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sexta-feira, 3 de junho de 2016

SETE SEGREDOS DO CRESCIMENTO CRISTÃO



Sete segredos do
crescimento cristão
Deus não espera que em uma hora sejamos árvores gigantescas.
A lição me ocorreu, de modo muito direto, ao deitar-me no gramado.

por Jennifer Downs
Enquanto estava deitada no gramado do parque para absorver a agradável Luz solar do mês de maio, meus olhos vagueavam entre os galhos folhudos de uma gigantesca ár­vore, um bordo. Fascinada, observei milhares de pequenas sementes parecidas com helicóp­teros serpenteando até o solo e pontilhando a grama. Fiquei então a imaginar: “Por que será que Deus colocou hélices nessas sementinhas?”
Curiosa, examinei uma das sementes, removendo aquela pele com asas quebradiças. Para minha surpresa, a camada externa seca envolvia uma semente verde em formato de feijão. “Como pode existir vida dentro de uma pequena vagem enruga­da?” Impacientemente, dividi a sementinha ao meio e percebi que tinha nas mãos um completo projeto microscópico com duas folhinhas perfeitas para uma réplica da árvore sob a qual me achava. “Uau! Como pode uma semente delicada como esta se transformar em tão frondosa árvore?”
Enquanto eu considerava aquele milagre da vida, descobri sete segredos da vida cristã, que exponho a seguir.

1. Nossa fé começa com uma sementinha enraizada na Palavra de Deus.
O Salmo 1:3 diz que o justo será como “árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedi­do” Assim como a água ajuda a árvore a crescer, nós vicejamos à medida que absorvemos força da Palavra de Deus, a água da vida. Ao entesourar­mos as promessas de Deus em nosso coração, Ele nos transforma em pessoas amáveis, pacientes e alegres. Pelo desenvolvimento de uma relação ín­tima com Deus através do estudo da Bíblia e da oração, começamos a perceber Seu propósito para a nossa vida. Assim, ao enfrentarmos conflitos não murcharemos como uma se­mente sem água.

2.  Mesmo que outros nos vejam como um caso sem esperança, Deus não nos vê assim. Antes de abrir a semente parecida com um helicóptero, imaginei que ela estivesse morta internamente. 1)a mesma forma, nós às vezes consideramos uns aos outros como sem espe­rança porque só podemos ver os conflitos externos. Eu poderia ter jogado fora a semente como imprestável. Mas, em vez disso, descobri vida dentro dela.
De igual modo, Deus vê além do exterior. Fico maravilhada porque “Deus, que é riquíssimo em miseri­córdia, pelo Seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)” Efés. 2:4 e 5.

3. Nossa vida humilde tem um enorme potencial, assim como a semente.
Deus quer realizar algo incrível em cada um de nós. Quando percebo quão tremendamente egoista sou sem o amor de Cristo em meu coração, fico imaginando como poderei algum dia amar alguém do modo como Deus ama. No entanto, o mesmo Criador que falou e aquele primeiro bordo veio a existir, por meio de Sua Palavra cria vida em mim também. Ele é Aquele que “é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o Seu poder que atua em nós” (Efés. 3:20, MVI). Ele espera grandes coisas de nós porque nos vê, não como a semente pequenina que somos, mas como as árvores gi­gantescas que estamos nos tornando através do Seu poder

4. Deus cria o milagre da vida —  nós não.

 Imagine se uma semente começasse a preocupar-se com seu cresci­mento. Não importa quanto se preocupasse, jamais poderia crescer simples­mente por pensar nisso. Deus dá vida às sementes. Ele fornece luz solar e chu­va ao solo rico em nutrientes para ajudar a semente a crescer. Da mesma for­ma, Ele provê também nutrientes para o nosso crescimento espiritual. Ele atua através do Espírito Santo, de Sua Palavra, de Seu Filho Jesus, da natureza, da família, de amigos e das provações da vida. Jesus diz: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a Mim não terá fome; e quem crê em Mim nunca terá sede” (João 6:35). Não podemos criar o crescimento em nós mesmos, assim como a semente não o pode fazer. Podemos unicamente aceitar as bênçãos que Deus nos concede, como a semente que absorve a luz solar e a água. Cresci­mento é o resultado natural.

5. O crescimento não ocorre de uma vez.

Eu poderia ter plantado aquela se­mente e ter esperado vê-la crescer rapi­damente centímetro por centímetro rumo ao céu. Se eu tivesse feito isso, te­ria ficado impaciente com seu progres­so. Mas se a deixasse ali e voltasse al­guns anos depois, provavelmente veria uma pequenina árvore começando a se desenvolver. Temos a tendência de ser impacientes quando não progredimos rapidamente. Precisamos firmar nossa confiança em Deus e lembrar-nos de que “Aquele que começou boa obra” em nós, “vai completá-la até o dia de Cristo Jesus” (Filip. 1:6, XVI). Ele é muito paciente conosco. Por que não somos pacientes também?

