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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O BOM LADRÃO





  
Gostaria hoje de reflectir num personagem bíblico e nas horasterminais da sua vida. Alguém que levou uma vida longe de Deus, mas que noúltimo instante teve a capacidade de reconhecer a sua miséria e entregar-se a Deus.Ao analisar o relato bíblico da sua experiência poderemos mesmo dizer quedemonstrou uma fé comparável a muito poucos personagens bíblicos.

Não sabemos muito do seu passado, e o que podemos deduzir dessepassado são simplesmente as consequências ou os resultados das suas escolhas. Averdade é que tenho conhecido pessoas que olhando para o seu presente, vejo aforma como o inimigo actuou no seu passado, fazendo-as prisioneiras das suasescolhas.

O personagem da nossa história também não tem nome, ficouconhecido como o bom ladrão, aquele que foi crucificado ao lado de Jesus. Ali estavaele a pagar pelas consequências das escolhas que fizera no passado.

Conheço uma fervorosa mãe cristã que partilhou comigo a sua dolorosaexperiencia de vida. Mãe de três filhos, viu-se privada do convívio do seumarido, pois este decidira abandonar o lar para viver com outra mulher. Lamentavaela, que compreendeu tarde de mais a advertência bíblica para não se unir ao umjugo desigual. As consequências no seu presente era de duas filhas afastadas daigreja e de Deus, e a dolorosa carga de alimentar e suster a sua casa. Em conclusãodizia-me que isso era as consequências da sua má escolha.

Prezado amigo, é bem provável que também possas estar hoje apagar na pele, pelas más escolhas que fizeste, provavelmente a escolha erradado companheiro ou companheira de vida, talvez um problema de saúde, resultadode excessos na juventude. Talvez possas ter sido enganado por alguém e ficastecom o cadastro sujo, ou ainda te afastaste de Deus e a tua vida arruinou-se. Hojequerido amigo gostava que entendesses que embora existam coisas que não se podemmudar, podemos também ter a certeza que Deus está disposto a nos aceitar talcomo estamos. Ele deseja ardentemente mudar a nossa condição, trazer esperançaà nossa vida, Ele quer nos dar a salvação.

A experiencia do bom ladrão, ajuda-nos a perceber que não existecasos perdidos para Deus. Este homem mostrou a sua fé em Cristo quando todosduvidaram, ele creu quando todos o negaram, e o seu pedido foi atendido.

Lucas descreve o que aconteceu, vejamos Lucas 23:32-43

32 E também conduziram outros dois, que eram malfeitores, para com eleserem mortos.
 33 E, quando chegaram ao lugarchamado a Caveira, ali o crucificaram e aos malfeitores, um, à direita, eoutro, à esquerda.
 34 E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes,porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes.
 35 E o povo estava olhando. E tambémos príncipes zombavam dele, dizendo: Aos outros salvou; salve-se a si mesmo, seeste é o Cristo, o escolhido de Deus.
 36 E também os soldados escarneciamdele, chegando-se a ele, e apresentando-lhe vinagre,
 37 e dizendo: Se tu és o Rei dosjudeus, salva-te a ti mesmo.
 38 E também, por cima dele, estavaum título, escrito em letras gregas, romanas e hebraicas: ESTE É O REI DOSJUDEUS.
 39 E um dos malfeitores que estavampendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e anós.
 40 Respondendo, porém, o outro,repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?
 41 E nós, na verdade, com justiça,porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.
 42 E disse a Jesus: Senhor, lembra-tede mim, quando vieres no teu Reino.

Este malfeitor sem nome,perto da hora da sua morte pendurado ao lado de Jesus, fez-lhe um pedido: “Senhorlembra-te de mim quando vieres no teu Reino”

Já alguma vez vocês oraram a Deus desta maneira? Pedindo o queeste homem pediu? “Senhor lembra-te de mim quando vieres no teu reino”

Será que a volta de Cristo é um acontecimento assim tãoimportante na nossa vida? Será que na nossa vida a volta de Cristo é tão real ecerto como foi para este homem?

Gostava de pensar convosco na caminhada que o bom ladrão teve defazer, até aceitar a vinda de Cristo como a coisa mais importante na sua vida.Mais importante mesmo que a sua liberdade.

Não se sabe ao certo onde foi o local da crucificação de Jesus,presume-se que o que a Bíblia chama de lugar da caveira seja uma pequena colinapoucas centenas de metros depois da saída da cidade. Vamos tentar imaginaraquele dia em que Jesus e aquele dois homens se encontravam pendurados naquelelugar,
Olhandoda Cruz o criminoso podia contemplar tudo o que se passava ao seu redor, entreaqueles que estavam ali viu os líderes religiosos, sacerdotes, escribas,fariseus, e anciãos do povo demonstrando o seu ódio por aquele que estava aliao seu lado, insultavam-no, e escarnecendo em ton de troça diziamTu, que destróis o templo e, em três dias, o reedificas, salva-te a timesmo; se és o Filho de Deus, desce da cruz..”Mateus27:40

Pelo relato, apercebemo-nos que aqueles que supostamente deviamestar ao lado de Jesus, pois eram os chefes religiosos, eram precisamenteaqueles que estavam a torcer pela sua morte.

Coloquem-se no lugar deste criminoso, se vissem todos aqueleslideres religiosos julgarem aquele homem que estava ao vosso lado o que é quevocês fariam? Pensavam que ele era também um criminoso? Ou que ele era o filhode Deus?

