Youtube

quinta-feira, 24 de julho de 2014

ARTIGOS SOBRE A TRINDADE - CRISTO E SUA ONIPRESENÇA


CRISTO E SUA ONIPRESENÇA


Pedro Apolinário -  Sermões Exaltando a Verdade – Casa Publicadora Brasileira, 1a. Edição
Professor de Grego e Exegese Bíblica do Curso Latino-Americano de Teologia – Eng. Coelho, SP.


o inimigo da verdade, através dos séculos, procura incutir na igreja heresias, especialmente quanto à perfeita humanidade e perfeita divindade de Cristo.
Uma das principais heresias que atingiu a igreja em seus primórdios foi o gnosticismo, que procurou destruir os fundamentos do cristianismo. Seu ensino fundamental era este: a matéria é má; o espírito é bom.
o ataque fundamental do gnosticismo foi contra a divindade de Cristo. Ensinavam que entre Deus e o mundo havia seres intermediários ou semideuses. Os semideuses não possuíam todos os atributos divinos. Para o gnosticismo, Cristo era um semideus.
Esta heresia estava atingindo a igreja de Colossos, e para combatê-la Paulo escreveu a Carta aos Colossenses.
o verso mais significativo desta epístola quanto à divindade de Cris­to inegavelmente é o nove do capítulo dois: “Porquanto, nEle, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.” Note bem: toda a ple­nitude da Divindade e não apenas algumas emanações.
É bom reparar que Paulo aqui usou o verbo katoikeo  —      “habitar permanentemente”, no tempo presente (que é uma ação contínua), e não no aoristo que é uma ação passageira. Em grego o verbo habitar temporariamente é paroikeo.
Jesus, sendo Criador, enfeixa em Si, todos os atributos inerentes a Deus e não apenas alguns deles. É bastante eliminar um dos atributos de Deus, para que Ele deixe de ser Deus.
Ultimamente recebi cartas para que esclarecesse se Cristo realmente perdeu a Sua onipresença. As perguntas surgiram de três circunstâncias:
 1a.) A promessa de Cristo de enviar o Espírito Santo. “E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco” (João 14:16).
       2a.) A declaração de Ellen White: “Limitado pela humanidade, Cris­to não poderia estar em toda parte em pessoa. Era, portanto, do interes­ se deles que fosse para o Pai, e enviasse o Espírito como Seu sucessor na Terra.” O Desejado de Todas as Nações, pág. 669.
 3a.) Descuidadas notas de lições da Escola Sabatina, que serão analisadas nesta matéria.

Atributos Divinos
Para compreender melhor o assunto, seria bom saber alguma coisa sobre os atributos divinos.
Devemos distinguir entre a natureza de Deus e Seus atributos. A natureza de Deus constitui o Ser, os atributos revelam o Ser. Deve-se ainda notar que os atributos não são Deus, mas são os modos e as qualida­des dEle.
Várias classificações têm sido apresentadas uns falam em atributos naturais e morais; um segundo grupo prefere falar em atributos absolutos e relativos. A mais comum, todavia, é falar em atributos incomuni­cáveis ou imanentes, e comunicáveis ou emanantes.
Atributos incomunicáveis são privativos de Deus, e não podem ser encontrados no ser humano: onipotência~ onipresença, onisciência, imutabilidade. Por outro lado, atributos comunicáveis são aqueles que a Divindade transfere ao ser humano, tais como: bondade, amor, justiça, mansidão, paciência, longanimidade, misericórdia, etc.

Conhecendo o Problema
A declaração de O Desejado de Todas as Nações, pág. 669: “Embara­çado (ou limitado) pela humanidade...” se explica por si mesma. Cristo, ao estar na Terra, era tanto Deus, como Homem, mas tinha uma missão a cumprir exclusivamente como Homem, não podendo, portanto, utilizar-Se de Sua divindade para benefício próprio ou no cumprimento de tal missão. A prova de que a divindade estava NEle presente é que Sua maior tentação foi usar o poder que possuía (ver Mat. 4:1-1 1).
Limitado pela humanidade, Ele não poderia estar em toda parte, mas como divino, isso era perfeitamente possível.
Se em Sua humilhação, Cristo não usou os atributos divinos indepen­dentemente do Pai, é evidente que concluída essa fase na Terra, podia usá-los livremente. Tanto é que Seu primeiro ato após concluir Sua missão na cruz foi ressuscitar-Se a Si próprio pelo poder divino que possuía.

Ensinar que Cristo perdeu a onipresença é mais uma das artimanhas do inimigo, para diminuir o Salvador de Seu todo-suficiente sacrifício em nosso favor.
Declarar que Ele perdeu a onipresença seria negar Sua divindade, uma das mais sérias heresias que a igreja cristã enfrentou através dos séculos, e enfrenta em nossos dias.
Cristo é Deus, pois o Novo Testamento assim o denomina sete vezes (João 1:1; 20:28; Romanos 9:5; Tiro 2:13; Hebreus 1:8; II Pedro 1:1; 1 João 5:20).
Se é Deus, é perfeito, logo não pode ganhar nem perder nada. O Pas­tor Daniel Porto declarou convincentemente: “É bastante eliminar um dos atributos de Deus para que Ele deixe de ser Deus.” Revista Adven­tista, março de 1984, pág. 6.

