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terça-feira, 18 de setembro de 2018

O PERDÃO NA FAMÍLIA






Pronto. Acabei tudo com ela.
Não foi uma noite. Mas dez anos, de luta, frustração, aferroado de ira vivida dia a dia.
Aquele marido iria dar um basta.
No começo foi tudo tão bonito. A proximidade do namoro, o interesse mútuo, a alegria com o nascimento do primeiro filho.
Então chegou o dia em que ela não quis falar, surgiu uma camada impermeável, uma distância invencível.
Estavam juntos em casa, mas a existência vazia. Só irritação, desprezo, e falta de perdão, um clima denso de hostilidade.
"É claro que vou perdoar-lhe, mas antes o outro vai pagar um pouco o erro cometido, ainda não é o momento". Assim ambos pensavam, e o silêncio e apatia surgiram, se estendendo por dias, semanas e meses.
Esta situação é mais comum do que pensamos. Maridos e esposas tem por vezes a convicção de que a pessoa que se comportou mal tem de pagar por seus erros.
A forma como são cobrados tais erros tornam a segunda situação pior que a primeira.
E os filhos ficam assistindo passivos, sofrendo com as atitudes mútuas das duas pessoas que eles mais amam e que deveriam se amar.
O mesmo ocorre quando as relações entre muitos pais e filhos são abaladas. Ficam silenciosos desprezando uns aos outros.
Aquele lugar onde o perdão precisa ser mais praticado, torna-se num campo de batalha, onde palavras que nunca deveriam ser ditas e atitudes e ações nocivas, que jamais poderiam ocorrer, marcam o cotidiano de milhares de famílias.
O que fazer?
O primeiro passo é reconhecer que onde existem duas ou mais pessoas, como é o caso de uma família, fatalmente os conflitos surgirão.
Temos uma experiência de vida diferente uns dos outros e nos unimos todos debaixo do mesmo teto, ocorrendo cotidianamente escolhas próprias conforme o gosto pessoal e a maneira de ver as coisas.
O passo seguinte então é descartar o mito que os casamentos e consequentemente as famílias felizes não têm conflitos e disputas de opinião.
Tomemos alguns exemplos:
- Marido e esposa no supermercado escolhem um mesmo produto, mas de marcas e preços diferentes.
- O marido quer assistir ao futebol, a esposa quer ver um filme e os filhos querem assistir desenhos animados, ou brincar lá fora com os pais.
A esposa quer sair para passear, já o esposo prefere ficar em casa, pois
ficou fora a semana toda.
Assim poderíamos citar centenas de situações, que agora nos parecem muito simples, mas que no momento podem gerar tensões que tiram a paz e a alegria do convívio familiar.


Este conflito de interesses é natural e faz parte da dinâmica da vida humana. Deve então haver unidade e não uniformidade, deve haver diálogo e não confronto verbal. Precisamos discutir, sem brigar, comentar o assunto e não desfazer da outra pessoa, reagindo geniosamente.

Se vejo a situação desta forma e compreendo a dificuldade humana que tenho e o outro tem, devo encarar então o problema de maneira mais positiva.
Devo estar pronto a perdoar.
Como podemos entender o perdão?
O perdão não é esquecer. Quando se perdoa não se tem amnésia.
Esquecer é o resultado de se perdoar e não a causa.
No caminho do perdão encontramos uma dificuldade que é de aceitar o sofrimento que o outro lhe impôs sem você merecer.
Quem perdoa sempre assume o prejuízo.
Se uma criança, filha de uma visita, quebra o vidro da mesinha da sala, e você perdoa, sua amiga sai livre, mas você assume o prejuízo.
Se você empresta dinheiro e o devedor não pode pagar e você lhe perdoa a dívida. Ele sai livre e você fica com o prejuízo.
Não foi assim que Deus fez, assumindo nosso prejuízo, a morte através de Jesus?
Dizer que não foi nada, quando a ofensa ocorreu e eu me magoei não é honesto. O que fazer então?
Quem perdoa não valoriza a ofensa, mas o outro.
Quem perdoa não senta no túmulo das lembranças desagradáveis.
Quem perdoa aceita outro como ele é, embora não concorde com suas atitudes negativas.
Ninguém é tão mal que Deus não o ame.
Ninguém está excluído do perdão de Deus, a menos que se exclua.
Todos temos valor, pois Jesus morreu por nós.
Se você deixa de dar o perdão até que o ofensor o mereça, nada feito. Isso não é perdão.
Perdoe imediatamente.
Ore a Deus e perdoe quando sentir a primeira mágoa, antes que seja dominado pela amargura.
O tempo passa rápido, não desperdice com amargura, custa menos perdoar do que manter viva a mágoa.
Não espere o outro lhe pedir perdão, faça como Deus, ofereça.
O perdão é uma experiência contínua, diária, constante, enquanto existir imperfeição precisamos perdoar e ser perdoados.
O que passou, passou ao passado nada pode mudá-lo, porém o seu significado pode ser mudado.
Perdoe e seja feliz.

JESUS E AS MULHERES





Jesus viveu em uma época marcantemente patriarcal, isto é, o homem era a figura central da família e da sociedade.

Entre os judeus havia uma oração de origem da literatura rabínica que dizia:
"Bendito és Tu, ó Senhor nosso Deus, Rei do Universo, que não me fizeste um gentio. 
Bendito és Tu, ó Senhor nosso Deus, Rei do Universo, que não me fizeste um escravo. 
Bendito és Tu, ó Senhor nosso Deus, Rei do Universo, que não me fizeste uma mulher."
Uma outra expressão na literatura dos rabinos diz:
"Feliz é aquele cujos filhos são homens, infeliz ou desgraçado é aquele cujos filhos são mulheres."
Assim podemos ter alguma noção dos dias de Jesus, a condição feminina.
Agora vejamos como Cristo se portava.
Em que ensinos Jesus citou mulheres? Lucas 13:21; 15:08; 18:1 a 3; 21:01 a 04, Mateus 25:01; 21:31,32 ____________________________________________
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Como Jesus reagia quando lidava com as mulheres? Lucas 8:40-55; 13:10-13; 10:38-41; 07:36-39; João 4:5-9; 8:01-11 _______________________________
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Além dos discípulos quem mais seguia a Jesus? Lucas 8:01-03; João 15:16

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Exatamente em Seu primeiro sermão em Nazaré, Ele fez referência à viúva de Sarepta nos dias de Elias. 