Além dos chefes religiosos o criminoso reparou também nossoldados romanos, ele tinha presenciado como Jesus tinha sido maltratado, comoo tinham chicoteado, como lhe tinham posto uma coroa de espinhos na cabeça,como lhe cravaram os pregos nas mãos. Acredito que era normal, este malfeitorpensar que aquele que ali estava ao seu lado também era merecedor dos seuscrimes, e jamais pensar que ele aquele homem seria inocente e ainda por cima ofilho de Deus.

Olhou e viu aqueles rostos desiludidos, pessoas que esperavampor um rei e que agora não compreendiam o porquê dele não se revelar, será queaquelas pessoas foram enganadas, viu também aqueles homens que andavam com elediariamente? Viu as suas caras de desespero, desanimados.

Será que havia neste malfeitor algum motivo para acreditar emJesus como filho de Deus? Não tinha ele provas ali há sua frente que lheindicavam precisamente o contrário?

Se eu estivesse no seu lugar acredito que racionalizando ascoisas, era muito mais fácil não crer em Jesus do que crer.

Será que na nossa vida hoje não acontece o mesmo, quem é Jesuspara nós? Será que ele é o filho de Deus que prometeu voltar ou simplesmente umser comum?

Sabem amigos não podemos falar da segunda vinda de Jesus sem queprimeiramente este ponto esteja claro nas nossas mentes. Posso eu acreditarnuma promessa sem eu próprio conhecer o senhor da promessa?

Qual é a vossa relação com Jesus? Ele faz parte da vossa vida?Ou é alguém a quem vocês vão só em horas de aflição? Talvez para alguém aquiJesus ainda é um estranho.

Sabem amigos não foram nem os lideres religiosos, nem osdiscípulos de Jesus, nem a multidão que ali estava que mostrou ao ladrão dacruz quem era Jesus! Pelo contrário, se fosse por eles, ele nunca tinha aceitadoJesus como seu salvador.

O que é que fez com que na mente deste malfeitor, Jesus fossemais do que um ser comum, ou um criminoso? O que é que terá levado este homem afazer a Jesus tal pedido?

Provavelmenteeste ladrão tinha ouvido da boca de Pilatos as palavras
” …Não acho nele culpaalguma de morte….”Lucas 23:22
Com certeza ele ouviu a oração de Jesus ao Pai, quando este lhepede perdão por aqueles que o maltratavam. “…Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem… ”Lucas23:24.

Acredito que o seu contacto com Jesus permitiu-lhe ver que Jesusera um ser diferente, aquele olhar sofrido mas ao mesmo tempo compassivo nãopassou desapercebido a este homem. Ele vira que Jesus actuava de outra forma.

Assim acontece com todo aquele que se volta para Cristo com odesejo de o conhecer, esse não será confundido, e não sairá sem a influenciadivina.

Acredito que aquele momento lhe trouxe a memória textos lidospelos seus professores na sinagoga.

“As minhas costas dou aos queme ferem, e as minhas faces aos que me arrancam os cabelos, não escondo a minhaface dos que me afrontam e me cospem.” Isaías 50:6

“Ele foi oprimido, mas não abriu a boca, como como um cordeiro foilevado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores. Ele nãoabriu a boca”Isaías 53:7

“Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a vivervinagre. “Salmo 69:21

Ele reconheceu na pessoa de Jesus o messias prometido, mas o seuconhecimento de Jesus não ficou só por aqui, vemos no texto de Lucas que ooutro criminoso blasfemava contra Jesus pedindo a Jesus que se libertasse a sipróprio e a eles que ali estavam.

Foi então que aquele ladrão que tinha sido tocado pelo Espiritode Deus responde “ Tu nem aindatemes a Deus, estando na mesma condenação? E nós na verdade, com justiça maseste nenhum mal fez.”

Este ladrão reconhecera que Jesus era inocente ao contrário desi próprio, pois ele sabia que se estava ali para morrer era porque merecia,era consequência dos seus erros.

Se no inicio desta mensagem, vós disse que muitas vezes estamosa viver consequências dos nossos erros, acreditem também que nem sempre o malque vivemos é consequência de algo que fizemos. Ao vermos Jesus percebemos queele era inocente, Ele não merecia aquilo que estava a sofrer, no entantosofreu, e morreu. Isto mostra-nos também que muitas vezes vivemos injustiças,queridos amigos, vivemos num mundo injusto, não esperemos que a vida nos corrasempre bem. Agora gostaria de afirmar que um dia estas injustiças vão terminar,um dia viveremos num mundo justo em que o seu legislador é chamado o Senhor dajustiça.  

Este malfeitor não só aceitou Cristo, como aceitou a suacondição pecadora.
Talvez muitos de nós consigamos até dar o primeiro passo, eacredito que se estamos aqui hoje, é porque de alguma forma queremos que Deusfaça parte da nossa vida, mas difícil é reconhecer que somos pecadores, quetemos errado e que precisamos de reconhecer a nossa condição para que Deuspossa actuar na nossa vida.

Somos bons a reconhecer os erros dos outros mas reconhecer quenós próprios erramos é o mais difícil.

Mas a caminhada deste ladrão ainda não tinha acabado é curiosoque ele dirige-se a Jesus fazendo-lhe um pedido “ lembra-te de mim quando vieresno teu reino”

Este ladrão demonstrou uma fé muito grande naquele homem, viucomo as autoridades religiosas o trataram, viu a reacção dos discípulos, viu amaneira como os soldados o maltrataram, e mesmo assim acreditou que aquelehomem lhe podia dar a vida eterna.

Sabendo mesmo que Jesus ia morrer ele demonstra uma certezainabalável na sua vinda. Ele tinha a certeza que a morte não podia manter presoo filho de Deus.

Foi então que Jesus fez uma promessa a este ladrão, ele prometeuque este ladrão estaria com ele no paraíso quando ele viesse pela segunda vez.