Ampliando o Problema

Quanto às notas de lições da Escola Sabatina, três merecem destaque:

a) Dia 7 de abril de 1977: “Quando Jesus Se tornou carne, despiu-Se dos poderes da Divindade e Se tornou absolutamente dependente do Pai e do Espírito Santo.”
Não tive condições de averiguar se o verbo despir-se foi bem tradu­zido do inglês, ou se foi uma infelicidade de tradução.
Despir-se é pôr de lado, abandonar, despojar-se. Jesus não deixou Sua natureza divina ao estar na Terra; Ele possuía as duas naturezas. Da di­vindade Ele passou à humanidade, esvaziou-Se, sem deixar de ser Deus.
A Sra. White contesta a idéia de Cristo despir-Se ou despojar-Se da natureza divina: “Jesus tomou a humanidade e a acrescentou à divindade. Ele revestiu Sua divindade com a humanidade.” —     Review and Herald, 05/07/1987.
“A divindade e a humanidade combinaram-Se misteriosamente, e o homem e Deus Se tornaram um.” —         Signs of the Times, 30/06/1896.
“Cristo não podia ter vindo à Terra com a glória que possuía nas cortes celestiais. Seres humanos pecadores não suportariam vê-Lo. Ele ve­lou Sua divindade com a roupagem da humanidade, porém, não Se desfez de Sua divindade.” —      Review and Heraid, 15/06/1905.
Não Se desfazer da divindade é a maior prova de que também não Se desfez da onipresença.

b) Dia 11 de março de 1983: “Jesus como Ser humano, está na pre­sença de Deus no Céu, comparecendo ali por nós. Visto que Ele sempre continuará sendo humano, está restringido a um lugar no espaço e no tempo” (Ver O Desejado de Todas as Nações, ed. popular, pág. 644).
Como humano, Cristo estaria limitado pelo espaço, mas como divino jamais, porque Deus não pode ser limitado nem pelo espaço nem pelo tempo.
Uma das provas mais conclusivas de não estar limitado pelo espaço se encontra em Seu aparecimento a dois discípulos no caminho de Emaús (Lucas 24:13-31) e aos outros em Jerusalém (Lucas 24:36 e 37).
A publicação adventista Questions on Doctrine (explicação de nossas crenças fundamentais, à página 77) afirma: “O fato de Cristo ter-Se tor­nado homem de modo algum fez com que Sua divindade fosse restrin­gida ou subtraída.”
c) Dia 8 de setembro de 1986: “Visto, porém, que ‘Cristo levou Sua humanidade para a eternidade’ (Comentário de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, pág. 925) e estar restringido a um corpo humano e não pode mais estar presente em toda a parte como sucedia antes da encarnação, Ele habita agora em Seus seguidores por meio do Espírito Santo. É por meio do Espírito Santo que Cristo habita em nós.” (Deve notar-se bem que apenas o que se encontra entre aspas simples pertence a Ellen G. White; o restante é do autor da lição.)
Infelizmente, esta nota da lição, que jamais deveria ter sido publicada, fez com que muitos de nossos irmãos, especialmente pelo interior de nosso grande país chegassem à conclusão errada de que Cristo perdeu a onipresen­ça. Num curso ministrado aos alunos do mestrado, no IAE, São Paulo, per­guntaram ao Dr. Dederen: Cristo ao tornar-Se humano perdeu a Sua onipresença? Com sabedoria e firmeza contestou energicamente a conclusão er­rada a que alguns chegaram por culpa de notas da lição da Escola Sabatina.
Como Igreja é importante que não permitamos nenhum erro doutri­nário entre nós. A afirmação do autor da lição: “não pode mais estar presente em toda a parte como sucedia antes da encarnação...” não se har­moniza com os ensinos das Escrituras nem com Ellen G. White.
A seguinte verdade deve ser lembrada: cada pessoa da Trindade de­sempenha específica função em benefício do ser humano, mas isto não significa que cada uma não possa desempenhar a função da outra.

Nas 50 proposições do livro Seventh-day Adventists Answer Questions on Doctrine, pág 45, sobre nossas crenças há esta:
“Cremos que a Divindade, ou Trindade, consiste do Eterno Pai, Ser pessoal, espiritual, onipotente, onipresente, onisciente, infinito em sabedoria e amor; do Senhor Jesus Cristo, Filho do Eterno Pai, através de quem todas as coisas foram criadas e por quem se realizará a salvação dos remidos; do Espírito Santo, terceira pessoa da Divindade, o grande regenerador na obra da redenção (Mateus 28:19).
A função de cada membro da Trindade é a seguinte: “Deus no trono do Universo, Jesus no trono da graça e o Espírito Santo no trono do co­ração humano trabalham para a nossa salvação.” Revista Adventista, março de 1984, pág. 7.
O  Pai provê, o Filho realiza e o Espírito Santo aplica.
Concluir que Cristo por conservar Seu corpo humano após a encarnação —   perdeu a onipresença está errado, porque seria crer que Ele deixou de ser divino.
“Cristo é Deus perfeito, mas nunca deixou de ser Homem perfeito, desde o momento da encarnação. O Ser que subiu ao Céu e está assen­tado à destra de Deus Pai é Homem e também Deus. Cristo é homem perfeito, mas nunca deixou de ser Deus perfeito.” J.C. Ryle, Comen­tário do Evangelho Segundo S. João, pág. 15.