Quando falou aos Seus discípulos sobre a segunda vinda, Ele falou sobre duas mulheres trabalhando num moinho. Jesus falava freqüentemente de mulheres e se referia a elas ao ilustrar Seus ensinos.
"Em Seu relacionamento com as mulheres, a conduta de Jesus era tão marcante que somente se pode chamar isso de admirável. Ele tratava as mulheres como totalmente humanas, iguais aos homens em todos os aspectos. Nenhuma palavra de depreciação sobre as mulheres jamais se encontrou em Seus lábios.
Como Salvador que Se identificava com os oprimidos e os deserdados, Ele falava às mulheres e sobre as mulheres com completa liberdade e afabilidade."
Quais as últimas pessoas a acompanhar a Jesus até a morte? João 19:25; 20:01; 11-18. ________________________________________________________
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CUIDANDO DOS FILHOS




"Deve a obra de educação e preparo começar na infância da criança; pois então a mente é mais suscetível de receber impressões, e as lições dadas são lembradas...É dever dos pais falarem palavras retas....Dia a dia devem os pais aprender na escola de Cristo lições de Alguém que os ama. Então a história do eterno amor de Deus será repetida no lar ao tenro rebanho. Assim, antes da razão estar completamente desenvolvida, podem as crianças receber dos pais um espírito reto." White, Ellen G. Orientação da Criança, págs. 26, 27 C. P.B.

"Há toda sorte de caráter com que tratar nas crianças e jovens, e têm a mente impressionável. Muitas das crianças que freqüentam nossas escolas não tiveram no lar a educação apropriada. Alguns foram deixados a agir a bel-prazer; em outros foram descobertas faltas, e ficaram desanimados. Muito pouco de espírito amável e bem disposto lhes tem sido mostrado; poucas palavras de aprovação lhes foram dirigidas.." Idem, Mente, Caráter e Personalidade, págs. 550 Vol. II
"Joel, um cristão jovem e muito sincero, veio pedir ajuda para seu complexo de inferioridade, depressão e derrotas espirituais. Ele tinha um medo quase constante de ser abandonado pela família, amigos, até por Deus.
Sentimentos estranhos de solidão que estimulavam memórias enevoadas surgiam repetidamente em seu íntimo...rejeição ocupava lugar central em tudo...
Tudo começou com o nascimento de uma irmãzinha, quando Joel tinha quatro anos. Para piorar as coisas, a menina nasceu com um defeito congênito corrigível que exigiu muita atenção e despesas.
Até esse ponto, Joel fora o centro do cuidado e afeto da família; mas desde então tudo mudou drasticamente...a natureza dos problemas da recém-nascida excluíram o garoto desse papel. Sem qualquer intenção deliberada, Joel foi deixado de fora e sentiu-se extremamente magoado pelo que considerou rejeição proposital.
A mágoa e sentimento de rejeição de Joel se compunham de uma combinação de medo, raiva e culpa.
Ele tinha certeza de que alguma coisa que fizera provocara toda a situação - a doença da mãe, o parto difícil e o defeito congênito.
Isto pode parecer ridículo para um adulto, mas na faixa de quatro anos, tem um sentido de lógica e razão." Seamands, David A., A Cura das Memórias, pág. 52, Ed. Mundo Cristão.
"Certa mulher muito bonita que lutava contra um complexo de inferioridade há anos, compartilhou com grande sofrimento a figura mental que surgia a cada vez que ela se maquilava. Tinha sido criada num lar muito severo em que o Pai considerava qualquer tipo de pintura como pecaminoso.
Certa manhã, em sua pré-adolescência, ela usou um pouco de pó-de-arroz para cobrir as manchas na pele que aparecem com freqüência nessa idade. Estas foram as palavras dela, enquanto relembrava a penosa humilhação sofrida. 
"Meu pai riu de mim e sarcasticamente comentou que eu parecia uma novilha de cara branca". Ela acrescentou a seguir com significativa emoção:
"E nem uma vez enquanto me desenvolvia ele chegou a dizer-me que era bonita." Idem, pág. 55


"...um homem contou-me uma das piores histórias de abuso de crianças que já ouvi. 

Foi difícil imaginar as maneiras engenhosas que sua mãe usou para magoá-lo , atos estranhos de tortura física e aniquilamento verbal. Por ser um bom cristão, ele jamais tinha realmente enfrentado seus verdadeiros sentimentos no caso.
Em lugar disso, continuava afirmando que gostava muito da mãe. Pouco a pouco, detalhes penosos surgiram e ele passou a perceber uma raiva violenta contra ela..."Idem, pág. 58.
Poderíamos continuar a contar histórias reais de crianças que sofreram e mesmo quando adultas ainda continuam sofrendo. "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele." Prov. 22:06 Este provérbio nunca foi tão verdadeiro como agora.
"Lar, doce lar". Lugar de nossas lembranças e saudades. Aquele tempo que não volta mais, quando corríamos e brincávamos com preocupações que não passavam daquele momento. Porém o outro lado da moeda pode ser penoso.
Quando lemos os três relatos certamente a memória de nós adultos pode ter se voltado para os nossos próprios sofrimentos, quando sofremos nas mãos daqueles que deveriam nos amar e proteger. Nossos pais, nossos irmãos, primos e tios, todos nos influenciaram para o bem e infelizmente para o mal, porém nosso propósito neste texto não é tratar de nossas memórias, mas sim daquelas que estão se formando hoje. As memórias de nossos filhos. Um dia, hoje, fará parte do passado deles. O que temos oferecido a eles?
Quando pensamos em educação, relacionamos com informação, a mera comunicação de fatos, histórias, datas, cálculos, etc.
No lidar com as coisas de casa é que demonstramos o nosso verdadeiro jeito de ser, pois ali baixamos nossas defesas, e deixamos transparecer nosso eu.
Assim quando pensamos em cuidar dos filhos devemos pensar primeiro como cuidamos de nós mesmos, pois o que somos serve de referência silenciosa para o comportamento das crianças.
Por exemplo: como nos vestimos, o que comemos, as palavras que falamos, como agimos para com os outros quando estamos em sua presença e como somos quando eles viram as costas, etc... O modelo são os pais, não há escapatória.
Ser um pai e uma mãe afetivos, que demonstram carinho, simpatia, admiração, firmeza, tudo sem exageros, traz segurança e bons sentimentos aos filhos, e os tornam prontos para aprender.
Todos nós associamos o que ouvimos com aquele que fala.
"Se temos sentimentos negativos para com alguém, rejeitamos tudo que ele diz, pois rejeitamos a pessoa dele.
Mas quando gostamos de alguém e sabemos que ele tem interesse por nós, estamos dispostos a atender seus pedidos por mais incomuns que sejam. E podemos também vir a amar o Deus que ele prega, já que Ele fez dele um ser que admiramos.
Ninguém tem o mínimo interesse pelo que nós temos a comunicar, a não ser que percebam que temos interesse nele pessoalmente". Idem, pág. 96
"Nunca vos esqueçais de que deveis tornar o lar alegre e feliz para vós mesmos e para vossos filhos,...o lar pode ser simples, mas pode sempre ser um lugar em que se profiram palavras alegres e se pratiquem atos de bondade, onde a cortesia e o amor são hóspedes constantes." White, Ellen G., Lar Adventista, pág. 17,18 C.P.B.
Quando seus filhos saírem de casa, que lembranças eles levarão?