Jesus em breve voltará e ele vai cumprir esta promessa e todasas outras promessas que estão na bíblia, relacionadas com a sua vinda.

Para este ladrão a partir daquele momento independentemente seele tinha umas horas ou uns dias de vida, acolheu aquela promessa como a única eúltima oportunidade. Sabia que a sua vida terrena terminaria em breve, masagora tinha a certeza que quando Jesus voltasse ele poderia ter uma segundaoportunidade, para viver e ser diferente.

A promessa de podermos estar com Jesus foi feita a cada um denós será que queremos perder esta oportunidade? Estamos nós a adiar estadecisão, este acontecimento terá lugar, não foi nenhum homem que prometeu mas onosso Deus, gostava de cumprimentar o ladrão na cruz lá no céu. Gostaria hoje de reflectir num personagem bíblico e nas horas terminais da sua vida. Alguém que levou uma vida longe de Deus, mas que no último instante teve a capacidade de reconhecer a sua miséria e entregar-se a Deus.Ao analisar o relato bíblico da sua experiência poderemos mesmo dizer que demonstrou uma fé comparável a muito poucos personagens bíblicos.

Não sabemos muito do seu passado, e o que podemos deduzir desse passado são simplesmente as consequências ou os resultados das suas escolhas. A verdade é que tenho conhecido pessoas que olhando para o seu presente, vejo a forma como o inimigo actuou no seu passado, fazendo-as prisioneiras das suas escolhas.

O personagem da nossa história também não tem nome, ficou conhecido como o bom ladrão, aquele que foi crucificado ao lado de Jesus. Ali estava ele a pagar pelas consequências das escolhas que fizera no passado.

Conheço uma fervorosa mãe cristã que partilhou comigo a sua dolorosa experiencia de vida. Mãe de três filhos, viu-se privada do convívio do seu marido, pois este decidira abandonar o lar para viver com outra mulher. Lamentava ela, que compreendeu tarde de mais a advertência bíblica para não se unir ao um jugo desigual. As consequências no seu presente era de duas filhas afastadas da igreja e de Deus, e a dolorosa carga de alimentar e suster a sua casa. Em conclusão dizia-me que isso era as consequências da sua má escolha.

Prezado amigo, é bem provável que também possas estar hoje apagar na pele, pelas más escolhas que fizeste, provavelmente a escolha errada do companheiro ou companheira de vida, talvez um problema de saúde, resultado de excessos na juventude. Talvez possas ter sido enganado por alguém e ficaste e com o cadastro sujo, ou ainda te afastaste de Deus e a tua vida arruinou-se. Hoje querido amigo gostava que entendesses que embora existam coisas que não se podem mudar, podemos também ter a certeza que Deus está disposto a nos aceitar tal como estamos. Ele deseja ardentemente mudar a nossa condição, trazer esperança à nossa vida, Ele quer nos dar a salvação.

A experiência do bom ladrão, ajuda-nos a perceber que não existe casos perdidos para Deus. Este homem mostrou a sua fé em Cristo quando todos duvidaram, ele creu quando todos o negaram, e o seu pedido foi atendido.

Lucas descreve o que aconteceu, vejamos Lucas 23:32-43

32 E também conduziram outros dois, que eram malfeitores, para com ele serem mortos.
 33 E, quando chegaram ao lugarchamado a Caveira, ali o crucificaram e aos malfeitores, um, à direita, eoutro, à esquerda.
 34 E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes,porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes.
 35 E o povo estava olhando. E tambémos príncipes zombavam dele, dizendo: Aos outros salvou; salve-se a si mesmo, se este é o Cristo, o escolhido de Deus.
 36 E também os soldados escarneciam dele, chegando-se a ele, e apresentando-lhe vinagre,
 37 e dizendo: Se tu és o Rei dos judeus, salva-te a ti mesmo.
 38 E também, por cima dele, estava um título, escrito em letras gregas, romanas e hebraicas: ESTE É O REI DOS JUDEUS.
 39 E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós.
 40 Respondendo, porém, o outro,repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?
 41 E nós, na verdade, com justiça,porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.
 42 E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando vieres no teu Reino.

Este malfeitor sem nome,perto da hora da sua morte pendurado ao lado de Jesus, fez-lhe um pedido: “Senhor lembra-te de mim quando vieres no teu Reino”

Já alguma vez vocês oraram a Deus desta maneira? Pedindo o que este homem pediu? “Senhor lembra-te de mim quando vieres no teu reino”

Será que a volta de Cristo é um acontecimento assim tão importante na nossa vida? Será que na nossa vida a volta de Cristo é tão real e certo como foi para este homem?

Gostava de pensar convosco na caminhada que o bom ladrão teve de fazer, até aceitar a vinda de Cristo como a coisa mais importante na sua vida.Mais importante mesmo que a sua liberdade.

Não se sabe ao certo onde foi o local da crucificação de Jesus,presume-se que o que a Bíblia chama de lugar da caveira seja uma pequena colina poucas centenas de metros depois da saída da cidade. Vamos tentar imaginar aquele dia em que Jesus e aquele dois homens se encontravam pendurados naquele lugar,
Olhando da Cruz o criminoso podia contemplar tudo o que se passava ao seu redor, entre aqueles que estavam ali viu os líderes religiosos, sacerdotes, escribas, fariseus, e anciãos do povo demonstrando o seu ódio por aquele que estava ali ao seu lado, insultavam-no, e escarnecendo em ton de troça diziam “Tu, que destróis o templo e, em três dias, o reedificas, salva-te a ti mesmo; se és o Filho de Deus, desce da cruz..”Mateus27:40

Pelo relato, apercebemo-nos que aqueles que supostamente deviam estar ao lado de Jesus, pois eram os chefes religiosos, eram precisamente aqueles que estavam a torcer pela sua morte.