6. Deus nos considera perfeitos em cada fase do crescimento.

Deus não espera que em uma hora sejamos árvores gigantescas — simplesmente sementes a germinar. Seu ideal para nós é muito mais elevado do que podemos imaginar, mas Ele sabe que ainda esta­mos crescendo. Quando nascemos, nossos pais não nos colocam no chão e ordenam que andemos. Em vez disso, eles nos falam suavemente e nos acariciam em seus braços. Sabem que mais tarde desenvolveremos a capacidade de andar Eles nos vêem como bebês per­feitos. Deus nos vê com olhos de um pai amoroso. Em 1 João 3:2 lemos a seguinte promessa: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabe­mos que, quando Ele Se manifestar, se­remos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-Lo como Ele é.”

7.  Sinto-me pequena, mas minha in­fluência não tem limites.

Enquanto observava as sementinhas parecendo helicópteros sendo levadas pelo vento e aterrissando no solo, notei como se espalhavam numa área muito mais ampla do que os galhos daquela árvore cobriam. “Em 50 anos ou mais, eu provavelmente encontraria ali não só uma árvore, mas centenas delas!” Do mesmo modo, Deus não só me ajuda a crescer até a estatura plena, como também atua por meu intermédio para espalhar mais sementes. Talvez eu alcançe apenas uma pessoa, mas ela alcançará outras, e o amor de Deus será espalhado como sementes de bordo. Paulo nos encoraja com as seguintes palavras.: “E não nos canse­mos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desani­marmos, Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a to­dos, especialmente aos da família da fé” (Gál. 6:9 e 10, NVI). Não vamos saber, até chegarmos ao Céu, quantas vidas foram tocadas por nosso inter­médio. Portanto, continuemos a es­palhar sementes!
Minha vida pode ser desconheci­da para a maior parte do mundo, mesmo assim, Deus quer utilizar meus pequenos esforços. E acima de tudo, Ele quer que eu esteja disposta a começar onde estou — como uma pequenina semente.         

Jennifer Downs é formanda da Faculdade de Educação Fundamental no Colégio Walla
Walla, em College Place, Washington, E. U.A. Ela gosta de observar a natureza, pois afirma

que isso a faz lembrar—se de seu amoroso Criador e Amigo.

QUANDO DEUS TRABALHA ATRAVÉS DOS PROBLEMAS



Quando Deus trabalha através dos problemas


Vivemos num mundo injusto e cheio de dificuldades. Deus, porém, é justo e bom. Talvez o que nos falte é compreender a maneira como Deus trabalha quando passamos por dificuldades reais.
Qual seria o propósito de Deus ao permitir que problemas e dificuldades apareçam em nossa vida? Será que esses problemas irão derrotar-nos ou ajudar-nos a chegar mais perto de Deus?
Infelizmente, a maioria das pessoas deixa de ver como Deus deseja usar os problemas para o nosso bem. Muitos reagem de forma insensata e ressentida diante de tais situações, em vez de pararem para considerar que Deus trabalha conosco mesmo em meio às lutas e problemas deste mundo.
DeRonna Riddick sugere cinco maneiras pelas quais Deus deseja usar os problemas em nossa vida:

1. Deus usa os problemas para dirigir-nos. Algumas vezes, Deus tem que chamar nossa atenção para fazer-nos avançar. Os problemas, muitas vezes, nos apontam novos rumos e nos motivam a mudanças. Estará Deus chamando a sua atenção? Em Provérbios 20:30, lemos: “Os vergões das feridas puri­ficam do mal, e os açoites, o mais íntimo do corpo.

2. Deus usa os problemas para examinar-nos. As pessoas são como saquinhos de chá. Se você deseja conhecer seu conteúdo, coloque-os em água quente. Alguma vez Deus provou sua fé por meio de um problema? O que o problema revelou a seu respeito? “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação de vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança.” Tiago 1:2 e 3.

3. Deus usa os problemas para corrigir-nos. Algumas lições são aprendidas apenas por meio da dor e do fracasso. É bem provável que, durante sua infância, seus pais lhe disseram para não tocar no fogão quente. Mas, certamente, você apenas aprendeu quando se queimou. Algumas vezes, somente aprendemos o valor de algo saúde, dinheiro, relacionamento quando o perdemos. “Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os Teus decretos.” Sal. 119:71 e 72.

4. Deus usa os problemas para proteger-nos. O problema pode ser uma bênção se nos protege de sermos atingidos por algo mais grave. “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida.”
Gên. 50:20.

5. Deus usa os problemas para aperfeiçoar-nos. Os pro­blemas, quando tratados devidamente, são excelentes instrumentos para edificar o caráter. Deus está mais interessado em nosso caráter do que em nosso conforto. Nosso relacionamento com Deus e nosso caráter são as únicas coisas que levaremos para a eternidade. “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Rom. 5:3 e 4.