COMO VIVER BEM COM OS FILHOS



COMO VIVER BEM COM OS FILHOS

Íris de Castro Lima

INTRODUÇÃO


Muito se tem falado sobre a importância do relacionamento entre pais e filhos, para tê-los bem equilibrados e ajustados, úteis à sociedade e tementes a Deus.
Vamos refletir sobre alguns aspectos que contribuem para melhorar esse relacionamento.

1. O CUIDADO COM A VIDA ESPIRITUAL DOS FILHOS
No relacionamento entre pais e filhos, sejam crianças, adolescentes ou jovens, é da maior importância cuidar da vida espiritual.
1.1. Os filhos são herança do Senhor (Sl 127.3; 128)
1.2. O ensino da palavra de Deus no lar (Dt 11. 18-21)
- O ensino da Palavra de Deus é a base para a formação espiritual, moral, emocional e social dos filhos. No relacionamento com os filhos.
- Os filhos precisam saber o valor da Palavra de Deus, compreendendo que a autoridade de Deus, a autoridade da Igreja, a autoridade dos pais, e a autoridade humana, provêm de Deus, quando legitimamente executadas. Isso é importante para que não se revoltem contra a autoridade.
1.3. O valor da oração.
- É importante não só os pais orarem pelos filhos, MAS ORAREM COM ELES. (Mt 26.41)
- Exemplo: "A caixinha de Oração "de que fala o Livro A Família Cristã nos Dias Atuais.
1.4. A realização do culto doméstico.
- É um trabalho simples, mas de GRANDE EFEITO sobre os filhos e sobre a família em geral. É como acender o altar da adoração no lar. É melhor do que deixar os filhos ficarem presos diante do altar da televisão. O culto doméstico fortalece os laços espirituais e afetivos entre pais e filhos crentes: Em 15 minutos apenas! Cânticos, leitura bíblica, pedidos de oração, oração.
2. RELACIONAMENTO NA VIDA FAMILIAR
2.1. Dar noções de autoridade, desobediência e pecado.
a) A criança, de 4 a 5 anos: noção de certo e errado;
b) Aos 7 anos, já tem noção de justiça: idade da razão;
c) Na adolescência: crises existenciais: noção de liberdade.
2.2. Atitudes que promovem a auto-estima dos filhos:
a) Dar e cobrar na medida certa;
b) Saber apreciar os filhos e o que eles fazem: normalmente, os pais não elogiam quando os filhos acertam, mas passam longo tempo reclamando do que eles fazem errado (isto prejudica a auto-estima);
c) Dar liberdade aos seus filhos, mostrando-lhes os LIMITES a que estão sujeitos, exigindo-lhes responsabilidades de acordo com a idade de cada um;
d) Cultivar o respeito aos filhos: falar a verdade; cumprir as promessas; respeitar a individualidade;
e) Demonstrar amor, através do afeto e carinho aos filhos, sem mimá-los muito, para que não fiquem inseguros;
f) Procurem entender as falhas de seus filhos; quem não falha?
g) Procurem ser amigos íntimos de seus filhos, tornando-se seus confidentes. Eles apreciarão isso, sabendo que podem confiar em seus pais;
h) Aceitem seus filhos como eles são, com alegria, vendo-os como bênçãos de Deus;
2.3. A Comunicação com os filhos.
1) Procurem entender seus filhos, buscando entender as razões de suas ações e reações;
2) Dediquem tempo para seus filhos. Tempo para conversar, para falar com eles e para ouvi-los; para estar com eles, para passear, para jantar juntos;
3) Evitem gritar com seus filhos. Isso pode ser um mal exemplo para eles.
4) Orem por seus filhos e com eles;
5) Digam que os amam: "Eu amo você" . São três palavras que produzem grande efeito na comunicação com os filhos.
6) Peçam perdão aos seus filhos, quando verificaram que erraram para com eles. É exemplo de grandeza de alma.
3. A DISCIPLINA (Ef 6.4)
3.l. Meios para conseguir a disciplina
a) O ensino - Dt 11. 18-21;
b) O exemplo - Jo 13.15;
c) A correção - Pv 29. 15, 17.
3.2. Base da disciplina:
a) O amor: Ap 3.19; Pv 3.12.
- Segredo da disciplina: firmeza com amor; amor x controle: filhos saudáveis e respeitosos;
3.3. Finalidade da disciplina
a) Obediência - Cl 3.20;
b) Honra: Ex 20.12;
c) Responsabilidade: Lm 3.27;
d) Sabedoria: Pv 29.15.
4. ALERTA AOS PAIS.
A Delegacia de Houston, Estado do Texas, nos Estados Unidos, elaborou as seguintes regras para formar um filho delinquente. São um alerta aos pais.
1) Desde pequeno, dê tudo o que o filho pedir. Desta forma, ele crescerá pensando que sempre terá tudo o que quiser. (O certo é não dá tudo o que o filho pedir).
2) Quando ele disser palavras imorais, ria com ele. Isto faraá pensar que é engraçadinho e o encorajará a aprender frases mais "engraçadinhas" ainda, que, mais tarde, vão lhe deixar completamente sem jeito. (O certo é repreender o filho quando disseer palavras imorais, e não achar engraçado).
3) Nunca lhe dê treinamento espiritual algum. Espere até que ele complete 21 anos, e deixe-o decidir por si mesmo; (O certo é dar o ensino espiritual, desde cedo, como manda a Bíblia).
4) Evite o uso da palavra "errado". Pode desenvolver nele um complexo de culpa. Isto condicionará seu filho a acreditar , mais tarde, quando for preso por roubar um carro, que a sociedade está contra ele e que está sendo perseguido; (O certo: se precisar, deve-se mostrar o erro ao filho).
5) Apanhe tudo o que seu filho deixar espalhado: livros, sapatos e roupas. Faça tudo por ele e, assim, ele se acostumará a jogar todas as responsabilidades em cima dos outros. (O certo: não fazer tudo pelo filho; ensiná-lo a ter responsabilidade, cuidando de suas coisas, desde criança).
6) Deixe-o ler tudo que lhe caia nas mãos. Cuide sempre que as vasilhas, pratos, talheres e copos sejam esterilizados, mas deixe que sua mente se alimente de lixo; (O certo: examinar o que o filho ler, não permitindo literatura imoral no lar).
7) Brigue com sua esposa (ou com seu marido) frequentemente na presença dos filhos; deste modo, eles não ficarão chocados mais tarde, quando o lar se desfizer; (O certo: jamais brigar com a esposa, muito menos em frente dos filhos).
8) Dê-lhe todo o dinheiro que quiser. Não permita que ele trabalhe para ganhar dinheiro. Porque ele teria que adquirir as coisas com as mesmas dificuldades que você? (O certo: se puder, dar a mesada aos filhos, orientando-lhes para o valor do dinheiro, sem gastar além do que recebe).
9) Satisfaça qualquer desejo de comida, bebida e conforto que ele queira. Veja que todos os seus desejos sensuais sejam gratificados. A inibição de desejo pode dar origem a uma perniciosa frustração; (O certo: só satisfazer aquilo que é lícito e conveniente para os filhos)
10) Tome partido dele contra vizinhos, professores e policiais. Todos eles estão de prevenção contra seu filho. (O certo: se ele errar, nunca ficar de seu lado; ajudá-lo a corrigir as falhas, com amor e compreensão)
11) E, quando ele estiver seriamente envolvido em dificuldades, desculpe-se a si mesmo, dizendo: "Nunca consegui fazer nada com ele" ; (Procurar ajudar nas dificuldades, visando a correção e resolução dos problemas).
12) Prepara-se para uma vida de tristezas e sofrimentos. Você está fazendo tudo para tê-la. (O certo: usando a Palavra de Deus, preparar a família para uma vida de amor, obediência e dedicação a Deus).