Coloquem-se no lugar deste criminoso, se vissem todos aqueles lideres religiosos julgarem aquele homem que estava ao vosso lado o que é que vocês fariam? Pensavam que ele era também um criminoso? Ou que ele era o filho de Deus?

Além dos chefes religiosos o criminoso reparou também nos soldados romanos, ele tinha presenciado como Jesus tinha sido maltratado, como o tinham chicoteado, como lhe tinham posto uma coroa de espinhos na cabeça,como lhe cravaram os pregos nas mãos. Acredito que era normal, este malfeitor pensar que aquele que ali estava ao seu lado também era merecedor dos seus crimes, e jamais pensar que ele aquele homem seria inocente e ainda por cima o filho de Deus.

Olhou e viu aqueles rostos desiludidos, pessoas que esperavam por um rei e que agora não compreendiam o porquê dele não se revelar, será que aquelas pessoas foram enganadas, viu também aqueles homens que andavam com ele diariamente? Viu as suas caras de desespero, desanimados.

Será que havia neste malfeitor algum motivo para acreditar emJesus como filho de Deus? Não tinha ele provas ali há sua frente que lhe indicavam precisamente o contrário?

Se eu estivesse no seu lugar acredito que racionalizando as coisas, era muito mais fácil não crer em Jesus do que crer.

Será que na nossa vida hoje não acontece o mesmo, quem é Jesus para nós? Será que ele é o filho de Deus que prometeu voltar ou simplesmente um ser comum?

Sabem amigos não podemos falar da segunda vinda de Jesus sem que primeiramente este ponto esteja claro nas nossas mentes. Posso eu acreditar numa promessa sem eu próprio conhecer o senhor da promessa?

Qual é a vossa relação com Jesus? Ele faz parte da vossa vida?Ou é alguém a quem vocês vão só em horas de aflição? Talvez para alguém aqui Jesus ainda é um estranho.

Sabem amigos não foram nem os lideres religiosos, nem os discípulos de Jesus, nem a multidão que ali estava que mostrou ao ladrão da cruz quem era Jesus! Pelo contrário, se fosse por eles, ele nunca tinha aceitadoJesus como seu salvador.

O que é que fez com que na mente deste malfeitor, Jesus fosse mais do que um ser comum, ou um criminoso? O que é que terá levado este homem afazer a Jesus tal pedido?

Provavelmente este ladrão tinha ouvido da boca de Pilatos as palavras
” …Não acho nele culpa alguma de morte….”Lucas 23:22
Com certeza ele ouviu a oração de Jesus ao Pai, quando este lhe pede perdão por aqueles que o maltratavam. “…Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem… ”Lucas23:24.

Acredito que o seu contacto com Jesus permitiu-lhe ver que Jesus era um ser diferente, aquele olhar sofrido mas ao mesmo tempo compassivo não passou desapercebido a este homem. Ele vira que Jesus actuava de outra forma.

Assim acontece com todo aquele que se volta para Cristo com o desejo de o conhecer, esse não será confundido, e não sairá sem a influencia divina.

Acredito que aquele momento lhe trouxe a memória textos lidos pelos seus professores na sinagoga.

“As minhas costas dou aos que me ferem, e as minhas faces aos que me arrancam os cabelos, não escondo a minha face dos que me afrontam e me cospem.” Isaías 50:6

“Ele foi oprimido, mas não abriu a boca, como como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores. Ele não abriu a boca”Isaías 53:7

“Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre. “Salmo 69:21

Ele reconheceu na pessoa de Jesus o messias prometido, mas o seu conhecimento de Jesus não ficou só por aqui, vemos no texto de Lucas que o outro criminoso blasfemava contra Jesus pedindo a Jesus que se libertasse a si próprio e a eles que ali estavam.

Foi então que aquele ladrão que tinha sido tocado pelo Espirito de Deus responde “ Tu nem aindatemes a Deus, estando na mesma condenação? E nós na verdade, com justiça mas este nenhum mal fez.”

Este ladrão reconhecera que Jesus era inocente ao contrário de si próprio, pois ele sabia que se estava ali para morrer era porque merecia,era consequência dos seus erros.

Se no inicio desta mensagem, vós disse que muitas vezes estamos a viver consequências dos nossos erros, acreditem também que nem sempre o mal que vivemos é consequência de algo que fizemos. Ao vermos Jesus percebemos que ele era inocente, Ele não merecia aquilo que estava a sofrer, no entanto sofreu, e morreu. Isto mostra-nos também que muitas vezes vivemos injustiças,queridos amigos, vivemos num mundo injusto, não esperemos que a vida nos corra sempre bem. Agora gostaria de afirmar que um dia estas injustiças vão terminar,um dia viveremos num mundo justo em que o seu legislador é chamado o Senhor da justiça.  

Este malfeitor não só aceitou Cristo, como aceitou a sua condição pecadora.
Talvez muitos de nós consigamos até dar o primeiro passo, e acredito que se estamos aqui hoje, é porque de alguma forma queremos que Deus faça parte da nossa vida, mas difícil é reconhecer que somos pecadores, que temos errado e que precisamos de reconhecer a nossa condição para que Deus possa actuar na nossa vida.

Somos bons a reconhecer os erros dos outros mas reconhecer que nós próprios erramos é o mais difícil.