Momentos difíceis fazem parte da experiência humana. Entretanto, nossa fé se evidencia na capacidade que temos de olhar acima das circunstâncias e enxergar os planos de Deus em relação a nos.
Deus continua trabalhando em nosso favor —  mesmo quando não reconhecemos ou compreendemos isso. Porém, é muito mais fácil e benéfico quando cooperamos com Ele.
Talvez as dificuldades que hoje enfrentamos estejam minando a nossa fé ou levando-nos ao desânimo espiritual. Não permitamos que esses sentimentos destruam nossa confiança em Deus, mas supliquemos o auxílio do Alto para entendermos os caminhos que Deus tem para nós.
Ellen White nos conforta com a mensagem do livro Caminho a Cristo, pág. 123: “Ele sabe que há provações e perigos, e é sincero conosco. Não Se propõe tirar Seu povo de um mundo de males e pecados, mas indica-nos infalível refúgio. ‘Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal’. ‘No mundo’, diz Ele, ‘tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo’”.   
Raquel Arrais é diretora associada
do Ministério da Mulher
da Divisão Sul -Arnericana.

R.A. abril 2002

O JUÍZO INVESTIGATIVO



Participando do Nosso Próprio Julgamento

Por Herbert E. Douglass

Para mim, o texto bíblico mais revigorante é provavelmente João 3:17-21. Certamente, estes versículos oferecem a visão mais clara de como Deus lida com os seres humanos. Estas são as primeiras palavras que leio para uma pessoa que tropeça em pecado e perde a esperança.

Pense nisto! Deus não condena os pecadores! Ele veio para salvá-los, usando toda a Sua sabedoria e o poder conquistador que um Deus Criador possui, ao falar a todos os que são nascidos, em qualquer lugar. Ele não quer que qualquer pessoa perca a Sua oferta de vida eterna.

Então, por que estamos falando de juízo? Porque algumas pessoas condenarão a si mesmas! Como elas fazem isto? Rejeitando a luz (seja ela pequena ou muito brilhante) com a qual o Espírito Santo ilumina seus receptores neurais.

A maior parte das traduções da Bíblia perdem o foco do que João está dizendo. Trata-se de muito mais do que “crer” ou “não crer” em alguma coisa (a palavra grega traduzida por “crer” seria melhor traduzida como “ter fé”.). Aqueles que são condenados escolhem não confiar em Deus, ter fé em Sua fidelidade. Eles rejeitam Jesus como seu Senhor, assim como seu Salvador.

E isto é mais do que uma decisão mental. Homens e mulheres rejeitam a Jesus como Senhor porque “suas obras são más”. A psicologia precede a teologia. O eu assume a prioridade nas decisões da vida. As pessoas não rejeitam as verdades bíblicas porque sejam irracionais ou ridículas, elas as rejeitam porque “odeiam a luz” e não querem que suas “obras sejam reprovadas” (verso 20).

Como tudo isto se relaciona com o juízo? Todos nós estamos determinando a cada dia o veredito, quando resistimos ou seguimos a luz com a qual o Espírito nos guia. João está dizendo que “aquele que forma em sua vida o hábito de seguir a luz” tornará claro ao universo que pode receber a vida eterna, pois “se verá claramente que as suas obras são realizadas por intermédio de Deus” É difícil encontrar em qualquer outro lugar, em tão poucas palavras, um vislumbre tão lúcido do plano da salvação.

Mas como João 3:17-21 se relaciona com o juízo pré-advento? Segundo o grande desígnio de Deus, algo muito significativo aconteceu em 1844. Os mundos distantes focalizaram a sua atenção no planeta Terra. Deus cumpriu o Seu compromisso com Seu povo. Por mil e quinhentos anos antes que Jesus nascesse, Deus estava ensinando ao Seu povo escolhido, mediante uma maquete ilustrativa, como Ele queria que homens e mulheres se relacionassem com Ele. Estava ensinando com pinceladas amplas como os rebeldes na terra poderiam eventualmente viver para sempre. E parte deste quadro era a verdade ensinada no simbolismo do Dia da Expiação.

Uma vez por ano, naquele dia especial, cada israelita deveria renovar seu compromisso com um maravilhoso Senhor, o qual estivera cuidando deles durante o ano. Era uma ocasião solene. Cada um podia avaliar quão fiel havia sido ao fiel Senhor de Israel. Cada um estava participando em seu próprio julgamento.

Em Apocalipse 14, o momento significativo de Deus é anunciado ao mundo por três anjos, com mensagens terríveis. O primeiro anjo chama a nossa atenção com palavras eletrizantes: “Temei [respeitai] a Deus, porque vinda é a hora de Seu juízo...” A Bíblia vem falando de julgamento desde o Gênesis. Agora ela nos diz que “o juízo chegou”. Parte do drama é revelada no capítulo 13, onde o poder simbolizado como “a besta” exerce ferozmente o seu poderio contra os que permanecem fiéis ao seu fiel Deus. Mas Deus terá a última palavra através de Seus fiéis dos últimos dias. O tribunal que finalmente erradicará o mal da face da terra está agora em sessão.

Em poucas palavras: durante este período de julgamento, o poder simbolizado pela besta montará seu ataque final contra os que se dizem leais a Deus, liberando o ódio acumulado durante milênios, esperando pelo menos que o povo professo de Deus seja quebrantado diante do terror sem precedentes dos últimos dias. Mas Deus diz ao mundo que possui um povo o qual permanecerá leal sob as piores condições. Este povo provará ao mundo que mal algum pode levá-los a se acovardar ou se abater, porque eles têm a “paciência dos santos”; aprenderam como se refugiar nos eternos braços de Deus, experimentando o poder sustentador de guardar “os mandamentos de Deus” e de sua “fé em Jesus” (14:12).