AMAR OS INIMIGOS



A Importância de Amar Seus Inimigos!

Por David Wilkerson
3 de julho de 2000
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Se você diz que não tem inimigos, lhe faço uma oferta. Vamos combinar de você escrever um livro explicando como conseguiu chegar até aqui, sem que ninguém se lhe oponha. O livro com certeza será um bestseller.
Você irá explicar como que ninguém jamais lhe teve inveja, ciúme ou hostilidade. Explicará como que ninguém jamais tentou interromper seus planos, arruinar seus objetivos ou sabotar seu futuro. Contará como foi que jamais alguém lhe ofendeu, bloqueou sua vontade, ou orquestrou uma ofensa destruidora conta você.
Não estou pretendendo ser irreverente ou sarcástico. Mas o fato, é que estas são as coisas que tornam alguém seu inimigo. E todos nós já vivemos pelo menos uma destas experiências.
É claro que todo cristão enfrenta um arquiinimigo em Satanás. Jesus diz que ele é o inimigo que planta ervas daninhas em nossas vidas (veja Mateus 13:39). Igualmente, o apóstolo Pedro nos previne sobre Satanás: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (I Pedro 5:8).
Porém Jesus deixa claro que nada temos a temer do diabo. Nosso Senhor nos deu todo poder e toda autoridade sobre Satanás e suas forças demoníacas: “Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada absolutamente vos causará dano” (Lucas 10:19). Cristo afirma claramente que a batalha com Satanás já foi vencida. Temos em nosso interior, o poder para resistir a qualquer tentativa que o diabo faça para nos devorar.
Em vez disso quero me concentrar em nossas lutas contra os inimigos humanos - adversários de carne e osso, pessoas com quem vivemos ou trabalhamos. Veja, quando Pedro usa a palavra “devorar”, o significado em grego é “tentar de qualquer jeito engolir você de uma só vez.” Pedro está falando sobre qualquer tipo de coisa (seja uma luta, algum sofrimento ou tentação) que possa lhe engolir e lhe colocar em depressão, temor ou desencorajamento.
Você pode ser capaz de testificar que teve uma enorme vitória em Cristo. Com sucesso você resistiu à todas as tentações, aos maus desejos, à lascívia, ao materialismo, e ao amor pelo mundo. Mas, ao mesmo tempo, você pode ser devorado por uma luta permanente com um inimigo humano. Alguém se levanta contra você - manifestando inveja e amargura, deturpando suas ações, motivações, abalando sua reputação, se opondo a você o tempo todo, buscando frustrar o propósito de Deus em sua vida.
O ataque desta pessoa sobre você lhe rouba a paz. Você tem de gastar um tempo precioso se explicando e defendendo suas ações. E depois de um tempo, o conflito começa a consumir todos os seus pensamentos, e lhe faz passar muitas noites em claro. E agora você vê que isso está afetando sua família, seus relacionamentos, e até sua saúde física.
Se isso descreve você, então você já foi devorado por um inimigo; foi tragado pela aflição causada por um adversário humano.


O Velho Testamento Parece Sustentar 

Nossas Esperanças Secretas de que 
Deus Julgará os Nossos Inimigos.