Referências Bíblicas
Há inúmeras provas bíblicas da onipresença de Cristo.
Mateus 18:20: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou no meio deles.”
Hebreus 13:8: “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre.” Valiosa prova de que Cristo não poderia ter perdido nada está em Sua imutabilidade.
Atos 9:5 A declaração de Lucas do aparecimento de Cristo a Paulo, cientifica-nos de que Ele pode aparecer em qualquer lugar.
A maior evidência bíblica de que Cristo, tomando a natureza humana, não perdeu nada da divindade se encontra na conhecida declaração paulina: “Porquanto nEle, habita, corporalmente, toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2: 9).
O    Comentário Adventista traz a seguinte nota sobre este verso: “Em Cristo habita a soma total da natureza e atributos de Deus. Todas as fun­ções e poderes da divindade residem continuamente nEle. Toda a pleni­tude de Deus é revelada em Cristo.
‘A extensão do termo pleroma, ‘plenitude’- é sem limite no tempo, no espaço e em poder. Tudo quanto Deus é, cada qualidade da divin­dade dignidade, autoridade, excelência, poder para criar e sustentar o mundo, energia para manter e guiar o Universo, amor que levou a redimir o ser humano, presciência a fim de suprir todas as coisas ne­cessárias a cada uma de Suas criaturas repousa em Crísto.” SDABC, vol. 7, pág. 202.
Sobre Colossenses 1:19, afirma o mesmo comentário: “Em Cristo se encontra a perfeita expressão da divindade de maneira completa e eterna.” SDABC, vol. 7, pág.193.
Na carta aos Colossenses, Paulo está condenando a heresia gnóstica, que não aceitava a plenitude da divindade de Cristo, apresentando-O como um semideus, destituído de alguns atributos divinos.
Colossenses 1:19 e 2:9 contestam hoje, frontalmente, conclusões er­rôneas a que chegaram membros de nossa igreja, por interpretarem mal declarações bíblicas e do Espírito de Profecia. Se Paulo estivesse entre nós hoje, com toda a veemência que o caracterizava, escreveria uma outra carta aos Colossenses atualizada.
Esses dois versos seriam suficientes para provar que Cristo não per­deu o atributo da onipresença. Onipresença é propriedade inerente a Cristo, logo continuará existindo com Ele por toda a eternidade.
Não perdendo nenhum atributo em Sua humilhação, é evidente que, terminada essa fase, pode perfeitamente usar todos os atributos que Lhe são peculiares.
A Cristologia nos ensina que Cristo é onipresente, mas pode ser que nem sempre faça uso desse atributo. Não usar alguma coisa, todavia, não significa a sua perda.

No Espírito de Profecia
Além das citações já feitas, as declarações seguintes quanto à onipre­sença de Cristo também merecem ser destacadas:
“O pequeno grupo reunido para adorar a Deus no Seu santo dia, tem direito a reclamar as bênçãos de Jeová e pode estar certo de que o Senhor Jesus será honroso visitante em suas reuniões.” Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 27.
“Não obstante a aparente vitória de Satanás, Cristo está levando avante Sua obra no santuário celeste e na Terra.” Obreiros Evangélicos, pág. 26.
“A divindade não foi degradada ou mutilada pela humanidade.” —       SDABC, vol. 5, pág. 918.
Essas declarações seriam suficientes para resolver qualquer dúvida que ainda paire na mente de alguém.

Conclusão


Por mais que alguém pesquise tanto na Bíblia quanto nos escritos de Ellen White, não encontrará nenhum texto que dê margem à conclusão de que Cristo perdeu Sua onipresença ao tomar sobre Si a humanidade.
Possuindo as duas naturezas, como humano não pode ser onipresente, mas como divino é Senhor de todos os atributos. Demos graças a Deus por termos um Salvador perfeito, completo, banindo da mente a falsa idéia de um Cristo mutilado.


ARTIGOS SOBRE A TRINDADE - CONSIDERAÇÕES SOBRE A TRINDADE


CONSIDERAÇÕES SOBRE A TRINDADE

Arnaldo B. Cristianini , 
Radiografia do Jeovismo – Cap. 15 – 3a. Edição - CASA

Ao crermos que Jesus é Deus, fazemos pro­fissão de fé trinitária. E a doutrina da Trindade é verda­deira, não porque possamos entendê-la, mas porque é um fato da Revelação. E isto, para nós, os que cremos, liqüida o assunto. Não conseguimos entender a origem do mal, o fato de Lúcifer ter-se tornado Satanás, a miraculosa operação do Espírito Santo e tantos outros fatos. Mas constituem matéria de Revelação divina, e basta!
E’ infantilidade rejeitar a doutrina da Trindade sob a alegação de não existir este termo nas Escrituras. No li­vro divino também não se encontram palavras como Bí­blia, Milênio, Teocracia e outras que igualmente não re­pudiamos, porque o que se busca nas Escrituras são fa­tos e não nomenclatura. Outro contra-senso é rejeitar a doutrina, averbando-a de mistério. Deus é mistério (Isa. 45:15). Com Trindade ou sem ela, Deus é mistério. Cris­to é mistério (Col. 1:26). Aceitemos com humildade a revelação das Escrituras sem precisarmos negar e distor­cer as declarações límpidas e inequívocas da Bíblia relacionadas com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Tolice é estabelecer diferença entre “segredo” e “mistério”, considerando o primeiro como algo ainda não conheci­do e o último como coisa que não pode ser entendida. Um dos mais famosos dicionaristas do mundo, T. Bar­nhart, assim define: “Mistério: segredo, alguma coisa oculta ou desconhecida.” E também: “Segredo: alguma coisa secreta ou oculta; mistério.

A Divindade Se constitui EM três pessoas, Todas eternas, Todas iguais, Todas divinas, permanecendo UMA em essência, em propósito, em funcionalidade. Melhor dito, a Trindade é o organismo da Divindade, é o meio pelo qual Ela Se manifesta e existe em relação ao homem.

A negação da Trindade advém primeiramente de um grande erro: conceituar pessoas divinas como se concei­tuam pessoas humanas.

“Em Teologia, como em qualquer outra ciência, há necessidade absoluta de alguns termos técnicos. Quando dizemos que há três pes­soas distintas na Divindade, não queremos, com isso, dizer que cada uma delas é tão separada da outra, como um ser humano está separa­do de todos os demais. Embora se diga que Se amam, Se ouçam, orem uns aos outros, enviem uns aos outros, testifiquem uns dos Outros, não são, no entanto, independentes entre si; porque, como já disse­mos, auto-existência e independência são propriedades, não das pes­soas individuais, mas do Deus Triüno.” — L. Boettner, The Trinity, pág. 59.

Em segundo lugar, a negação da Trindade, vem da exploração dos textos que falam da subordinação do Fi­lho ao Pai. Contudo Cristo — que é Deus — foi homem também. Daí o dizer-se que Sua natureza é teantrópica (divina e humana). Esta subordinação não é de essência, mas de ordem e operação. Cada uma das Pessoas divi­nas tem a Sua esfera de atividade, “como se fora uma sociedade bem organizada”.