Ao final do julgamento, o universo verá dois grupos – os que são leais a Deus, que suportaram o pior mal, e aqueles que odeiam a luz da verdade “para que as suas obras não sejam reprovadas”. (João 3:20)

Mas existe uma coisa que também é muito importante com respeito ao assombroso Dia Mundial da Expiação. No dia anual da Expiação israelita, os sacerdotes continuavam a realizar as suas tarefas diárias, inclusive neste dia solene – os rituais regulares da manhã e da tarde, e assim por diante. Da mesma forma, quando Jesus se apresentou diante do Seu Pai, no início do Dia da Expiação antitípico (Daniel 7:13), não deixou de executar Seu ministério de intercessão.

O chamado a um compromisso total com o Senhor do universo continua propagando-se pelo mundo, alguns o estão ouvindo pela primeira vez, mesmo enquanto as sombras descem sobre a paisagem da história. A mensagem de Apocalipse 14 conclama as pessoas de todos os lugares a criarem em suas vidas o hábito de seguir a Jesus, não importando a idade que possam ter ao ouvirem este convite. Elas se regozijarão na “fé de Jesus”, porque este é o mesmo tipo de fé que evitou que Jesus pecasse e o manteve fiel a Seu Pai celestial.

Os israelitas sérios, de coração sincero, sabiam que o Dia da Expiação significava vida ou morte para eles. Para os seguidores de Jesus nos últimos dias, certamente é uma questão de vida ou morte. As decisões feitas hoje afetam diretamente a forma como tomaremos nossas decisões amanhã. O tempo está se esgotando para todos. Aqueles que estão formando, em suas estruturas neurais, um hábito de dizer Sim à Luz que os guia, estão firmando-se na verdade. Virá o tempo em que Deus e os anjos dirão que eles estão tão firmados na verdade que nunca mais serão levados a desconfiar de Deus ou agir movidos por desejos egoístas.


Estes terão tomado parte em seu próprio julgamento.

ILUSÃO DE OTICA


















OS SADUCEUS



SADUCEUS 
A elite do templo

Os saduceus faziam parte da classe dominante que decidiu matar Jesus

“Os Saduceus eram  os homens de confiança na manutenção da ordem e dos interesses romanos na Judéia; em troca, o poderio romano mantinha seu status social, econômico, político e religioso”

Reinaldo W. De Seiqueira, Ph.D., em Antigo Testamento pela Andrews University (E.U.A)e professor de Línguas e Exegese Bíblicas e de AT no Seminário Latino –Americano de Teologia em Engenheiro Coelho, SP.

Ao lermos o Novo Testamento, so­mos confrontados com diferentes grupos políticos e religiosos da so­ciedade judaica daqueles tempos. Entre estes grupos, encontramos os “sadu­ceus”. Conhece-los e saber no que acredita­vam é importante para a compreensão da his­tória do Novo Testamento.
Algumas informações básicas são encontra­das no próprio Novo Testamento: (1) o Siné­drio, a suprema corte político-religiosa de 71 membros que dirigia a nação judaica, na época, era composto em boa parte pelos saduceus (o outro grupo majoritário do Sinédrio era o dos fariseus); (2) os saduceus estavam diretamente ligados ao templo de Jerusalém; (3) a mais des­tacada característica dos saduceus era a des­crença na ressurreição dos mortos e na existên­cia dos anjos e Outros seres espirituais (Atos 23:8); (4) os Evangelhos e o livro de Atos nos apresentam os saduceus como os mais acérri­mos inimigos de Jesus e dos Seus discípulos.
O  último ponto é interessante. Nenhuma re­ferência “positiva” é encontrada em relação aos saduceus. Antes, sob a liderança do sumo sa­cerdote e de seus associados, os vemos em con­flito com Jesus e Seus discípulos, e na lideran­ça dos planos e das ações para tirar-Lhe a vida. Já em relação aos fariseus encontramos referên­cias a alguns simpatizantcs dos cristãos e de sua mensagem (como Gamaliel), e a fariseus que aceitaram o evangelho e se tornaram mem­bros da comunidade cristã primitiva (como
Nicodemos, Paulo e outros).
A origem do nome “saduceu” é muito discutida entre os especia­listas, sem se chegar a um consenso. A idéia mais aceita, no entanto, é que se­ria urna referência direta ao sacerdote Sadoque, que mi­nistrava nos dias do rei Davi (2o. Sarn. 8:17) e cuja linhagem assumiu o sumo sacerdócio des­de o tempo de Salomão.
As poucas informações históricas que ternos dos sa­ducetms indicam que a maio­ria deles pertencia à alta classe da aristocracia judaica. Estavam ligados ao sumo sacerdote e à sua família, por víncu­los matrimoniais ou por associação religiosa e política. Eles formavam a maioria dos mem­bros do Sinédrio, sendo o sumo sacerdote o presidente. Estavam na direção do templo de Jerusalém e também ocupavam os altos cargos políticos na época.
A posição e os interesses políticos dos sadu­ceus esclarecem várias de suas atitudes e situa­ções peculiares descritas no Novo Testamento. Pode-se compreender, por exemplo, a razão das referências a Anãs e Caifás como sendo ambos sumo sacerdotes (Luc. 3:2) algo impossível pela lei bíblica e judaica. O sumo sacerdócio era um posto vitalício. Só após a morte do titular poderia o novo sumo sacerdote assumir. Na época, o posto do sumo sacerdócio era direta­mente controlado pelos romanos, que depu­nham e instituíam a quem quisessem e quando quisessem. Flávio Josefo, o antigo historiador judeu, enumerou 28 sumo sacerdotes para o pe­nodo de 100 anos desde o reinado de Herodes até a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C.
Os saduceus eram geralmente os homens de confiança na manutenção da ordem e dos interesses romanos na Judéia. Em troca, o po­derio romano mantinha seu status social, eco­nômico, político e religioso. Assim, eles esta­vam entre os primeiros e mais tenazes comba­tentes de qualquer ameaça, real ou insinuada, à soberania romana na região. E sob esta luz que João apresenta os planos do Sinédrio de eliminar Jesus. “Se O deixarmos as­sim”, disseram, “todos crerão nEle; depois virão os romanos e to­marão não só o nosso lugar, mas a própria nação” (João 11:48). No julgamento de Jesus, foram os principais promotores e se apressa­ram a entregá-Lo a Pilatos.