A lei do Velho Testamento pedia vingança - olho por olho, dente por dente. A sua mensagem parece ser: “Senhor, Tu vistes o que meu inimigo me fez. Agora, pegue-o!"
Fica mais fácil compreendermos esta atitude, à medida que vamos aprendendo mais a respeito dos terríveis inimigos de Israel. O grito de guerra dos egípcios era: “Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos; a minha alma se fartará deles, arrancarei a minha espada, e a minha mão os destruirá” (Êxodo 15:9). E Deus foi fiel em vingar Israel contra os inimigos: “Sopraste com o teu vento, e o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em águas impetuosas” (Êxodo 15:10). “Estendeste a tua destra; e a terra os tragou” (15:12).
Já posso ouvir alguns cristãos dizendo: “É isso que eu quero que Deus faça com os meus inimigos. Que Ele os derrube e devore. Afinal de contas, eles fizeram comigo o que os egípcios fizeram com Israel; me perseguiram, me atingiram, me atacaram. Então possuo uma base bíblica clara para pedir a Deus que carregue para longe os meus inimigos.”
Porém, se tentarmos receber conforto na maneira com que o Velho Testamento trata com os inimigos - até nossos inimigos não salvos - então nos colocaremos novamente sob a escravidão da lei.
Davi fez declarações fortes sobre seus inimigos. Ele rogou a Deus: “Envergonhem-se e sejam sobremodo perturbados todos os meus inimigos; retirem-se, de súbito, cobertos de vexame” (Salmo 6:10). Ele estava dizendo: “Persiga-os, Senhor - não lhes dê descanso, por causa do que me fizeram.”
Em um caso, o inimigo de Davi era um amigo íntimo, um dentre o próprio povo de Deus. Davi foi magoado profundamente por esse amigo, uma pessoa com quem havia aberto o coração. Esse homem era parceiro de oração de Davi, um companheiro que compartilhava seu amor para com Deus. Contudo este amigo do peito se virou contra Davi, traindo-o. E isso o deixou machucado, zangado, confuso.
“Com efeito, não é inimigo que me afronta; se o fosse, eu o suportaria; nem é o que me odeia quem se exalta contra mim, pois dele eu me esconderia; mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu íntimo amigo. Juntos andávamos, juntos nos entretínhamos e íamos com a multidão à Casa de Deus” (Salmo 55: 12-14).
Davi estava dizendo em essência: “Se fosse uma pessoa comum, eu suportaria. Mas era um amigo íntimo e piedoso. E isso, já era demais para eu agüentar.”
Junto com a maioria dos estudiosos da Bíblia, creio que o amigo que se virou contra Davi foi Aitofel, seu conselheiro e confidente durante uma época. Os dois consultavam a opinião do outro em todas as áreas da vida. Toda vez que Davi ia até a casa de Deus para adorar, Aitofel estava ao seu lado, agindo como oráculo do Senhor para com ele. E Davi abria totalmente o coração com Aitofel, pensando ter um amigo espiritual.
Contudo este mesmo Aitofel - aparentemente tão sábio e espiritual, tão sem engano, tão dedicado a Davi e à sua causa - de repente se virou contra o rei, e se tornou seu inimigo. Na realidade, Aitofel ficou tão amargo em relação a Davi, que chegou a arregimentar pessoas contra ele. Até alistou o próprio filho de Davi, Absalão, em um complô para matar o rei.
Davi se queixa: “A sua boca era mais macia que a manteiga, porém no coração havia guerra; as suas palavras eram mais brandas que o azeite; contudo, eram espadas desembainhadas” (Salmo 55:21). Ele estava dizendo: “Eu achava que Aitofel fosse meu amigo. Ele era tão piedoso ao falar, e dizia que desejava o que fosse o melhor para mim. Mas aí me apunhalou pelas costas.”
Esta terrível traição levou Davi a ficar continuamente de sobreaviso. E disse: “Todo o dia torcem as minhas palavras; os seus pensamentos são todos contra mim para o mal. Ajuntam-se, escondem-se, espionam os meus passos, como aguardando a hora de me darem cabo da vida” (55: 5-6). E se lamenta: “Eles vigiam todos os meus movimentos, esperando para me pegar.”
Do interior desta terrível dor, depressão e raiva, Davi clama com vigor: “A morte os assalte, e vivos desçam à cova! Porque há maldade nas suas moradas e no seu íntimo” (Salmo 55:15). Em outras palavras: “Mate este traidor, Senhor. Não o deixe vivo. Mande-o ao inferno, por causa do que me fez.”
Contudo, mesmo falando assim, Davi vê a si mesmo como inocente. Testifica: “Mas eu invocarei a Deus...de tarde e de manhã e ao meio dia orarei” (55:16-17). Davi estava dizendo: “Senhor, Tu sabes que fiz tudo para tentar Te agradar. Não toquei este homem - contudo, ele se virou contra mim. Fez-se meu inimigo.”
São palavras do mesmo rei piedoso que chorou quando seu inimigo homicida, Saul, foi abatido em batalha. Davi rasgou suas vestes em sofrimento, e convocou os amigos para jejuar e orar, bradando: “Caiu um gigante de Israel. Saul era um grande homem de Deus.” Contudo agora, Davi diz o seguinte quanto a Aitofel, seu ex-amigo: “Mate-o, Deus. Mande-o para o inferno, rápido.” E a seguir justifica sua atitude dizendo: “Sou um homem de oração. Estou sempre de joelhos.”
O quanto nós cristãos somos iguaizinhos a Davi. Naquela dor terrível e em depressão, clamamos em justiça própria: “Senhor - não permita que vivam mais um dia.”


Alguma Vez Você Sofreu a 

Traição de Um Amigo Íntimo?