Mas a caminhada deste ladrão ainda não tinha acabado é curioso que ele dirige-se a Jesus fazendo-lhe um pedido “ lembra-te de mim quando vieres no teu reino”

Este ladrão demonstrou uma fé muito grande naquele homem, viu como as autoridades religiosas o trataram, viu a reacção dos discípulos, viu amaneira como os soldados o maltrataram, e mesmo assim acreditou que aquele homem lhe podia dar a vida eterna.

Sabendo mesmo que Jesus ia morrer ele demonstra uma certeza inabalável na sua vinda. Ele tinha a certeza que a morte não podia manter preso o filho de Deus.

Foi então que Jesus fez uma promessa a este ladrão, ele prometeu que este ladrão estaria com ele no paraíso quando ele viesse pela segunda vez.

Jesus em breve voltará e ele vai cumprir esta promessa e todas as outras promessas que estão na bíblia, relacionadas com a sua vinda.

Para este ladrão a partir daquele momento independentemente se ele tinha umas horas ou uns dias de vida, acolheu aquela promessa como a única e última oportunidade. Sabia que a sua vida terrena terminaria em breve, mas agora tinha a certeza que quando Jesus voltasse ele poderia ter uma segunda oportunidade, para viver e ser diferente.

A promessa de podermos estar com Jesus foi feita a cada um de nós será que queremos perder esta oportunidade? Estamos nós a adiar esta decisão, este acontecimento terá lugar, não foi nenhum homem que prometeu mas o nosso Deus, gostava de cumprimentar o ladrão na cruz lá no céu. Vou ter curiosidade em conhecer mais da sua vida, vou querer que ele me conte aqueles últimos momentos de sofrimento do nosso senhor Jesus. Acredito que não sou só eu que o quer conhecer, por isso podemos desde já combinar um lugar para nos encontrar-mos com ele. Podemos nós combinar debaixo da arvore da vida, e depois juntos vamos ouvir a sua experiência de fé.

Queridos amigos para que esta promessa seja tão real como foi para este ladrão teremos de aceita-lo como nosso salvador reconhecer o nosso pecado e pedir a Deus como fez este ladrão.

Que Deus nos abençoe a guardar esta promessa da sua segunda vinda dentro do nosso coração. 


FIM

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

TEMPO NÃO É DINHEIRO




Houve um tempo que a ociosidadeera muito grande, pode-se mesmo dizer que foi uma arma utilizada por satanáspara separar o homem de Deus.



Tanto mulheres como homensdeixavam a sua mente desocupada para ser alvos e marionetes nas mãos do diabo.



Mas ao longo do tempo e maisprecisamente nos nossos dias vemos que o Diabo mudou a sua estratégia, já não éa ociosidade a sua arma mas sim o contrário, ou seja trabalho em excesso.



Nunca na história da humanidadese viu o homem mais ocupado do que nos nossos dias, é de casa para o trabalhodo trabalho para casa, o objectivo é sempre o mesmo obter dinheiro para obteros bens necessários, é uma casa nova, um bom carro, umas boas férias, uma boaeducação para os seus filhos e tantas outras coisas que vão satisfazendo ocoração egoísta do homem.



Nunca em nenhuma época dahistória humana se viu tanta tecnologia e ao mesmo tempo tanta falta de tempo.Por ex: hoje nas nossas cozinhas temos máquinas para tudo, para lavar roupa eloiça, para aquecer e fazer comida, se formos a ver na cozinha temos tudo o queé mais avançado para poupar tempo, hoje temos um carro que nos leva a todo olugar, um avião que nos coloca no outro lado do mundo em algumas horas, mas oque acontece é que o homem parece que vive sem tempo.



A vida corre a uma velocidadeimpressionante, e o homem tem a sensação que ainda pode ir mais rápido.



Só para termos uma ideia do queacontece hoje na nossa sociedade é só observar um típico casal Português, ele eela trabalham, de manhã levam os filhos para a cresce ou ATL depois ao fim datarde vão busca-los, de seguida comem uma refeição juntos, para depoiscolocarem as crianças na cama para começar um novo dia, ao fim de semana dormemao sábado porque estão cansados, e no domingo ficam muitas vezes em casasentados no sofá a ver televisão. Gozam finalmente um mês durante o ano. A vidaresume-se a isto.



Acredito que a qualidade de vidabaixou neste últimos anos em prol de valores materiais. Por causa do ritmoalucinante a vida do ser humano resume-se a uma escravatura, o homem é escravodo trabalho, escravo do materialismo, escravo de satanás.



Existe pouco tempo ao descansoquer físico quer mental quer mesmo espiritual, o tempo que descansamos é muitasvezes considerado tempo desperdiçado, por isso satanás coloca no nosso caminhosempre alguma coisa para fazer, para nos desviar daquilo que realmente éimportante.


A bíblia também nos fala dodescanso, e diz-nos como é que Deus se preocupou com esse tempo de repouso o queiria beneficiar o homem em todas as áreas da sua vida.



Só para termos uma ideia, emIsrael havia alguns dias de descanso, lembram-se de alguns? Sábado, a páscoa,pentecostes, o dia da expiação, festa dos tabernáculos. Poderíamos mesmo dizerque nas grandes festas havia feriados.



Mas o mais surpreendente é quehavia ainda mais dias de descanso, basta olhar o que Deus diz em Levítico.



Ler Levítico 25:1-9



 1 Falou mais o SENHOR a Moisés no monte Sinai,dizendo:

 2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes:Quando tiverdes entrado na terra, que eu vos dou, então, a terra guardará umsábado ao SENHOR.

 3 Seis anos semearás a tua terra, e seis anospodarás a tua vinha, e colherás a sua novidade.

 4 Porém, ao sétimo ano, haverá sábado dedescanso para a terra, um sábado ao SENHOR; não semearás o teu campo, nempodarás a tua vinha.