     Com a destruição de Je­rusalém e do templo pelos ro­manos, no ano 70 dc., e a subseqüente dispersão dos judeus que viviam na Ju­déia, o partido dos sadu­ceus acabou.

OS FILISTEUS



Os filisteus
Potência militar rival de Israel na antiguidade foi varrida da História em cumprimento ao oráculo divino

“A história bíblica nos fala que a vitória de Israel sobre os poderosos filisteus veio pelo poder de Deus”

Reinaldo W. Siqueira, Ph.D., em Antigo Testamento pela Andrews University (EUA), é professor de Línguas e Exegese Bíblicas e de Teologia do AT no Seminário Latino-Americano de Teologia em Engenheiro Coelho, SP.

Um dos povos do Antigo Oriente Médio mais citados na Bíblia são os filisteus. Referências a eles apare­cem desde os dias de Abrãao e Isa­que até o tempo do exílio babilônico, totali­zando assim um período de cerca de 1.500 anos de contato e convivência com o povo de Deus. Mas quem eram os filisteus? Quais eram suas origens?  Eles ainda existem ou desapareceram do cenário da história?
O texto bíblico traça a origem dos filisteus a um dos povos originários do Egito, os “cas­luim”, que eram descendentes de Mizraim, fi­lho de Cão, um dos três filhos de Noé. Apa­rentemente, uma parte dos filisteus teria se es­tabelecido na região de Canaã desde os dias dos patriarcas, enquanto a maioria deles teria saído da região do Egito e então migrado para a região da ilha de Creta.
O grupo de filisteus que aparece em Gênesis, nos dias de Abraão e Isaque, é apresentado no texto bíblico como relativamente pequeno, ha­bitando uma pequena região localizada ao sudoeste de Canaã, dominada pela cidade de Ge­rar (próximo à cidade de Gaza). Esses fílisteus tinham pouco poderio militar. Um quadro dife­rente, no entanto, e apresentado dos filisteus do período de juizes (começando com Sangar) e dos primeiros reis de Israel (Saul e Davi), ou seja, por volta do ano de 1300 a 1000 a.C. Os fi­listeus desse tempo formavam uma poderosa liga militar envolvendo cinco cidades (Asdode, Gaza, Ascalorn, Gate e Ecrom) que dominavam toda a região sudoeste de Canaã, fazendo fron­teira com o Egito. Eles se tornaram um poderio respeitado na região e oprimiam severamente a Israel. Uma idéia da força militar dos filisteus desse tempo aparece em 1a. Samuel 13:5, onde se descreve o exército filisteu corno tendo “trinta mil carros, e seis mil cavaleiros e povo em multidão como a areia do mar”. Flecheiros faziam parte também desse exército.
Detalhes da armadura e dos equipamentos de guerra de um solda­do filisteu aparecem na descrição do aparato militar de Golias: capacete de bronze, couraça de escamas, caneleiras de bronze, dardo de bronze, lança com uma haste, escudo e espa­da ( 1o.   Sam. 17:5-7, 50 e 51). Esse aparato mi­litar corresponde detalhadamente ao aparato típico dos guerreiros da região do mar Egeu.
Devido à proximidade das ilhas do Mar Egeu e da própria Grécia, os filisteus teriam se associa­do aos povos dessa região, assumindo muito de seus costumes e se integrado então ao grupo cha­mado de “os Povos do Mar”. No final do 2o. mi­lênio a.C.. esses povos varreram a região do An­tigo Oriente Médio com grande poder. Docu­mentos da época (principalmente do Egito) e re­centes escavações arqueológicas evidenciam suas poderosas conquistas. Muitas cidades foram en­tão totalmente destruídas para serem logo reconstruídas por um povo de nova cultura. Os israelitas, que recentemente haviam invadido e do­minado parte da região de Canaã, tiveram de se defrontar com um extraordinário poder que ha­via abalado as nações mais poderosas da época.
A história bíblica nos fala que a vitória de Israel sobre os poderosos Filisteus veio, no en­tanto, não por sua capacidade militar, mas sim pelo poder de Deus. Yahweh Se manifestava para ajudar e livrar o Seu povo, quando este O buscava sinceramente. Finalmente, Davi não só venceu o grande campeão filisteu, o gigante Golias, mas pôs um fim sobre a supremacia filistéia sobre Israel.
Referências aos filisteus aparecem nova mente nos tempos dos reis Josafá, Jeorão, Uzias, Acaz e Ezequias, ou seja, de cerca de 900 a 700 a.C. As últimas referências aos filis­teus na Bíblia aparecem no tempo do exílio ba­bilônico e do rei Nahucodonosor, por volta de 600-570 a.C. O mesmo ocorre nos documen­tos históricos do Antigo Oriente Médio.