Talvez você conheça alguém que disse a todos que o amava. Mas aí, zing! - este amigo lhe apunhala pelas costas. Se vira contra você, e resolve lhe agredir.
Talvez você esteja separado ou divorciado do cônjuge, e agora este esteja lhe apunhalando. No passado você estava convencido de que seu companheiro lhe amava e respeitava. Ficou ao seu lado junto ao altar prometendo ser seu para o resto da vida. No começo, as palavras dele eram suaves e amorosas, e você achou, “Somos tão próximos um do outro. Ele é o meu amigo mais íntimo.”
Mas agora ele lhe abandonou, talvez por outra pessoa. Ele lhe acusa - solta palavras brandas, mas por trás busca lhe destruir. Você chora até conseguir dormir, e pensa: “Eu pensava que o conhecesse. Como pôde ficar assim?”
Talvez seu inimigo seja um amigo próximo e pessoal - talvez um pastor ajudante ou um obreiro cristão. Houve época em que esse amigo lhe parecia piedoso e sincero, e você confiava nele. Mas, de repente, sem razão aparente, ele se vira contra você. Você nada fez para causar essa oposição da parte dele. Na verdade, até mesmo quando lhe acusou, você se manteve amigo. E no entanto, não dá para acreditar o quanto ele envenenou os outros sobre você: mentiras, palavras ofensivas, manipulações. E a dor é ainda mais profunda porque se tratava de um amigo.
Alguns leitores podem perguntar: “Será que essas coisas realmente acontecem dentro do corpo de Cristo? Não vejo como isso seria real em qualquer cristão.” Fico triste em dizer que tudo isso é muito real.
Conheço um piedoso homem de negócios que foi convidado a participar da diretoria de uma organização cristã. Na primeira reunião, ele ficou chocado com a politicagem e o engalfinhamento que testemunhou. Ele me telefonou, desconcertado, e perguntou: “Todos os ministérios são assim? Este tipo de coisa posso esperar dentro dos negócios, mas estou desencorajado pelo que vi e ouvi entre aqueles homens. Eles não conseguem se reunir no Espírito de Cristo, e resolver suas diferenças.”
Entenda, é impossível ser verdadeiramente santo sem obediência total ao mandamento de nosso Senhor para nos amarmos uns aos outros. Jesus diz: “Toda a lei é cumprida nisso: amar a Deus de todo o coração, e ao teu próximo como a ti mesmo” (v. Mateus 22:37-40). Em verdade, Deus testa o nosso amor por Ele, pelo amor que demonstramos para com nossos irmãos e irmãs. “Se alguém disser: Eu amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso. Pois aquele que não ama a seu irmão, a quem viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” (I João 4: 20).
Pode-se cantar louvores a Deus na igreja, dar comida aos sem teto - mas se houver um só ressentimento contra alguém, o seu amor por Deus é em vão. As Escrituras afirmam que se você alberga o mal no coração contra outra pessoa, você é um hipócrita consumado aos olhos de Deus.
Amar os que nos ferem não é uma opção, mas mandamento: “Ora, o seu mandamento é este, que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou” (I João 3:23). “Isto vos ordeno: Amai-vos uns aos outros.” (João 15:17).
Você pode protestar: “Senhor, Te servirei, louvarei, adorarei, farei sacrifícios por Ti - mas não esperes que eu submeta aTi esta ofensa. Se compreendesses a profundidade da dor que tenho enfrentado, Tu não me pedirias isto. Está além da minha capacidade.”
Não - está dentro da sua capacidade fazê-lo. Jesus diz que nos deu todo o poder sobre o inimigo. O Seu Santo Espírito nos dá poder para perdoar, mesmo quando somos feridos profundamente.
Veja, como membros do corpo de Cristo, devemos reagir segundo a orientação dada por nosso Líder, Jesus. Pense nisso: nem um de seus dedos se move, nem o olho pisca, sem serem direcionados pelo cérebro. Assim, se Cristo é o nosso Cabeça, então todos Seus membros devem se mover de acordo com Seus pensamentos. E Ele claramente expressou Seu pensamento neste assunto: “Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Efésios 4:32).
Você está agindo segundo a sabedoria de Cristo? Ou se tornou o seu próprio cabeça, independente dEle? Você perdoou em amor os seus inimigos, assim como Jesus lhe perdoou? Ou ainda tem rancor, o que faz com que seus pecados se acumulem contra você?


Tenho um Óleo de

Rícino Forte para Você.



Muitas vezes, o mandamento de Deus para amar nossos inimigos pode parecer remédio amargo e ruim. Mas, como o óleo de rícino que eu tinha de engolir na minha juventude, é um remédio que cura. Muitos cristãos não estão querendo tomar este remédio. Eles o vêem especificado nas Escrituras, mas raramente o seguem. Ainda continuam se achando inocentes ao depreciar os inimigos.
Porém Jesus declara com muita clareza: “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mateus 5: 43-44).
Jesus estaria contradizendo a lei aqui? De jeito nenhum. Ele estava revertendo o espírito da carne que havia penetrado na lei. Naquela época, os judeus só amavam outros judeus. Um judeu não devia apertar as mãos de um gentio, e nem mesmo permitir que sua túnica roçasse a vestimenta de um estranho. Porém esse não era o espírito da lei. A lei era santa, ensinando: “Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão para comer; se tiver sede, dá-lhe água para beber. Assim fazendo, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça, e o Senhor te recompensará” (Provérbios 25:21-22).
Jesus também discursou sobre a lei do Velho Testamento no que se relaciona à ofensas e feridas. Ele declara: “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo: Não resistais ao homem mau. Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra” (Mateus 5:38-39).
Sob a lei Mosaica, a todo aquele que produzisse ferimento deveria ser feito de igual maneira - ferimento por ferimento, golpe por golpe. Porém não deveria ser assim sob o ministério da graça de Cristo. Em verdade, o mandamento de Jesus para amarmos o próximo, foi feito para incluir até nossos inimigos.
Pode-se perguntar: “Nós devemos amar as pessoas más: médicos que fazem aborto, políticos inescrupulosos, homossexuais militantes que afirmam que Jesus era gay? A Bíblia não nos manda bradar contra o pecado, e tenazmente resistir aos malignos?” Sim, manda. Mas devemos resistir aos maus procedimentos destas pessoas sem odiá-los.
Você talvez queira invocar a prece de Davi: “Não odeio eu, ó Senhor, e abomino aqueles que se levantam contra ti? Odeio-os com ódio completo; tenho-os por inimigos” (Salmo 139: 21-22). Porém, até mesmo Davi finalmente descobriu o gracioso e generoso espírito da lei. Ele aprendeu ser possível odiar o mal de alguém, sem odiar a pessoa. Ele escreveu: “Aborreço as ações daqueles que se desviam” (Salmo 101:3). “Aborreço todo caminho errado” (Salmo 119:104).
“Odeio e abomino a falsidade [deles]” (119: 163).
Veja os exemplos de Jesus. Ele enfrentou todo o mal reunido pelos poderes significativos de Seus dias: oficiais do governo, líderes políticos e da igreja. Todas estas pessoas fizeram-se inimigas de Cristo, enfurecendo-se com Ele com maldade. Contudo no ápice da dor - à beira da morte - Jesus orou: “Pai, perdoa-lhes” (Lucas 23:34).
Estevão tinha todo o direito de resistir àqueles que o apedrejavam. Poderia apontar o dedo àqueles líderes religiosos corruptos e dizer: “Até o dia do juízo. Vocês não vão ficar impunes. Deus vai puni-los por esse pecado.” Mas, em vez disso, Estevão seguiu o exemplo de Jesus, e orou: “Senhor, não lhes imputes este pecado” (Atos 7:60).
Quando Míriam se levantou reclamando contra o irmão, Moisés, ela cometeu pecado punível com a morte. E Deus foi fiel em vingar Moisés, golpeando sua irmã com lepra. Porém Moisés não se alegrou com o sofrimento de Míriam. Isto fez doer seu coração, e ele pediu que Deus a curasse: “Ó Deus, rogo-te que a cures” (Números 12:13).
Paulo foi bajulado por hipócritas que depois o insultaram, ofenderam e caluniaram. Pessoas até distantes se opuseram a Paulo - políticos maus, sociedades inteiras, sodomitas romanos que o odiavam por ele se colocar contra suas práticas homossexuais. Até igrejas se levantaram contra ele. Mestres enfurecidos, invejosos das revelações que Paulo recebia, zombavam e o deturpavam. Outros o acusavam de malversar o dinheiro.
Não se engane: Paulo odiava o pecado destas pessoas. Elas induziam outros ao erro; isso o fazia sofrer - e ele falou contra esta prática errada. Mas nunca deixou de amar as pessoas ou de orar por suas almas. Testificou: “Quando somos injuriados, bendizemos; quando somos perseguidos, sofremos; quando somos difamados, consolamos” (I Coríntios 4:12-13). Paulo estava seguindo o exemplo de Jesus. Como Pedro escreveu a respeito de Cristo: “Quando foi injuriado, não injuriava, e quando padecia não ameaçava. Antes, entregava-se àquele que julga justamente” (I Pedro 2:23).
Podemos odiar as atitudes imorais dos governantes. Podemos odiar o pecado dos homossexuais, dos favoráveis ao aborto e de todos que desprezam Cristo. Mas o Senhor ordena que os amemos como pessoas - pessoas por quem Jesus morreu. E nos ordena que oremos por eles.
Mesmo assim, em vez disso, muitas vezes brincamos às custas deles. Já contei e já ri de muitas piadas sobre nosso Presidente. Creio que sua posição quanto ao aborto em gravidez de termo é uma abominação aos olhos de Deus, e me faz ferver o sangue. Mas isto não é desculpa para eu não levar a sério a alma eterna dele. Se alguma vez eu depreciar a pessoa, em vez dos princípios por trás dela, não estou verdadeiramente representando a Cristo.
Creio que o nome de Jesus tem sido desonrado, devido à maneira com que muitos cristãos reagem aos malfeitores. Temos nos zangado com aqueles em favor dos quais deveríamos estar orando. Assim chamados cristãos explodiram clínicas de aborto, assassinaram médicos que praticavam aborto, levantaram punhos furiosos contra os que faziam passeatas gay. Nada disso é o Espírito de Cristo. O nosso poder está quando ajoelhados, não agitando os punhos ou nos igualando em julgamento feroz.