Outro fator da negação da doutrina é a pretensa ig­norância, mas na verdade deliberada má fé de certos es­critores arianos, supondo que cremos em três deuses. Por exemplo, no livro Seja Deus Verdadeiro, página 97 lemos o seguinte sobre a doutrina da Trindade:

“Em resumo, a doutrina consiste em dizer-se que há três deuses em um”.

Esta é, quando muito, uma conclusão que os jeovis­tas querem extrair; nunca, porém, a crença cristã. Nun­ca isto foi escrito ou admitido por um cristão. Em tem­po algum. E inteiramente gratuita a acusação de triteís­mo que nos é feita, ao passo que nós podemos acusar os senhores jeovistas de biteísmo. Ao afirmarem que Jeová é Deus Todo-poderoso e Cristo um deus poderoso, estão crendo em dois deuses! Um Deus maior gerando um deus menor: portanto dois deuses, não importa a cate­goria que procuram dar-lhes.

Na Divindade encontramos, por assim dizer, uma forma de Personalidade sui generis, sem termos de com­paração, totalmente diferente da que se encontra no ho­mem. A revelação nos assegura que cada uma das Pes­soas da Trindade possui in toto, numericamente, a mes­ma substância. Eis os textos: Col. 2:9: “Porque nEle ha­bita corporalmente TODA A PLENITUDE da Divinda­de”; 5. João 14:11: “Crede-Me que Eu estou no Pai, E o Pai EM MIM”; 5. João 10:30: “Eu e o Pai SOMOS UM.” Mesmo estando na Terra, encarnado, Jesus esta­va como Deus na Terra e como Deus também no Céu. 5. João 1:18: “O Filho Unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer.” Jesus falava a Nicodemos, e em­prega o tempo presente do verbo. Há traduções que con­signam 5. João 3:13: “Ninguém subiu ao Céu, senão
Aquele que desceu do Céu, o Filho do homem que está no Céu.” (Matos Soares, Figueiredo, Almeida Antiga e outras).

É verdade que pela razão jamais chegaremos à com­preensão integral da Trindade, mas os que “andam por fé e não por visão” aceitam o que a Revelação apresenta.
Jesus Cristo é Deus porque as Escrituras expressa-mente O designam como Deus. Enumeremos os princi­pais textos:

a) S. João 1:1 — “No principio era o Verbo (...) e o Verbo era DEUS.”
b) S. Mat. 1:23 — “Ele será chamado Emanuel (que quer dizer DEUS conosco.)”
c) Isa. 9:6 — “O Seu nome será (...) DEUS forte, PAI DA ETER­NIDADE.”
d) Rom. 9:5 — “Cristo (...) o qual é sobre todos DEUS bendito para todo o sempre. Amém.”
e) S. Luc. 23:40 — “Nem ao menos temes a DEUS, estando sob igual sentença?”
f)  S. João 20:28 — “Respondeu-Lhe Tomé: Senhor meu e DEUS meu.”
g) Tito 2:13 — “(...) a manifestação da glória do nosso grande DEUS e Salvador Cristo Jesus.”
h) Heb. 1:8 — “Acercado Filho diz: o Teu trono, ó DEUS, é para todo o sempre.”
i)  I S. João 5:20 — “Seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro DEUS e a vida eterna.”
j)  II S. Ped. 1:1 — “(...) na justiça do nosso DEUS e Salvador Jesus Cristo.”
k) S. João 1:18— “(...)o DEUS unigênito que está no seio do Pai é quem O revelou.”
1) Tito 1:3 ú.p — “(...) a pregação que me foi confiada por man­dato de DEUS, nosso Salvador.”
m)S. João 10:33 — “(...) sendo Tu homem, Te fazes DEUS a Ti mesmo.”


A Fórmula Batismal


O mais citado texto trinitário é, sem dúvida, S. Ma­teus 28:19: “Ide, pois, fazei discípulos de todas as na­ções, batizando-os em NOME do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” Há a menção clara das três Pessoas da Divindade, porém a palavra “nome” na forma singular. Não diz: “batizando-os nos nomes do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” Tampouco diz: “no nome do Pai, e no nome do Filho, e no nome do Espírito Santo”, para destacá-los como três Seres separados. Nada disso. Ao contrário, reúne os três dentro de um Nome único. Para os discípulos que ouviram a Grande Comissão, o único sentido que apreenderam foi o de que, dali por diante, Jeová passaria a ser conhecido pelo novo Nome: do Pai, do Filho, e do Espírito Santo.

                                  Uma Saudação Paulina


Em II Coríntios 13:13 temos o registro da bênção apostólica para uso litúrgico nas igrejas, assim redigida:
“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo, SEJA com todos vós!” Não diz: “A graça, o amor, e a comunhão de Deus seja com todos vós.” As três Pessoas de Deus são reunidas e a elas se atribuem bênçãos redentoras.

Outros Apóstolos Mencionam a Trindade


Lemos em 1 5. Ped. 1:2: “Eleitos segundo a pres­ciência de Deus Pai, em santificação do Espfrito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo.” As três Pessoas surgem juntas em expressões de esperança cristã, porém a referência é a um só Deus.
Em Judas 20 e 21 lemos: “Orando no Espírito San­to, conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, espe­rando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.”