A partir do Império Medo-Persa (539 a.C.), os filisteus tinham de­saparecido do cenário da Histó­ria de uma vez por todas, cum­prindo-se assim as palavras da profecia: “Porque Gaza será desamparada, e Asquelom ficará deserta; Asdode, ao meio-dia, será expulsa, e Ecrom, desarraigada. Ai dos que habitam no litoral, do povo dos quereítas [povo de Creta]! A palavra do Senhor será contra vós outros, o Canaã, terra dos filisteus, e Eu vos farei des­truir, até que não haja um morador sequer (Sofonias 2:4 e 5).

A SEITA DOS FARISEUS



Os fariseus
O grupo religioso judaico mais conhecido da época de Jesus
é injustiçado no imaginário popular cristão

“Os fariseus eram o grupo religioso judaico mais próximo de Jesus”


Reinaldo W. Siqueira Ph. D. em Antigo Testamento pela Andrews University EUA é professor de Línguas e Exegese Bíblica e de Teologia do AT no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia, em Engenheiro Coelho, SP.


Os“fariseus” são, sem dúvida, o grupo religioso judaico mais co­nhecido da época de Jesus. No en­tanto, entre os cristãos, a imagem deles é altamente negativa (“fanáticos”, “lega­listas”, “hipócritas”). Uma surpresa nos aguarda ao analisarmos os dados históricos.
O nome “fariseus”, em português, vem do gre­go farisaioi, o qual é derivado do nome hebraico perushim. Por sua vez, este nome vem da raiz pa­rash, que significa “separar”, “afastar”, “explicar”, “esclarecer”. Assim, o nome perushim é normal­mente interpretado como “aqueles que se separaram” da sociedade para levar urna vida consagra­da a Deus e ao estudo e ensino de Sua Palavra.
É quase impossível estabelecer a origem dos fariseus como grupo religioso. Todas as teorias propostas apresentam limitações e dificuldades. A hipótese mais provável é a de que eles se originaram do antigo grupo religioso judaico chamado hassidim (“os piedosos”), que apoiaram a revolta dos Macabeus (168-142 a.C.) contra Antíoco Epifânio, o rei do império helênico da Síria, que quis implantar a cultura helênica no seu reino, proibindo a prática da religião judaica na Judéia.
Foi nessa época que provavelmente aparece­ram: (1) os saduceus, clamando ser os legítimos detentores do sumo-sacerdócio e da liderança re­ligiosa em Israel; (2) os fariseus, grupo que se vol­tou para a vida religiosa e o estudo da Torá; e (3) os essênios, grupo que, desiludido com a situa­ção, se afastou da sociedade e foi viver uma vida de total consagração a Deus na região do deserto.
Segundo Flávio Josefo, historiador ju­deu do 1o. século d.C., o número de fariseus na época era pouco mais de 6 mil pessoas. Eles estavam in­timamente ligados à liderança das sinagogas, ao seu culto e escolas. Tratava-se de um gru­po importante, embora mino­ritário, no Sinédrio, a supre­ma corte religiosa e política do judaísmo da época.
Muitos fariseus tinham a profissão de “escriba” (no hebraico, sofer), ou seja, a pessoa responsável pela transmissão escrita dos manus­critos bíblicos e da interpretação dos mesmos. Duas escolas de interpretação religiosa dos fa­riseus se tomaram famosas: a escola de Hillel, mais liberal, e a escola de Shamai, mais estrita.
Os fariseus eram o grupo judaico mais pró­ximo de Jesus. Por exemplo, Jesus e os fariseus (1) defendiam a crença na ressurreição dos mortos (ao contrário dos saduceus); (2) fre­qüentavam o Templo de Jerusalém e o conside­ravam a casa de Deus (ao contrário dos samari­tanos e essênios); (3) ensinavam a igualdade de todos e o valor de cada individuo diante de Deus, numa perspectiva “universalista”; (4) consideravam que a essência da lei era o amor supremo a Deus e o amor ao próximo como a si mesmo; (5) freqüentavam as sinagogas e parti­cipavam regularmente das festas judaicas; e (6) da vavam um destaque especial à vida de oração.
A principal diferença entre Jesus e os fari­seus era sobre a importância da “tradição dos anciãos” (ou lei oral), isto é, os ensinamentos e interpretações dos mestres e rabinos antigos sobre a Bíblia. Enquanto para os fariseus a lei oral era a chave de interpretação da lei escrita (Bíblia), para Jesus a lei escrita deveria ser a regra para julgar a lei oral (Mateus 15:1-20).
Assim, Jesus era muito próximo e ao mesmo tempo totalmente independente do grupo dos fariseus. Essa dialética de proximidade e inde­pendência naturalmente causou as mais varia­das reações. Durante todo o ministério de Jesus, muitos fariseus O seguiam de perto, intrigados com Seus ensinos. Alguns se posicionaram como inimigos, enquanto outros O de­fendiam. No momento de maior cri­se, quando todos abandonaram Je­sus, foram dois fariseus, Nicode­mos e José de Arimatéia, que ti­veram coragem de agir publicamente como Seus discípulos e usar de sua influência para tirá-Lo da cruz e pô-Lo em uma sepultura (João 19:38-42). Muitos fariseus aceitaram a em Jesus como o Messias e se tornaram membros da comu­nidade cristã primitiva. O princi­pal pregador e apóstolo da fé cris­tã, Paulo, era um fariseu.