Agora Falemos a Respeito 

dos Inimigos Dentro da Igreja.



Como devemos reagir aos cristãos que se fizeram nossos inimigos? Jesus ordena que os amemos, fazendo três coisas: 1. Bendizendo-os. 2. Fazendo-lhes o bem. 3. Orando por eles. “Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem” (Mateus 5:44).
Revisemos nossas vidas à luz destas três coisas, para ver se estamos sendo obedientes a Cristo, nosso Cabeça:
1. “Bendizei os que vos maldizem.” O quê, exatamente, significa bendizer? A palavra em grego aqui implica em “falar só o que é bom e edificante, em voz alta, com a boca.” Não devemos apenas pensar coisas boas sobre nossos inimigos, mas falá-las abertamente.
Tenho falhado verdadeiramente neste mandamento. Lembro-me de uma vez quando algumas pessoas que eu amava muito se levantaram contra mim, me perseguindo e acusando. Foi a maior dor que já senti, e consumia meus pensamentos dia e noite. Sempre que tinha uma chance, eu descarregava o coração com qualquer pessoa que quisesse ouvir.
Um dia um casal querido do ministério pediu que almoçássemos juntos, com Gwen minha esposa, e eu. Mal havíamos nos assentado, comecei a descarregar minha carga sobre eles. Relatei-lhes cada detalhe do meu sofrimento - cada mentira que fôra dita, cada mágoa provocada. O casal nem entendeu o que estava acontecendo. Cerca de uma hora mais tarde, foram embora desconcertados. Ao olhar para Gwen, enxerguei desencorajamento em seus olhos. Foi aí que acendeu a luz: só eu havia falado.
Mais tarde descobri que este querido casal estava sofrendo - e é por isso que estavam desesperados para nos encontrar. Eu, porém, nem cheguei a lhes perguntar como estavam passando. Não conseguiram receber uma palavra certa - e foram embora vazios, áridos, não edificados. Se eu tivesse pelo menos obedecido o mandamento de Jesus para bendizer os que me perseguiam, falando bem deles, este casal poderia ter recebido bênção. Em vez disso, se retiraram com o espírito abatido.
2. “Fazei bem aos que vos odeiam.” O que significa fazer bem aos que se opõem a nós? O significado em grego aqui implica “honestidade mais restauração.” Jesus está dizendo basicamente: “Faça o possível para conseguir que seu inimigo seja curado e restaurado dos laços de Satanás. Você sabe que o que esta pessoa lhe está fazendo é mal. No entanto, você não deve se concentrar na dor que está sentindo, mas em que a alma de seu inimigo está sendo induzida ao erro.”
Cristo na realidade ordena que antevejamos a situação de condenação, em que se encontra a alma dos que nos perseguem. Não devemos nos confortar com a idéia de que Deus um dia vingará os pecados deles contra nós. Antes, devemos orar por eles. Devemos tentar destruir todas as muralhas que os possam condenar, e desenvolver todos os esforços para reconstruir uma ponte para eles.
Jesus prometeu: “Se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos” (João 20:23). Perdoar quer dizer: “esquecer completamente, renunciar, pôr de lado.” É claro, ninguém pode perdoar os pecados de alguém contra Deus. Só Cristo pode fazer isto, através de Sua obra na cruz. Mas podemos perdoar os pecados cometidos contra nós. Jesus está dizendo: “Se você perdoar o pecado cometido contra você, Eu perdoarei este pecado no céu. Perdoarei o seu inimigo às suas custas.”
A ordem de Cristo aqui é muito simples: “Tome a iniciativa. Não espere, não perca a oportunidade - pois a alma de seu inimigo pode ir para a eternidade ainda carregando o pecado. Seja você o primeiro a buscar reconciliação. É claro que a sua bondade pode ser rejeitada. Mas se for aceita, você pode se apresentar no dia do juízo sabendo que seu inimigo não foi julgado e condenado, devido ao pecado que cometeu contra você.”
3. “Orai pelos que vos perseguem.” Vemos este mandamento ilustrado nos deveres do Sumo Sacerdote. Primeiro: a lei exigia que o sacerdote fizesse o sacrifício da oferta e a colocasse sobre o altar, para tratar do pecado do povo. E, segundo: o sacerdote deveria orar pela congregação, agindo como seu intercessor.
Esse procedimento sacerdotal foi demonstrado na cruz. Jesus fez as duas coisas: primeiro, fez o sacrifício pelo pecado com Seu próprio corpo. Então orou por perdão para o povo, incluindo Seus próprios perseguidores.
E, neste instante Cristo está intercedendo pelos seus inimigos: “Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (I João 2:1). Jesus é advogado até mesmo dos que O perseguiram. Então, se Ele está intercedendo por suas almas, como pode você continuar sendo inimigo deles? É simplesmente impossível.