Texto Impugnado


Há versões que em 1 Tim. 3:16 consignam “Deus foi manifestado em carne”. Uma nota à margem no “The Emphatic Diaglott” esclarece: “Quase todos os antigos manuscritos, e todas as Versões dizem ‘Aquele’ que foi manifestado, em lugar de ‘Deus’ neste versículo, isto tem sido aprovado.”
Não é exato. Embora traduções e revisões recentes tenham aceitado a versão “Aquele que”, não se segue que quase todos os antigos manuscritos e todas as Ver­sões” a registrem. A palavra “Deus” neste texto encon­tra-se em quatro dos poucos manuscritos unciais ainda existentes. Encontra-se em 260 dos manuscritos cursi­vos, e há 262 deles. Encontra-se em 30 exemplares dos apóstolos, nas Versões Harcleana, Georgiana e Slavôni­ca, e nos seguintes dos Santos Padres: No III século, Dionisio de Alexandria. No IV século: em Dídimo, Gre­gório Nazianzeno, Diodoro de Tarso, Gregório de Nissa (22 vezes), Crisóstomo (3 vezes). No V século: em Cirilo de Alexandria (2 vezes), Teodureto de Chipre (4 vezes), Eutálio, e Macedônio. No VI século em Severo de An­tioquia. No VIII século: em João Damasceno, Epifâneo de Catana, Teodoro Studita, Osmênio, Teofilacto, e Eutímio. Estes dados foram extraídos do “The Revision Revised” do erudito Burgon, que escreveu exaustivo trabalho sobre o assunto.
E temerário dogmatizar sobre textos discutíveis.

                                  O           “Plural de Majestade”


Os que se recusam a admitir uma união das três Pes­soas na Trindade apelam para uma fórmula cômoda de­nominada “plural de majestade”, diante do fato de o nome divino Elohim ser plural, e de passagens bíblicas em que Deus fala no plural, como “Façamos o homem”, “desçamos”, “vejamos”, “Eis que o homem é como um de nós”, “quem irá por nós?” Ora isto é invenção humana, pois as Escrituras jamais autorizaram a inven­
ção deste modus loquendi a que denominam “plural de majestade”. Atribui-se esta invenção a Gesênio que de uma feita apresentou esta idéia de que o plural era ape­nas a maneira de Deus Se apresentar em Sua majestade senhoril, à moda dos monarcas antigos. Descobriu-se, no entanto, que a tese de Gesênio era falsa, porquanto ficou provado que nenhum monarca se utilizou desse sistema. Faraó, nenhum monarca persa, e de nenhum outro reino antigo jamais falaram em nome seu e dos outros. Mas os jeovistas aceitam esta lenda. Em Gên. 41:44, por exemplo, diz Faraó: “EU SOU Faraó (...)“ “tu estarás sobre MINHA casa.” Nada de plural de ma­jestade. A verdade é que quando a Bíblia usa o plural da primeira pessoa, quando devíamos esperar o singular, éque alguma realidade está em jogo. O plural envolve pluralidade de Pessoas na Divindade. O próprio Cristo empregou o plural. Em 5. João 3:11: “Nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto, contudo não aceitais o NOSSO testemunho.” Ainda em S. Mat. 3:15, no batismo: “Assim NOS convém cumprir toda a justiça.” E nos versos seguintes ouve-se a voz do Pai, e se vê o Espírito Santo em forma de pomba. As três pes­soas Se manifestam. Se, como querem os jeovistas, se trata de plural de majestade, então Cristo é o mesmo Jeová, ou o Elohim, porque Eles também usaram o plu­ral de majestade! Mais um exemplo: “A que assemelha­remos o reino de Deus? ou com que parábola o apresen­taremos?” 5. Mar. 4:30. Quando o apóstolo 5. Paulo escreve: “(..) a tribulação que NOS sobreveio na Àsia, acima das NOSSAS forças” (II Cor. 1:8), ou “quisemos ir até vós (...) contudo Satanás NOS barrou o caminho” (1 Tess. 2:18), estava associando consigo os companhei­ros de viagem, de tribulação e de trabalho. Por isso em­prega o pronome “nós”. Não há por onde justificar o uso na antigüidade do pluralis majestatis, uso que, na verdade NÃO EXISTIA. O que há de fato, é pluralidade de Pessoas.
   

      E isto prova a existência da Trindade!

ARTIGOS SOBRE A TRINDADE - COMO TRABALHAR COM AS TESTEMUNHAS DE JEOVA


COMO TRABALHAR COM AS TESTEMUNHAS DE JEOVA

                 Por E. B. Price
                    Pastor da Divisão Australasiana

Faz exatamente seis anos que tive a alegria de ver a primeira família de Testemunhas de Je­ová, com quem trabalhei, deixar aquela seita e aceitar a mensagem do Advento. Embora esta fa­mília tivesse estado ligada às Testemunhas por mais de dezoito anos e ainda tenha parentes na­quela organização, é hoje uma família de leais adventistas do sétimo dia, e trabalham ativa­mente na difusão da mensagem para este tempo.
A partir dessa ocasião, tenho visto muitas outras excelentes famílias, quer membros daque­le movimento ou prestes a o serem, deixarem os ensinos das Testemunhas e se unirem a nós.
Muitos, sinceros pesquisadores da verdade, ao lhes serem apresentadas com simplicidade e clareza as verdades bíblicas que nós, como um povo, temos o privilégio de conhecer, alegre e prontamente aceitam nossa mensagem.
Estou convicto de que todos nós nos devería­mos interessar mais nos processos de enfrentar com eficiência os ensinos das Testemunhas de Je­ová, com a nossa maravilhosa mensagem, e se o fizermos veremos muitos mais aceitarem a luz do Evangelho.
Tratando com os membros desta igreja, deve­mos empregar gráficos e auxílios visu­ais. Costumam eles espiritualizar muito certos ensinos da Bíblia, por isso torna-se necessário ajudá-los a compreender como os textos simples das Escrituras devem ser tomados literalmente.
A apresentação da segunda vinda de Cristo, o milênio, a destruição dos ímpios, a Cidade Santa e a Nova Terra, em especial, precisam ser descritos visualmente para ajudá-los a formarem a concepção mental destas verdades.
Possuo diagramas que, pintei, os quais repu­to da mais mais alta valia; contudo uma disposição em fileira e em sequência de boas ilustrações, am­pliadas de nossas publicações, apresentando, pas­so por passo, desde os sinais dos últimos dias até a Nova Terra, pode ser usada com os melho­res resultados.
Selecione poucos textos simples  sobre cada assunto de seus estudos, E faça com que a pessoa os leia da própria Bíblia, e a se­guir ilustre visualmente, com gráficos e chapi­nhas luminosas o assunto apresentado. Esforce-se por ensinar de começo a fim com a maior cla­reza e a maior lógica possível, e verificará que as verdades se tornam poderosas sendo aclaradas desta maneira.  