Sinais dos Tempos  Julho-Agosto/2002

AS FESTAS BÍBLICAS SE APLICAM HOJE?



As Festas Bíblicas (Moedim) se Aplicam Hoje?

INTRODUÇÂO



Uma das perguntas que inevitavelmente aparece quando as pessoas começam a ver a beleza das Festas Bíblicas é se elas realmente se aplicam aos seguidores de Yeshua hoje em dia. Muitas linhas teológicas modernas insistem que tais Festas eram `apenas sombras' da
pessoa e obra do Messias Yeshua e de Sua vinda e que não são mais necessárias. Algumas pessoas vão além disto e dizem que celebrar os Moedim (Festas Bíblicas) diminui a importância da posição central que Yeshua deve ter em nossa teologia e adoração. Mas o que as Escrituras nos dizem sobre o papel dos Moedim na vida do povo de D-us?

AS FESTAS E A CRIAÇÃO

Primeiramente, devemos lembrar que a palavra usada no hebraico é Moed, `tempo indicado' e que esta mesma palavra é encontrada na narrativa da criação em Gênesis 1. Aqui, o sol e a lua são dados especialmente `...para sinais e para estações.' A palavra traduzida como `estações' é Moedim, exatamente a mesma palavra usada para descrever as Festas em Levítico 23 e em outros locais da Torah.
Qual a importância disto? É importante porque mostra que AS FESTAS QUE D-US REVELA NA TORAH ESTÃO LIGADAS À CRIAÇÃO. Isto quer dizer que D-us designou o universo em si (o sol e a lua e toda a estrutura planetária) para apontar para e regular as Suas Festas, os Moedim.

Portanto, primeiramente, os Moedim são uma parte da ordem da criação,e não apenas uma parte da aliança feita com Israel no Sinai.

POR TODAS AS GERAÇÕES

Em segundo lugar, a Palavra de D-us explicitamente diz que os Moedim permanecerão por todas as gerações de Israel (Shabbat: Êxodo 31:16; Pessach/ Hag haMatzot: Êxodo 12:14, 17, 42; Shavuot: Levítico 23:21; Rosh HaShannah/Yom haKippurim: Levítico 23:32; Sukkot:
Levítico 23:41). Portanto, quer para um Israelita ou quer para alguém que está ligado a Israel pela fé, existe apenas uma Torah para todos (Números 15:16, 29; Levítico 16:29). As implicações são claras: se Israel é instruído a observar os Moedim do S-NHOR por todas as gerações, então todos aqueles que estão ligados a Israel pela fé no D’us de Avraham, Itschak e Ya'akov e no Messias Yeshua têm o mesmo privilégio de observar os tempos indicados por D-us.

É POSSÍVEL OBSERVÁ-LAS?

`Mas,' alguns podem argumentar, `é impossível observar as Festas tais como estão prescritas na Torah'. Em parte é verdade. Cada Festa requer sacrifícios e o envolvimento dos sacerdotes e do Templo, e atualmente isto é impossível. Mas se somos capazes de observar parte das atividades prescritas para um Moed, e se os Moedim são ricos em bênçãos e instrução, não seria sábio fazer tudo o que podemos com relação aos tempos indicados e deixar aquilo que não podemos fazer nas mãos de HaShem? Considere esta ilustração: suponha que eu, como pai, peça a meu filho para cortar a grama do quintal
enquanto eu trabalho. Quando ele pega o cortador de grama, percebe que só há gasolina suficiente para aparar metade do gramado.
Considere as duas hipóteses: meu filho pode não fazer nada, ou pode aparar o máximo de grama possível com esta gasolina limitada. Qual das duas hipóteses me agradaria mais como pai? A resposta é óbvia: fazer tudo o que podemos para obedecer e agradar o nosso Abba mostra um coração cheio de fé. E é assim que ocorre com os Moedim: mesmo não podendo cumprir todas as instruções completamente (por causa da ausência do Templo e dos sacerdotes), podemos fazer o possível para guardar muitas das instruções para cada um dos Moedim, e ao fazer tal coisa somos abençoados e D-us é honrado.

