dr. Harold Koenig, no livro The Healing Power of Faith (O Poder Cura­dor da Fé), publicado em 1999, são:
•       A pressão sangüinea dos freqüen­tadores de igreja e mais baixa do que a dos não-freqüentadores.
•       As pessoas religiosas sofrem me­nos de depressão e, quando so­frem, se recuperam mais rápido.
•       As pessoas que vão regularmen­te à igreja correm menos risco de morrer de doenças coronarianas.
•       As pessoas que freqüentam re­gularmente a igreja têm sistemas imunológicos mais fortes.
•       As pessoas religiosas vivem mais do que as não-religiosas.
O impacto da espiritualidade sobre a saúde inclui vários aspectos diretos ou indiretos (veja o quadro). Um estu­do conduzido pelo Dr. Melvin Pollner, da Universidade da Califórnia, campus de Los Angeles, revelou que as pessoas que possuem muitas relações sociais, recebendo apoio da família e dos ami­gos, tendem a experimentar maiores ní­veis de bem-estar mental e físico do que aquelas que têm poucas relações. No estudo, mais de 3 mil norte-americanos foram interrogados sobre suas crenças e seu comportamento social e religioso. Um aspecto interessante é que, parale­lamente à rede social real, as pessoas costumam ter uma rede social imagina­ria, incluindo personagens da mídia, da História ou da Bíblia. Para boa parte das pessoas, Deus compõe essa rede imagi­nária, ou é mesmo o centro dela. A con­clusão do Dr. Pollner é que as “relações divinas”, nessa rede imaginária, podem ser tão significativas para o bem-estar psicológico quanto as relações sociais.

Remédios - O Dr. Dale Matthews diz que ele já estava convencido do valor da fé (reigião) antes de participar da edição de uma bibliografia de quatro volumes sobre o assunto, mas a pesquisa o con­venceu ainda mais. No mencionado li­vro The Faith Factor, ele enumera 12 “remédios” que a religião oferece: (1) se­renidade (o recurso da oração e da me­ditação para enfrentar o estresse da vida); (2) temperança (a motivação para honrar o corpo como o templo do Espí­rito Santo); (3) beleza (o prazer de apre­ciar a arte e a natureza); (4) adoração (o movimento de ativar todo o ser na dire­ção de Deus); (5) renovação (a chance de confessar e começar de novo); (6) co­munidade (a rede de apoio mútuo); (7) unidade (a segurança de partilhar a fé com outros); (8) ritual (o conforto de to­mar parte em atividades familiares); (9) significado (a descoberta de uma razão para viver); (10) confiança (a certeza de que Deus está no controle); (11) trans­cendência (a expectativa do encontro com um Deus grandioso); e (12) amor (o sentimento/compromisso de cuidar e ser cuidado).
Segundo o autor, “os doze remé­dios que formam o fator fé são expo­nencialmente efetivos: eles se combi­nam para formar um todo que é maior do que a soma de suas partes”. Ele diz que todos os fatores são importantes (embora não precisem ocorrer simul­tâneamente), mas, se fosse para desta­car uma variável, seria a adoração, “pois é no contexto da adoração que todos os doze componentes mais fre­qüentemente coexistem”.
Se há unia influência positiva da re­ligião na saúde, também pode haver um lado negativo. O mau relaciona­mento com Deus, caracterizado pelo senso de culpa, provavelmente cause depressão, enfraqueça o sistema imu­nológico e gere doenças. Por exemplo, o rei Davi, num período conturbado de sua vida, parece ter ficado doente por causa da culpa vinda do adultério com Bate-Seba e do assassinato de Urias, pecados denunciados pelo pro­feta Nata (ver o Salmo 32:3 e 4).

Para o público religioso, é bom que os cientistas comprovem o valor tera­pêutico da espiritualidade. Mas não se deve atribuir excessivo poder curador à fé e aos processos mentais em si. Na perspectiva bíblica, em última análise, a fonte da cura, da saúde e da vida é Deus. No Antigo Testamento, numa época em que os vizinhos de Israel pe­diam a cura e a saúde a muitos deuses, Yahweh (Deus). Se apresenta como o único Médico de Israel. No Novo Tes­tamento, num tempo em que o deus Asclépio/Esculápio monopolizava o mercado da cura e da saúde no mundo greco-romano, Jesus demonstra ser o verdadeiro Médico do mundo. 

ORAÇÃO - DIA A SÓS COM DEUS



Dia  a sós com Deus


Obrigada Senhor, por mais um dia vivido!

Obrigada pelas alegrias que me levantaram
e pelas dores que me fortaleceram.

Obrigada pelos sucessos que me fizeram sentir-me grande
e pelos fracassos que me deram a oportunidade de perseverar.

Obrigada pelos cuidados que me confortaram e
pelas mágoas que me exercitaram a perdoar.

Obrigada pelas horas de bem-estar que me mantiveram ativa
e por outras que me revelaram o valor da saúde.

Obrigada pelos auxílios que me foram prestados e
 pelos abandonos que fizeram crescer meu apoio em mim mesmo.

 Obrigada, Senhor, por mais um dia vivido.

 Obrigada pelas compreensões que encontrei e
pelas incompreensões que, algumas vezes,
refletiram a minha própria imagem.

Obrigada pelos momentos altos que exibiram Tuas bençãos e
pelos momentos baixos que me abriram para Tua proteção.

Obrigada, Senhor, por jamais teres me esquecido!

Obrigada, Senhor, por mais um dia vivido!


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