 5 O que nascer de si mesmo da tua sega nãosegarás e as uvas da tua vide não tratada não vindimarás; ano de descanso serápara a terra.

 6 Mas a novidade do sábado da terra vos serápor alimento, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu jornaleiro, e aoestrangeiro que peregrina contigo;

 7 e ao teu gado, e aos teus animais que estãona tua terra, toda a sua novidade será por mantimento.



        Otexto mostra claramente que no sétimo ano o povo iria parar dos seus afazeres,naquele ano iriam recolher somente daquilo que a terra lhes daria, seria umamaneira da terra poder descansar, e ao mesmo tempo o homem teria este ano dedescaso.



Muitas vezes ouvimos a expressãovou fazer um ano sabático, era mais ou menos o que acontecia aqui com o povo, aindapor cima a cada sete anos vivia esse momento.

O que é que Deus queria que opovo fizesse neste ano? Ler Deuteronómio 31:9-12



9 E Moisés escreveuesta Lei, e a deu aos sacerdotes, filhos de Levi, que levavam a arca doconcerto do SENHOR, e a todos os anciãos de Israel.

 10 E deu-lhes ordem Moisés, dizendo: Ao fim decada sete anos, no tempo determinado do ano da remissão, na Festa dosTabernáculos,

 11 quando todo o Israel vier a comparecerperante o SENHOR, teu Deus, no lugar que ele escolher, lerás esta Lei diante detodo o Israel aos seus ouvidos.

 12 Ajunta o povo, homens, e mulheres, emeninos, e os teus estrangeiros que estão dentro das tuas portas, para queouçam, e aprendam, e temam ao SENHOR, vosso Deus, e tenham cuidado de fazertodas as palavras desta Lei;



Quer dizer que o povo de Israelgozava o sétimo ano como um ano de dedicação ao Senhor, nesse ano o povo iriaestudar e meditar na lei de Deus, seria um ano em que homens, mulheres,crianças e até os estrangeiros podiam se aproximar de Deus sem ter mais nenhumapreocupação.



Quando oiço cristãos dizerem quevão fazer um ano sabático, esquecem-se que este tempo não é tempo de deixar assuas responsabilidades de igreja, mas pelo contrário é um tempo deempreendimento espiritual



O mais surpreendente no relatobíblico é aquilo que vamos ver já a seguir, ou seja. Para além do sábadosemanal, dos dias de festa e do ano sabático, havia ainda em Israel um outromomento para o descanso.



Ler Levítico 25:8-10



8 Também contarás setesemanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanasde anos te serão quarenta e nove anos.

 9 Então, no mês sétimo, aos dez do mês, faráspassar a trombeta do jubileu; no Dia da Expiação, fareis passar a trombeta portoda a vossa terra.

 10 E santificareis o ano quinquagésimo eapregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; Ano de Jubileu vosserá, e tornareis, cada um à sua possessão, e tornareis, cada um à sua família.

 11 O ano quinquagésimo vos será jubileu; nãosemeareis, nem segareis o que nele nascer de si mesmo, nem nele vindimareis asuvas das vides não tratadas.

 12 Porque jubileu é, santo será para vós; anovidade do campo comereis.





Ano jubileu, era outro anosabático, vamos então fazer as contas, cada sete anos havia um ano sabático,7 vezes 7 = 49 ouseja o ano 49 era ano sabático e o ano 50 também era. Dois anos de descanso, onde o homem podiadescansar, onde a terra também descansava. Já imaginaram um patrão chegar ao péde vós e dizer-vos para tirar dois anos de férias.



Aqui nesta terra não existepatrões que se preocupam do nosso bem estar a esse ponto, mas um Deus douniverso tinha em sua mente e no seu coração dar este tempo ao seu povo.



Eu imagino os povos vizinhos deIsrael que vinham fazer trocas comerciais e que percebiam que naqueles doisanos seguidos os Judeus viviam em festa e consagração a Deus, sem sepreocuparem em plantar ou vindimar.



Que testemunho poderoso dogrande Deus de Israel. Que oportunidade tinham os estrangeiros de comprovar queaquilo que o povo tinha, dependia somente de um ser misericordioso e soberano,do único Deus verdadeiro.



Dois anos em que Deus permitiaque o povo se aproximasse dele, este povo não ia se preocupar com mais nada anão ser com a vida espiritual. Talvez muitos de nós olharíamos para os nossos negóciose perguntaríamos: o que vai ser do meu negocio? Como é que vou sobreviverestando parado dois anos.



Estes dois anos eram anos dedependência de Deus, era confiar totalmente que ele supriria todo aquilo que opovo precisava. Acredito que deste criança o povo aprendia a depositar a sua fésomente em Deus.



Muitas vezes precisamos deconfiar mais naquilo que Deus nos dá e não tanto naquilo que as nossas mãos conseguemfazer.



Muitas vezes defrontamo-nos commuros elevados, em que nos sentimos presos sem saída, mas tendo fé no nosso Senhor,podemos ver milagres a acontecer á nossa frente e vivermos também essaexperiencia de fé.



Se nós fossemos mais dependentesde Deus veríamos que os obstáculos que se nos apresentam não eram mais do queuma forma de nos fortalecemos ainda mais.



O povo de Israel durante estesdois anos depositava a sua confiança em Deus, eles sabiam que Deus lhes iriasuprir a falta de alimento, e que estes dois anos não lhes iriam atrasar osnegócios.



Hoje mesmo no mundo cristão,apercebemo-nos que, aqueles que se dizem filhos de Deus, têm muita dificuldadeem poderem se deixar guiar por ele, pensam que têm um papel a desempenhar paraajudar Deus a resolver os seus problemas.