TODOS OS POVOS EM D-US

Em terceiro lugar, as Escrituras são claras sobre o fato de que a vitória de D-us no fim dos tempos é manifesta por Seu povo, tanto Israel quanto as nações, adorando a Ele juntos. Considere a profecia de Isaías, citada por Yeshua quando ele limpava a área do
Templo de práticas ilícitas: `porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.' (Isaías 56:7). O contexto de Isaías 56 é claramente das nações se unindo para adorar ao S-NHOR, e esta adoração é caracterizada pela guarda do Shabbat, o primeiro dos
Moedim (Levítico 23:1-3). E mais, o reino do Messias, caracterizado pela adoração do Único e Verdadeiro D-us, é marcado por todas as nações vindo celebrar a Festa de Sukkot, o último Moed do ciclo anual. Portanto, o Shabbat (em Isaías) e o Sukkot (em Zacarias)
indicam os `limites' que englobam todos os Moedim em uma perspectiva profética.

De fato, o Templo ser a `casa de oração para todos os povos' certamente inclui as orações e os Salmos incorporados em cada um dos Moedim.

O REINO DO MILÊNIO

O fato do reino milenar de Yeshua incluir a celebração dos Moedim é significativo, pois mostra que os tempos indicados pelo S-NHOR tem um significado muito mias abrangente do que a revelação da morte e ressurreição de Yeshua. Se fossem meras sombras de Sua primeira vinda, então não teriam nenhum propósito no reino do milênio. Mas as Festas não foram exauridas de seu significado com o primeiro advento de nosso Messias. Elas também apontam para o seu reinado e para o tempo em que `Ele será Um e o Seu Nome será Um' (Zacarias 14:9). É uma questão de sabedoria então, se vamos celebrar os Moedim durante o reino milenar do Messias Yeshua, que busquemos entender o significado destes tempos indicados para celebrá-los agora.

SEGUINDO O MESTRE

Em quarto lugar, como seguidores de Yeshua, andamos de acordo tanto com a Sua instrução quanto com o Seu exemplo. Pedro testifica que devemos `seguir os passos do Messias' (1 Pedro 2:21), uma frase que denota viver como Ele vivia. Isto significa (no contexto imediato de Pedro) estar disposto a sofrer da forma como Yeshua sofreu – pela justiça. Mas também enfatiza o objetivo primário de qualquer discípulo: ser como o seu mestre. Como seguidores de Yeshua, devemos portanto fazer uam pergunta muito simples: Yeshua, nosso Mestre, guardou os tempos indicados do S-NHOR? A resposta claramente é `sim'.
Portanto, como Seus discípulos, também devemos fazê-lo.

OS PRIMEIROS DISCÍPULOS

Fica muito claro na Bíblia que esta lógica simples era aceita por Seus discípulos pois encontramos os mesmos celebrando os Moedim nos registros dos Evangelhos. Além disto, esta relação de mestre/discípulo fica evidente na vida de Paulo apesar do mesmo ser um apóstolo `prematuro' (1 Coríntios 15:8 – Será que o Apóstolo aos Gentios se considerava `prematuro' por ter nascido numa era que precedia o tempo nações se reunirem em adoração?) Nós encontramos Paulo celebrando os Moedim e lemos no relato de Lucas que Paulo fez um esforço especial para estar em Jerusalém durante o Pessach (Atos 20:16). Não nos surpreende que ele instrua os seguidores em Corinto para celebrar o Pessach (I Coríntios 5:8) com os corações sem o fermento. Se todos os discípulos de Yeshua, incluindo Paulo, celebraram os Moedim assim como o seu Mestre, nós que somos Seus
discípulos também não deveríamos fazer o mesmo?

COMO HONRAR A D-US

E finalmente, as instruções amorosas de D-us dadas a nós na Torah (lembre-se que Torah significa `instrução' e não `lei') são dadas a nós para nos ensinar como honrá-Lo e o que é melhor para nós. A medida que celebramos o ciclo dos Moedim, descobrimos mais e mais
como é viver de acordo com a agenda de D-us e não com a nossa. Considere esta comparação: os Moedim estão para o tempo assim como o dízimo e as ofertas estão para o dinheiro. Assim como crescemos em fé e entendimento ao honrarmos a D-us com dízimos e ofertas, também aprendemos sobre os Seu plano redentor e seu reinado soberano através dos Moedim. Aprendemos que todo o tempo (assim como todos os nossos bens) pertence a Ele. Ao honrá-lo, pausando nos dias dos Moedim dEle e nos concentrando nas lições que Ele pretende ensinar-nos, aprendemos a moldar e ajustar nossos planos de vida tendo a Ele como
o centro. Que D-us permita que nossas vidas, tanto nos pequenos detalhes quanto como um todo, reflitam a Sua glória e poder.

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