Ao apresentar a distinção entre as leis mo­ral e cerimonial e seus aspectos, recorte de um papelão ou cartolina grossa, um simples rolo de­ tábuas de pedra para ilustrar com as leis es­critas por Moisés foram colocadas ao lado da ar­ca do concerto; ao passo que os mandamentos es­critos por Deus sobre pedras postos dentro da arca. Conceda que as pessoas manuseiem estes gráficos e ilustrações; isto tornará o as­sunto uma realidade para elas.
Muito se poderá dizer sobre como apresentar cada aspecto da verdade, mas neste artigo tra­tarei somente dos ensinos das Testemunhas sobre o segundo advento de Cristo e o Sábado. Pude ve­rificar, por experiência, que os seguintes meios são eficazes.

O Segundo Advento em 1914

Eis seis razões por que Cristo não Podia ter vindo em 1914, como pregam as Testemunhas de Jeová:
1. Todo o olho não o viu em 1914. (Apoc. 1: 7). Não pode ser isso um discernimento espiritual,  pois, "todas _as tribos da Terra" _não têm entendimento espiritual, e contudo elas, as tri­bos, O verão (S.Mat. 24:30).
           2. Os justos mortos não ressuscitaram_em 1914 (I Tes. 4:16).
           3. Os  justos vivos não foram tras1adados em 1914 (I Tes. 4:16).
4. Os ímpios não foram destruídos em 1914(II Tes. 2:8; S. Luc. 17:23-30).
5. O Serviço da comunhão não terminou em 1914 (I Cor. 11:26). As Testemunhas de Jeová denominam a Santa Ceia de Culto Memoria1 e o rea­lizam uma vez por ano por ocasião da Páscoa.
6. Cristo não tomou posse do seu reino em 1914 porque isso teria significado que sua obra mediadora, como sumo sacerdote, terminaria e então a partir desse tempo, ninguém mais podia ser salvo.  (Heb.7:24-26).

                           O Segundo Advento Ocorreu em l874


O ensino segundo o qual a vinda de Cristo ocorreu em 1914 é relativamente recente, pois desde o inicio do movimento a Torre de Vigia en­sinava que o segundo advento de Cristo ocorreu em 1874. Isto foi ensinado até 1917, embora es­ta data seja três anos posterior à do segundo advento segundo crêem agora.
Em 1917, a Torre de Vigia publicou uma obra póstuma de C.T.Russell, o fundador, intitulada: "O Mistério Terminado", série 7 de "Estudos nas Escrituras", na qual à página 167 aparece a ar­rojada declaração: "Por ocasião do Segundo Advento, em outubro de 1874". Um gráfico à página 60 do livro aponta o outono de 1874 como a oca­sião do segundo advento do Senhor, e a primave­ra de 1878 como o tempo da ressurreição. Há, ao todo, nove afirmações incisivas no livro indi­cando estas datas.
A pergunta que nenhum crente das Testemu­nhas de Jeová pode responder satisfatoriamente é esta: .por que a Torre de Vigia – se ela é o que pretende ser, o canal da Verdade nestes últimos dias - publicou um livro três anos depois da suposta vinda de Cristo em 1914, declarando que Ele veio em 1874?

          Engano na Data de 1914
A data de 1914 A.D. é apoiada num tempo pro­fético conhecido como "tempos dos gentios", pe­ríodo de 2.520 anos baseados em Dan. 4, quando Nabucodonosor perdeu a razão por um período de "sete tempos". Este tempo profético começou ­segundo eles - em 607 A.C. quando, pretendem, Zedequias, o último rei judeu, foi levado cati­vo pelo rei gentio Nabucodonosor. O fim dos "tempos dos gentios" ocorreu, então, em 1914 A.D., que deve ser o segundo advento de Cristo de acordo com o cálculo deles.

No entanto, ao examinarmos este ensino, verificaremos não só estar escrituristicamente er­rado, como também historicamente.
1. Daniel 4:25 declara limpidamente que os "sete tempos", períodos da insânia de Nabucodo­nosor, começaram quando ele foi segregado da com­panhia dos homens, passando a habitar como os a­nimais do campo. Este fato não ocorreu em tempo anterior, quando ele se achava no fastígio de suas conquistas.
2. Não há ligação alguma absolutamente en­tre Daniel 4 e os "tempos dos gentios" - expres­são primeiramente empregada na Bíblia por Jesus em S. Lucas 21:24 para descrever a destruição de Jerusalém, no ano 70 A.D. e seu , futuro subse­qüente.
   3. Quando Jesus falou dos "tempos dos gen­tios" - falou como estando no futuro, a partir da Sua época, e não recuando-os para 600 A.C.
4. A profecia dos "sete tempos" em Daniel 4 foi toda ela cumprida em Nabucodonosor (Dan. 4: 28 e 33). Não poderia ser cumprida mais de 2.500 anos depois.
5. O ponto de partida da profecia está er­rada em dezenove anos. Zedequias foi levado cativo no ano 586 A.C. e não em 607 A.C. como de­claram os livros das Testemunhas de Jeová, in­cluindo o recente “Do Paraíso Perdido ao Paraíso Reconquistado”, em inglês, pág. 103. Historiado­res antigos e as enciclopédias estabelecem a data de 586 A.C. contudo, uma versão discutível da Bíblia King James que traz datas, na margem, pu­blicada pela Torre de Vigia, estabelece a data de 588 A.C. para o capitulo 25 do Segundo Livro de Reis. O primeiro versículo deste é capítulo re­gistra o cerco final de Jerusalém, o qual demo­rou dois anos, de modo que isto também concorda com a data de 586 A.C. a data exata do cativei­ro de Zedequias. E esta discrepância de dezeno­ve anos conduziria à data de 1933 e não a 1914.
A maioria das Testemunhas de Jeová aceita esta fantasiosa interpretação profética sem uma cuidadosa investigação de sua veracidade, embo­ra seja ela a base de um de seus ensinos essên­ciais.