Estes cristãos deixaram devalorizar o tempo que Deus lhes deu para se consagrarem e confiarem n’Ele, esimplesmente reduzem o seu cristianismo a uma ou duas horas de reuniõesespirituais por semana.



Quando olhamos para a assistênciaàs reuniões espirituais, por vezes em igrejas com mais de 100 membrosinscritos, aparecem cinco ou seis pessoas.   



Hoje o diabo mantêm-nos tãoocupados, que nem temos tempo de parar para pensar. De parar para reflectir. Deparar para crescer e confiar em Deus.



Quando Deus deu o sábado semanalao seu povo, era com o intuito deste parar dos seus afazeres seculares, ededicar essas horas a contemplar as obras de Deus, a reflectir naquilo que Deustem feito na sua vida e sobretudo a aprender a confiar naquilo que Ele estápronto a realizar na nossa vida.



Infelizmente muitas pessoasolham para esse dia como um dia de prejuízo, olham com tristeza para a ordem dedescansar nesse dia, anseiam que as horas passem para continuarem os seusprojectos.



Por outro lado não podendoempreender os seus negócios nesse dia, dedicam-se ao trabalho espiritual, fazemdesse dia uma maratona de actividades para Deus, mas sem Deus.  



Por vezes o trabalho espiritual quedevia ser realizado durante a semana, fica acumulado para o dia de descanso, detal forma que trabalhamos tanto para Deus que nos esquecemos de trabalhar comDeus.



Querido amigo tu podes ser um excelenteancião, ou diácono, uma empreendedora monitora das crianças, ou um entusiasmadodirector do trabalho evagelístico, mas nada disso vale se não existir tempopara nos relacionarmos com Deus.



Um dia poderemos ouvir da boca de Jesus Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós quepraticais a iniqüidade.” Mateus 7:23  



Como é que Jesus lidava com o tempo?Jesus mais do que qualquer quer um de nós tinha o dia preenchido, estavarodeado de pessoas desde cedo até à noite.

Muitas vezes depois de Jesus tertido um dia atarefado, ele passava a noite em oração. Talvez pensemos que issoseria intemperança, mas na realidade Jesus fortalecia-se na comunhão com o Pai,ele sabia que era nessa intimidade que era mais forte. Assim enfrentava o diaseguinte confiante que o Pai lhe colocaria no caminho as soluções para aqueledia.



Certa vez Jesus olhando para os seus discípulos queandavam de um lado para outro, atarefados com tanto trabalho, disse-lhes:31 Eele disse-lhes: Vinde vós, aquià parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco. Porque havia muitos que iam,e vinham, e não tinham tempo para comer. Marcos 6:31



O Segredo da nossa vitóriaespiritual não está naquilo que empreendemos, não está nas nossas capacidadesde fazer, mas sim em pararmos e confiarmos naquilo que Deus vai realizar.



Gostaria de terminar partilhandoum texto que por ele só tem muito poder.



15Porque assim diz o Senhor JEOVÁ, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em repousardes, estaria a vossa salvação;no sossego e na confiança, estaria a vossa força, mas não a quisestes. Isaías30:15



Qual é a resposta que eu vou darao convite de Deus?



Que Deus o abençoe



FIM

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

IGREJA DE LAODICEIA





Ler Apocalipse 3:14-22





Para conhecermos a igreja de Laodicéia devemos primeirocompreender o contexto social cultural da cidade de Laodicéia.





Laodicéia era uma cidade muito importante, devido ao seucomercio, ali vinham mercadores de terras longínquas a fim de fazer trocascomerciais. Havia em Laodicéia algumas características próprias que faziamdesta cidade uma cidade especial.





Como disse a pouco a cidade era importante isto porque era umacidade rica.





Ela caracterizava-se por ter uma lã preta que era cobiçada pelasua qualidade, e pela raridade por isso era uma lã cobiçada por pessoas deposses.





Uma outra característica tinha a ver com a sua universidade demedicina que produzia um colírio muito bom para os olhos, e por isso muitaspessoas vinham curar as suas enfermidades visuais.





Por fim ela tinha o privilégio de receber de umas montanhasperto da cidade uma água morna que chegava á cidade por um aqueduto construídopara esse efeito, de certeza que era uma cidade que usava a agua como fontestermais.





Alem destas características que tornavam a cidade bastanteconhecida e importante, existia uma outra característica que a definia e que Jesusnão se esquece de a mencionar. No versículo 17 diz: Rico sou, e estouenriquecido, e de nada tenho falta.         





Era uma cidade que se gabava da sua condição económica, umacidade que era autónoma que não precisava de ninguém. Uma caso flagrante da suaauto-suficiência foi no ano 60 D.C. a cidade sofreu um grande terramoto quedesvastou grande parte da cidade, mas esta sem querer ajuda de Roma sereedificou com o seu próprio poder económico.





Quando Jesus dá esta mensagem ele não o faz a cidade mas áigreja, o que se constata é que a igreja vivia na mesma situação que a cidade,com os mesmos princípios e valores, será que nos identificamos dentro destadescrição? Será que não estamos a seguir os mesmos valores que a nossasociedade segue, será que pensamos da mesma forma que a sociedade em Geral.Penso que cada um deve reflectir em si próprio e ver onde é que tem seguido ovalores terrenos. e contribuído para o estado letárgico da nossa igreja.