O Quão Importante é Perdoar e 

Bendizer os Nossos Inimigos?



Paulo escreve: “Dai lugar à ira” (Romanos 12:19). Em resumo, ele está dizendo: “Sofra a ofensa. Aquiete-a e mexa-se. Vá viver no Espírito.” Contudo, se nos recusamos a perdoar as ofertas contra nós, temos de enfrentar estas conseqüências:
1. Nos tornamos mais culpados do que a pessoa que nos infligiu ofensa.
2. A misericórdia e a graça de Deus para nós serão bloqueadas. Então, quando as coisas começarem a ir mal em nossas vidas, não vamos entender, pois estaremos em desobediência.
3. A pressão de nosso perseguidor contra nós continuará nos roubando a paz. Ele se torna o vencedor, conseguindo nos infligir sofrimento permanente; continua sorridente vivendo sua vida, enquanto nós continuamos fermentando nossa raiva.
4. Devido ao fato de Satanás conseguir nos levar a ter pensamentos de vingança, ele se torna capaz de nos levar a pecados mais graves. E cometeremos transgressões muito piores do que essa.
O escritor de Provérbios aconselha: “A discrição do homem o torna longânimo, e sua glória é perdoar as injúrias” (Provérbios 19:11). Em outras palavras, não devemos fazer nada enquanto nossa raiva não abaixar. Jamais devemos tomar decisões, ou desenvolver qualquer atitude estando ainda irados.
Além disso, trazemos glória para nosso Pai celestial toda vez que não dermos atenção às ofensas, e perdoarmos os pecados que cometem contra nós. Isso nos faz criar caráter. Já lemos que se reagirmos como Jesus, “o Senhor te retribuirá” (Provérbios 25:22). Quando perdoamos como Deus perdoa, Ele nos leva à uma revelação de favorecimento e de bênçãos que nunca antes conhecemos.
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Usado através de permissão concedida por World Challenge, P. O. Box 260, Lindale, TX 75771, USA.





10 MANDAMENTOS PARA OS PAIS




Pr. Elinaldo Renovato de Lima

01. Cultivar o amor crescente , paciente e eterno


02. Considerar o cônjuge como presente de Deus, propondo estar ao seu lado, honrá-lo, amá-lo, até que a morte o separe, sendo exemplo para os filhos.

03. Cuidar para que o seu cônjuge não tenha aborrecimentos, evitando fervilhar sua mente com coisas corriqueiras e banais que para nada servem a não ser para tirar a paz, a estabilidade, e trazer irritação, o ódio e as tensões. Isso é terrível para os filhos, que vêm os pais em conflito sem necessidade.

04. Cuidar do lar com afinco. Suprir as suas necessidades, marcar a presença no mesmo de tal forma que ela seja sentida quando houver uma distância entre os cônjuges. Isso é muito importante, pois um dos maiores problemas, nos lares, são os pais "ausentes", não só fisicamente, mas, sobretudo emocionalmente. Pais que não se comunicam com os filhos, que dão mais valor a ficar diante da TV ou dos jornais, dos jogos, dos amigos, do que do lar. Um psicólogo disse que a "ausência" do pai, dando lugar a uma mãe superprotetora , junto a um filho, pode contribuir para o homossexualismo masculino.

05. Policiar as conversas com outras pessoas, sabendo de antemão que as coisas íntimas do relacionamento conjugal são propriedade exclusivamente dos cônjuges e não interessa a outras pessoas sabê-las, até mesmo parentes. De fato, conhecemos casos de pessoas, principalmente mulheres, que saem nas casas, contando seus problemas íntimos. Depois, surgem comentários desabonadores, que chegam ao conhecimento do cônjuge, aumentando os conflitos. Os filhos também sentem-se ofendidos, por saber que estranhos têm conhecimento do que se passa no seu lar.

06. Participar totalmente do relacionamento íntimo, pois este relacionamento é Dom de Deus à criação e Deus requer pureza, honestidade, e amadurecimento de ambos. Um casal precisa ter não só confiança, mas intimidade espiritual, emocional e física, ou seja, sexual, que deve ser desfrutada da melhor maneira possível, como fator de união e estabilidade entre si.

07. Desenvolver atitudes que demonstrem que o cônjuge a cada dia sinta-se amado, preferido e muito querido. As atitudes de um para o outro são muito valiosas, quando sinceras e leais. Um esposo deve dizer sempre palavras agradáveis, carinhosas e afetivas para a esposa. Esta, da mesma forma, deve esforçar-se para demonstrar carinho e afeto para com o esposo. Isso é como aguar a planta do amor todo o dia, e serve de exemplo para os filhos.

08. Cultivar uma recreação sadia, aproveitando as oportunidade que o tempo propiciar. A recreação é vital para um entrosamento crescente e fortalece o companheirismo. Muitas pessoas dizem que não tem tempo para o lazer, para a recreação. De fato, hoje, é muito difícil desenvolver momentos de lazer com a família. Mas é preciso planejar e encontrar momentos de descontração, de entretenimento para com os filhos e o próprio casal. Um passeio no fim de semana, uma visita a um parque de exposições, uma ida ao shopping, uma visita a pessoas amigas, tudo isso pode quebrar a rotina do lar, com ótimos resultados emocionais para os pais e os filhos.

09. Manter o espírito familiar. Considerar os parentes de ambos os cônjuges e amá-los. Tratá-los com dignidade. Despertar a fraternidade e semear a união entre os mesmos. Conhecemos casos em que o casal vive infeliz, porque um dos cônjuges não considera os sogros, tratando-os com desprezo e falta de respeito. Com isso, o coração do outro fica ferido, causando problemas de relacionamento. E mau exemplo apara os filhos.

10. Manter uma vida plena de comunão com Deus. Orando juntos, ensinando os filhos trilhar nos caminhos retos. Enfim, viver... O zelo pela parte espiritual , no lar, é fundamental para um viver feliz. Sem Deus, o lar pode ser minado pelas forças do mal, que se materializam através das drogas, dos vícios, da prostituição, da desunião, da contenda, da disputa pelo poder, do ciúme, e de tantos males que atacam a família. Só com a presença do Espírito Santo no lar é possível enfrentar os desafios de um mundo materialista, hedonista, e relativista, em que vivemos. O culto doméstico é indispensável para a união da família. É bom dizer como Samuel: "Eu e minha casa serviremos ao Senhor".

(Extraído e adaptado)


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