                 O Sábado de 7.000 Anos


Sustentam a teoria de que cada dia da Cri­ação era um período de 7.000 anos, o que quer dizer que hoje ainda estamos vivendo no sábado de 7.000 anos datando da criação. Desse modo en­sina-se que não é necessário guardar um sábado semanal de vinte e quatro horas. Assim as Tes­temunhas de Jeová não guardam um dia de repouso em nenhum dia da semana.

Estas nove seguintes razões são suficientes para demonstrar que esta esdrúxula teoria não pode ser sustentada pela Bíblia.
          1. Gênesis 1 declara que cada dia da Criação se compunha de "tarde e manhã".
2. Se cada dia tivesse a duração de 7.000 anos, o período de escuridão seria de 3.500 a­nos e nele toda a vegetação teria morrido.
3. A vegetação fora criada no dia anterior à criação do sol e não podia ter existido duran­te 7.000 anos sem a luz solar.
4. A maior parte das plantas e árvores de­pendem de insetos para sua polinização e ferti­lização; no entanto os insetos não foram cria­dos até o sexto dia, ou - segundo a absurda con­tagem das Testemunhas de Jeová - 21.000 anos de­pois.
5. Adão foi criado no sexto dia e, por con­seguinte teria mais de 7.000 anos de idade an­tes que visse a luz do primeiro sábado­
6. A Bíblia ensina que Deus falou e tudo veio imediatamente à existência. Gênesis 1 em­prega continuamente a expressão: "E disse Deus.... e assim se fez"; também "porque falou, e tu­do se fez; mandou, e logo tudo apareceu" (Salmo 33:9) .


     7. O quarto mandamento fala dos dias da cri­ação como sendo os mesmos que o sétimo; e o sábado baseia-se no ciclo semanal dias de vin­te e quatro horas.
8. A Bíblia sempre declara que Deus descan­sou no sétimo dia (Gên. 2: 1-3; Êx. 20:11; 31: 17; Heb. 4: 4) e em nenhuma vez se emprega os mo­dos descansando ou descansa, como seria o caso se o sábado tivesse 7.000 anos de duração.
9. Em nenhuma parte da Bíblia há menção de que um dia é igual a 7.000 anos. Esta suposição não passa de mera conveniência, fantasia sem ne­nhum apoio bíblico.
Embora, a princípio, outras diferenças dou­trinárias possam avultar no espírito das Teste­munhas, verifiquei que as duas doutrinas - a se­gunda vinda de Cristo e o sábado - formam as chaves mais fortes para abrir as fortalezas dos ensinos dos russelitas.
Deve ser também lembrado que o sistema de doutrinação empregado pelas Testemunhas de Jeo­vá revela recitação entusiasta, e por ela o in­teressado é levado de um estudo direto da Bíblia para um estudo das publicações e revistas da Torre de Vigia.
Durante um período de meses e mesmo de anos por vezes, estes ensinos são repetidos até que ocorrem no paciente uma - espécie de lavagem ce­rebral. O interessado não apenas aceita os ensinos, mas crê que são a verdade bíblica procedente diretamente da Torre de Vigia a qual se­ proclama ser o único canal da verdade bíblica nos últimos dias, o “servo fiel e prudente” de  Mateus 24:45.
Quando isto já ocorreu, então é necessário apresentar pacientemente a verdade bíblica também uma porção de vezes até que uma nova pers­pectiva possa ser apanhada pelo interessado e a multidão de ensinos errôneos comece a desfazer­-se.

Trabalhar com as Testemunhas de Jeová é in­teressante e desafiante, mas é compensador para aqueles que estiverem sob a influência destes ensinos serem trazidos ao pleno conhecimento da mensagem do Advento. Eles tornam-se ganhadores de almas zelosos e bem sucedidos.


Este artigo, que apareceu no Ministério Ad­ventista - Janeiro - Fevereiro de 1963, páginas 10 a 12 foi para aqui transcrito, porque estu­dando-o conclui que seria de muita utilidade tan­to no trato pessoal com as Testemunhas de Jeová, quanto no conhecimento de alguns aspectos fun­damentais de suas doutrinas não defensáveis pe­la Bíblia.

ARTIGOS SOBRE A TRINDADE - ANTES QUE ABRAÃO EXISTISSE, EU SOU JOÃO 8:58


             ANTES QUE ABRAÃO EXISTISSE, EU SOU      JOÃO 8:58

João relata a declaração de Cristo da se­guinte maneira: Respondeu-lhes Jesus: Em verda­de, em verdade vos digo: Antes que Abraão exis­tisse, Eu Sou.
No original se encontra: Eiheu autois;
'Ihsons, 'Amhn legw nmin 'Abraam genesnai égw eimí.