Face a um quadro destes, Jesus escreve a esta igreja deLaodicéia e introduz-se como sendo o Amen, em hebraico significa “o que éverdade” depois ele continua dizendo que é a testemunha fiel e verdadeira, istomostra mais uma vez o seu caracter verdadeiro, algo que contrasta com a igrejade Laodicéia. E termina dizendo que Ele é o princípio da criação de Deus.





Jesus conhecendo esta igreja utiliza uma linguagem que lhes ébem familiar, ele identifica-se como sendo um mercador e no versículo 18 elemostra os produtos que estão a venda ele tem ouro refinado no fogo, tem tambémvestes brancas e um colírio especial para a vista.





Estes produtos eram bem familiares aos seus destinatários. Seeles tinham uma lã preta Jesus estava agora a dizer para eles comprarem vestesbrancas.





O que quererá Jesus dizer com o comprar, será que o ser humanopode comprar alguma coisa a Deus? Será que Deus precisa de dinheiro? O quequererá isto dizer?





A única troca que Jesus quer fazer com o ser humano é ter o seucoração por inteiro, as vestes brancas são a justiça de Deus, Deus quer queprocuremos a semelhança de Jesus pois ele está disposto a vestir-nos com a suajustiça.





Ele quer nos dar o colírio do Espirito para que saibamos ver poronde andamos. O Ouro refinado no fogo quer dizer que é seu desejo que o serhumano aumente a sua fé e o amor em Jesus.





Mas pelos vistos não era nada destes materiais que a igrejapossuía. Pelo contrário Jesus  revela oestado desta igreja, ele diz que ela nem era quente nem fria, que era morna eque a vomitaria da sua boca.





Eu não sei se já pensaram alguma vez na condição desta igreja?Porquê que Jesus prefere frio a morno, reparem morno está mais perto do quenteque o frio, então basta aquecer mais um pouco e torna-se uma igreja quente,porque é que Jesus diz que a prefere fria?





Sabem irmãos existe uma característica daqueles que são quentesé que estão insatisfeitos com a sua condição, ou seja, têm medo de ir a baixona sua fé, de arrefecer, por isso estão constantemente insatisfeito lutandopara que a sua relação com Deus aumente.





Uma coisa curiosa é que as pessoas frias têm a mesmacaracterística, ou seja elas estão também insatisfeitas, existe qualquer coisaque não as preenche e é com estas pessoas que Deus pode trabalhar, é com estaspessoas que o Espirito pode realizar o milagre.





Mas se estivermos mornos qual é a nossa condição? É estarmossatisfeitos ou acomodados connosco próprios, pensamos que estamos bem e que nãoexiste em nós necessidade de uma mudança de vida.





Dou um exemplo para percebermos:- se eu sou uma pessoainteligente eu penso que terei facilidade em passar nos exames então resolvideixar de estudar sei a matéria, sinto-me seguro e nem preciso de a rever,sinto mesmo que estou bem preparado, o dia do exame chega e corre mal, passadodias recebo a nota negativa e dou-me conta que afinal não sabia nada. Estasituação levou-me a perceber em que estado me encontrava.





Mas raparem agora naquele que sabe a matéria mas que senteinsatisfeito com o que sabe, ele quer aprender sempre mais, pois não sabe bem asua condição face ao exame, se ele estuda ele vai receber uma boa nota,





Da mesma forma aquele que sabe que não sabe nada, ele decidesair do seu estado e fazer qualquer cosia por ele, se não ele já sabe o que lheespera.





Era bom que cada um de nós fizesse uma analise da condição emque se encontra, como é que têm sido?





Somos cristãos que nem somos maus, mas também não somos bons,não somos hostis a Jesus mas também não temos uma relação mais íntima com ele,não somos mesquinhos mas também não somos entusiasticamente generosos, não nosopomos em ajudar o próximo mas que acabamos por não fazer nada por eles.





Que tipo de cristãos temos sido nós, sabemos que a igreja deLaodicéia representa o estado da igreja de Cristo antes de ele vir a estaterra.





Mas Jesus apesar de tudo amava a igreja de Laodicéia e por issoele apresenta-se como aquele que pode criar tudo de novo, não é precisodesesperámos, ele pede só para que lhe abramos a porta, ele depois fará oresto, temos estado a ouvir Jesus a bater a porta do nosso coração.





Ilustração





Conta-se a história de umpintor que desenhou Jesus a bater a uma porta. Depois de ter terminado a obra,decidiu convidar uma serie de críticos de pintura para poderem dar a suaopinião. Enquanto a análise estava a ser feita, uma mão se levantou e mencionouum lapso no desenho. Esse crítico então se levantou aproximou-se do quadro eapontou para a falta do puxador na porta. Logo depois de este ter mencionadoisso, o pintor afirmou que o tinha feito de propósito, pois aquela portarepresentava o nosso coração, e que por causa disso só podia ser aberta pordentro.





Assim será também connosco, ou seja Deus não obriga ninguém asegui-lo, ele não força a entrada, nem arromba a porta. Somos nós que temos delhe abrir a porta ao som do seu chamado.





Jesus esta a nossa espera se temos agido mal durante esta semanase não temos sido nem quentes nem frios mas mornos Jesus tem o colírio quenecessitamos para vermos melhor.





Ele termina com a promessa mais linda que ele fez a todas asoutras igrejas para quem escreveu. Ele diz o seguinte, versículo 21.





Ao que vencer, lhe concederei que se assentecomigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seutrono. Apocalipse 3:21





Reinar com Deus é a promessa, sentar no seu trono é o nossodestino, que privilégio enorme. Estaremos no centro do universo a reinar comDeus para sempre.





Que promessa magnifica que Deus nos abençoe muito e que duranteo resto desta semana que tenhamos a coragem de abrir a porta a Deus pois ele jáesta batendo.


        

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