(A digitalização e cópia prejudicou a escrita em grego)

A discutida e controvertida Tradução Novo Mundo, na página 312, apresenta uma nota de ro­dapé declarando o seguinte: a expressão grega E­go eimi (Eu sou) deve ser traduzida com propriedade no 'tempo do perfeito indefinido'.   Por
mais que alguém pesquise as gramáticas gregas nunca encontrará este tempo do verbo porque não existe; não passando de pura artimanha dos jeo­vistas. Se essa sua afirmação pode confundir os incautos, jamais os que podem entender um pouco de grego. Traduzir "Ego eimi" por "Eu tenho si­do" é um disparate tão grande, que é melhor não empregar nenhum adjetivo que o qualifique.
Notemos que a forma verbal existisse no gre­go guenestrai indica nascimento, geração e é a­tribuída a Abraão, enquanto eimi = sou, que se refere a Cristo, significa existência. Note a­inda que o primeiro verbo está no aoristo - a­ção pontilear, enquanto o segundo está no pre­sente - ação linear. Uma melhor tradução deste verbo seria: Antes que Abraão fosse feito ou cri­ado, eu sou.

Robertson nos adianta que "eimi" é absolu­to, o que simplesmente quer dizer, que não há complemento predicativo algum expresso com ele.
O grego jamais admitiria a tradução - "Eu tenho sido", porque a única que corresponde ao grego é "Eu sou" = existo. O Novo Testamento o­ferece excelentes exemplos do uso de "Eu sou",
expressão que muitas vezes no hebraico aparece simplesmente com o pronome "eu" e o complemento predicativo, sem o verbo de ligação - "ani Jah­weh (Eu Jeová)".
A Septuaginta traduz a expressão "ani Jah­weh", algumas vezes por "Ego Kyrios", "Ego The­ós", mas outras colocando o conectivo "eimi"; como se pode ver em: Gên. 26:24; 17:1; Êxodo 3: 14; Salmo 35:3; Isaías 43:25; Jeremias 3:l2; Jo­el 2:27.

O embuste do tempo perfeito indefinido e sua tradução eu tenho sido, tem uma única finalida­de, fugir da identificação de Cristo com o Eu Sou de Êxodo 3:14, que e Jeová.
A única tradução correta de Ego eimi é – Eu Sou - e desde que Jeová é o único Eu sou (Êxodo 3:14; Isaías 44:6) Ele e Cristo são um. Na sep­tuaginta, a expressão Eu sou de Êxodo 3:14, es­ta traduzida para "Ego eimi", bem idêntica a de João 3:58, provando de maneira inegável a divin­dade de Cristo.

Duas Explicações de Comentaristas Sobre o Significado da Expressão - Eu Sou

1º.) The Interpretation of St. John's Gospel de Lenski, página 671:
“Jesus declara que embora sua vida terrestre não atingisse cinqüenta anos, sua existência como uma pessoa (Ego) é constante e independente de algum começo no tempo, como foi a vida de A­braão. Eu sou = Eu existo. Assim com as mais simples palavras Jesus testificou da divina e eterna preexistência de sua pessoa”.
2o.) J.H.Bernard - A Critical and Exegetical Commentary on the Gospel of St. John, Vol. 11, pág. 118:
“É evidente que o 'Ego eimi' (Eu sou), usa­do por Jesus, reflete a maneira apropriada e pe­culiar de Deus falar de Si mesmo no Velho Tes­tamento e, na boca de Jesus referindo-se a Sua própria Pessoa, esta expressão se refere a Sua Divindade. Foi exatamente isto o que Jesus quis dizer ao usar esta expressão”.
As Testemunhas de Jeová ainda afirmam que a frase "Eu sou" de João 8:58 pode estar emprega­da no chamado "presente histórico". Embora exis­ta o presente histórico, aplicá-lo nesta passa­gem é um verdadeiro absurdo, pois a gramática nos ensina que seu uso é para relatar fatos pas­sados, como se fossem presentes, para tornar mais vivida a narração.
A prova máxima de que Jesus se declarou Deus ou Jeová é que os judeus tomaram pedras para o apedrejar, pois este'pecado era punido com es­te tipo de morte. Os seguidores da Seita comen­tada defendem que os judeus queriam apedrejar a Jesus, porque Ele os chamara de filhos do dia­bo, conforme relatado no versículo 44. Isto é pura invencionice, desde que João 10:33 declara o motivo de quererem apedrejá-lo.
As leis judaicas apenas permitem o apedre­jamento em cinco casos:
19) Espíritos adivinhadores - Lev. 20:27;
2º.) Blasfêmia - Lev. 24:16;
3º.) Filhos obstinados - Deut. 21:18-21;
4º.) Falsos profetas que levavam o povo à idolatria - Deut. 13:5-10
5º.) Adultério - Deut. 22:21-24
Os judeus como legalistas não iriam apedre­jar a Cristo se ele não estivesse infringindo um destes preceitos em que o apedrejamento era permitido.
São Crisóstomo nos assevera: "Não disse: An­tes que Abraão fosse, eu fui, mas "eu sou". As­sim como o Pai se serve da expressão "eu sou" , Cristo também a emprega, porque denota uma e­xistência contínua, que o tempo não pode medir. Por este motivo a expressão pareceu blasfêmia aos judeus".
............................................................       
Na primeira edição de Sua Bíblia edição No­vo Mundo, as Testemunhas de Jeová colocaram uma nota no rodapé, particularmente interessante. A nota dizia: 'Deveria ser traduzido: Eu tenho si­do e não Eu Sou como em Êxodo 3:14. Então eles acrescentaram esta referência pseudo gramatical que é sui-generis: 'Isto é devido ao uso do tem­po perfeito indefinido do verbo grego'.
O Dr. Martin observa que não existe um tal tempo de verbo em grego. Isso chocou a Torre de Vigia porque o Dr. Martin escreveu-lhes uma carta informando-os sobre isso. Em a nova edição Novo Mundo a nota desapareceu.
O tempo perfeito indefinido foi engendrado pela Torre de Vigia, para que as Testemunhas de Jeová pudessem escapar de S. João 8:58.

Por que fizeram isso? Porque as Testemunhas de Jeová querem esconder o fato de que Jesus e­ra Aquele que afirmou ser o Jeová de Êxodo 3:14.

VEJA TAMBÉM ESTES:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...